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15 julho 2013

Construção Civil consome até 75% da matéria-prima do planeta

O mercado da construção civil no Brasil está aquecido. É preciso adotar práticas que agridam menos o meio ambiente (Foto: Divulgação/ Lucas Conrado)De acordo com o professor Vahan Agopyan da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a construção civil é responsável pelo consumo de 40% a 75% da matéria-prima produzida no planeta. Atualmente, o consumo de cimento é maior que o de alimentos e o de concreto só perde para o de água. Para cada ser humano, são produzidos 500 quilos de entulho, o que equivale a 3,5 milhões de toneladas por ano. Esses dados fazem da construção civil a indústria mais poluente do planeta.

"A diminuição no ritmo da construção civil significa deixar uma grande parcela da população mundial vivendo em situação precária", comenta. Investimentos em novas técnicas de construção, novos materiais e mão de obra mais qualificada podem diminuir o impacto da indústria nos próximos anos.

Por que polui tanto?

Agopyan destaca que o impacto da indústria no meio ambiente não está restrito à extração da matéria-prima. "Envolve tudo, desde a exploração da matéria até sua utilização e desmonte, que cria o entulho", comenta. Ele destaca que o grande porém da construção civil é que, ao contrário de outras indústrias, não é possível fazer uma miniaturização. "Com o passar dos anos, foram surgindo notebooks menores e mais leves. A construção civil não funciona assim. Uma ponte precisa ligar um lado ao outro de um rio", compara.

Além de consumir uma grande quantidade de materiais, a construção civil também causa impactos por sua franca expansão em grandes regiões do mundo, inclusive no Brasil. "Não podemos parar de construir casas, hospitais, melhorar os transportes", comenta.

Um dos grandes desafios da construção civil é diminuir o desperdício de materiais. "O Brasil, por exemplo, tem muito desperdício. A indústria da construção civil no país gasta muito mais do que Estados Unidos e Europa", comenta o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) José Koz.

Ele defende que grandes programas de construção de casas promovidos pelo Governo Federal, como o Minha Casa Minha Vida, poderiam servir de laboratório para o desenvolvimento de novas técnicas que consumissem menor quantidade de matéria-prima. "O governo deveria estimular o uso de técnicas mais limpas. Deveriam testar novos materiais, com impacto menor", comenta Kós, que complementa: "A gente tem, aos poucos, uma necessidade de mudança por causa da exigência do mercado."

Mão de obra qualificada e técnicas de pré-fabricação

A construção civil experimenta cenários diferentes em regiões distintas do mundo. Enquanto no Brasil, China, Índia e outros países emergentes se encontra em expansão, em países desenvolvidos como os europeus e os Estados Unidos o setor passa por uma estagnação. "Eles investem mais em reformas de edifícios, pontes e estradas. A construção civil é mais focada na manutenção", conta Agopyan.

Os dois especialistas destacam que a diminuição do impacto da construção civil passa por dois pontos-chave: o primeiro é a maior qualificação da mão de obra. "As técnicas de construção exigem maior conhecimento. É preciso uma mão de obra mais preparada para elas", comenta José. Essa formação deve ser constante. Com uma exigência maior, especialmente no Brasil, é importante que essa reciclagem seja feita em grande escala.

O segundo ponto destacado pelos professores é o investimento na utilização de materiais pré-fabricados. "O ideal é fazer do canteiro de obras uma área de montagem, enquanto a parte mais pesada fica fora, em uma fábrica", comenta Koz. O material poderia ser transportado até o local onde a casa está sendo feita e montado já na posição correta. "A tendência é a utilização de materiais mais leves, como paineis de madeira, gesso cartonado e outros materiais de isolamento. Há ainda o surgimento de materiais compostos, leves e resistentes", destaca Koz.

A redução do impacto pela construção civil deve ser feita desde o planejamento: "Se não é possível parar de construir, o ideal é reduzir o consumo. Os arquitetos podem desenhar paredes e pilares mais finos e que exigem menos matéria-prima. Outra medida que ajuda é a reciclagem e reutilização dos materiais da obra", destaca Agopyan.

Consumo pós-construção

O impacto da construção civil no meio ambiente não se dá apenas no momento da construção de casas e edifícios, mas também na utilização dos mesmos. A energia gasta por aqueles que habitam e frequentam essas construções também determina o impacto que elas trarão ao meio-ambiente.

Agopyan destaca que o consumo de energia no Brasil é menor que em outros países por causa do clima. "Países do norte da Europa enfrentam problemas sérios relativos à climatização. Eles gastam muita energia para aquecer as casas e prédios", comenta. Ele destaca que, sendo o Brasil um país tropical, o gasto com climatização é menor, apesar de ser cada vez mais comum o uso de ar condicionado.

