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27 setembro 2013

Índice do aluguel sobe 4,4% puxado pela construção civil

AluguelO Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) encerrou setembro com alta acumulada em 12 meses de 4,4%. Medida pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), essa taxa serve de base de cálculo para as renovações de contrato de aluguel entre outros. De agosto para setembro, o índice atingiu 1,5% bem acima da variação apurada em agosto (0,15%). Entre janeiro e setembro, houve elevação de 3,69%.

No período de setembro do ano passado ao igual mês deste ano, o componente que mais influenciou a alta média de preços do IGP-M foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) com elevação de 7,99%, puxada, principalmente, pela mão de obra que ficou em média 9,8% mais cara.

Já na virada de agosto para setembro, os três índices que compõem o IGP-M apresentaram avanços e o mais expressivo ocorreu no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação no setor atacadista. Esse índice teve variação de 2,11% ante 0,14% com destaque para as commodities entre as quais a soja em grão que saiu de uma retração de 3,77% para alta de 10,78%; o minério de ferro (de 2,35% para 3,53%) e o milho em grão que passou de uma queda de 6,93% para uma elevação de 1,31%.

O INCC teve alta de 0,43% ante 0,31% com influência maior dos materiais, equipamentos e serviços (de 0,63% para 0,91%). E o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) indicou aumento médio de 0,27% ante 0,09% com destaque o grupo transportes (de -0,24% para 0,09%). Entre os itens que ajudaram nesse avanço está a tarifa de ônibus urbano (de -0,80% para 0,32%).

Fonte: Exame.com
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23 setembro 2013

Pedreiro com especialização tem salário de até R$ 4 mil

A imagem do homem de roupa suja, com carrinho de cimento em mãos, de frente para uma parede de tijolos deixou de representar os profissionais da construção há algum tempo. Com as novas tecnologias e normas de segurança, este profissional teve que se especializar e se adaptar aos novos padrões e em um mercado cada vez mais disputado, um pedreiro especializado pode ganhar até R$ 4 mil ao mês, com horas extras.

“Antigamente, a profissão era muito amadora, vinha de pai para filho, cheio de vícios. Agora, as construtoras estão em busca de eficiência, serviços mais rápidos e funcionais, para evitar o retrabalho”, conta o proprietário do Instituto da Construção, escola especializada em qualificação profissional, Helder Leite.

Segundo Leite, foi por causa desta necessidade de eficiência que a profissão foi se ramificando. Quanto mais especializado o profissional, maior o rendimento.

O piso salarial de um pedreiro ou de um carpinteiro, por exemplo, é de R$ 1.055,13, de acordo com a convenção coletiva dos trabalhadores da construção civil deste ano. Já o piso do profissional especialista na instalação de esquadrias ou em fachadas é de R$ 1.287,13, valor 21,9% maior. Se a comparação for com o rendimento de um pedreiro refratário, que tem piso de R$ 1.799, a diferença salta para 70,5%.

“Em qualquer profissão, uma pessoa capacitada é melhor que uma sem capacitação. Mas, no caso da construção civil, estes profissionais são muito procurados e existem em pouco número, o que faz com que os rendimentos sejam ainda maiores”, diz o vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM), Frank Souza. De acordo com o empresário, os profissionais de acabamento e aplicação de cerâmica interna e externa estão entre os mais requisitados.

A coordenadora de Educação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Demóstenes Travessa (Senai), Maria do Carmo Teixeira, observa, ainda, que atualmente existem especialidades que exigem mais conhecimento técnico do que força. Este é o caso do jatista, profissional responsável pela aplicação de concreto sobre as paredes. Este serviço era feito manualmente, com a ajuda de uma espátula de pedreiro. Hoje, o processo é realizado com a ajuda de um jato aplicador. “Esse tipo de especialização dá um retorno muito positivo e se ele tiver isso, vai fazer diferença no mercado”, afirma.

Hora extra

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Construção Civil, Cícero Custódio, a maioria dos trabalhadores do setor consegue dobrar o rendimento do piso, com a ajuda das horas extras. 
“O momento é bom para a construção”, afirma.

Instituições oferecem qualificação

O Senai e o Instituto da Construção são algumas das instituições que oferecem cursos de especialização no Amazonas.

No Instituto da Construção, há cursos para assentador, azulejista, pintor, eletricista, hidráulico, mestre de obras entre outras especialidades. Os cursos duram de quatro a 15 meses, com mensalidades de R$ 120 a R$ 180.

No Senai, profissionais que já atuam na área podem fazer uma especialização em tecnologias de construção a seco, assentamento de cerâmica ou em trabalho em altura. Há também a qualificação para quem está começando, como eletricista, pedreiro, pintor entre outras.

“Temos alunos de diversos tipos e grau de instrução, mas todos recebem noções de segurança no trabalho, o que é uma coisa importante para as empresas hoje em dia, e em empreendedorismo, pois ele não precisa estar em uma empresa para exercer a profissão”, conta a coordenadora Maria do Carmo.

Fonte: D24am
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Cai ritmo de alta nos preços da construção civil

À exceção de São Paulo, onde o custo da construção civil passou de 0,33% em abril para 1,77% neste mês, em todas as demais capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) houve queda no no ritmo de alta dos preços.

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mensal (INCC-M) passou de 1,17% para 0,93%, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV). No segmento materiais, equipamentos e serviços, o índice passou de 0,65% para 0,48%.

Os serviços de pedreiros e de outros profissionais continuam representando os gastos mais mais altos do setor (1,41%), ainda que abaixo do nível de abril (1,73%). Em São Paulo, a taxa foi bem maior, 2,93%, e em Porto Alegre, 0,99%. A pesquisa mostra a média da varação dos preços apurados entre os dias 21 de abril e 20 de maio.

O índice perdeu força nas seguintes localidades: Salvador (de 3,42% para 0,08%); Brasília (de 0,51% para 0,12%); Belo Horizonte (de 0,31% para 0,15%); Recife (de 0,51% para 0,28%); Rio de Janeiro (de 4,65% para 0,33%) e Porto Alegre (de 1,36% para 0,69%).

Fonte: Revista Voto
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Nível de atividade da construção diminui em agosto, diz CNI

O nível de atividade da construção civil diminuiu em agosto, de acordo com a Sondagem da Indústria da Construção Civil divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador relativo à atividade no setor foi de 47 pontos em agosto. Na pesquisa, os resultados variam de zero a cem pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior.

Apesar de abaixo dos 50 pontos, a atividade caiu menos do que em julho, quando esse índice foi de 46,5 pontos. Em agosto de 2012, o indicador foi de 48,1 pontos.

Esse desempenho se reflete no número de empregados, cujo indicador passou de 45,6 pontos em julho para 46,3 pontos em agosto, o que também aponta uma retração menor em agosto do que em julho.

Assim, o setor continua com um nível de atividade menor do que o usual para o mês. Esse indicador foi de 43,5 pontos em agosto. O índice diminuiu a distância em relação à linha divisória dos 50 pontos, já que em julho, e stava em 42,8 pontos. Já em agosto de 2012, ele foi de 46,4 pontos.

Já a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) recuou um ponto percentual e fechou agosto em 69%, ante 70% no mês anterior.

A Sondagem Indústria da Construção foi realizada entre 2 e 12 de setembro com 513 empresas.

