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25 setembro 2013

A inovação sustentável da construção civil

O setor da construção civil vem passando por intensas transformações nos rumos do desenvolvimento sustentável, com a nobre missão de impactar cada vez menos o meio ambiente. Isso porque é um dos setores que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva. Um conjunto de mudanças está em marcha, com a utilização de fontes de energia alternativa, a adoção de materiais não tóxicos e recicláveis e a oferta de soluções inteligentes para a redução do impacto nas edificações.

As inovações estão na gestão dos resíduos nas obras, na escolha dos materiais com menor impacto ambiental nas construções; na redução do consumo de água e energia. Entre as novidades mais recentes estão as coberturas brancas e reflexivas, com a proposta de reduzir um grau na temperatura da Terra. No interior das edificações, algumas soluções evitam desperdícios e incorporam tecnologias inovadoras no uso de recursos não-renováveis, com as torneiras com fechamento automático e as janelas grandes para aumentar a luminosidade natural.

O cenário brasileiro se volta cada vez mais à reutilização dos resíduos, contando ainda com dispositivos legais para aumento do seu ciclo de vida, tornando-os assim objetos de desejo dos designers mais antenados. Nesta direção, a madeira de demolição se tornou uma forma nobre de expressão e oferecendo um contraste diferente entre o antigo e o contemporâneo.

É por isso que cada vez mais os empreendimentos rumam para as certificações. Entre as mais conhecidas está LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema internacional de orientação ambiental utilizado em 143 países. Criado em 1993 nos EUA, é composto por benefícios econômicos, sociais, e ambientais. A inovação sustentável já é uma realidade, que impõe seus desafios a um perfil profissional mais atento às necessidades do planeta. A atualização profissional nestes novos padrões é capaz de definir o sucesso de uma empresa, colocando-a em posição de liderança e garantindo sua perenidade no mercado.

O cenário brasileiro se volta cada vez mais à reutilização dos resíduos, contando ainda com dispositivos legais para aumento do seu ciclo de vida, tornando-os assim objetos de desejo dos designers mais antenados. Nesta direção, a madeira de demolição se tornou uma forma nobre de expressão e oferecendo um contraste diferente entre o antigo e o contemporâneo.

É por isso que cada vez mais os empreendimentos rumam para as certificações. Entre as mais conhecidas está LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema internacional de orientação ambiental utilizado em 143 países. Criado em 1993 nos EUA, é composto por benefícios econômicos, sociais, e ambientais. A inovação sustentável já é uma realidade, que impõe seus desafios a um perfil profissional mais atento às necessidades do planeta. A atualização profissional nestes novos padrões é capaz de definir o sucesso de uma empresa, colocando-a em posição de liderança e garantindo sua perenidade no mercado.

Fonte: O Sol Diário
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23 setembro 2013

Pedreiro com especialização tem salário de até R$ 4 mil

A imagem do homem de roupa suja, com carrinho de cimento em mãos, de frente para uma parede de tijolos deixou de representar os profissionais da construção há algum tempo. Com as novas tecnologias e normas de segurança, este profissional teve que se especializar e se adaptar aos novos padrões e em um mercado cada vez mais disputado, um pedreiro especializado pode ganhar até R$ 4 mil ao mês, com horas extras.

“Antigamente, a profissão era muito amadora, vinha de pai para filho, cheio de vícios. Agora, as construtoras estão em busca de eficiência, serviços mais rápidos e funcionais, para evitar o retrabalho”, conta o proprietário do Instituto da Construção, escola especializada em qualificação profissional, Helder Leite.

Segundo Leite, foi por causa desta necessidade de eficiência que a profissão foi se ramificando. Quanto mais especializado o profissional, maior o rendimento.

O piso salarial de um pedreiro ou de um carpinteiro, por exemplo, é de R$ 1.055,13, de acordo com a convenção coletiva dos trabalhadores da construção civil deste ano. Já o piso do profissional especialista na instalação de esquadrias ou em fachadas é de R$ 1.287,13, valor 21,9% maior. Se a comparação for com o rendimento de um pedreiro refratário, que tem piso de R$ 1.799, a diferença salta para 70,5%.

