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25 setembro 2013

A inovação sustentável da construção civil

O setor da construção civil vem passando por intensas transformações nos rumos do desenvolvimento sustentável, com a nobre missão de impactar cada vez menos o meio ambiente. Isso porque é um dos setores que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva. Um conjunto de mudanças está em marcha, com a utilização de fontes de energia alternativa, a adoção de materiais não tóxicos e recicláveis e a oferta de soluções inteligentes para a redução do impacto nas edificações.

As inovações estão na gestão dos resíduos nas obras, na escolha dos materiais com menor impacto ambiental nas construções; na redução do consumo de água e energia. Entre as novidades mais recentes estão as coberturas brancas e reflexivas, com a proposta de reduzir um grau na temperatura da Terra. No interior das edificações, algumas soluções evitam desperdícios e incorporam tecnologias inovadoras no uso de recursos não-renováveis, com as torneiras com fechamento automático e as janelas grandes para aumentar a luminosidade natural.

O cenário brasileiro se volta cada vez mais à reutilização dos resíduos, contando ainda com dispositivos legais para aumento do seu ciclo de vida, tornando-os assim objetos de desejo dos designers mais antenados. Nesta direção, a madeira de demolição se tornou uma forma nobre de expressão e oferecendo um contraste diferente entre o antigo e o contemporâneo.

É por isso que cada vez mais os empreendimentos rumam para as certificações. Entre as mais conhecidas está LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema internacional de orientação ambiental utilizado em 143 países. Criado em 1993 nos EUA, é composto por benefícios econômicos, sociais, e ambientais. A inovação sustentável já é uma realidade, que impõe seus desafios a um perfil profissional mais atento às necessidades do planeta. A atualização profissional nestes novos padrões é capaz de definir o sucesso de uma empresa, colocando-a em posição de liderança e garantindo sua perenidade no mercado.

O cenário brasileiro se volta cada vez mais à reutilização dos resíduos, contando ainda com dispositivos legais para aumento do seu ciclo de vida, tornando-os assim objetos de desejo dos designers mais antenados. Nesta direção, a madeira de demolição se tornou uma forma nobre de expressão e oferecendo um contraste diferente entre o antigo e o contemporâneo.

É por isso que cada vez mais os empreendimentos rumam para as certificações. Entre as mais conhecidas está LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema internacional de orientação ambiental utilizado em 143 países. Criado em 1993 nos EUA, é composto por benefícios econômicos, sociais, e ambientais. A inovação sustentável já é uma realidade, que impõe seus desafios a um perfil profissional mais atento às necessidades do planeta. A atualização profissional nestes novos padrões é capaz de definir o sucesso de uma empresa, colocando-a em posição de liderança e garantindo sua perenidade no mercado.

Fonte: O Sol Diário
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11 setembro 2013

Brasil supera marca histórica de 100 empreendimentos sustentáveis

O Brasil ultrapassou a marca dos 100 empreendimentos sustentáveis certificados LEED (Leadership Environmental and Energy Design), uma marca histórica, e conquistou mais um degrau rumo à liderança mundial em construções sustentáveis – hoje o País está em 4º, atrás apenas de Estados Unidos, China e Emirados Árabes. Desde a chegada do Green Building Council Brasil (GBC Brasil), organização que fomenta a construção sustentável e promove a certificação LEED no País, em 2007, houve grandes mudanças culturais em nível nacional: a sustentabilidade ganhou consistência e tornou-se mais viável, o que favoreceu o desenvolvimento dos green buildings brasileiros.

De acordo com Marcos Casado, diretor técnico e educacional da organização, o Brasil tem crescido no que diz respeito a construções sustentáveis. "Em 2012 havia uma média de 16 registros por mês em busca da certificação, ao passo que nos primeiros cinco meses de 2013 o número cresceu mais de 40%, chegando a 22 solicitações por mês". Para conseguir o selo, é necessário atender a critérios como eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental interna; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretos, entre outras ações que minimizem os impactos ao meio ambiente. Dos 100 que receberam o selo, três já obtiveram o nível Platinum (máximo). Hoje os grandes destaques na busca pela certificação LEED são os estádios-sede da Copa do Mundo. 

Um total de 65% das 100 edificações é de caráter comercial ou escritórios, mas é interessante verificar que o custo-benefício da adoção de medidas sustentáveis vem atraindo diferentes tipos de empreendimentos. "Além dos números expressivos, o setor deve comemorar a busca pela certificação por empreendimentos dos ramos industrial, fabril, esportivo, hoteleiro, varejista e hospitalar, por exemplo. Prova disso é que o centésimo empreendimento LEED no Brasil é um centro de manutenção de uma garagem de ônibus rodoviários, fato inédito", destaca Casado. Os benefícios da adoção das medidas vão da redução de ao menos 30% no consumo de energia, de 50% no volume de água consumida, de 35% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e de 65% na geração de resíduos, além da economia operacional mínima de 8%.

De acordo com Casado, o incremento dos números regionais costuma ser proporcional à adesão ao Programa Nacional de Educacional do GBC Brasil. "Capitais como São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Curitiba/PR, Recife/BA, Brasília/DF, Fortaleza/CE, Florianópolis/SC e Vitória/ES têm investido no Programa, pois viram que o conhecimento adquirido é revertido em melhorias no setor". Isso reforça que o trabalho do GBC Brasil vai além da certificação de empreendimentos, passando também por outros três braços: educação, por meio dos cursos que já capacitaram mais de 47 mil profissionais no Brasil; informação, com a divulgação de melhores práticas em eventos como a Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo, que terá sua 4ª e maior edição esse ano; e atuação junto a organizações governamentais e privadas para promoção de políticas públicas que possam contribuir para o fomento da construção sustentável. "Desde a nossa fundação, trabalhamos para promover discussões no setor e quebrar preconceitos. O Referencial GBC Brasil Casa® para Casas Sustentáveis, por exemplo, é uma das iniciativas atuais de maior apelo no setor, pois estimula a adoção da sustentabilidade por residências. Além disso, com o investimento de empresas em tecnologias e produtos verdes, conseguimos baixar consideravelmente os custos de investimento em empreendimentos sustentáveis – que hoje é de 1% a 7% do valor da construção", afirma Casado. 

Estado
Registros
Certificações
São Paulo
428
80
Rio de Janeiro
137
12
Paraná
43
3
Distrito Federal
21
1
Rio Grande do Sul
13
3
Minas Gerais
16
2
Outros
72
4
Total
732
105

*Números até junho de 2013

Os registros para certificação cresceram em todas as regiões, mas a sudeste permanece na liderança.