Fonte: Valor Econômico

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12 setembro 2013

"Como se constrói porcaria no Brasil!", diz criador de torre

"Nunca construí no Brasil. Os brasileiros vêm aqui, pedem mil projetos e depois desaparecem", conta o arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, 68, que solta, com uma gargalhada: "Não dá para confiar em vocês".

Ele ri e completa. "Não que vocês precisem de mim. Sempre tiveram grandes arquitetos. Mas a arquitetura corporativa no Brasil é muito ruim. Como se constrói porcaria no Brasil!".

Não que Viñoly esteja precisando de muitas encomendas: ele tem projetos espalhados em diversos continentes.

Seu mais recente é o mais alto edifício residencial do Ocidente, com 94 andares, o 432 Park Avenue, com vista para o Central Park.

Com dez coberturas de até US$ 95 milhões (cerca de R$ 202 milhões), tem apenas 104 apartamentos, além de lojas, restaurantes e academia. Deve ficar pronto em 2015.

Viñoly, que foi um dos finalistas no concurso para o novo World Trade Center, mora em Nova York desde 1978, quando migrou para os EUA.

Reinvenção

Trabalhava antes em Buenos Aires, onde cresceu e estudou arquitetura, depois que seus pais trocaram o Uruguai pela Argentina, quando ele tinha apenas quatro anos.

Hoje, seu escritório tem 80 arquitetos e está instalado num antigo estábulo do início do século 20, perto do Meat Packing District.

Em Nova York, ele diz que ou se constroem prédios de luxo, ou de habitação popular ("são os projetos que me desafiam mais; estamos fazendo vários", conta).

Tem projetos na China, no Oriente Médio e em várias cidades americanas. O mais premiado é um centro de convenções no Japão, o Tokyo International Forum.

Depois de falar da beleza de seu último arranha-céu, "mas no qual certamente alguma senhora rica de Hong Kong vai fazer uma decoração interior gótica", Viñoly diz que a forma da cidade é mais importante do que a forma de qualquer prédio.

Controlar o desejo?

"O grid nova-iorquino, com quadras pequenas, fáceis de serem atravessadas, calçadas largas, transporte público e muita densidade, é o grande motivo de haver tanta gente na rua aqui", diz.

"Arquitetos já quiseram controlar a maneira como as pessoas vivem e se locomovem, mas não se podem controlar as relações humanas", afirma ele.

"É como achar que casamento só pode acontecer entre homem e mulher. Quem controla o desejo humano?"

Ele também elogia a constante reinvenção nova-iorquina. "Gosto de preservar coisas boas, mas as pessoas também construíram muita merda no passado. Nem tudo o que é velho deve ser preservado", polemiza.

Ele não desperdiça a oportunidade de criticar colegas da profissão (um dos passatempos favoritos dos arquitetos, afinal).

"Quis fazer um arranha-céu com a cara de Nova York, que só pudesse ser feito aqui. Não tem graça fazer prédios sem relação com o entorno, que podem ser colocados em qualquer lugar."

Ele rabisca então em uma folha de papel os traços da Swiss Re, a torre de Norman Foster em Londres que foi apelidada de "pepino".

"Depois aquele menino francês fez algo quase igual em Barcelona, nem sei quem copiou quem", alfineta, ironizando Jean Nouvel.

Projeto em Brasília

Viñoly tem poucas obras recentes na América do Sul --o museu Fortabat, em Buenos Aires; o aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, e o badalado edifício Acqua, em Punta del Este. Nos anos 1960, viveu alguns meses em Copacabana, por causa de um projeto que nunca foi construído.

Ao final da entrevista, Viñoly conta que a Corporación América, o conglomerado argentino que arrematou a concessão do aeroporto de Brasília, convidou-o para desenhar um novo terminal. Talvez seja a primeira obra do uruguaio no Brasil.

Fonte: Folha de São Paulo
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Construtoras adotam medidas tecnológicas para ampliar seu poder de vendas


As novas tecnologias chegaram ao mercado imobiliário para agregar ao trabalho diário e facilitar a vida das pequenas, médias e grandes construtoras. Esses novos recursos revolucionaram a forma de se relacionar com o cliente e, consequentemente, impulsionar as vendas, mas claro, se utilizados de forma planejada e estratégica.

Com essas dicas, é possível melhorar as vendas da sua construtora, além de aprimorar o desempenho da equipe responsável pelo contato com os clientes. Essas ferramentas permitem o compartilhamento de documentos, agendar compromissos e acompanhar as vendas dos empreendimentos. Alie essas ferramentas à oportunidade de ter sempre em mãos um portfólio atualizado, um gerenciamento eficaz, uma equipe treinada e uma maquete rica em detalhes, 100% do projeto original.

É importante, antes mesmo de colocar em prática qualquer estratégia, identificar o trabalho mais complicado, que são as competências e carências da empresa. Apenas ativar o mercado sem se preparar para atender à demanda pode afastar ainda mais os clientes.

Reunimos algumas dicas importantes para o empreendedor e, claro, o vendedor considerar na hora de fomentar o aumento das vendas:


  • Conhecer o cliente: Antes de vender um empreendimento, tente conhecer melhor seu cliente para que você possa sugerir um imóvel de acordo com as aspirações dele. Isso facilita a assertividade da venda e deixa o comprador satisfeito;
  • Qualifique seus vendedores: A capacitação do profissional de vendas é o que traz mais retorno para a empresa. É importante apresentar técnicas de vendas para estreitar o relacionamento com o cliente e facilitar as negociações de vendas.
  • Tendências: Apresente ao futuro comprador as principais tendências do mercado e apresente para ele uma lista com alguns imóveis que estão dentro do padrão aquisitivo que ele se enquadra;
  • Maquetes: Utilize as maquetes como ferramenta decisiva nas vendas. “Com a tecnologia, as maquetes são produzidas fielmente ao empreendimento original, possibilitando ao comprador ver, não apenas o seu imóvel, como também toda a parte social do empreendimento, facilitando o entendimento do cliente e, consequentemente, aumentando a força das vendas imobiliárias”, afirma Fabio. De acordo com a construtora Setin, cerca de 60% das vendas de um dos empreendimentos em 3 dias de exposição se deu pela maquete;
  • Evernote: É um aplicativo capaz de gerenciar e organizar as anotações, além de arquivar textos e imagens dos imóveis. É uma ferramenta prática e dinâmica para apresentar o comprador notícias e informações importantes do mercado imobiliário;
  • Salesforce: Este aplicativo traz ferramentas que permitem o compilamento dos serviços de atendimento ao cliente como, o gerenciamento de parceiros e criação de gráficos e tabelas de relatórios e análises empresariais. 
  • HP12C: Este aplicativo permite que você tenha uma calculadora científica, ferramenta importante para a garantia de decisões adequadas na relação com o cliente, ou seja, o uso dessa plataforma permite negociações mais eficientes;
  • ERP QUALIT CONSTRUÇÃO: Software composto por módulos estrategicamente desenvolvidos para atender todas as variáveis de uma construtora ou incorporadora, não importando seu porte, desde o planejamento e orçamento da obra ao acompanhamento e controle dos projetos, da gestão de vendas ao controle financeiro da empresa, fornecendo ainda informações gerenciais de forma automática, rápida e prática.
“O conhecimento e o uso estratégico dessas ferramentas podem proporcionar uma vantagem competitiva no mercado, aumentando a produtividade dos vendedores e garantindo a força das vendas e, o mais importante, fidelizar e ganhar novos clientes”, cita diretor da Adhemir Fogassa Maquetes, Fábio Fogassa.