A climatização também pode ser melhor aproveitada no país, de acordo com José Kós. O especialista afirma ser pequena a preocupação com detalhes como esquadrias de portas e janelas. "Pensamos que a climatização é feita por ventilação. Na verdade, é preciso investir no isolamento das áreas resfriadas, para diminuir o consumo", comenta.

Fonte: GCiência
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07 junho 2013

Sergipe recebe grupo internacional de construção civil

Na noite desta quinta-feira, 6, Aracaju recebeu oficialmente as instalações do grupo italiano Policentro, atuante na área de construção e design de centros comerciais. Com a inauguração de sua sede em Sergipe, a sucursal Poly Promotion do Brasil promete trazer uma tecnologia inovadora ao Estado, capaz de construir 2 mil apartamentos em 1 ano. Outra proposta é a utilização de energia solar para o desenvolvimento de construções autossuficientes.

O diretor geral da Poly Promotion, Domenico Pastori, explica a escolha de Sergipe para sediar o empreendimento. “Sergipe possui belezas naturais que se identificam com o design italiano. Além disso, o capital humano e o parque tecnológico são muito promissores, e combinam com nosso objetivo de trazer tecnologia, inovação e formação. Além disso, recebemos o apoio de incentivos fiscais pelo Estado e pela prefeitura”, afirma.

Em Sergipe, o grupo atuará nos municípios de Barra dos Coqueiros e Lagarto, e na Zona de Expansão de Aracaju, com investimentos em prédios, escritórios e centros comerciais. Domenico destaca que a empresa vem realizando estudos para uma parceria com o programa Minha Casa Minha Vida. “Ao longo de nossos 40 anos em atividade, o grupo Policentro empregou de forma bem sucedida sua tecnologia exclusiva em diversos países. Com nosso método, uma casa pode ser inteiramente construída em cinco dias”, diz.

Segundo Domenico, a chegada do grupo ao Estado deverá motivar a vinda de outras construtoras e indústrias. “Nosso objetivo é mobilizar o complexo construtor do Estado, fixando raízes e realizando investimentos”, reforça.

Giovani Mattaverlli, gerente de marketing da sucursal brasileira, considera que a troca de experiências traz benefícios coletivos. “Nós trazemos o know how, e existe uma reciprocidade muito positiva. O povo brasileiro, e especificamente o sergipano é bastante receptivo, o que faz Itália e Brasil países-irmãos”, expõe.

Fonte: Infonet
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Brasil é o quarto país entre os que mais concentram construções sustentáveis

No ano em que a luta contra o desperdício ganhou o topo da agenda ambiental internacional, o mercado brasileiro busca mais um degrau no ranking mundial de construções sustentáveis. Hoje, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os países que mais concentram edificações feitas a partir de critérios ambientalmente adequados. Os Estados Unidos reúnem o maior número de empreendimentos em análise, seguidos pela China e pelos Emirados Árabes Unidos.

Mais de 720 projetos brasileiros aguardavam a certificação internacional, conferida pela organização não governamental internacional chamada Green Building Council (GBC), responsável por estimular as construções verdes no mundo. Pelo menos 99 edificações no país detêm o selo. A expectativa do governo e da indústria de construção é chegar a 900 projetos para análise da organização até o final do ano.

Caso consiga atingir a meta, o Brasil ocupará a terceira posição na lista dos países com mais edificações ambientalmente projetadas. A construção civil é responsável por alto consumo de recursos naturais e utiliza energia em larga escala, de acordo com números do Conselho Internacional da Construção. Mais de 50% dos resíduos sólidos gerados por atividades humanas são oriundos do setor.

"O conceito de construção sustentável está amadurecendo e se consolidando dentro da cadeia produtiva da construção civil”, avaliou Wagner Soares, gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Para alcançar esse status, engenheiros e arquitetos precisam observar uma série de pré-requisitos e medidas, como a redução do consumo de energia e a prioridade às condições de luminosidade natural e de lâmpadas de baixo consumo, além do uso de aparelhos eletrodomésticos mais econômicos (indicados pelo selo Procel).

“A reforma ainda é um tanto complicada e o custo ainda não é muito baixo. Você tem um aumento de 15%, em média, do custo da construção quando trabalha com sustentabilidade e isso coloca em risco o valor do investimento”, destacou Soares. Pelas contas do GBC Brasil, esse gasto, que já foi 30% superior ao de obras convencionais, pode significar uma diferença de até 5%.

Wagner Soares destacou que existe uma tendência de diminuição dos gastos ao longo do tempo. A expectativa é que as pessoas adotem, cada vez mais, sistemas ambientalmente sustentáveis. Soares ponderou que o maior investimento ainda impede que esses projetos representem uma realidade frequente no país.

O governo federal, por sua vez, desenvolve ações para estimular programas ambientalmente sustentáveis. O Ministério do Meio Ambiente disponibiliza cursos pela internet sobre procedimentos que podem ser adotados para adequar prédios públicos a esses sistemas de sustentabilidade.