O 100º empreendimento

O centro de manutenção da garagem da Auto Viação Urubupungá, que fica no município de Santana do Parnaíba/SP, é o centésimo empreendimento certificado, construído em 2012, objetivando a certificação LEED na categoria Gold. "Para obter este resultado, a Urubupungá adotou, de forma articulada, diversas estratégias durante toda a fase de projetos e construção até a ocupação do centro para poder viabilizar as metas estipuladas e aumentar o desempenho ambiental do empreendimento", ressalta Anderson Benit e, diretor do CTE, empresa responsável pela consultoria green building do empreendimento. O investimento para obtenção da certificação foi de 4,4 % do custo total da obra. Segundo Casado, o retorno do investimento se dará com a redução de 8% no custo de operação e com a valorização do edifício em 10% a 20%.

Fonte: Obra24horas
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03 setembro 2013

Madeira ilegal atrasa a certificação na construção civil

O selo de certificação do FSC, que garante que a madeira foi produzida de forma sustentável, não é uma novidade. Ele existe desde 1993 e já é adotado em vários setores, como na produção de papel e móveis. Mas a adoção da certificação na construção civil, um dos setores que mais consomem madeira, ainda é baixa. Das cerca de mil empresas que trabalham hoje com certificação FSC, só 20 são da área da construção civil, e estudos mostram que há potencial para fornecer cinquenta vezes mais madeira certificada do que o setor comprou no último ano.

O grande problema é que a madeira certificada não consegue concorrer com os preços no mercado interno. Não porque o selo FSC deixa o produto muito caro, mas porque os preços de madeira no Brasil estão distorcidos pelo "falso legal", a madeira retirada de desmatamentos ilegais das florestas brasileiras.

A madeira ilegal não paga imposto, não segue as leis trabalhistas ou a lei ambiental. Quando o "falso legal" entra no mercado, impacta todos os preços. "Hoje, o preço da madeira disponível no mercado não cobre o custo de extração da madeira legal", diz Fabíola Zerbini, Secretária Executiva do FSC Brasil. "É um preço absurdo, porque demonstra que grande parte da madeira disponível não é de origem legal". Essa situação coloca os produtores de madeira certificada em uma posição complicada no Brasil. Eles não conseguem vender no mercado interno, já que seus preços acabam sendo muito maiores, e precisam recorrer à exportação.

A madeira ilegal é vendida graças a um "mercado negro" de autorizações de planos de manejo. O diretor do Ibama Luciano Menezes de Evaristo, responsável pelas operações de fiscalização na Amazônia, já explicou como funciona esse "esquema". O produtor entra com pedido de licenciamento para derrubar a floresta em sua propriedade, dentro das regras do Código Florestal. Quando consegue a licença, ele vende o plano de manejo no mercado negro. Esse plano passa a ser usado para "esquentar" a madeira de desmatamento de áreas protegidas, unidades de conservação e terras indígenas.

Apesar dos problemas, Fabíola acredita que o setor está mudando, e para melhor. Segundo ela, houve um aumento considerável nos debates e negociações entre empresas da construção civil que querem passar por uma transição para adotar uma madeira sustentável. Um avanço concreto começou com a Leed, a principal certificação para prédios e edifícios verdes, que passou a exigir recentemente o uso de madeira certificada. Além disso, alguns bancos já estão cobrando o uso de madeira certificada antes de aprovar financiamentos para empreendimentos. "A mensagem que o setor está passando, nesse momento, é de otimismo. Espero que muito em breve vamos ter as primeiras empresas sustentáveis no setor de construção civil".

Fonte: Época
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29 agosto 2013

Prédios verdes movimentam R$ 22 bilhões em negócios no Brasil

O Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora da 4ª Conferência Internacional & Expo Greenbuilding Brasil, em conjunto com a Ernst&Young, apresentaram um levantamento inédito que compreende dados sobre a movimentação econômica da construção sustentável no País. O estudo destaca a participação do segmento de Edificações sustentáveis no PIB nacional - que vem aumentando consideravelmente ao longo dos últimos três anos - e chegou a marca de R$ 22 bilhões em 2012. O estudo aponta um aumento das construções na composição do PIB brasileiro de Edificações: em 2010, os “prédios verdes” não ultrapassavam 3% dessa rubrica, um percentual que dobrou no ano seguinte e chegou a 9% em 2012. As perspectivas apontadas no estudo sinalizam expectativas positivas para o maior evento do setor no Brasil, que acontece de 27 a 29 de Agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Para Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY (antiga Ernst & Young), a busca pela certificação LEED está sendo cada vez mais segmentada (escolas, hospitais, estádios, edificações comerciais etc.), e até fundos imobiliários têm colocado como fator primordial a certificação LEED como critério para quem vai fazer este tipo de investimento, o que vem impulsionando o mercado de construções verdes.

Apesar do desempenho errático da economia nos últimos seis anos, todos os segmentos da construção apresentaram taxas elevadas de crescimento entre 2007 e 2010. O segmento de Edificações foi um dos destaques, com o PIB passando de R$ 139 bilhões, em 2010, para R$ 163 bilhões, no ano passado.

O diretor gerente do Green Building Council Brasil, Felipe Faria, ressaltou que as edificações que buscam os diferenciais de certificações internacionais como o LEED, vêm apresentando valorização por metro quadrado e diferenciação competitiva considerável frente à velocidade de venda destas edificações, consequentemente temos a diminuição no risco destes investimentos. Felipe comentou durante a coletiva que o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de edificações que buscam a certificação internacional LEED de construções sustentáveis, e logo deverá alcançar a terceira posição, desbancando os Emirados Árabes e ficando atrás somente dos EUA e China. “A certificação LEED está presente em 143 países diferentes. No Brasil, o Sudeste ainda concentra o maior número de empreendimentos certificados e registrados que buscam a certificação, mas o Nordeste do País também está se destacando, a exemplo do estado do Ceará, que vem desenvolvendo projetos no segmento residencial, que tem se mostrado uma tendência para os próximos anos. O movimento da construção sustentável vem fortemente contribuindo na elevação do padrão técnico do setor, onde soluções focadas em eficiência e mitigação de impactos sócio ambientais ganham destaque, auxiliando investimentos em estudo e inovação, além de destacar profissionais e empresas engajados”, complementou. 

Para Liliane Bortoluci, diretora da ExpoGBC, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014 estão impulsionando o mercado de construções sustentáveis no Brasil e isto se reflete no crescimento exponencial do evento. “A Greenbuilding Brasil já se consolidou como o maior evento da construção sustentável na América Latina e este ano estamos superando as edições anteriores em vários aspectos - inauguramos a primeira edição da Expo com apenas 39 empresas, e hoje quase triplicamos este número chegando a marca de 103 expositores, o que explica nossa mudança para o Expo Center Norte, com uma estrutura maior para receber compradores e visitantes”, comenta Liliane. Os organizadores esperam receber cerca de 1600 congressistas durante os três dias do evento, para as sessões plenárias e técnicas da Conferência, que reúne 120 especialistas do Brasil e oriundos de países como Estados Unidos, Noruega e Espanha. 

