Nos últimos anos, o setor foi um dos principais responsáveis pela redução das taxas de desemprego em todo o País Foto: Kiko Silva
A queda no número de ocupações também ocorreu no Ceará. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), houve redução de 1.120 vagas, no mesmo período, no Estado, representando uma queda de 1.23%.
"O setor (construção civil) surpreendeu porque o emprego vinha avançando não só nos últimos meses, assim como também nos últimos anos", afirma o coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Pereira.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Roberto Sérgio, a queda já era esperada. "Em março de 2012, nós estávamos muito aquecidos", compara, acrescentando que oscilações desse tipo são comuns no setor.
Segundo Roberto Sérgio, o principal obstáculo que a construção civil tem enfrentado está ligado às dificuldades por que passam outros segmentos da economia. "A construção não vai ficar crescendo sozinha. O déficit habitacional continua existindo, agora, o que tem mudado é a capacidade de compra, que está em declínio", ressalta. De todo modo, complementa, espera-se que o número atual de vagas na Região Metropolitana de Fortaleza - em torno de 65 mil trabalhadores - mantenha-se estável no decorrer deste ano.
Sondagem
A queda na construção civil também foi apontada pela Sondagem Indústria da Construção, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento apontou recuo no nível de atividade - pelo sexto mês consecutivo - e da utilização da capacidade de operação. Os resultados negativos foram puxados pelas empresas de grande porte e afetaram as expectativas dos empresários para os próximos meses.
O indicador de evolução do nível de atividade do setor registrou 45,5 pontos no mês passado, na média das indústrias de pequeno, médio e grande porte. Para as maiores empresas, o índice foi ainda menor: 44,9 pontos. Também caiu o nível de atividade em relação ao usual. O índice de 43,7 pontos foi o menor da série histórica, iniciada em dezembro de 2009, segundo a pesquisa. A escala vai de zero a 100. Os números abaixo de 50 indicam queda da atividade ou atividade abaixo do usual.
Desemprego: o menor desde 2002
Rio. A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5,8% em abril, ante 5,7% em março. O resultado veio no teto do intervalo das estimativas colhidas pelo AE Projeções, que iam de 5,5% a 5,8%, com mediana de 5,6%.
O rendimento médio real dos trabalhadores registrou baixa de 0,2% em abril ante março e aumento de 1,6% na comparação com abril de 2012. Os números fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME).
A taxa de desemprego de 5,8% registrada no mês passado é a menor para um mês de abril desde o início da série histórica, em março de 2002, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, a população ocupada, de 22,9 milhões de pessoas, "não se alterou significativamente" tanto em comparação ao mês anterior quanto a abril de 2012, segundo o IBGE. Em relação a março deste ano, a população ocupada caiu 0,1% e, ante abril de 2012, avançou 0,9%.
Massa de renda
A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 43,0 bilhões em abril, estabilidade (0,0%) frente a março. Na comparação com abril de 2012, a massa cresceu 2,4%. Já a massa de renda real efetiva dos ocupados atingiu R$ 42,8 bilhões em março, queda de 0,1% em relação a fevereiro.
Já na comparação com março do ano passado, houve aumento de 2,7% na massa de renda efetiva. O rendimento médio do trabalhador foi de R$ 1.862,40 em abril, após ter marcado R$ 1.865,76 em março.
Fonte: Diário do Nordeste