Fonte: Marketing e Comunicação QUALIT
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03 setembro 2013

CUB registra alta de 0,16% no custo da construção paulista em agosto

O custo unitário básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo avançou 0,16% em agosto, ante julho, para R$ 1.094,71 por metro quadrado, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o índice, que reflete a variação dos custos do setor e é usado nos reajustes dos contratos de obras, mostra alta de 6,82%. Em 12 meses, a expansão é de 7,35%.

Conforme o levantamento, em agosto, os custos com mão de obra subiram 0,07% em relação a julho. Já os custos das construtoras com material de construção avançaram 0,31%, na mesma base de comparação. Os salários dos engenheiros, por sua vez, indicaram estabilidade no período.

“No período, 15 dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do IGP-M do mês, que ficou em 0,15%”, destaca o sindicato.

Fonte: Valor Econômico

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02 setembro 2013

Venda de materiais sustentou PIB da construção, diz FGV

As vendas de materiais de construção no varejo impulsionaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil em 2013, de acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção da Fundação Getulio Vargas (FGV). "O consumo das famílias está mostrando um dinamismo maior", disse.

A pesquisadora explicou que, apesar do quadro mais adverso da economia brasileira, a renda e o emprego ainda se mantiveram em bons níveis nos últimos meses, mantendo consistente a demanda por materiais de construção para reformas e ampliações domésticas. "O crédito para financiar a compra de materiais também tem um peso muito importante para incentivar a demanda", completou.

As vendas de materiais de construção no varejo cresceram 6,8% no primeiro semestre de 2013 ante o mesmo período de 2012, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o PIB da construção aumentou 1,4%. Já no segundo trimestre, houve alta de 3,8% em comparação com o primeiro trimestre deste ano e de 4,0% ante o mesmo intervalo de 2012, divulgou a instituição nesta sexta-feira, 30.

Ana Maria observou, por outro lado, que os níveis de atividade econômica no mercado imobiliário e nas obras de infraestrutura estão baixos. O número de trabalhadores empregados em obras residenciais e comerciais caiu 0,1% no primeiro semestre deste ano, pois as incorporadoras ainda estão terminando obras antigas, enquanto as obras novas estão sendo iniciadas em um ritmo mais lento. Já no setor de infraestrutura, o total de empregados aumentou 1,5%, o que mostra uma leve recuperação no ritmo de execução das obras públicas, segundo a pesquisadora.

Fonte: Exame.com
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30 agosto 2013

Incertezas politicas e econômicas e o mercado imobiliário

As manifestações que ocorreram de forma generalizada em nosso país, no último mês de junho e em algumas capitais no mês de julho, trouxeram incertezas e muitas dúvidas no meio político, também trouxeram um impacto econômico para a sociedade, pois a pressão popular já fez e pode fazer ainda mais, o poder público pressionado em todas as esferas, positivamente vai agir de forma mais rápida, mas pode tomar algumas medidas e decisões negativas para a livre concorrência e degradar o ambiente de negócios.

Por outro lado, desde o início do ano a divulgação de indicadores econômicos também trazem uma piora na economia, vamos focar em apenas alguns, com objetivo de fazer um texto de fácil leitura e sem muito economês. Embora nossa taxa básica de juros seja baixa, comparada com os últimos 20 anos, ainda estamos muito próximos do topo do mundo neste quesito. E pior, a expectativa é de alta para os próximos meses.

A desvalorização de nossa moeda, traz e reforça o impacto inflacionário também, e mesmo com o esforço dos gestores do banco central brasileiro em segurar a valorização do dólar, não estão tendo sucesso, a princípio, positivo para nossa indústria que ganha competitividade. Mas com resultados diretos na inflação que refletirá o aumento de custo de diversos setores da economia. 

A Inflação talvez seja o pior dos índices e, quando fora de controle, principalmente para um país como nosso, que tem ""memória inflacionária"" e mesmo com a estabilidade garantida pelo plano real há quase 20 anos, é um dos indicadores mais perigosos, temos que permanentemente estar atentos. Estamos hoje fora da meta fixada pelo próprio banco central e com muita dificuldade de retornar a ela nos próximos meses. O aumento das contas públicas em todas as esferas de governo, mas principalmente na esfera federal, faz com que o governo gere menos caixa para investimentos. 

Poderíamos aqui identificar outros indicadores que acendem um sinal amarelo na economia e estão fazendo com que os empresários brasileiros diminuam o grau de confiança no futuro. Mas quero fazer um paralelo com essa piora no ambiente de negócios com o pujante mercado imobiliário. longe de estar vivendo uma bolha, está em um momento bastante positivo. Atendendo uma demanda bastante consistente, está se beneficiando das incertezas, pois transmite segurança para os brasileiros, a difícil reposição da inflação através das aplicações financeiras.

O setor da construção que no passado recente era um dos primeiros a entrar em crise e um dos últimos a sair, mudou de posição, e mesmo com as incertezas políticas e econômicas passou a ser visto como um porto seguro das economias do pequeno e grande investidor. Com incentivos ao financiamento imobiliário, principalmente com o aumento de prazo e fomentando a disputa entre os agentes financiadores, o crescimento da produção tem acompanhado a demanda e tem buscado atingir o equilíbrio que é bastante benéfico para a economia.

A solidez e a segurança que o imóvel transmite faz com que os investimentos possam ser feitos de diversas maneiras, desde a compra de cotas de um fundo de investimento, até a compra pura e simples de um imóvel comercial para a renda. Independentemente de qual for a preferência, que seja feita acompanhada por profissionais da área jurídica e com um corretor de imóveis credenciado, pois a segurança e segurança e a tranquilidade que se busca com o investimento será garantida.

* Flávio Amary é vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação no Estado de São Paulo (Secovi-SP) e escreve às quartas-feiras neste espaço

Fonte: Obra24horas
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29 agosto 2013

Setor de material de construção revê previsão para 2013

O ritmo mais fraco nos segmentos de infraestrutura levou a indústria de materiais de construção a reduzir a previsão de crescimento das vendas em 2013. Inicialmente, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) trabalhava com expansão de 4,5% no ano. Agora, projeta alta de 4%, em um ajuste classificado pelo presidente da entidade, Walter Cover, como "nada desastroso". 

Apesar da revisão, as empresas têm mostrado otimismo crescente nos últimos meses. Segundo termômetro mensal da associação, após um "bom" mês em agosto - 56% das indústrias avaliaram dessa forma o desempenho das vendas -, 62% delas indicaram que acreditam na manutenção desses parâmetros em setembro. Em julho, esse índice havia ficado em 44%. 

Além disso, 74% das empresas de materiais de construção disseram em agosto que pretendem investir nos próximos 12 meses. Em julho, essa mesma resposta havia sido dada por 70% das indústrias. 

Responsável por cerca de 22% das vendas da indústria de materiais de construção no país, o setor de infraestrutura tem avançado em ritmo mais lento do que o esperado em razão do atraso em obras, sobretudo na esfera pública. Dificuldades para obtenção de licenciamento, entre outras, segundo Cover, têm postergado o início de obras e, consequentemente, a compra de materiais de base, como aço e cimento. 