O estudo está disponível na íntegra em www.ey.com.br/edificiosustentavel

Fonte: Dino
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28 agosto 2013

Certificado ambiental avança com prédios comerciais de alto padrão

O valor das construções registradas para receber certificação sustentável alcançou 8,3% do total do Produto Interno Bruto (PIB) de edificações em 2012, segundo pesquisa realizada pela auditoria Ernst Young a pedido da Green 

Segundo o levantamento, o valor total dos imóveis registrados atingiu R$ 13,6 bilhões no ano passado. O PIB das edificações --uma subdivisão do PIB da construção civil que exclui obras de infraestrutura-- foi de R$ 163 bilhões no mesmo período. 

A pesquisa levou em conta construções registradas para o selo Leed, concedido pela organização americana Green Building Council. 

No Brasil, além do Leed, existe o Aqua, selo da Fundação Vanzolini (que tem 133 empreendimentos certificados no País). Mais dois selos, o britânico Breeam e o alemão DGNB, desembarcaram recentemente. 

Segundo a pesquisa da Ernst Young para a GCB Brasil, o valor total dos empreendimentos registrados para receber o selo quase quadruplicou nos últimos dois anos. A parcela no PIB das edificações pulou de 2,6% em 2010 para os 8,3% do ano passado. 

O número de novos pedidos também deu um salto de 2010 para 2011, passando de 72 para 198. Em 2012, chegou a 216. Com a desaceleração da economia neste ano, a expectativa da GCB Brasil é que esse número seja similar ao do ano passado. 

Alto padrão 

Além do aumento dos pedidos de certificação, o alto padrão dos empreendimentos que buscam a certificação ambiental é outro motivo para o crescimento da participação no PIB de edificações, diz a Ernst Young. 

"A certificação dá ganhos econômicos", afirma o diretor-gerente do GBC Brasil, Felipe Faria, que promove o Greenbuilding Brasil, a partir de terça-feira (27), no Expo Center Norte, em São Paulo. 

"Há valorização do metro quadrado, aumento da velocidade de ocupação e retenção de usuários. Para o investidor faz todo sentido porque reduz o risco." 

Enquanto ganha espaço em prédios comerciais, a certificação sustentável ainda patina entre os imóveis residenciais. 

"Nosso desafio é fazer com que o consumidor residencial seja tão crítico quanto está sendo o de prédios comerciais", diz Faria.

Fonte: Folha de São Paulo
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27 agosto 2013

São Paulo tem construção entre as 18 mais sustentáveis do mundo

A cidade de São Paulo possui um dos dois empreendimentos escolhidos como um dos 18 projetos mais sustentáveis do mundo pelo Climate Positive Development Program, iniciativa da Fundação Clinton e do U.S Green Building Council. O Parque da Cidade, mega complexo com prédios residenciais, comerciais, shopping e hotel, em construção no Brooklin, zona sul, foi considerado referência internacional de desenvolvimento urbano e redução da emissão de CO2. O catarinense Pedra Branca Cidade Sustentável, da cidade de Palhoça, também faz parte da lista.

O Parque da Cidade, da Odebrecht, tem custo estimado em R$ 4 bilhões e deve economizar R$ 500 mil na sua fase de obras por conta de iniciativas sustentáveis, segundo a construtora. Construído em uma área de 82 mil metros quadrados, ele terá cinco torres corporativas, uma torre de salas comerciais, duas torres residenciais, um shopping center e um hotel. O empreendimento terá 22 mil metros quadrados de área verde, aberta 24 horas para o público. O complexo deve ficar pronto em 2019 e terá a circulação de aproximadamente 65 mil pessoas por dia.

O "canteiro de obras sustentável" do Parque da Cidade inclui um sistema de captação de energia solar, uso de lâmpadas LED e ar condicionado com sistema para economia de energia elétrica. Além disso, é feita a captação de água da chuva, que passa por um tratamento brando e é utilizada nos banheiros. Os sanitários têm um sistema de esgoto a vácuo, que promove economia de água. Durante os seis anos de construção do empreendimento, devem ser poupados 27.600 m³ de água e 20% de energia elétrica.

"O fato de dispormos de um grande terreno e bastante tempo de construção nos permitiu transformar o canteiro em um laboratório, experimentando conceitos sustentáveis a serem aplicados quando o empreendimento estiver pronto", explica o diretor de engenharia e construção da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Eduardo Frare, responsável pelo projeto.

Ele afirma que o "canteiro sustentável" também tem o papel de educar as pessoas em relação a práticas que visam a economia de água e energia, além da destinação adequada de resíduos. "Temos um sistema de coleta de resíduos disponibilizado para a comunidade do entorno, onde as pessoas podem trazer seu lixo para fazermos a destinação correta, seja de óleo de cozinha, baterias, computadores, lixo orgânico." Em três meses, foram coletados 1,8 tonelada de resíduos.

No canteiro de obras, foi montada uma usina de concreto própria, com o objetivo de diminuir a circulação de caminhões pela cidade. A previsão é de que, durante os seis anos, sejam rodados 200 mil quilômetros a menos.

A iniciativa, no entanto, tem impacto na mão de obra. Com a adoção dessas medidas, o número de funcionários é reduzido de mais ou menos 4 mil para 2 mil. Para Frare, menos pessoas circulando no canteiros significa mais segurança. "Se obras já são incômodas para quem mora perto, imagine para quem está trabalhando lá, todo dia. Fora os transtornos causados por uma equipe grande em uma obra num espaço urbano - são 4 mil funcionários vindo de carro ou ônibus."

Os trabalhadores têm disponível um totem informativo, com dados sobre o consumo de água, energia e emissão de CO2 da obra. O dashboard também tem conexão com sites de órgãos como CPTM e SPTrans e traz informações sobre linhas de ônibus, metrô, trem, voos, horários de trânsito etc.

Medidas devem ser avaliadas

A engenheira civil Cilene Garcia, do grupo Eesc Sustentável da Escola de Engenharia da USP de São Carlos, focado em construções sustentáveis e áreas verdes, afirma que canteiros desse tipo são, de fato, uma tendência, mas nem todas as iniciativas de sustentabilidade são simples de serem adaptadas e requerem uma avaliação.

"O reuso de água, por exemplo, envolve questões normativas complicadas, porque aquela água captada pela chuva só pode ser usada para alguns fins, em que não haja o risco de uma pessoa consumi-la", explica Cilene. Ela acrescenta que nem sempre essa medida é rentável porque implica no custo adicional de bombeamento da água, que gasta energia, e no uso de tubulações diferentes e separadas. "Se a obra não vai durar bastante tempo, não se justifica fazer isso, porque o gasto não vai ser diluído."

Em relação à usina de concreto própria, a engenheira diz que essa é uma prática comum em obras grandes, em que há bastante espaço. "Até porque a empresa economiza gastos com gasolina e evita que os caminhões fiquem parados no trânsito." Sobre os painéis de energia solar, Cilene afirma que a captação é muito baixa e supre apenas a iluminação, que não chega a 1% dos gastos do canteiro. "O interessante é captar energia suficiente para usar com os equipamentos, que demandam alta potência e proveriam uma economia maior, mas seriam necessários mais painéis e, logo, mais espaço."