“Em qualquer profissão, uma pessoa capacitada é melhor que uma sem capacitação. Mas, no caso da construção civil, estes profissionais são muito procurados e existem em pouco número, o que faz com que os rendimentos sejam ainda maiores”, diz o vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM), Frank Souza. De acordo com o empresário, os profissionais de acabamento e aplicação de cerâmica interna e externa estão entre os mais requisitados.

A coordenadora de Educação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Demóstenes Travessa (Senai), Maria do Carmo Teixeira, observa, ainda, que atualmente existem especialidades que exigem mais conhecimento técnico do que força. Este é o caso do jatista, profissional responsável pela aplicação de concreto sobre as paredes. Este serviço era feito manualmente, com a ajuda de uma espátula de pedreiro. Hoje, o processo é realizado com a ajuda de um jato aplicador. “Esse tipo de especialização dá um retorno muito positivo e se ele tiver isso, vai fazer diferença no mercado”, afirma.

Hora extra

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Construção Civil, Cícero Custódio, a maioria dos trabalhadores do setor consegue dobrar o rendimento do piso, com a ajuda das horas extras. 
“O momento é bom para a construção”, afirma.

Instituições oferecem qualificação

O Senai e o Instituto da Construção são algumas das instituições que oferecem cursos de especialização no Amazonas.

No Instituto da Construção, há cursos para assentador, azulejista, pintor, eletricista, hidráulico, mestre de obras entre outras especialidades. Os cursos duram de quatro a 15 meses, com mensalidades de R$ 120 a R$ 180.

No Senai, profissionais que já atuam na área podem fazer uma especialização em tecnologias de construção a seco, assentamento de cerâmica ou em trabalho em altura. Há também a qualificação para quem está começando, como eletricista, pedreiro, pintor entre outras.

“Temos alunos de diversos tipos e grau de instrução, mas todos recebem noções de segurança no trabalho, o que é uma coisa importante para as empresas hoje em dia, e em empreendedorismo, pois ele não precisa estar em uma empresa para exercer a profissão”, conta a coordenadora Maria do Carmo.

Fonte: D24am
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Cai ritmo de alta nos preços da construção civil

À exceção de São Paulo, onde o custo da construção civil passou de 0,33% em abril para 1,77% neste mês, em todas as demais capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) houve queda no no ritmo de alta dos preços.

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mensal (INCC-M) passou de 1,17% para 0,93%, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV). No segmento materiais, equipamentos e serviços, o índice passou de 0,65% para 0,48%.

Os serviços de pedreiros e de outros profissionais continuam representando os gastos mais mais altos do setor (1,41%), ainda que abaixo do nível de abril (1,73%). Em São Paulo, a taxa foi bem maior, 2,93%, e em Porto Alegre, 0,99%. A pesquisa mostra a média da varação dos preços apurados entre os dias 21 de abril e 20 de maio.

O índice perdeu força nas seguintes localidades: Salvador (de 3,42% para 0,08%); Brasília (de 0,51% para 0,12%); Belo Horizonte (de 0,31% para 0,15%); Recife (de 0,51% para 0,28%); Rio de Janeiro (de 4,65% para 0,33%) e Porto Alegre (de 1,36% para 0,69%).

Fonte: Revista Voto
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Nível de atividade da construção diminui em agosto, diz CNI

O nível de atividade da construção civil diminuiu em agosto, de acordo com a Sondagem da Indústria da Construção Civil divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador relativo à atividade no setor foi de 47 pontos em agosto. Na pesquisa, os resultados variam de zero a cem pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior.

Apesar de abaixo dos 50 pontos, a atividade caiu menos do que em julho, quando esse índice foi de 46,5 pontos. Em agosto de 2012, o indicador foi de 48,1 pontos.

Esse desempenho se reflete no número de empregados, cujo indicador passou de 45,6 pontos em julho para 46,3 pontos em agosto, o que também aponta uma retração menor em agosto do que em julho.