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida começou há dois anos, com a obrigatoriedade do uso de energia solar em todos os novos empreendimentos destinados às famílias com renda máxima de três salários mínimos. A etapa incluiu 2 milhões de residências, das quais 1,2 milhão para famílias com renda máxima de três salários mínimos.

Técnicos do governo informaram que existem diversas linhas de financiamento para beneficiar esses projetos. Procuradas pela Agência Brasil, as principais instituições financeiras públicas – Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - não apontaram qualquer crédito criado especificamente para essa finalidade. Os projetos podem ser beneficiados por linhas de crédito que já existiam.A Caixa Econômica Federal não deu informações sobre o assunto.

Fonte: Agência Brasil - Empresa Brasil de Comunicação
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29 maio 2013

Construção civil precisa eliminar desperdícios

Todas as pesquisas voltadas ao setor da construção civil convergem para temas comuns. Apontam que é preciso qualificar a mão de obra, melhorar a gestão dos custos, industrializar processos e investir em novas tecnologias. Em resumo, a palavra-chave é produtividade. Porém, apesar de os estudos evidenciarem as carências, ainda há poucas empresas do setor, principalmente as construtoras, propensas a rever seus métodos de produção. “A preocupação com o aumento da produtividade ainda não atingiu grande parte destas empresas. Predomina o desperdício. Os estoques ainda são muito altos, devido à baixa flexibilidade existente no processo produtivo. Há muita movimentação e transporte, os quais não agregam valor para o processo ou para o cliente, além de uma grande quantidade de refugo e retrabalho. Existe também falta total de sincronismo entre uma etapa e outra, assim como baixa, ou nenhuma, integração na cadeia de suprimentos”, explica Ruy Cortez de Oliveira, do Kaizen Institute Brazil.

De origem japonesa, a metodologia Kaizen significa “melhoria contínua”. Nasceu com o Sistema Toyota de Produção (STP) – revolucionário processo industrial de fabricação de veículos, e disseminado para outros setores da economia. A filosofia, que prega aprimoramento gradual e contínuo, tem como premissa básica a seguinte frase: “Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”. Ou seja, é essencial que nenhum dia se passe dentro de uma empresa sem que alguma melhoria seja implementada. “O Kaizen tem os seguintes fundamentos: criação de fluxo com base na demanda do cliente; busca contínua da qualidade na fonte; foco na eliminação dos desperdícios e das perdas; gestão orientada para o “Gemba” (local onde as coisas acontecem); desenvolvimento das pessoas; gestão transparente”, relaciona Ruy Cortez de Oliveira, lembrando que empresas que adotam o método Kaizen, quando vão ampliar suas plantas, procuram construtoras que também se norteiem pela filosofia para não comprometer aprodutividade.

O especialista alerta que o método Kaizen, além de salutar para a cadeia produtiva da construção civil, também deveria ser implantado nos programas governamentais que estimulam o surgimento de novas obras, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Minha Casa, Minha Vida. “Há necessidade de um melhor gerenciamento dos recursos, para poder aplicá-los no momento certo e, assim, evitar atrasos e ineficiência de todos os programas. Uma das ferramentas do Kaizen é o gerenciamento de projetos, que busca garantir que os recursos sejam bem aplicados e a data da entrega do empreendimento, produto ou processo seja alcançada”, diz, completando que as construtoras que já adotam o sistema Kaizen têm conseguido aumento de produtividade em torno de 10%, no comparativo com as demais. “É mudar o modelo produtivo ou permanecer na época das pirâmides”, finaliza Ruy Cortez de Oliveira.

Podemos ajudá-lo com o desperdício, ligue 0800 770 8520 e agende uma demonstração para conhecer o ER Qualit Construção.

Fonte: Massa Cinzenta
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23 maio 2013

SP ajudará empreendimentos do Minha Casa Minha Vida

A Prefeitura de Paulo planeja conceder um subsídio de R$ 20 mil por unidade para os empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida na capital paulista.

O objetivo é viabilizar o desenvolvimento de projetos na cidade, que são limitados pelos altos custos de construção e dos terrenos.

"Esperamos alavancar muito o programa habitacional da cidade", disse José Floriano de Azevedo, secretário municipal de Habitação.

O programa Minha Casa Minha Vida já conta com subsídio adicional de R$ 20 mil aportados pelo governo estadual, conforme acordo feito em 2012 com o governo federal.

Segundo Azevedo, a prefeitura tem a disposição de completar o subsídio, em até R$ 20 mil extras para viabilizar as construções.

"Estamos estudando como fazer esse aporte e planejamos começar no ano que vem", disse, lembrando que a prefeitura tem a meta de viabilizar a construção de 55 mil unidades até 2016.

Azevedo disse também que, até outubro, o orçamento da prefeitura destinará R$ 300 milhões para desapropriações de terrenos destinados à construção de moradias, o que resultara em 28 mil unidades residenciais, estimou.