As iniciativas sustentáveis em um canteiro de obras podem ser, no entanto, variadas. Cilene conta, por exemplo, que nas obras do grupo da Escola de Engenharia, têm sido utilizadas telhas recicladas para o fechamento da construção, em vez de chapas compensadas (tapumes de madeira comumente usados para cercar obras). "Apesar da telha ser mais cara, ela dura mais tempo e pode ser usada outras vezes, enquanto a chapa é jogada fora e vira resíduo."

Fonte: O Estado de São Paulo

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26 agosto 2013

Construção civil usa 75% dos recursos

A construção civil, aos poucos, vem buscando reverter a sedimentada imagem de “vilã” ambiental. Ferramenta importante para o desenvolvimento econômico - com projeção para 2013 de crescer 4% no PIB (Produto Interno Bruto) do setor e mais de 10 milhões de pessoas empregadas direta e indiretamente – o segmento figura como grande poluidor e se prepara para mudar. O desafio, observam especialistas, é incorporar práticas que garantam maior durabilidade e menor consumo energético e nisso, são unânimes: a escolha de produtos e processos mais “limpos” faz a diferença.

Dados do relatório sobre a gestão da sustentabilidade na construção civil, divulgados pela Fundação Dom Cabral (entidade que atua no desenvolvimento e consultoria de empresas e negócios sustentáveis), dão conta que 75% de todos os recursos naturais e 44% da energia produzida no país são consumidas na construção civil. 

A Usina Ecobrit é uma das duas que reciclam entulhos de construções no Estado. Material derivado pode custar até 50% mais barato, mas procura ainda é pequena devido à desinformação
O setor também responde por cerca de 40% de todo o resíduo produzido pela atividade humana e pela emissão de um terço de gases do efeito estufa - devido o vasto uso de insumos, como cimento e aço. Para ter ideia, a siderurgia no país é responsável por 35% das emissões de carbono da indústria, enquanto o cimento por 19%. Acrescentando-se o consumo de diesel no transporte dos materiais até os canteiros de obras o cálculo aumenta substancialmente.

Mas as mudanças já começam a se esquadrinhar, movidas por leis de proteção ambiental mais rigorosa e para atender o desejo de consumidores cada vez mais exigentes, como lembra o presidente do Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), Arnaldo Gaspar Júnior. 

“As pessoas estão preocupadas com gastos de manutenção futuros, nisso a nova norma de desempenho de edificações, que é quase um código do consumidor específico para a construção civil, é um grande aliado na busca por sustentabilidade”, frisa o presidente do Sinduscon/RN. 

A norma institui nível de desempenho mínimo ao longo de uma vida útil para cada parte da estrutura, de toda e qualquer edificação habitacional. Uma espécie de manual de uso e construção, explica o presidente do Sinduscon, que estabelece as obrigações de cada autor dentro da cadeia da construção, ao tempo que resguarda de futuras reclamações. “A norma aliada à sustentabilidade vem dar robustez ao setor”, avalia Gaspar Júnior.

Pesar o desempenho de cada produto e insumo usado na edificação e impacto causado por cada agente, contribui para a durabilidade. Para a professora Maria das Vitórias Vieira Almeida de Sá, do Departamento de Engenharia Civil da UFRN, o conceito de sustentabilidade não pode ser desvinculado ao da duração das edificações.

“Não é só o uso de materiais por si, a destinação adequada de resíduos. Quanto mais tempo a edificação durar, menos recursos serão usados para manter ou mesmo para construir outra em substituição”, afirma.

Localizar, medir, mitigar ou compensar emissões de carbono, bem como estudar alternativas para ter bom desempenho com menor consumo energético e de demais recursos naturais é a fórmula que deve ser aplicada desde as pranchetas até os canteiros de obras. 

O desafio para mudança conceitual, analisa ela, passa pela educação. “A mudança vai nascer nas universidades, com a formação dos engenheiros. Esse é o papel da academia”, assevera Maria das Vitórias Sá. 

Sem alterar a essência da atividade econômica, alerta ela, é preciso agregar práticas que atendam às necessidades da sociedade, mantenham o crescimento da economia e ambiente sadio. “Se constrói para vender, sim. Esse é o papel do empreendedor. Não tem o sonho social. Dentro desse contexto, é preciso pensar nas gerações que virão”, afirma a professora.

Apenas 30% do entulho tem destino adequado

Em Natal, de acordo com levantamento da Companhia de Limpeza Urbana são geradas, por mês, 40 mil toneladas de resíduos da construção civil (RCC), mas somente cerca de 12 mil toneladas (30%) seguem para as duas usinas de reciclagem de resíduos da construção civil instaladas no Estado. A maior parte – 70% - ainda vai parar em terrenos baldios e locais indevidos para o descarte.

“É muito baixo o volume encaminhado às usinas, ainda há descarte irregular do material que contamina o solo e não gera renda”, afirma o sócio-diretor da usina Ecobrit, Ubirajara da Costa.

Apesar da capacidade instalada para receber e processar 15 mil toneladas por mês, a Ecobrit só opera com cerca de 6 mil toneladas de resíduos provenientes de 40 construtoras, além de demanda avulsa. Deste total, somente 30% volta para as obras como produto reciclado para ser incorporado à edificação.

“Ainda é visto como subproduto, quando dependendo da aplicabilidade é mais viável e mais barato 50%, optar pelo reciclado. Mas acreditamos que a geração e a aceitação do produto cresçam com a conscientização”, confia Ubirajara Costa. Depois de moída, a brita não pode ser vendida e usada como material estrutural, mas serve para piso, contrapiso, pavimentação o que já amortiza muito os gastos da obra com o mesmo nível de qualidade.

Até 95% de todo resíduo gerado na construção pode ser reciclado. A desinformação faz com que metade do material recebido permaneça ocioso no pátio, apesar do potencial para uso. Os outros 20% corresponde a madeira, plástico, ferragens, papel e papelão que seguem para outras indústrias de processamento.

Para a professora Maria das Vitórias Sá, é preocupante a produção do resíduo, que não deveria mais ocorrer. A geração significa que o processo construtivo não é tão cuidadoso com o desperdício e traz gastos desnecessários. A UFRN desenvolve projetos de pesquisas sobre o potencial do material reprocessado agregado à argamassa e ao concreto, analisando a eficiência, como e em que podem ser usados. 

Faltam prédios inteligentes

O número dos chamados imóveis “inteligentes” ainda é ínfimo. Empreendimentos sustentáveis são apenas 1% do mercado brasileiro. No RN, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN) não tem informação sobre empreendimentos em funcionamento. Mas a tendência é que nos próximos anos esses espaços sejam cada vez mais comuns, na opinião do presidente do Sinduscon, Arnaldo Gaspar Júnior. “É uma exigência do mercado. O consumidor prefere ter um imóvel inteligente, que otimize o uso e traga economia. Essa será, em breve, uma revolução silenciosa”, disse. O marco regulatório para geração de energia fotovoltaica (solar), sancionado no início do ano, é uma das formas de acesso para a nova era de edificações, segundo ele.