Não à toa, em 2013, a Abramat vê expansão de 2,5% nas vendas desse tipo de material de construção, enquanto os itens de acabamento - como cerâmicas e tintas - deverão fechar o ano com crescimento de 5,5%. 

Esse descolamento já aparece nos números da indústria no acumulado até julho, período em que a taxa de expansão geral, na comparação anual, foi de 3,7%. No intervalo, as vendas de materiais básicos subiram 2,5% e, em 12 meses até julho, mostraram alta de 0,8%. Já em materiais de acabamento, a taxa de crescimento de janeiro a julho ficou em 5,8% e, em 12 meses, em 4,9%. 

Conforme Cover, enquanto o segmento de infraestrutura anda meio de lado em 2013, os negócios no varejo e no segmento imobiliário seguem acelerados. Responsável por cerca de 50% das vendas da indústria de materiais de construção no país, o varejo deve mostrar expansão de 7% neste ano. Já no segmento imobiliário, que contribui com aproximadamente 28% das vendas, o crescimento deve ficar entre 1,5% e 2%. 

Jogam a favor da indústria o câmbio - favorável às exportações -, a disponibilidade de crédito, o nível de emprego e a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que chegou ao seu quinto ano consecutivo. O pleito da indústria, neste momento, é por nova prorrogação para 2014 - conforme Cover, o setor está otimista e acredita que o governo poderá a anunciar a medida nas próximas semanas. 

Especificamente em julho, o faturamento total deflacionado das vendas de material de construção no mercado interno cresceu 3,3% frente ao mês anterior e 3,6% na comparação anual. Já o nível de emprego ficou praticamente estável, com alta de 0,1% em junho e queda de 0,9% na comparação anual. 

No segmento de materiais básicos, permanece o reflexo do menor ritmo do setor de infraestrutura. Em julho, as vendas cresceram apenas 0,7% ante o verificado no mesmo mês de 2012 - porém subiram 3,6% frente a junho. Por outro lado, as vendas internas de materiais de acabamento avançaram 7,8% em julho, frente ao mesmo mês do ano passado, e 2,8% ante junho. 

A percepção dos empresários quanto "ao ritmo na execução das obras das novas concessões em infraestrutura e ao estado geral da economia", conforme Cover, explica o fato de a maior parte das empresas, ou 71%, estar indiferente quanto às ações do governo para o desenvolvimento do setor no médio prazo. Em julho, 60% das empresas se declararam indiferentes. 

O nível atual de utilização da capacidade instalada da indústria é de 83%, 1 ponto percentual acima do índice verificado no mês passado.

Fonte: Valor Econômico
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Prédios verdes movimentam R$ 22 bilhões em negócios no Brasil

O Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora da 4ª Conferência Internacional & Expo Greenbuilding Brasil, em conjunto com a Ernst&Young, apresentaram um levantamento inédito que compreende dados sobre a movimentação econômica da construção sustentável no País. O estudo destaca a participação do segmento de Edificações sustentáveis no PIB nacional - que vem aumentando consideravelmente ao longo dos últimos três anos - e chegou a marca de R$ 22 bilhões em 2012. O estudo aponta um aumento das construções na composição do PIB brasileiro de Edificações: em 2010, os “prédios verdes” não ultrapassavam 3% dessa rubrica, um percentual que dobrou no ano seguinte e chegou a 9% em 2012. As perspectivas apontadas no estudo sinalizam expectativas positivas para o maior evento do setor no Brasil, que acontece de 27 a 29 de Agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Para Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY (antiga Ernst & Young), a busca pela certificação LEED está sendo cada vez mais segmentada (escolas, hospitais, estádios, edificações comerciais etc.), e até fundos imobiliários têm colocado como fator primordial a certificação LEED como critério para quem vai fazer este tipo de investimento, o que vem impulsionando o mercado de construções verdes.

Apesar do desempenho errático da economia nos últimos seis anos, todos os segmentos da construção apresentaram taxas elevadas de crescimento entre 2007 e 2010. O segmento de Edificações foi um dos destaques, com o PIB passando de R$ 139 bilhões, em 2010, para R$ 163 bilhões, no ano passado.

O diretor gerente do Green Building Council Brasil, Felipe Faria, ressaltou que as edificações que buscam os diferenciais de certificações internacionais como o LEED, vêm apresentando valorização por metro quadrado e diferenciação competitiva considerável frente à velocidade de venda destas edificações, consequentemente temos a diminuição no risco destes investimentos. Felipe comentou durante a coletiva que o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de edificações que buscam a certificação internacional LEED de construções sustentáveis, e logo deverá alcançar a terceira posição, desbancando os Emirados Árabes e ficando atrás somente dos EUA e China. “A certificação LEED está presente em 143 países diferentes. No Brasil, o Sudeste ainda concentra o maior número de empreendimentos certificados e registrados que buscam a certificação, mas o Nordeste do País também está se destacando, a exemplo do estado do Ceará, que vem desenvolvendo projetos no segmento residencial, que tem se mostrado uma tendência para os próximos anos. O movimento da construção sustentável vem fortemente contribuindo na elevação do padrão técnico do setor, onde soluções focadas em eficiência e mitigação de impactos sócio ambientais ganham destaque, auxiliando investimentos em estudo e inovação, além de destacar profissionais e empresas engajados”, complementou. 

Para Liliane Bortoluci, diretora da ExpoGBC, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014 estão impulsionando o mercado de construções sustentáveis no Brasil e isto se reflete no crescimento exponencial do evento. “A Greenbuilding Brasil já se consolidou como o maior evento da construção sustentável na América Latina e este ano estamos superando as edições anteriores em vários aspectos - inauguramos a primeira edição da Expo com apenas 39 empresas, e hoje quase triplicamos este número chegando a marca de 103 expositores, o que explica nossa mudança para o Expo Center Norte, com uma estrutura maior para receber compradores e visitantes”, comenta Liliane. Os organizadores esperam receber cerca de 1600 congressistas durante os três dias do evento, para as sessões plenárias e técnicas da Conferência, que reúne 120 especialistas do Brasil e oriundos de países como Estados Unidos, Noruega e Espanha. 

O estudo está disponível na íntegra em www.ey.com.br/edificiosustentavel

Fonte: Dino
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28 agosto 2013

Custo da Construção desacelera para 0,31% em agosto

A inflação da construção civil desacelerou em agosto, com mão de obra mais barata que no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou alta de 0,31% neste mês, abaixo do resultado de julho, de 0,73%. No ano, o índice acumula variação de 6,71% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,74%. 

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice referente à mão de obra registrou variação de apenas 0,03%, ante 1,05% em julho. A desaceleração foi consequência do fim dos reajustes salariais ocorrido em várias capitais. Em Salvador, Porto Alegre e São Paulo as taxas apuradas apresentaram pequenas variações, referente ainda aos dissídios.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,37%. 

O subíndice correspondente a materiais e equipamentos registrou variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,43%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram taxas de variação maiors, destacando-se o subgrupo materiais para estrutura, passando de 0,36% para 0,83%.

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,15%, em julho, para 0,59%, em agosto. Neste grupo, a FGV destacou a aceleração do subgrupo vale transporte, cuja variação passou de queda de 2,34% para queda de 0,86%.

Capitais

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Brasília, Recife e Porto Alegre registraram desaceleração.