Assim, o setor continua com um nível de atividade menor do que o usual para o mês. Esse indicador foi de 43,5 pontos em agosto. O índice diminuiu a distância em relação à linha divisória dos 50 pontos, já que em julho, e stava em 42,8 pontos. Já em agosto de 2012, ele foi de 46,4 pontos.

Já a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) recuou um ponto percentual e fechou agosto em 69%, ante 70% no mês anterior.

A Sondagem Indústria da Construção foi realizada entre 2 e 12 de setembro com 513 empresas.

Fonte: Valor Econômico

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18 setembro 2013

Melhoram as expectativas dos empresários da construção civil

Melhoraram as previsões dos empresários da construção civil em relação ao desempenho das empresas nos próximos meses, segundo sondagem divulgada hoje (17) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo. O índice de confiança subiu 1,7%, em agosto, na comparação com o levantamento anterior, que é feito trimestralmente. Nos últimos 12 meses, o índice registra queda de 2,3%.

As expectativas dos empresários pioraram em relação à condução da política econômica e sobre o crescimento econômico. Caiu também a confiança de que a inflação irá se reduzir daqui para a frente. Sobre a evolução de custos, entretanto, houve melhora de 9% nas expectativas sobre o trimestre anterior e 0,4% nos últimos 12 meses. Em relação às dificuldades financeiras, o índice subiu 2,5% no trimestre e 5,9% no ano.

Fonte: Agência Brasil de Comunicação
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13 setembro 2013

Estruturas metálicas em shopping centers

O uso do aço como solução estrutural já é conhecido desde o século XVIII. Com o passar dos anos e o desenvolvimento do seu uso, a estrutura metálica se tornou a solução mais adequada para empreendimentos que exijam flexibilidade, leveza e estética.

Nos últimos anos, diversos empreendimentos novos ou de expansão empregam o aço, entre eles hospitai, universidades, empreendimentos comerciais e shopping centers.

Os shopping centers há muito já deixaram de ser apenas um centro de compras com lojas variadas, sendo também um importante local de encontro e lazer. Neste caso, além da questão estética, a principal razão para o uso do aço se dá pelo pouco prazo encontrado para fazer as ampliações ou reformas, sendo que o prazo de entrega pode ser reduzido em até 50% com o uso do aço.

Os arquitetos e engenheiros afirmam que o aço permite a construção de vãos e claraboias, dando maior iluminação natural, o que garante um ambiente mais confortável e sensação de bem-estar ao usuário. Além disso, as estruturas metálicas também permitem maior flexibilidade estética.

Do ponto de vista econômico, geralmente, esse tipo de sistema estrutural exige um maior investimento incial do empreendedor, porém, a longo prazo, o sistema construtivo em aço permite que haja uma boa economia em relação aos gastos de manutenção. Outro fator econômico imporatante está intimamente relacionado com o prazo de entrega da obra, pois como este sistema permite a execução da obra em tempo célere,a inauguração antecipada de um empreendimento comercial também se traduz em maior rentabilidade para o cliente.

Algo que conta de forma positiva para a escolha do aço está relacionado com o canteiro de obras, visto que não é necessária grande mobilização para tal. Isso é muito importante quando a obra está no centro de uma grande cidade, por exemplo, e não se pode fazer grandes intervenções para dispor um canteiro de obras. Os engenheiros e arquitetos, por sua vez, apontam casos em que a estrutura metálica foi a única alternativa para viabilizar a obra, já que não há espaço para canteiro de obras.

Na hora da contratação do serviço, há empresas que oferecem não apenas a fabricação das estruturas, mas também o desenvolvimento do projeto e dos cálculos, assim como os estudos de montagem.

Proteção das estruturas metálicas

Ao longo deo tempo, o mercado da construção civil aderiu a três métodos de proteção de estruturas metálicas.

Revestimento Intumescent: amplamente utilizado na Europa e EUA, é um material com a mesma aparência e acabamento das pinturas convencionais, no entanto, com propriedades que permitem a proteção contra o fogo por até 120 minutos. Ao entrar em contato com temperaturas superiores a 200º C, o revestimento intumescente se expande por múltiplas vezes o seu tamanho, protegendo o aço estrutural das temperaturas críticas de falência.