Fonte: Tribuna do Norte
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23 agosto 2013

Selos para edificações sustentáveis

Brasil supera marca de 100 empreendimentos certificados pelo selo LEED – Leadership in Energy and Environmental Design. Hoje o país está em quarto lugar no ranking mundial de projetos com o selo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes. Segundo balanço do GBC Brasil, a região sudeste permanece na liderança. Somente São Paulo possui 80 empreendimentos LEED. Completam o a lista o Rio de Janeiro (12 certificados), Paraná (3), Rio Grande do Sul (3), Minas Gerais (2) e Distrito Federal (1). Outras cidades ainda possuem quatro empreendimentos contemplados. Dos 105 que receberam o selo, três já obtiveram o nível Platinum (máximo). A maioria das edificações é de caráter comercial ou escritórios.

O LEED pontua edifícios, de 40 a 110 pontos e assim um projeto pode ser considerado Certified, Silver, Gold ou Platinum. O primeiro edifício a receber o certificado Platinum, o mais alto da categoria na América Latina, foi o Eldorado Business Tower (São Paulo), em 19 de agosto de 2009. O LEED é um selo de origem norte-americana, implantado através de comitês multidisciplinares compostos por engenheiros, arquitetos, construtores, incorporadores, advogados, corretores de imóveis, entre outros profissionais da indústria da construção. O selo leva conta, basicamente, sete quesitos: uso racional da água, eficiência energética, redução, reutilização e reciclagem de materiais e recursos, qualidade dos ambientes internos da edificação, espaço sustentável, inovação e tecnologia e atendimento a necessidades locais, definidas pelos próprios profissionais da GBC, que variam de empreendimento para empreendimento.

Outro selo que certifica a sustentabilidade é o AQUA (alta qualidade ambiental), inspirado no selo francês HQE, ele foi desenvolvido pelos professores da Escola Politécnica da USP. A ideia de elaborar um referencial técnico brasileiro surgiu a partir do projeto de pós-doutoramento de Ana Rocha Melhado e acabou se tornando um convênio internacional. O AQUA é o primeiro selo que levou em conta as especificidades do Brasil, o que se configura como sua maior qualidade. São 14 critérios que avaliam a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas. Os critérios são: relação do edifício com o seu entorno, escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos e canteiro de obras com baixo impacto ambiental, gestão da energia, da água, dos resíduos de uso e operação do edifício e manutenção e permanência do desempenho ambiental, conforto higrodérmico, acústico, visual e olfativo, qualidade sanitária dos ambientes, do ar e da água. Por ser mais abrangente é também o mais caro entre as certificações.

Um selo que atende as especificidades do Brasil garante que pressupostos e critérios relacionados à legislação, clima e fontes de energia, por exemplo, sempre serão compatíveis com o nosso país. O que não acontece com outros selos, como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que está sendo muito procurado pelos empreendedores brasileiros, já que possui uma maior credibilidade internacional.

O PROCEL, o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, promove o uso eficiente da energia elétrica, combatendo o desperdício e reduzindo os custos e os investimentos setoriais. Ele pode ser considerado mais como uma “etiquetagem” ou identificação do que um certificado, considerando que ele apenas classifica o desempenho de uma edificação. O objetivo é incentivar a elaboração de projetos que aproveitem ao máximo a capacidade de iluminação e ventilação natural das construções.

Fonte: PET Engenharia Civil UFJF
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20 agosto 2013

Construções com telhado verde devem ter isenção fiscal

A técnica do Telhado Verde, bastante utilizada em países europeus como Alemanha e Suíça, traz uma série de benefícios para o equilíbrio ambiental, como o cultivo de novas áreas verdes, balanceando os espaços entre construções em concreto e vegetação. Além disso, ajudam na absorção do gás carbônico da atmosfera, reduzindo a poluição e o efeito estufa. Proporcionam isolamento térmico, pois as condições ambientais de dentro de uma construção com o telhado ficam mais amenas. Faz com que o ambiente tenha uma acústica melhor, impedindo a entrada de sons em determinadas frequências. Melhora a umidade relativa do ar. Colabora para o desenvolvimento de ecossistemas, atraindo pássaros, borboletas e outros animais. E, ainda, aumenta a retenção da água da chuva, que pode ser utilizada de diversas formas, como na jardinagem e também na limpeza em geral.

Após analisar a quantidade de vantagens que a técnica traz e o seu sucesso nos países da Europa, pensei em trazer a proposta para o Rio de Janeiro. Redigi o projeto que deu origem à Lei 6.349/2012, que determina que as novas construções públicas do estado do Rio de Janeiro deverão utilizar a técnica Telhado Verde com uma arquitetura que consiste na aplicação e uso de solo e vegetação sobre uma camada impermeável aplicada sobre os telhados.

O tipo de vegetação dos telhados verdes deverá ser, preferencialmente, nativo e resistente ao clima tropical e às variações de temperatura, além de usar pouca água, de modo a não servir de habitat a mosquitos como o Aedes aegypti. O detalhamento técnico para regulamentação da lei ficará a cargo das secretarias de Estado de Obras, de Meio Ambiente e da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio (Emop).

Já existem alguns exemplos, no Rio, da técnica de Telhado Verde. Um deles é no Morro da Babilônia, no Leme, onde funciona uma espécie de núcleo de cultura, uma escola e a Cooperativa de Reflorestamento e Ecoturismo da Babilônia. Nesse prédio, a água retida é escoada para um sistema de calhas até uma caixa d´água com capacidade para armazenar três mil litros, que são utilizados na limpeza do mesmo. Outro prédio que também conta com o telhado verde para armazenar água da chuva é o edifício Marquês dos Reis, no centro do Rio.

Há uma proposta de redução fiscal para as edificações que adotarem métodos construtivos menos agressivos ao meio ambiente e tecnologias de economia e eficiência no uso de água e energia. A proposta foi enviada pelo prefeito à Câmara dos Vereadores. Os benefícios fiscais podem ter descontos de até 50% ou mesmo isenção de IPTU e ITBI, além de redução de ISS, durante as obras e após o Habite-se. A nova legislação determina que os prédios ecológicos possam se favorecer de mudanças na legislação urbanística, como coberturas e pavimentos de uso comum maiores e vagas de garagem menores.

Para administrar essa política de incentivo à utilização desses métodos de construção e redução fiscal, foram criados os selos Qualiverde e Qualiverde Total, que só projetos multifamiliares ou comerciais novos ou de reforma podem receber, a partir de uma classificação por pontos. A aplicação desses dispositivos de economia e de reuso de água, telhados com cobertura verde, painéis solares como fonte de energia podem adquirir a certificação. Para conquistar os selos, os projetos devem somar de 70 a 100 pontos.
Com a aprovação dessa proposta, os selos darão direito a descontos de 50% ou isenção de IPTU durante as obras, até o limite de dois exercícios fiscais. Após o habite-se, a redução de IPTU poderá ser de 10% ou 20% para os moradores, conforme a classificação obtida. E valerá por três anos, podendo ser renovada indefinidas vezes, desde que os prédios mantenham as características sustentáveis. Haverá, ainda, descontos de 50% ou isenção de ITBI na primeira aquisição dos imóveis verdes e alíquotas especiais de ISS de 1,5% ou 0,5% para os projetos. O valor atual da alíquota de ISS da construção civil é de 3%.