Fonte: Valor Ecônomico
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Crescem as vendas de materiais para construção pelo quarto mês consecutivo

Mesmo com as recentes notícias sobre a desaceleração da economia brasileira, o setor da construção civil continua demandando, em ritmo acelerado, as empresas de materiais para construção. Pelo quarto mês consecutivo, as vendas registraram crescimento real em comparação com igual período do ano passado.

Segundo dados revelados na última sexta-feira (23) pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o setor vendeu 3,7% mais do que no mesmo período de 2012 e, nos últimos 12 meses, houve crescimento de 2,4%. Para o setor de aço, os números também são animadores. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), as vendas de aços planos apresentaram alta de 11,2% em julho em comparação ao mês anterior, totalizando 366,8 mil toneladas contra 347,8 mil toneladas, respectivamente.

Ainda de acordo com o Sindisider, no acumulado de janeiro a julho deste ano, as vendas registraram um leve incremento de 0,3% contra o primeiro semestre de 2012, com volume total de 2,5 milhões de toneladas.

- O volume das vendas foi superior à previsão do Sindisider devido, dentre outros fatores, à presença de três dias úteis a mais em julho em relação ao calendário dos meses anteriores - explica o presidente do sindicato, Carlos Jorge Loureiro.

Fonte: Monitor Mercantil
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Construção tem fôlego até o início de 2014

Mesmo tendo desacelerado visivelmente o ritmo de crescimento, a construção brasileira ainda tem algum fôlego para manter sua atividade neste segundo semestre de 2013 e no primeiro trimestre de 2014. O desafio nos próximos meses será fechar contratos para que novas obras se iniciem quando as atuais forem concluídas.

A análise foi feita em 20 de agosto pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, na Reunião de Conjuntura do sindicato, que discutiu o desempenho e as perspectivas da construção.

O vice-presidente observou que os lançamentos e as vendas no setor imobiliário cresceram de janeiro a maio nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro. Já outras nove capitais de Estados registraram no mesmo período queda nos lançamentos, e sete delas, quedas nas vendas. “O mercado imobiliário ainda é dinâmico em algumas regiões do país, e a alta dos juros torna os financiamentos habitacionais mais competitivos frente a outras fontes de financiamento, embora os agentes fiquem um pouco mais rigorosos na sua concessão”, observou.

Já no setor público, a queda na arrecadação não influi no que está em andamento, mas deverá impactar nas futuras contratações de obras; e aquelas que dependem de novas concessões são incertas, em razão da crise de confiança instalada entre o governo e os empresários desse segmento, comentou Zaidan.

PIB menor

Em sua análise, a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, estimou que, para um crescimento de 2,2% do PIB neste ano, a construção deva crescer cerca de 2%. A estimativa de crescimento vem sendo gradativamente reduzida desde janeiro, quando ela estava em 4%.

Ana Maria mostrou a desaceleração do desempenho de diversos indicadores da construção no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2012:

Emprego cresceu 1,35%, contra 8,4%;
Pessoal ocupado caiu 2,33%, contra elevação de 4,8%;
Consumo de cimento estável: 0,22%, contra aumento de 8,5%;
Consumo de vergalhão: queda de 2,42%, contra elevação de 14,2%;
Produção de materiais de construção: aumento de 1,81%, contra 2,2%.

Para a economista, o cenário econômico do País é menos pessimista que o apontado pela deterioração das expectativas dos empresários do setor. Em junho, a renda continuava registrando aumento de 2,5%, o mesmo percentual de junho de 2012. O emprego ainda segue crescendo, embora em ritmo menor, e a taxa de desocupação na economia mantém-se em 6% desde 2011.

Ela também estimou que, em função da recuperação do desempenho dos bens de capital (alavancada pela produção de caminhões), a Formação Bruta de Capital Fixo se elevará, melhorando a taxa de investimentos. Mesmo assim, “o momento é de muitas incertezas, diversas iniciativas do governo não deram os resultados esperados, investimentos em infraestrutura e especialmente em mobilidade urbana são necessários; é preciso uma parada para a formulação de um novo direcionamento na política econômica”.

Fonte: Sinduscon-SP
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27 agosto 2013

Índice de Confiança na Construção Civil em agosto, segundo FGV

O setor da construção civil está ainda menos confiante em agosto do que estava em julho, de acordo com a “Sondagem da Construção”, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança medido pela entidade caiu 4,7% no trimestre encerrado em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo foi maior que o de julho, de 4,0%, na mesma comparação. 

Tomado apenas o mês de agosto, ante agosto de 2012, houve queda de 5,3%. Em julho, o recuo havia sido de 3,9%.

Essa piora no indicador de confiança sinaliza desaceleração do ritmo de atividade do setor neste terceiro trimestre, diz a FGV.

Assim como em julho, a piora do índice se deve tanto à avaliação sobre a situação atual quanto às expectativas, usando a base de comparação trimestral. O Índice de Expectativas (IE) passou de queda de 0,8% em julho para recuo de 1,4% em agosto e o Índice da Situação Atual (ISA) saiu de queda de 7,8%, para baixa de 8,5%, na mesma comparação. 

Na comparação mensal, houve piora tanto na situação atual (de recuo de 7,4%, em julho, para recuo de 8,6%, em agosto) quanto nas perspectivas futuras (queda de 0,9% para queda de 2,5%, respectivamente).

Dos 11 segmentos pesquisados, sete tiveram piora de confiança, com destaque para obras de acabamento, de queda de 2,0% no trimestre em julho passou para recuo de 4,3% no trimestre de agosto; o segmento de instalações elétricas passou de 0,4% para menos 1,7%, nos mesmos períodos; e o de obras de arte especiais e obras de outros tipos (de menos 4,1% para menos 5,5%).

De acordo com a FGV, das 685 empresas consultadas, 19,8% disseram que o nível de atividade aumentou no trimestre findo em agosto, percentual menor que o de 24,9% no mesmo período do ano anterior; já 19,2% das empresas informaram que a atividade diminuiu (contra 17,3%, em agosto de 2012).

Já a proporção de empresas prevendo aumento na demanda no trimestre findo em agosto é de 33,0%, contra 32,1% no mesmo período em 2012, enquanto a parcela das que estão prevendo diminuição foi de 7,9%, contra 6,2%, em agosto de 2012.

Fonte: Valor Ecônomico
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Setor de materiais de construção eleva expectativa de investimento

As empresas de materiais de construção aumentaram o uso da capacidade instalada em agosto e elevaram a expectativa em relação aos investimentos previstos para os próximos meses, segundo pesquisa da Abramat.

A utilização atual da capacidade instalada é de 83%, acréscimo de 1 ponto percentual sobre o nível observado no trimestre anterior.

Em agosto, 74% das indústrias de construção disseram que pretendem investir nos próximos 12 meses, ante 70% em julho. No mesmo período do ano passado, a intenção era de 67%. 
Segundo o presidente da entidade, Walter Cover, as vendas para o varejo, que representam cerca de metade da receita do setor, devem crescer 5% em 2013. 

A pesquisa revelou que 62% das empresas acredita que as vendas continuarão boas no mercado interno em setembro. Em agosto, 56% das companhias avaliou o desempenho como bom. Em julho, o índice de satisfação foi de 44%. 