Fonte: Exame
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15 maio 2013

Crédito imobiliário do Banco do Brasil fica em R$ 14 bilhões no trimestre

Imóveis na região do Jardins, São Paulo
A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil encerrou o mês de março com saldo de R$ 14,3 bilhões, cifra 11,6% superior à registrada em dezembro. Na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, a expansão foi ainda mais elevada, de 66,3%.

De janeiro a março, o volume contratado totalizou R$ 3,6 bilhões, aumento de 167,9% na comparação com o mesmo período de 2012. Para pessoas físicas, foi emprestado R$ 1,9 bilhão enquanto para pessoas jurídicas o volume de recursos chegou a R$ 1,7 bilhão.

"A carteira PF se destaca mais uma vez, com crescimento de 66,4% em um ano, finalizando março de 2013 com saldo de R$ 11,4 bilhões. Ao todo, foram contratadas 13.629 operações PF no último trimestre", enfatiza o BB.

O Banco do Brasil ultrapassou a meta estabelecida do Programa Minha Casa Minha Vida, passando a marca de 134 mil unidades habitacionais contratadas nas faixas 1, 2 e 3.

Os primeiros projetos da faixa 1 (renda familiar mensal até R$ 1.600,00) já contam com 64.740 unidades habitacionais contratadas, em empreendimentos localizados em 21 Estados brasileiros, segundo a instituição.

Fonte: Exame
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12 abril 2013

Imóvel é sonho ou realidade para classe C?

A classe média brasileira será composta por 118 milhões de pessoas em 2014 - quase quatro vezes mais do que a população que das classes A e B. Apesar da ascensão do grupo, quando o assunto é casa própria, as dificuldades para a aquisição de imóvel são nítidas.

Para os brasileiros com renda de até R$ 1.600, o governo federal subsidia R$ 25 mil por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. Entretanto, se o salário da família for maior, o benefício vai variar conforme a renda e o porte populacional do município onde mora. A iniciativa da União contempla as famílias que recebem até R$ 5.000 para a aquisição de imóveis que custam, no máximo, R$ 190 mil. Quanto maior a renda, porém, menor a contribuição do governo.

As famílias com salário mensal de R$ 3.275, por exemplo, conseguem abocanhar apenas R$ 2.113, e ainda precisam arcar com R$ 57 mil de entrada para ter o lar doce lar. Além disso, nem sempre dá para ter acesso à iniciativa. "Há regiões, como é o caso do Grande ABC, onde os imóveis são altamente valorizados e o custo (para conseguir vendê-los por até R$ 190 mil) fica inviável", comenta Milton Bigucci, presidente da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (Acigabc).

O gerente regional de construção civil da Caixa Econômica Federal, Rafael Toneli Arcanjo, sinaliza que o metro quadrado na região custa, em média, R$ 4.100. "O valor deveria ser de, no máximo, R$ 3.900 para tornar-se tangível."

O presidente do site Canal do Crédito, Marcelo Prata, acrescenta que o preço elevado é uma realidade das áreas metropolitanas e localidades centrais. "Para desembolsar menos, o consumidor terá de abdicar de uma residência próxima de tudo."

O metro quadrado em São Caetano, por exemplo, que fica a 13 quilômetros do Centro de São Paulo, custa por volta de R$ 6.000. Em Mauá, em que a distância chega a 27 quilômetros, o custo médio é de R$ 3.000.

O gerente da Guaíra New Corporation, com unidades em Santo André e São Bernardo, Valmir Oliveira Lourenço, explica que dá para contar nos dedos os imóveis comercializados pela imobiliária que se encaixam no projeto do governo. "Se tiver dez unidades na minha filial, em São Bernardo, é muito."

O corretor da Gonçalves Imóveis Hélio da Costa, com unidades em Santo André, São Bernardo e São Caetano, explica que a imobiliária não disponibiliza hoje de imóveis que se enquadrem no programa. "O empreendimento tem de ser novo, e fica mais difícil encontrar nesse preço", explica.

Para se ter ideia, no Estado de São Paulo foram contabilizadas 376.705 unidades contratadas para o programa em 2012. Dessas, apenas 4.175 foram na região, o que significa 1% do total.
Com a pouca disponibilidade de casas avaliadas em até R$ 190 mil, o consumidor que quer ter a própria moradia nem sempre consegue a contribuição e, mesmo quando embolsa a ajuda, precisa bancar valores elevados de entrada e prestação. "É preciso existir outras formas de incluir pessoas que têm rendas intermediárias", avalia Bigucci.

Para o executivo da Caixa, o que vai facilitar o acesso ao crédito para quem não possui reservas financeiras é a redução dos juros, que começou a ganhar corpo no primeiro semestre do ano passado. O banco estatal (além de outras instituições financeiras) chegou a reduzir em 21% a taxa em 2012, e hoje a menor delas está em 7,44% para clientes e servidores públicos. 
Caixa projeta aumentar unidades do Minha Casa em 16%

A Caixa Econômica Federal pretende aumentar em 16% o número de unidades habitacionais que serão voltadas para o programa Minha Casa, Minha Vida neste ano, de 4.175 para 4.843, de acordo com o gerente regional de construção civil, Rafael Arcanjo.