Estamos caminhando na busca de uma política pública sustentável, com fontes de energias renováveis e redução na exploração dos recursos naturais, para que assim, todos possam usufruir por muito mais tempo dos recursos esgotáveis, bem como nossos filhos e os filhos de nossos filhos.

* Luiz Martins é deputado estadual no Rio de Janeiro, líder do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e membro da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Fonte: Conjur
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15 agosto 2013

Curitiba é exemplo nacional em construção sustentável

Ao todo, 48,3% dos empreendimentos comerciais e corporativos lançados nos dois últimos anos na cidade de Curitiba/PR buscam selo verde, contra 47,2% dos lançamentos em São Paulo e 40,8% no Rio de Janeiro, que também estão em processo de certificação.

Marcos Casado, diretor técnico e educacional do Green Building Council Brasil (GBC Brasil) – que promove a certificação LEED (Leadership in Energy & Environmental Design) em âmbito nacional – destaca que o futuro do selo é promissor no País. “A meta é atingir 900 empreendimentos registrados e 120 certificados até o final de 2013”, reforça.

“Em Curitiba, a sustentabilidade nas edificações não é mais tendência e sim realidade. Este cenário só tende a crescer com a estabilização do setor da construção civil”, explica o vice-presidente do Sinduscon-PR para a área de meio ambiente, Almir Perru. De acordo ele, eficiência energética e certificação são hoje diferenciais competitivos cruciais na economia global, sendo fundamental para o crescimento de Curitiba e do Brasil.

“Estamos falando de empreendimentos com infraestrutura e operação de primeiro mundo, que passam por um rigoroso processo de auditoria internacional, para comprovar se eles realmente agregam uma série de benefícios, tanto ao meio ambiente como aos seus usuários”, ressalta Parciornik, diretor da Top Imóveis, empresa do setor imobiliário que especializada no segmento de espaços empresarias. 

Segundo ele, por conta deste cenário grandes corporações elegeram Curitiba como a “menina dos olhos”, quando o assunto é locação de imóveis para abrigar grandes equipes. “As vantagens são muitas, há uma redução significativa das taxas de condomínio, em grande parte por conta da diminuição do consumo de energia, em torno de 30%, de água, entre 30% a 50%, sem falar nas vantagens da operação inteligente do prédio, segurança, conforto térmico e acústico, além da preservação do meio ambiente”, explica.

Green Building Iguaçu 2820

Totalmente alinhado com este modelo de negócio, o complexo empresarial Iguaçu 2820 busca a certificação LEED, com entrega prevista para outubro deste ano. Com extensão total 35 mil metros quadrados, ele oferece seis mil metros quadrados de espaço corporativo, em cinco lajes de 1.200m², exclusivamente para locação, em um dos pontos nobres da cidade, no Batel, Avenida Iguaçu 2820. “Optamos pelo LEED porque é a certificação de maior importância no mundo. Ela define critérios de sustentabilidade para o edifício, desde a fase do projeto, passando pelo processo de construção até a sua ocupação”, explica o diretor da Construtora e Incorporadora Laguna, Gabriel Raad, responsável pela construção e administração do Iguaçu 2820.

O selo já é usado em mais de 140 países. O Brasil possui 698 empreendimentos registrados, sendo líder em construções sustentáveis na América Latina, aparecendo em quarto lugar no ranking de países certificados pelo LEED, atrás apenas de Estados Unidos (44.702), China (1.219) e Emirados Árabes (811). "Somente Curitiba é responsável por cerca de 128.000 m² comerciais e corporativos, além de aproximadamente 330.000 m² relativos à outros usos, o que demonstra a expansão desse mercado", ressalta Guido Petinelli, que é responsável pelo processo de certificação de uma série de empreendimentos na cidade, incluindo o Complexo Empresarial Iguaçu 2820.

Fonte: O Progresso
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05 julho 2013

Madeira de construção vira decoração

O mercado da construção civil gera grande volume de lixo. E a madeira usada nas obras é um destes materiais, cuja dificuldade está justamente em como descartá-la. 

Pensando em maneiras de dar um descarte correto à madeira usada nas construções, o empresário Mario Ferminio, de Tubarão, elaborou um projeto que transforma este material em objetos de decoração. A ideia surgiu quando, observando uma obra, pensou em uma solução para toda a madeira que estava armazenada no local.

“Geralmente, a madeira de construção sai empenada, com furos e suja. O meu projeto é para reaproveitar a madeira da obra. Ela passa por um processo de impermeabilização contra cupim e umidade e é dado outro fim para o material, que passa por modificação. Com isso, consigo colocar um produto no mercado totalmente sustentável”, explica Mario.
 
Com a dificuldade que a construção civil tem para descartar a madeira, que segundo Mario é o lixo mais volumoso do planeta, a transformação da mesma em objetos pode ser realizada na própria obra. “A empresa nos contrata e a gente faz o trabalho dentro da própria obra, ou mesmo na minha empresa. Com a madeira é possível fazer painéis, decks, mesas ou o que o cliente preferir. De 20% a 30% da madeira que sai da obra - ou até mais - daria para usar na construção dos móveis. É um trabalho inédito”, ressalta.

A textura dos produtos feitos pelo empresário é diferenciada. “É uma textura vitrificada, que pode ser pintada de qualquer cor. Além disso, o projeto abrange quatro itens importantes da sustentabilidade: a matéria-prima vem do lixo; pode ser feito na obra, sem necessitar de transporte; é um produto com durabilidade e é produzido por encaixes”, explica Mario.

O empresário sempre trabalhou pensando na sustentabilidade. Por anos, produzia pranchas de surfe usando o próprio resíduo da prancha, como restos de isopor. Há um ano, começou a fazer cubas para banheiro aproveitando os mesmos materiais. “A partir do momento em que comecei a procurar lixo para transformar em objetos, como no caso da madeira, passei a ter outra visão de mundo. Os produtos são uma forma de contribuir com o meio ambiente, do qual todos nós fazemos parte”, acrescenta Mario.

Fonte: Diário do Sul
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20 junho 2013

Brasil tem seu primeiro shopping sustentável

No mês de abril, o estado de São Paulo saiu na frente e liderou o ranking de pedidos para obtenção da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), selo internacional que atesta a sustentabilidade de empreendimentos, mas outras regiões também se destacaram. Na região sul, o destaque foi para a Estação San Pelegrino (Caxias do Sul/RS), primeiro Shopping da América Latina a obter o selo. 