À Reuters, Cover afirmou que a indústria de materiais de construção não vê o avanço da inflação como uma ameaça para a disposição do consumo dos brasileiros, ainda que os combustíveis sejam reajustados no ano. 

"A inflação deve terminar o ano dentro da meta", afirmou, reforçando que o impacto do avanço do dólar contra o real ajuda as exportações, de um lado, e afeta o encarecimento de insumos essenciais para alguns segmentos, de outro, não implicando uma mudança de rumo para o setor.

Fonte: Exame.com
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Em bairros de classe média em São Paulo, casa própria chega a ter desconto de 14,5%

A pechincha gera uma grande economia para quem tem o sonho da casa própria. Segundo o último levantamento do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 2ª Região (Creci-SP), os descontos no fechamento dos negócios em bairros da classe média da capital paulista como Aclimação, Pompéia, Sumaré e Vila Madalena foram em média de 14,5%. 

O percentual só foi menor do que os praticados nos bairros periféricos da cidade, por exemplo, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia, onde a média dos abatimentos foi de 17,5%. 

Os dados se referem apenas aos imóveis usados vendidos na capital paulista em maio, período do último levantamento feito e divulgado neste mês pelo Cresci-SP. 

Uma casa de três dormitórios que fosse anunciada por R$ 850 mil, por exemplo, nas localidades de classe média citadas acima, poderia ser vendida por R$ 726.750, se o comprador conseguisse o desconto médio de 14,5%. A economia chegaria a R$ 123.250. O dinheiro sobrando poderia ser usado na compra de um veículo Hyundai HB 20, que está entre os cinco carros mais vendidos no Brasil desde o ano passado e custa R$ 32 mil, e ainda daria para usar os R$ 91.250 restantes para mobiliar a casa nova. 

Em bairros mais distantes do centro da capital, como Capão Redondo e Vila Nova Cachoeirinha, um imóvel também com três dormitórios poderia ser vendido por R$ 225 mil. Dependendo da negociação entre comprador e vendedor, a casa seria vendida por R$ 185.625, se fosse aplicado o desconto médio de 17,5%. 

É importante ressaltar que o abatimento divulgado pelo Cresci é uma média. O que significa dizer que alguns compradores conseguiram no período um desconto maior e outros abaixo do patamar de 14,5% ou 17,5%, nas regiões. No período, o preço médio do metro quadrado dos imóveis vendidos pelas imobiliárias consultadas caiu 1,41%. 

O valor dos abatimentos está relacionado a diversas variáveis, como condições do imóvel, características da região onde está localizado e, principalmente, à necessidade do vendedor. 

O presidente do Cresci-SP, José Augusto Viana, também explica que os abatimentos muitas vezes acontecem porque os proprietários sempre querem vender por um preço acima do que valem os imóveis e, muitas vezes, acabam tendo que fazer descontos para concluir. 

Ainda de acordo com ele, 50% dos negócios são fechados por meio de financiamento bancário e o endividamento do consumidor atrapalha o setor. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em julho, mostrou que o percentual de família com dívidas chegou a 65,2%, maior do que em junho, quando registrou 63%. 

“O endividamento é um negócio sério porque quando chega o momento de obter crédito para financiamento imobiliário, isso tudo é levado em consideração. Você retira do mercado pessoas que evidentemente teriam condição de comprar e endividado não vai poder, já que essa renda está comprometida.”

Viana também explica que o endividamento e os descontos não significam a desvalorização do setor dos imóveis, pois o que os dados do Cresci mostram é que as vendas têm aumentado mensalmente. De janeiro a maio, o crescimento já foi de 27,92%.

Fonte: R7
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26 agosto 2013

O mercado se reestrutura

A segunda metade do ano mal começou e 2013 já foi eleito, pelas entidades que compõe o setor da construção civil no Rio Grande do Norte, como o período ideal para quem pretende adquirir um imóvel. O mercado imobiliário passa por um momento caracterizado pela desaceleração do crescimento, visto como reflexo natural da acomodação do mercado. “Ou seja, o momento é excelente para quem vai comprar. O mercado imobiliário atualmente tem mais oferta do que procura e isso, claro, favorece o comprador”, destaca a vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN), Larissa Dantas. 
Jailson está confiante, apesar do volume de negócios abaixo do registrado em outras épocas
O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-RN) Jailson Dantas, faz a mesma análise. “O ano de 2013 é uma continuação de 2012. O mercado está se recuperando, se estabilizando em um patamar mais baixo e agora estamos no momento da entrega das unidades comercializadas no passado”, disse. A fase de desaceleração é observada em todo o país desde o ano passado. O discurso do Sinduscon-RN e do Secovi-RN acompanha as observações do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, que considera essa mudança de ritmo natural. “É um momento de estabilização”, confirma. 

Apesar da mudança de cenário a avaliação para o primeiro semestre de 2013 é positiva. Para Jaílson Dantas com o passar dos meses o mercado veio se recuperando em relação ao ano anterior. “Foi um bom primeiro semestre. O que estamos vendendo mais hoje em dia são os imóveis prontos e os que estão sendo entregues. A velocidade de venda dos lançamentos ainda está muito abaixo da velocidade de venda dos imóveis prontos”, disse.

A vice-presidente do Sinduscon destaca que as empresas queimaram seus estoques nesses primeiros meses do ano, enquanto as grandes obras de infraestrutura anunciadas para o estado, não tiveram, no primeiro trimestre, o impulso esperado no ano passado. Mesmo assim, acredita em uma pequena reação em relação ao ano de 2012. “O mercado imobiliário teve uma pequena reação neste ano. Está melhor que o ano passado. Em 2012 teve uma parada e agora as empresas estão voltando a investir. O diferencial é que esse investimento vem sendo feito com mais cautela. É uma retomada de investimento de forma mais ordenada. A intenção é que, com isso, possamos fazer uma gestão política junto a órgãos públicos”, disse Larissa Dantas.

O público também mudou. Com uma série de empreendimentos turísticos travados, os clientes estrangeiros deixaram de ser o público alvo das empresas de construção civil e o público local ganhou mais espaço. “Sem contar que a burocracia nas questões relativas ao licenciamento ambiental e o clima de insegurança jurídica, espantaram os investidores”, observou a vice-presidente do Sinduscon-RN. 

Apesar do período favorável aos compradores os preços dos imóveis devem permanecer no mesmo patamar. “Os preços chegaram ao limite. O país entrou em fase de menor crescimento e está havendo uma readequação dos preços. É um momento difícil de fazer análise”, ressalta Larissa Dantas. O que muda, explica, é a abertura para as mais diversas possibilidades de negociação vislumbrando a oportunidade para descontos dependendo do acordo firmado. De acordo com a avaliação de especialistas, esse cenário, de juros e vendas caindo e de preços ainda altos, sinaliza uma acomodação do mercado e um momento de equilíbrio, após anos de euforia.

Cenário

A geração de empregos no setor da construção civil segue indiferente às mudanças de cenário, destaca Larissa Dantas. Segundo dados de pesquisa realizada pelo Sinduscon-RN, o setor se mantém em destaque no ranking de geração de empregos em Natal nos últimos três anos. “Em alguns meses do ano chega a ficar acima da indústria”, observa. O volume de trabalhadores está na casa dos 40 mil empregados formais, com variação de 0,5% a 2,05%, para mais e para menos, dependendo das datas de entrega dos empreendimentos.