O processo poderá ser menos espinhoso com a estabilização dos preços já vista em 2012. No terceiro trimestre, o volume de novas unidades recuou 50,6% na comparação com o ano anterior - na época, as construtoras realizaram promoções para aumentar as vendas de imóveis prontos e em construção.

E o que freou o progresso do programa, até o momento, foi a alta valorização dos imóveis nos três anos anteriores. "Em 2009, houve o aumento do teto do valor do imóvel para uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de R$ 350 mil para R$ 500 mil. Além disso a renda das famílias aumentou e o acesso ao crédito também, e todo mundo quis comprar", explica o presidente do site Canal do Crédito, Marcelo Prata.

Fonte: Diário do Grande ABC
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04 abril 2013

Mercado imobiliário se destaca como opção de investimento para 2013

Apostar no mercado imobiliário e investir seu dinheiro em imóveis sempre foi um bom negócio. O metro quadrado estão mais valorizados do que há alguns anos atrás, mesmo assim continua sendo um ótimo momento para comprar um imóvel sejam eles apartamento comerciais ou residenciais, salas e até mesmo lotes. A questão é pesquisar quais regiões são mais promissoras, almejando as de potencial de crescimento em infraestrutura, acessibilidade em escolas, supermercados, hospitais e também as regiões com rápidas vias de trafego a outras regiões da cidade. 

Estudos dizem que nos últimos quatro anos as pessoas que adquiriram um imóvel conseguiram uma valorização em 80% em seus investimentos, isso por causa do aquecimento no mercado imobiliário. A tendência de valorização dos imóveis é só aumentar, devido a facilidade com financiamentos, diminuição de juros e incentivos do governo como o programa Minha Casa Minha Vida. 

A disponibilidade de crédito e o aumento do prazo para pagamento das parcelas facilitou muito a compra de imóveis, muitas vezes o valor de uma prestação é o mesmo, ou até menor do que uma parcela de aluguel. Portanto o financiamento representa um investimento, pois você está construindo um patrimônio e pagando por aquilo que é seu. 

Com a aproximação dos Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo o número de investimentos a serem realizados cresceu nas principais capitais brasileiras, e ainda haverá boas oportunidades para investir nesse mercado, em consequência muitas regiões serão mais valorizadas. É importante lembrar que o auxílio de um profissional é imprescindível na hora da compra.

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25 março 2013

Arquitetura inovadora para conjuntos habitacionais recebe apoio da FINEP

Pesquisadores estão propondo mudanças na forma de planejar e projetar Habitações de Interesse Social (HIS), os famosos conjuntos habitacionais, voltados para a população de baixa renda.

A ideia é incluir nos projetos conceitos arraigados nas comunidades alvo, como a construção de "puxadinhos" e o uso de vielas para locomoção.
Tudo começou com uma chamada pública lançada pela FINEP em 2010 para formar uma rede de pesquisadores de universidades públicas para estudar novas políticas, métodos construtivos e tipos arquitetônicos para HIS.

As propostas deviam incorporar tecnologias sociais, visando à elaboração de novos parâmetros e conceitos para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Um dos grupos selecionados pertence ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur) da UFRJ. A ele coube a tarefa de elaborar projetos de arquitetura alternativos ao modo tradicional de conceituar, projetar e construir as HIS.

Puxadinho oficial

O resultado foram 11 novos tipos de habitações com muitos diferenciais. Um deles é a flexibilidade para contemplar apartamentos de um a quatro quartos, com construções que permitem rearranjo dos leiautes e a expansão controlada das unidades - ou seja, o "puxadinho" foi integrado, mas de forma a não descaracterizar o projeto.

Outra novidade é a proposta de uso misto das edificações, juntando o lado residencial à prestação de serviços. Pensando nisso, foram criados pilotis nos prédios para agregar espaços de comércio e lazer às construções.

Circulações verticais e horizontais de uso público também foram contempladas, melhorando a mobilidade na área.

Plantação de casas

"A maior parte dos projetos é de habitações unifamiliares de dois quartos, cujas maiores críticas são a massificação das construções, resultando no que parece uma plantação de casas, com residências uma ao lado da outra, e o consequente mal aproveitamento da infraestrutura urbana," diz Verônica Natividade, arquiteta da equipe IPPUR/UFRJ.

Ela conta ainda que o modelo do Minha Casa, Minha Vida impossibilita eventuais expansões e não considera a diversidade da composição das famílias que ocuparão o imóvel.