Argamassa projetada de alta e baixa densidade: material com aparência rugosa, fabricada a partir de materiais fibrosos e derivados rochosos como a vermiculita. É projetada sobre a estrutura metálica em espessuras que variam entre 1,5 a 2,5 cm. Protegem o substrato do calor por apresentarem baixa condutividade térmica. Não é recomendada para estruturas expostas pela aparência rústica que confere e fragilidade a impactos mecânicos.

Placas de silicato de cálcio: material gessado específico para estruturas metálicas, em formato de placas de 15 mm, são cortadas uma a uma nas medidas requeridas e envolvidas nas estruturas metálicas seguindo normas adequadas. Em alguns casos é necessário vedar as juntas entre as placas com materiais de firestop, para que a sua proteção seja efetiva em caso de incêndio. Por ocuparem espaços de áreas úteis e serem mais frágeis, não são recomendadas, por exemplo, em garagens ou áreas expostas a impactos mecânicos. O tempo de instalação também costuma ser maior, devido ao trabalho artesanal e de encaixe das placas.

Outras tecnologias: uma das alternativas para a proteção estrutural que surgiu no mercado há algumas décadas é o envelopamento com mantas resistentes ao fogo, além disso, há a pesquisa e desenvolvimento de estruturas metálicas produzidas com materiais e aditivos especiais, que permitem maior resistência ao fogo. Como essas alternativas ficaram muito custosas, raramente são utilizadas, alguns países como o Japão utilizam devido à ocorrência frequente de terremotos e furações, que testam as estruturas ao limite.

Cases

Um exemplo é o projeto do Frei Caneca Shopping, considerada a maior obra vertical em estrutura metálica da América Latina, com 60 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 7,6 mil metros quadrados, no centro de São Paulo. Se não fossem os sistemas industrializados, essa obra não teria acontecido.

Para se adequar, o canteiro de obras foi dividido utilizando o sistema fast-track, ou seja, cada setor possuía sua montagem independente. Além disso, havia um contingente bem menor de pessoas trabalhando na obra.

A solução encontrada para o solo também estava no solo. Utilizou-se o steel deck, uma espécie de pré-forma que não necessita de escoramento, recebendo posteriormente uma capa de concreto.

Dados da CSN indicam que cerca de 80% dos novos edifícios comerciais usam as chamadas divisórias DryWall - que é revestida por gesso.

Outro exemplo de obra é o Shopping Porto Itaguá, em Ubatuba. O propósito desta obra foi valorizar os espaços de uso coletivo, como a praça de alimentação, as circulações e os acessos, ou seja, essas áreas ocupam cerca de 1/3 do total construído, índice bem superior ao dos Shoppings convencionais. A solução encontrada pelos arquitetos foi utilizar estruturas metálicas e manta impermeabilizante.

Porém, as necessidades dessa obra diferiram muito daquelas vistas nos shoppings de São Paulo, pois é importante lembrar que este é um shopping com área reduzida e movimento sazonal, ou seja, para este projeto foi necessário fazer uma boa pesquisa para que fosse garantido um bom planejamento e projeto arquitetônico da obra.

Assim, o traço arquitetônico baseia-se na máxima abertura para o exterior, de modo a assegurar ventilação natural, privilegiando a vista para o mar, o que propicia a sensação de continuidade entre a rua e o interior do edifício.

Nessa obra, a escolha do aço esteve relacionada com os prazos curtos e pelos custos competitivos em relação ao sistema tradicional, além disso, foi a compatibilidade com a solução modulada do projeto que agradou os arquitetos.

Já para a obra do Flambo Flaboyant Shopping Center Artem, em Goiás, que teve a sua quarta expansão em 2007, onde foram feitas a construção do 3º andar do shopping, com ampliação da área de alimentação e mais cinemas, além de Parck Decking com 5 pavimentos , incluindo a Administração e o Heliponto,foram utilizadas 2.400 toneladas de estruturas metálicas. O consumo total de Steel Deck foi de 9.000 m² e 17.000 m² de Telhas Térmicas e Painéis Isotérmicos. Comprovando a eficácia, o requinte e a praticidade do aço neste empreendimento. Além disso, conta com uma passarela metálica com piso de vidro, interligando as duas alas comercias do empreendimento. A sua estrutura espacial é de aço tubular dimensionada para suportar sobrecarga de 500 kg/m².