De acordo com Tatiana Tostes, gerente de Green Building para América do Sul da Cushman & Wakefield, empresa que prestou consultoria para a obtenção do selo, a adoção de ações sustentáveis representa um diferencial. “A certificação agrega valor à construção, que torna-se mais eficiente”, explica. No caso da Estação San Pelegrino, o Grupo Gazit-Globe – empresa proprietária do Shopping via sua subsidiaria Gazit Brasil Ltda. – tem como diretriz global a procura de práticas de sustentabilidade e sempre que possível busca aderir à certificação LEED ou equivalente nos seus empreendimentos. “Esse foi um projeto pioneiro no qual trabalhamos por mais de dois anos”, afirma Tatiana. 

A adoção da sustentabilidade trouxe benefícios à edificação desde o início da obra, devido ao controle e destinação correta dos resíduos gerados na etapa da construção. A escolha das tintas com baixo índice de Compostos Voláteis Orgânicos também visou à preservação da saúde dos operários e ocupantes. “A Qualidade Ambiental Interna, que engloba questões como iluminação natural, qualidade do ar e conforto dos ocupantes, é um importante critério para a certificação, pois envolve a sustentabilidade nos âmbitos social, ambiental e econômico”, ressalta Marcos Casado, diretor técnico e educacional do Green Building Council Brasil (GBC Brasil). O alto índice de transmissão luminosa dos vidros da fachada e parte da cobertura zenital também reduziu a necessidade de iluminação artificial e o consumo de ar condicionado, que já possui taxas de renovação de ar superiores aos das normas brasileiras.

Outro benefício foi em relação ao consumo da água, que atingiu 42,8% de economia em relação ao consumo padrão. “O setor de construção civil é responsável pelo consumo de 21% de toda a água tratada do planeta e a adoção da certificação pode reduzir esse número pela metade, o que tem aumentado a busca pela certificação”, destaca Casado. Para disseminar a importância dessa postura, o Shopping lançou um site com informações educativas e investiu em placas educativas com os resultados e ações tomadas espalhadas pelo ambiente.

Desde o início do ano, nove empreendimentos brasileiros receberam o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e 37 empreendimentos entraram com pedido de certificação, números que levam o País à marca de 89 empreendimentos certificados e 698 pleiteando o selo. Com isso, o Brasil mantém o 4º lugar no ranking de empreendimentos registrados, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e China. A expectativa é que até o final de 2013 sejam 900 empreendimentos registrados e 120 certificados.

Fonte: Obra24horas
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10 junho 2013

Brasil é líder da América Latina em construções "verdes"

O Brasil ocupa o primeiro lugar na América Latina no ranking de construções sustentáveis, enquanto em nível mundial o País aparece em quarto lugar, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Emirados Árabes, segundo um estudo divulgado em São Paulo.

O ranking da certificação Leed (Leadership in Energy & Environmental Design) foi realizado pela ONG GBC Brasil (Green Building Council Brasil).

De acordo com o conselho, a preocupação com a sustentabilidade na construção civil vem crescendo no país, principalmente com relação às obras para a Copa de 2014. Atualmente, todos os estádios da competição estão em processo de certificação pelo selo Leed.

Uma construção sustentável é caracterizada pelo uso racional dos recursos, com aproveitamento da água da chuva e tratamento do que for utilizado na obra. Além disso, também estão entre os itens que conferem o selo a reciclagem de produtos, reutilização de materiais e a destinação correta de resíduos.

Após a construção, os empreendimentos ainda podem ser considerados sustentáveis com a utilização de luminárias e sistemas de ar condicionado com maior eficiência, entre outros. De acordo com ou diretor técnico e educacional do GBC Brasil, Marcos Casado, 720 empreendimentos estão em processo de certificação no país e outros 100 já receberam a identificação.

Para ele, as empresas vêm buscando esse reconhecimento tanto em função da preocupação com o ambiente como também pela redução de custos. Segundo ele, inicialmente a despesa com a obra pode ser de 0,5% a 7% maior do que o normal.

Porém, a longo prazo, reduz-se de 8% a 9% o custo operacional médio; em 30% o consumo de energia; de 30% a 50% o consumo de água; e de 70% a 80% os resíduos que vão para aterros sanitários.

— Cerca de 21% de toda a água tratada do país é utilizada hoje na construção civil, e a aplicação de medidas de sustentabilidade pode reduzir em até 50% esse consumo nos empreendimentos.

O GBC acompanha todo o projeto do empreendimento, desde a escolha do terreno à construção e operação, avaliando o desempenho em todos os períodos. Depois, o local também pode obter a certificação para operação e manutenção.

Apesar da boa colocação, os números de empreendimentos certificados representam menos de 2% do mercado de construção civil do país. Nos Estados Unidos, este percentual é de 10% a 15%.

A estimativa da ONG, no entanto, é de que até o final do ano o Brasil chegue ao terceiro lugar no ranking mundial de construções sustentáveis. Residências também estão buscando certificação, e já existem nove projetos em andamento no país.

Em grandes construções, a maioria dos empreendimentos certificados estão em São Paulo, mas também há grande representatividade em Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal, Ceará e Rio Grande do Sul. Em relação à madeira certificada, o Brasil é o 5º colocado no mundo e o líder na América Latina em área total certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council).

O selo FSC é um sistema de garantia internacionalmente reconhecido que atesta a procedência da madeira certificada que acrescenta valor às edificações. De acordo com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), haverá um aumento de 67% no consumo da madeira amazônica certificada FSC nos próximos três anos no país.

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores, realizada em 2012, apontou que a emissão de relatórios de sustentabilidade já é feita por 62% das companhias nacionais. Outra pesquisa de 2012, feita pela National Geographic Society em 17 países, indica que o consumidor brasileiro é o terceiro mais consciente, perdendo apenas para os indianos e chineses.

Fonte: R7
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07 junho 2013

Brasil é o quarto país entre os que mais concentram construções sustentáveis

No ano em que a luta contra o desperdício ganhou o topo da agenda ambiental internacional, o mercado brasileiro busca mais um degrau no ranking mundial de construções sustentáveis. Hoje, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os países que mais concentram edificações feitas a partir de critérios ambientalmente adequados. Os Estados Unidos reúnem o maior número de empreendimentos em análise, seguidos pela China e pelos Emirados Árabes Unidos.

Mais de 720 projetos brasileiros aguardavam a certificação internacional, conferida pela organização não governamental internacional chamada Green Building Council (GBC), responsável por estimular as construções verdes no mundo. Pelo menos 99 edificações no país detêm o selo. A expectativa do governo e da indústria de construção é chegar a 900 projetos para análise da organização até o final do ano.

Caso consiga atingir a meta, o Brasil ocupará a terceira posição na lista dos países com mais edificações ambientalmente projetadas. A construção civil é responsável por alto consumo de recursos naturais e utiliza energia em larga escala, de acordo com números do Conselho Internacional da Construção. Mais de 50% dos resíduos sólidos gerados por atividades humanas são oriundos do setor.