"Nessa pesquisa, procuramos responder a essas questões, dando às HIS um papel ampliado que vá além do fornecimento do abrigo. Sobre os aspectos arquitetônicos, partimos da hipótese de que as HIS pudessem ter um papel relevante na organização espacial do lugar onde fossem implantadas ou que atuassem como instrumento de reorganização espacial em assentamentos informais já consolidados," explica Verônica.

Fábrica comunitária

Para resolver as questões ligadas ao processo de construção em si, o projeto do propõe o uso de componentes pré-fabricados.

Além do ganho em agilidade, haveria uma aproximação entre o projetista, o construtor e o usuário, graças à flexibilização do programa arquitetônico, permitindo, inclusive, que o usuário participe da construção de sua moradia.

O projeto contempla a montagem de uma fábrica dos painéis de fachada dentro da própria comunidade. Assim, o morador poderia encomendar seus painéis se quisesse modificar o apartamento. Além da apropriação da concepção de sua moradia, a fábrica promoveria a transferência tecnológica e capacitação e mão-de-obra.

"Ao dar acesso a essas duas etapas do processo, a população passa a ser protagonista da produção das HIS, e não agente passivo diante de programas rígidos e, por vezes, distantes das reais necessidades e expectativas daqueles para quem as habitações são construídas", afirma Verônica.

Metodologia

A metodologia aplicada nessa pesquisa se originou da experiência do arquiteto Luiz Carlos Toledo, coordenador da equipe, na elaboração do Plano Diretor da Rocinha (favela do Rio de Janeiro), em 2006.

Para a elaboração do plano, Toledo fez uma verdadeira imersão na comunidade, onde treinou o olhar para entender profundamente o modo de vida dentro de uma favela, a despeito das imagens pré-concebidas e idealizadas que os arquitetos costumam ter sobre essas partes da cidade.

O plano contou com intensa participação popular, onde os habitantes opinavam e modificavam o projeto para se adequar às suas necessidades reais.

"Incorporamos em nosso projeto ideias levantadas e discutidas naquela ocasião, como o conceito de edificações sustentáveis com tetos verdes, captação da energia solar e das águas pluviais para reuso, bem como os processos construtivos baseados na utilização de componentes industrializados e pré-fabricados, de modo a reduzir o tempo de construção, evitar os desperdícios de esforços e materiais e garantir maior controle da qualidade das construções," conta Verônica.

Fonte: Obra24horas
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22 fevereiro 2013

Construção civil quer surfar na onda das concessões em 2013

Após um longo período de desenvolvimento puxado pelo consumo, o Brasil entra 2013 com a intenção de iniciar um ciclo de expansão a partir do investimento. Essa situação vai impactar diretamente na construção civil, um dos setores que mais se aqueceu nos últimos anos. O segmento projeta um crescimento moderado, mas vê, nos pacotes de concessões de ferrovias, hidrovias e rodovias, anunciados em 2012 pela presidente Dilma Rousseff, uma ótima oportunidade a ser desbravada.

“Está muito claro que, daqui para frente, o Brasil não vai ter um crescimento sustentável se não for à base de investimento. Esses pacotes de concessões na parte de infraestrutura devem trazer situações interessantes para a construção civil. O setor começa um novo ciclo a partir de 2013”, destaca o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. 
O dirigente projeta uma expansão de 4% na atividade, frente um acréscimo de 2,5% em 2012.

Mesmo assim, os desafios do setor a serem equacionados continuarão sendo velhos conhecidos, como a burocracia e a informalidade nos canteiros de obras. Por isso, Martins saúda o benefício da desoneração de folha, anunciado em dezembro passado pelo Ministério da Fazenda. “Temos um problema muito sério com a informalidade. No momento em que você desonera a folha e onera o faturamento, você estimula a formalização. Mas ainda precisamos ver na prática se o benefício vai se traduzir em redução de custos.”

Outro ponto que deve continuar ganhando atenção é a capacitação de mão de obra. Segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP) de outubro de 2012, o Brasil atingiu a marca de 3,4 milhões de trabalhadores da atividade com carteira assinada, sendo 478 mil na região Sul. Em 2005, esse contingente não passava de 1,5 milhão. Neste sentido, o vice-presidente da CBIC diz que a saída para capacitar pessoal e ganhar em produtividade é investir em tecnologia nos canteiros.

No Rio Grande do Sul, o cenário previsto para 2013 segue o ritmo brasileiro. O Sinduscon gaúcho prevê expansão de 3% a 4%, se assemelhando a 2012. “Estamos em um período de estabilização, andando em velocidade de cruzeiro”, compara Paulo Garcia, presidente do sindicato. O dirigente também projeta uma ascensão moderada em relação à quantidade de trabalhadores formais no setor, que hoje agrega 145 mil pessoas.

Além disso, a construção civil gaúcha terá dois cenários distintos em relação ao lançamento de novos empreendimentos. Se em Porto Alegre a tendência é de menor movimentação, as cidades distantes da Capital e a região metropolitana apresentarão ritmo acelerado. “Temos cidades do Interior, como Rio Grande, Pelotas e São José do Norte, que vão crescer fora da curva, bem acima de Porto Alegre. Há também o Litoral Norte, que se tornou um canteiro a céu aberto”, constata Garcia.