Grande parte dessa força é utilizada atualmente em empreendimentos com perfil comercial, diferente de três ou quatro anos atrás, quando o setor viveu um momento de histeria de lançamentos residenciais.

Apesar do volume de empregos gerados o setor da construção civil enfrenta dificuldade na contratação de mão de obra que continua sem a qualificação adequada. “O que impacta diretamente na manufatura de nosso produto, que é essencialmente artesanal. Já estamos trabalhando, enquanto sindicato patronal, em soluções como a criação de mais cursos de qualificação, mas infelizmente temos que ser pacientes, pois esse cenário ainda vai demorar um pouco para mudar”, afirma Larissa Dantas.

O impacto da falta de qualificação é sentido nos acabamentos mais finos de final de obras de padrão construtivo mais elevado. “Além do mais, o custo elevado da mão de obra qualificada, pela sua escassez, vem impactando bastante nos orçamentos, e já se fala em alguns casos em impacto de até 60% do custo do orçamento total de uma obra, pois não podemos esquecer que temos encargos sociais na construção civil que orbitam em quase 200% sobre esse valor do custo da mão de obra. Tem sido um exercício de engenharia financeira, equilibrar nossos orçamentos de obras diante desse cenário de alto custo de mão de obra que vem se estabelecendo há alguns anos”, finaliza.

Sindicato quer conhecer o mercado

Que tipo de imóvel falta em Natal? Quais aspectos o consumidor leva em consideração na tomada de decisão? Qual o melhor mês para efetuar a compra? Qual o metro quadrado mais valorizado pelo mercado? Estas são algumas das questões que serão respondidas na pesquisa de mercado encomendada pelo Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Norte cuja primeira amostragem deverá ser divulgada em outubro deste ano. O estudo, elaborado pelo instituto de pesquisa Consult contará com a colaboração de 80% das 120 empresas associadas à entidade e objetiva dar subsídio aos participantes com relação a dinâmica de vendas de imóveis em Natal. O trabalho será sistemático, vai acompanhar o mercado ao longo de todo o ano com divulgação de informações a cada três meses.

“As construtoras não irão trabalhar somente com o conhecimento de suas obras, mas sim o que está acontecendo com todo o mercado imobiliário. Seu crescimento, tipo de imóvel que a população está desejando, o que vai acontecer e a iniciativa da população por mais interesse por determinado tipo de imóvel. Esse estudo será uma orientação que o Sinduscon-RN vai oferecer às empresas associadas. Isso é muito importante pois serve para balizar o sindicato e as empresas”, ressalta o diretor da Consult, Paulo de Tarso.

Atualmente o trabalho está em fase inicial. As empresas fornecedoras dos dados que serão transformados em indicadores de mercado fieis à realidade estão passando por treinamento. “Os dados que dispomos atualmente não são totalmente fieis. São feitos a partir da observação dos anúncios em impressos, análise de números de alvarás e Habite-se emitidos pela prefeitura, o que nem sempre acompanha a velocidade das ruas”, explicou Larissa Dantas. Com esses dados em planilha a expectativa do sindicato é que seja possível articular ações em parcerias para que os agentes públicos possam fazer a cidade crescer de forma mais coerente do ponto de vista de organização urbana.

Fonte: Tribuna do Norte
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Rio Grande do Norte: O foco é ocupar as áreas onde existe infraestrutura

Larissa Dantas, Vice-presidente do Sinduscon-RN
Depois de um crescimento acelerado entre os anos de 2004 e 2010, que provocou a mudança definitiva da paisagem da cidade, o setor da construção civil pisou no freio e mudou para uma marcha mais lenta. Os índices do setor registrados no Rio Grande do Norte este ano não são divulgados abertamente pelo setor que admite a mudança de cenário, mas prefere enxergar uma oportunidade para adoção de medidas estratégicas para investimento. É época para analisar o mercado com cautela e esvaziar o estoque acumulado. A consequência é um momento único para quem pretende comprar um imóvel seja para morar ou investir. A infraestrutura urbana e a demora na revisão das leis que incidem diretamente sobre a atividade - o Plano Diretor de Natal -, continuam agindo como entraves para a atuação do mercado. Mas nem tudo são notícias negativas. Apesar da desaceleração nas agendas de lançamentos, a construção civil ainda está contratando. É o setor que mais emprega mão de obra no Estado e o frisson provocado pelo “boom” imobiliário de anos atrás produziu frutos que estão sendo colhidos no presente em forma de atualização da tecnologia empregada nos canteiros de obras. A vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Larissa Dantas, faz uma análise atual do mercado e dos desafios futuros.

Como você avalia o mercado da construção civil no RN?

Está em uma fase de estabilização, com um volume de investimentos acontecendo de forma mais comedida. Isso quer dizer que as empresas estão pensando mais na hora de investir. Em função do momento, as empresas da construção civil que atuam no Estado visualizaram a necessidade de se criar um sistema de indicadores imobiliários, através de pesquisa sistemática com base em informações repassadas pelas empresas associadas ao sindicato, de forma a proporcionar uma melhor distribuição dos investimentos no futuro.

Quais as principais mudanças observadas no mercado de Natal nesses últimos anos?

Com o advento das mudanças no Plano Diretor de Natal de 2007, da mesma forma que ocorreu em 1994, a gente viu uma grande número de lançamentos imobiliários que estão ficando prontos agora. É bom destacar aqui que o ciclo da construção civil é muito longo. Portanto, um produto que a gente lança hoje, precisa de uma média de três anos para ficar pronto. Por isso as mudanças entre um ano e outro não são muito grandes, mas também não é para ser. Como agora é um momento de estabilização, a gente não tem lançamentos na mesma velocidade que no ano passado. Agora é o momento de entrega desses imóveis. De saldar os estoques.

E de que forma as mudanças no mercado interferem na paisagem da cidade?

Natal está ficando uma cidade com muitos prédios. A visão da construção civil é uma visão técnica e de uma forma geral, positiva, com exceção da mobilidade urbana que não é proporcionada. Mas ainda há muitos espaços livres. Por exemplo: a gente vê também alguns prédios em Tirol e Petrópolis, seguido por uma grande vazio e um grande número de empreendimentos prontos e em execução em Parnamirim. Mas o que acontece? Lá em Parnamirim não tem infraestrutura. Quem mora lá trabalha em Natal, então uma preocupação do futuro é trazer mais empreendimentos para o Centro de Natal. Para as áreas onde existe mais infraestrutura. E por que isso acontece? Se a gente não utilizar as áreas onde existe infraestrutura, no caso onde os prédios estão surgindo, surge um problema. Caso contrário, todo mundo estará condenado a morar longe do trabalho. Com isso a qualidade de vida e a mobilidade urbana vão cair.

A tendência para o futuro seria o adensamento das áreas mais próximas ao Centro de Natal?

Não sei dizer. Porque fica a cargo do poder público gerir as políticas públicas. A construção civil vai para onde o setor público indicar que a gente deve ir. Mas seria interessante, pelo menos tecnicamente, que existisse esse tipo de urbanização. Mas essa é uma visão do sindicato. Que os bairros que podem ser adensados, que sejam liberados para isso. Como, por exemplo, os bairros de Nazaré e Candelária. Você acha que a construção civil não quer investir na zona Norte? Claro que quer. Mas lá é impedido. É um absurdo. É melhor ter um edifício em uma área pequena e ali morem, 30, 50 ou 60 famílias ou ter a mesma área e construir 60 casas, cada uma com uma fossa e sumidouro? Assim é a zona Norte. O poder privado tem como contribuir com a questão da infraestrutura. Muita gente acredita que a verticalização é o mal do século quando na verdade é a salvação das grandes cidades. Pois as pessoas vão poder morar perto do trabalho, evitar o uso de carro. Com isso podem ir ao trabalho caminhando ou de bicicleta, por exemplo.