"O conceito de construção sustentável está amadurecendo e se consolidando dentro da cadeia produtiva da construção civil”, avaliou Wagner Soares, gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Para alcançar esse status, engenheiros e arquitetos precisam observar uma série de pré-requisitos e medidas, como a redução do consumo de energia e a prioridade às condições de luminosidade natural e de lâmpadas de baixo consumo, além do uso de aparelhos eletrodomésticos mais econômicos (indicados pelo selo Procel).

“A reforma ainda é um tanto complicada e o custo ainda não é muito baixo. Você tem um aumento de 15%, em média, do custo da construção quando trabalha com sustentabilidade e isso coloca em risco o valor do investimento”, destacou Soares. Pelas contas do GBC Brasil, esse gasto, que já foi 30% superior ao de obras convencionais, pode significar uma diferença de até 5%.

Wagner Soares destacou que existe uma tendência de diminuição dos gastos ao longo do tempo. A expectativa é que as pessoas adotem, cada vez mais, sistemas ambientalmente sustentáveis. Soares ponderou que o maior investimento ainda impede que esses projetos representem uma realidade frequente no país.

O governo federal, por sua vez, desenvolve ações para estimular programas ambientalmente sustentáveis. O Ministério do Meio Ambiente disponibiliza cursos pela internet sobre procedimentos que podem ser adotados para adequar prédios públicos a esses sistemas de sustentabilidade.

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida começou há dois anos, com a obrigatoriedade do uso de energia solar em todos os novos empreendimentos destinados às famílias com renda máxima de três salários mínimos. A etapa incluiu 2 milhões de residências, das quais 1,2 milhão para famílias com renda máxima de três salários mínimos.

Técnicos do governo informaram que existem diversas linhas de financiamento para beneficiar esses projetos. Procuradas pela Agência Brasil, as principais instituições financeiras públicas – Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - não apontaram qualquer crédito criado especificamente para essa finalidade. Os projetos podem ser beneficiados por linhas de crédito que já existiam.A Caixa Econômica Federal não deu informações sobre o assunto.

Fonte: Agência Brasil - Empresa Brasil de Comunicação
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06 junho 2013

Ministério do Meio Ambiente: Construção civil precisa mudar

O setor de construção civil do país deve investir em soluções inovadoras e ambiciosas de proteção aos recursos naturais. Essa foi a constatação do painel Construções Sustentáveis, realizado ontem (05/06), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, dentro da programação da Semana do Meio Ambiente. O debate teve a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da iniciativa privada.

Atualmente, 30% do uso de recursos naturais do mundo estão ligados às edificações nas cidades. O dado, apresentado pela secretária de Articulação Institucional e Cidadania do MMA, Mariana Meirelles, evidencia a necessidade de mudanças nos padrões atuais de desenvolvimento urbano. "Esse é um tema essencial para a implantação do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis", afirmou. O plano é um conjunto de iniciativas lançado, em novembro de 2011, pelo MMA.

IMPACTOS

Entre as atividades humanas, a construção civil é o setor da economia que mais gera impactos ambientais. O jornalista ambiental André Trigueiro, palestrante do painel, ressaltou que, segundo estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU), o segmento é responsável por 30% das emissões de gases de efeito estufa, 12% do consumo de água doce e 40% da geração de resíduos sólidos no mundo.

Os números relevam a importância de alterações no modelo de desenvolvimento atual. "Há uma urgência na mudança dos padrões de construção, que não estão no nível adequado", alertou Trigueiro. O jornalista, no entanto, listou iniciativas brasileiras a favor do meio ambiente, como a redução de impostos para construções comprovadamente sustentáveis nas cidades de Guarulhos (SP) e Paragominas (PA).

FUTURO

O estabelecimento de um padrão de construções sustentáveis aparece como uma das principais alternativas para a preservação dos recursos naturais para as próximas gerações. "É preciso mudar os conceitos atuais de urbanização, declarou o gerente da Basf do Brasil, Marcos Correia. “Do contrário, no futuro, vamos acabar sendo questionados sobre o que fizemos e o que estamos fazendo agora".

A formação profissional engajada com a agenda ambiental está entre as soluções para a questão. Professor universitário durante mais de quatro décadas, o arquiteto Siegbert Zanettini defendeu o investimento em educação. "Falta um projeto mais global para o país no sentido de perceber suas qualidades, suas heranças e suas tradições", explicou. "Quanto mais conhecimento for congregado, melhores serão os resultados."

O gerente executivo de Engenharia e Arquitetura da Caixa Econômica Federal, Sérgio Linke, afirmou que a instituição tem sido chamada a incorporar a sustentabilidade às ações. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, enfatizou que o desafio é acelerar o processo de incorporação dos conceitos de sustentabilidade no país.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
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05 junho 2013

“Caminhos para a Sustentabilidade e o Desenvolvimento Imobiliário” conta com apoio do Secovi-SP

“Agenda Produtiva da Construção - Caminhos para a Sustentabilidade e o Desenvolvimento Imobiliário” é o tema do evento que o CTE realiza no dia 26/6, das 8 às 18 horas, em São Paulo.

O evento, que tem apoio do Secovi-SP, irá promover uma ampla conversa com os líderes dos vários segmentos da cadeia produtiva da construção, que apontarão caminhos para se promover a sustentabilidade na construção e aprimorar o desenvolvimento imobiliário e urbano brasileiro.

Aron Zylberman, diretor do Instituto Cyrela e integrante da vice-presidência de Sustentabilidade do Sindicato, será um dos palestrantes e falará sobre a implementação da responsabilidade social na construção civil.

Há implicações cada vez mais profundas e reconhecidas das ações do setor da construção e seus reflexos na sociedade, nas pessoas e na natureza. Será preciso, daqui por diante, que a cadeia produtiva da construção se articule para desenvolver, criar e inovar com responsabilidade, a fim de minimizar impactos e oferecer à sociedade e aos cidadãos produtos, empreendimentos, bairros e cidades mais sustentáveis e inteligentes.

Isso inclui a adoção dos conceitos de sustentabilidade em todas as esferas da cadeia produtiva da construção, desde a fabricação de materiais, o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários e das cidades e até a gestão das empresas.

Para promover esta cadeia produtiva sustentável, é importante que os seus vários elos incorporarem a dimensão econômica (sustentabilidade corporativa, desempenho financeiro sustentável, desenvolvimento sustentável do mercado imobiliário, etc.), a dimensão ambiental (produtos inovadores, localização urbana, eficiência energética, economia de água, uso de materiais locais e reciclados, qualidade do ar e conforto ambiental, etc.) e a dimensão social (responsabilidade social empresarial, desenvolvimento profissional, desenvolvimento de empreendimentos habitacionais sustentáveis etc.).

Programação completa e outras informações: www.eventoscte.com.br, (11) 2149-0394, inscricao_eventos@cte.com.br.


Fonte: Secovi-SP
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