Conforme a Serasa Experian, a inadimplência dos brasileiros aumentou 15,1% de janeiro a novembro de 2012 frente a igual período de 2011. No entanto, a construção civil não tem sido atingida por essa situação, na opinião do presidente da Nex Group, Carlos Alberto Schettert. “A nossa inadimplência média era de 4% em anos anteriores e hoje é de 2%. O brasileiro pode até atrasar suas contas, mas da sua casa ele não atrasa o pagamento. Por isso, não temos problemas com inadimplência”, sinaliza o executivo da incorporadora que agrega Capa, DHZ, EGL e Lomando Aita.

Fonte: Obra24horas
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21 janeiro 2013

Financiamento acessível impulsiona construção civil

O setor de construção civil comemora o bom ano de 2012 em Assis Chateaubriand, tanto no quesito emprego, gerado pela falta de mão de obra no setor; como ainda na economia, que está aquecida com a venda de lotes urbanos e materiais de construção. Impulsionados pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, o setor cresce a passos largos e a cada ano que passa mais financiamentos e alvarás são liberados. Só em 2012, segundo informações obtidas junto ao setor de Engenharia da Prefeitura Municipal, foram expedidos cerca de 411 alvarás para construções civis e a tendência é que esse ano aumente, principalmente nesse começo de ano.
De acordo com o engenheiro civil Fernando Henrique do Nascimento, nos meses de janeiro e fevereiro deve haver um “boom” nos pedidos de alvarás, já que recentemente houve a liberação de mais loteamentos para financiamento em Assis Chateaubriand. “Nos últimos meses a Caixa liberou o loteamento Casa Grande (próximo ao Jardim Panorama) para financiamento. Agora em janeiro, foi a vez do loteamento Mônaco (próximo ao Jardim Europa) ser liberado e nos próximos meses o loteamento Santa Felicidade (saída para Brasilândia do Sul) deve estar disponível também. A maioria das pessoas que constrói, cerca de 90% são residências financiadas pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, então sem a liberação primeiro da Caixa desses loteamentos (que precisam estar com toda a infraestrutura necessária como água, luz e asfalto) não há como financiar. Logo após a liberação, que é o que aconteceu com o Jardim Mônaco nesse começo de ano, a tendência é que nos próximos dias comece a construção de várias residências”.
Ainda segundo Fernando, os incentivos do Governo Federal têm ajudado cada vez mais pessoas a construir a casa própria. “Hoje é fácil conseguir financiar a casa própria. O processo, de pedido junto a Caixa Econômica é lento e pode de demorar, mas sai”, afirmou.

Mão de obra escassa

Com o mercado aquecido e a pleno vapor, falta mão de obra em Assis Chateaubriand. Em alguns casos é preciso “reservar” um pedreiro com três ou até seis meses de antecedência. Segundo o engenheiro civil Fernando, está difícil conseguir mão de obra hoje em Assis. “Não está fácil conseguir mão de obra de pedreiro e servente em Assis. Os que trabalham na área estão todos com casas já ‘na fila’ para serem feitas. É preciso sempre esperar um pouco”.
Quem comemora essa notícia são os pedreiros, que não ficam sem trabalhar um dia sequer. “Eu só consigo pegar uma casa para fazer a partir de junho, isso se não acontecer nenhum imprevisto”, contou o pedreiro Claudio Coltre, que junto com a sua equipe está construindo três casas ao mesmo tempo na cidade “Morada Amiga”. “É muita procura e pouca mão de obra especializada disponível. Servente até está mais fácil para conseguir, agora pedreiro, é complicado. Falta especialização”.

Minha Casa, Minha Vida

Criado em 2009, o programa “Minha Casa, Minha Vida” é destinado às pessoas que querem construir a casa própria. Com prazo de até 30 anos para pagar e financiamento mínimo de R$ 90 mil, muitas pessoas acabam optando pelo programa, que passou por algumas mudanças durante o ano de 2012; o valor aumentou de R$ 80 mil para R$ 90 mil e o prazo de 25, para 30 anos.
Para realizar um financiamento é preciso reunir alguns documentos. De acordo com informações colhidas pelo Jornal O Regional, os principais são: certidão de inexistência; holerite para comprovar a renda; certidão de nascimento ou de casamento; projeto do engenheiro ou arquiteto; cronograma da obra; memorial síntese, alvará, expedido pela vigilância sanitária; ART (taxa do CREA).
Após reunir esses documentos, é preciso ir a um correspondente da Caixa Econômica Federal. “Depois do pedido há um período, que com a demanda alta pode demorar até um ano, para saber a resposta do financiamento. Caso seja positivo, o valor a ser financiado vem em parcelas sendo depositada na conta do financiador conforme o cronograma da obra, na maioria das vezes é liberado conforme o número de meses planejado, exemplo, quatro meses para fazer a casa, quatro parcelas”, afirmou Fernando. Segundo o engenheiro, o valor do financiamento não pode ultrapassar 30% da renda familiar.