Faça uma breve análise da estrutura urbana de Natal.

Os investimentos de mobilidade estão chegando, a gente espera que sejam concretizados, mas de uma forma geral ainda falta muita coisa. Existe um planejamento que prevê que 80% [das cidades] do RN sejam saneadas. Isso seria um sonho. Ainda deixa muito a desejar. E nos deixa um pouco atados. Como não existe infraestrutura a gente não pode construir, não pode construir pois não tem infraestrutura, dai o Plano Diretor não deixa e a gente fica nesse ‘oito’. Tudo depende de políticas públicas orientadas para um bom ordenamento urbano. Tudo pensado de uma forma técnica, se isso não acontecer tudo pode virar um caos.

Natal viveu um ‘boom’ imobiliário em função do investimento de muito capital estrangeiro entre os anos de 2004 e 2010. O que ficou de positivo e negativo dessa fase?

O que ficou foi a elevação da qualidade de produtos, a chegada de novas tecnologias na construção civil. Claro que grande parte das empresas que vieram de fora precisaram se agregar de alguma forma a empresas locais e isso foi positivo. Além do bom momento de compras para o consumidor que é agora. Hoje temos uma oferta que é muito boa e por isso é possível fazer boas negociações na hora de comprar. Para o consumidor isso é essencial. Tomara que eles percebam isso. Por outro lado teve o surgimento de muitas empresas aventureiras. Mas essas já foram embora e não estão mais por aqui. É o momento de ver que o joio já foi separado do trigo. Quem veio comprometido com o mercado, está honrando seus compromissos. E de ruim ficaram alguns clientes insatisfeitos com empresas que vieram pela onda e quando passou foram embora. E isso sempre preocupa a gente. Existe uma política aqui no sindicato que é de receber as novas empresas. Quando elas não se apresentam provocam certo estranhamento. No nosso entendimento, se veio para ficar que participe.

O aporte de grandes empreendimentos no RN impulsionou a adoção de novas tecnologias na construção civil? O que é empregado aqui que pode ser destacado como tecnologia de ponta?

Vemos hoje a aplicação, principalmente pelas empresas que vieram de fora, a utilização de novos revestimentos nas fachadas de suas edificações e uma maior mecanização dos canteiros de obras. Esta mecanização é uma tendência que as empresas de fora trouxeram para a construção civil do Rio Grande do Norte. A tecnologia da construção do mercado imobiliário potiguar está muito bem no cenário nacional. Vemos excelentes produtos de empresas que primam pela qualidade e compromisso com seus clientes. Hoje temos acesso a grandes fornecedores, que nos atendem inclusive com assistência técnica local e , em alguns casos, com produtos que não tínhamos acesso pelo seu alto custo. O mérito desse acesso a novas tecnologias de elevadores e geradores por exemplo, são mérito do trabalho coeso da Coopercon-RN, uma cooperativa fundada há 10 anos por algumas empresas associadas ao Sinduscon, e que busca constantemente introduzir novos players ao mercado. Com isso, novas tecnologias chegam aqui ao mesmo tempo que nos outros lugares do mundo. Nossa construção potiguar recebe, através da Coopercon, visitas dos presidentes das grandes empresas fornecedoras da construção civil em nível nacional e até mundial, trazendo uma elevação no nível dos profissionais que participam desses encontros técnicos, o que acaba impactando de uma forma muito positiva a nossa construção civil.

A nova data para revisão do plano diretor foi novamente adiada. Quais as consequências?

Como setor produtivo formal, seguimos sempre as regras que nos forem impostas pela legislação do nosso setor. Para o setor da construção civil, continuaremos trabalhando nas regras atuais, até que as novas entrem em vigor. Para o desenvolvimento urbano da nossa cidade, existe uma preocupação nossa, haja vista a obrigatoriedade de revisão dos perímetros das zonas adensáveis a cada dois anos, que encontramos no parágrafo segundo, do artigo 11 do Plano Diretor de Natal. Trocando em miúdos, isso significa que, os bairros que já tiveram algum desenvolvimento de infraestrutura, desde a última revisão/alteração da Lei, como Candelária, Nazaré e mesmo a zona Norte, ficarão praticamente estáticos para novas construções significativas e, infelizmente, subutilizados até que haja a revisão do Plano. Perde a cidade de Natal, pois fica com o seu desenvolvimento relativamente parado. Entendemos entretanto, que as regularizações das ZPAs precisam ser finalizadas antes de adentrarmos na revisão do Plano. A Gestão Municipal atual está penalizada pelo atraso que encontrou quando tomou posse.

Quais as novidades e metodologias adotadas na administração dos resíduos gerados pelo setor?

A aplicação da Resolução Conama 307, que trata dos resíduos da construção civil, já vem sendo feita desde que entrou em vigor. Entretanto, até pouco tempo, havia uma lacuna por parte do poder Público Municipal na sua atribuição de receptor dos resíduos. A solução desse problema veio da iniciativa privada, com a implantação de usinas de reciclagem. A consequência no setor da construção civil, vem sendo um incremento de custos nas nossas planilhas orçamentárias para contemplar esta destinação adequada, de forma a obedecer a legislação. As construtoras associadas ao nosso Sindicato já seguem essa legislação ambiental desde o Planejamento dos canteiros de obras. Na nossa opinião, a maturação do setor para aplicabilidade da resolução Conama já está no seu ponto ideal. A sustentabilidade hoje é compromisso de toda a cadeia produtiva da construção civil. Temos que cuidar bem do nosso meio ambiente para deixarmos um bom legado para as próximas gerações.

O setor da construção civil é um dos que mais emprega no Estado. Quais as dificuldades para as empresas nesse sentido?

Boa parte da mão de obra continua sem a qualificação adequada, o que impacta diretamente na manufatura de nosso produto, que é essencialmente artesanal. Já estamos trabalhando, enquanto sindicato patronal, em soluções como a criação de mais cursos de qualificação, com o apoio da Fiern, através do Centro de Treinamento Rosário Carriço do Senai. Mas infelizmente temos que ser pacientes, pois esse cenário ainda vai demorar um pouco para mudar, haja vista ser uma mudança cultural na base da cadeia produtiva da construção civil. O maior impacto da falta de qualificação, é sentido principalmente nos acabamentos mais finos de final de obras de padrão construtivo mais elevado. Além do mais, o custo elevado da mão de obra qualificada, pela sua escassez, vem impactando bastante nos orçamentos, e já se fala em alguns casos em impacto de até 60% do custo do orçamento total de uma obra, pois não podemos esquecer que temos encargos sociais na construção civil que orbitam em quase 200% sobre esse valor do custo da mão de obra. Tem sido um exercício de engenharia financeira, equilibrar nossos orçamentos de obras diante desse cenário de alto custo de mão de obra que vem se estabelecendo há alguns anos.

Fonte: Tribuna do Norte
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