Fonte: Jornal O Regional
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14 janeiro 2013

Caixa divulga orçamento de quase R$49 bi para FGTS em 2013

A Caixa Econômica Federal publicou no Diário Oficial da União de 04/01/2013 o orçamento de 48,9 bilhões de reais para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) neste ano, comparado a 47,65 bilhões de reais destinados em 2012.

Deste montante, 20 bilhões de reais serão voltados a concessão de financiamentos a pessoas físicas ou jurídicas, beneficiando famílias com renda mensal bruta até 3.275 reais, no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU), integrante do "Minha Casa, Minha Vida".

Outros cerca de 5 bilhões de reais se destinam a produção ou aquisição de imóveis novos, também enquadrados no mesmo programa, além de 120 milhões de reais para financiamentos de imóveis em áreas rurais, dentro do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).

Ainda segundo a publicação, 1 bilhão de reais serão aplicados em financiamentos que não se enquadrem nos programas especificados.

A Caixa estabeleceu também que até 6 bilhões de reais se destinarão a operações de crédito vinculadas à área orçamentária de Infraestrutura Urbana, referentes a empreendimentos de mobilidade urbana diretamente associados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Para execução de ações não inseridas no PAC, os recursos somam até 1 bilhão de reais, alocados em nível nacional, acrescentou a instituição.

Fonte: O Estado de São Paulo
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02 janeiro 2013

Mercado imobiliário deve continuar crescendo

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo deve crescer a ritmo superior ao da economia do País em 2013, segundo projeções feitas à Agência Brasil pelo presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes. A previsão é que sejam retomados os lançamentos de apartamentos novos em 5%, taxa maior do que as estimativas dos analistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma das riquezas geradas no país – que oscilam entre 3,5% e 4%.

O executivo lembrou que o desempenho vinha seguindo o mesmo compasso da economia. “Em 2010, tivemos um boom de lançamentos imobiliários que foi proporcional ao desempenho da economia brasileira, que naquele ano cresceu 7,5%. Em 2011, houve pequena diminuição, também em função de o PIB ter sido um pouco menor. E agora, em 2012, foi o ano da acomodação do mercado.”

Os números do setor neste ano ainda não estão fechados mas, segundo o presidente do Secovi-SP, até novembro as vendas cresceram 9%. Os lançamentos recuaram em 20%, nível que o setor considera abaixo do ideal para uma situação confortável.

Os valores cobrados pelos imóveis ficaram, em média, 7,5% a 8% mais altos, mas Bernardes fez questão de observar que essa correção foi proporcional à evolução inflacionária. “Não acreditamos em alteração nesse modelo”, disse.

Para ele, não existe “bolha” no mercado e os preços estão seguindo a lei da oferta e da procura, amparada pelo acesso ao crédito com prazos mais longos de pagamento e juros menores. “Não existe espaço para queda de preços ou para a subida muito além do que será o desenvolvimento da economia, este é o cenário para 2013”, explicou.

Segundo ele, a falta de terrenos disponíveis para novos empreendimentos, bem como as dificuldades na tramitação burocrática, ajudam a encarecer os produtos e criam obstáculos para uma expansão da oferta dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida.

No perfil da clientela prevalece a faixa etária entre 35 e 45 anos, formada por pessoas que estão comprando o seu primeiro imóvel. Muitas dessas pessoas entraram no mercado favorecidos pela melhoria econômica, que permitiu a ascensão da classe C para a B. “O aumento da renda, aliado às condições de financiamento, fez com que tivéssemos um crescimento moderado, mas acima do crescimento do PIB”.

Além desses consumidores, o setor tem sido impulsionado por aqueles que adquirem os imóveis como opção de investimento, admite o executivo. Na opinião dele, essa é uma modalidade mais segura e rentável diante do declínio das remunerações em aplicações financeiras. “Estávamos mal acostumados com a rentabilidade alta no mercado financeiro e [agora] os níveis de juros semelhantes aos do resto do mundo, [deslocaram os investimentos] para o setor produtivo”, explicou.

De acordo com as previsões divulgadas pelo Sindicato da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), a construção civil brasileira deve encerrar o ano com crescimento em torno de 4%, abaixo de 2011, quando houve alta de 4,8%, mas acima das previsões para o PIB do país, que pode fechar o ano com taxa de 1%. Para 2013, o setor prevê que o ritmo se mantenha ou caia um pouco (3,5%), em sintonia com o desempenho da economia.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que até outubro foram concedidos R$ 66,2 bilhões da caderneta de poupança para a construção e compra de imóveis no país.

Fonte: EBC
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