Entretanto, os principais desafios encontrados foram executar toda a obra em 8 meses, sempre com o Shopping funcionando, com restrições de horário, barulho e espaço para trabalho; além dos reforços estruturais de pilares e fundações sem interromper as lojas atendidas; manter a estanqueidade do prédio; e atender a rigorosas normas de segurança.

Outra obra de sucesso foi o Salvador Shopping, construído com tecnologias inovadoras desde a fundação até o revestimento. É um dos maiores e mais modernos Shoppings do Brasil possui aproveitamento da água das chuvas, sistema de esgoto a vácuo, lâmpadas especiais contra raios ultravioletas, entre outros processos que visam a sustentabilidade.

A solução mista de aço e concreto foi a mais indicada por atender às necessidades de sobrecarga de 1000 kg/m² nas lajes.

A obra consumiu mais ou menos 5.000 toneladas de estrutura metálicas e 1.500 toneladas de Steel Deck teve o seu conceito estrutural baseado na criação de um pilar misto, composto de um perfil metálico de montagem (250x250 mm), que nasceria na cabeça do pilar de concreto armado (600x600mm), um metro abaixo da cota do piso da primeira garagem. O perfil metálico foi dimensionado de modo a permitir a montagem e concretagem de até dois pavimentos de lajes sem a necessidade da concretagem dos pilares metálicos. Sua função foi dar velocidade e precisão na montagem do vigamento metálico.

Bibliografia: Shoppings em estrutura de aço. Edson Modelski, Márcio André Borin. Universidade de Passo Fundo; CBCA; Proteção passiva em estruturas metálicas. Blog SCI; CPC Estruturas Metálicas.

Fonte: Obra24horas
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12 setembro 2013

"Como se constrói porcaria no Brasil!", diz criador de torre

"Nunca construí no Brasil. Os brasileiros vêm aqui, pedem mil projetos e depois desaparecem", conta o arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, 68, que solta, com uma gargalhada: "Não dá para confiar em vocês".

Ele ri e completa. "Não que vocês precisem de mim. Sempre tiveram grandes arquitetos. Mas a arquitetura corporativa no Brasil é muito ruim. Como se constrói porcaria no Brasil!".

Não que Viñoly esteja precisando de muitas encomendas: ele tem projetos espalhados em diversos continentes.

Seu mais recente é o mais alto edifício residencial do Ocidente, com 94 andares, o 432 Park Avenue, com vista para o Central Park.

Com dez coberturas de até US$ 95 milhões (cerca de R$ 202 milhões), tem apenas 104 apartamentos, além de lojas, restaurantes e academia. Deve ficar pronto em 2015.

Viñoly, que foi um dos finalistas no concurso para o novo World Trade Center, mora em Nova York desde 1978, quando migrou para os EUA.

Reinvenção

Trabalhava antes em Buenos Aires, onde cresceu e estudou arquitetura, depois que seus pais trocaram o Uruguai pela Argentina, quando ele tinha apenas quatro anos.

Hoje, seu escritório tem 80 arquitetos e está instalado num antigo estábulo do início do século 20, perto do Meat Packing District.

Em Nova York, ele diz que ou se constroem prédios de luxo, ou de habitação popular ("são os projetos que me desafiam mais; estamos fazendo vários", conta).

Tem projetos na China, no Oriente Médio e em várias cidades americanas. O mais premiado é um centro de convenções no Japão, o Tokyo International Forum.

Depois de falar da beleza de seu último arranha-céu, "mas no qual certamente alguma senhora rica de Hong Kong vai fazer uma decoração interior gótica", Viñoly diz que a forma da cidade é mais importante do que a forma de qualquer prédio.

Controlar o desejo?

"O grid nova-iorquino, com quadras pequenas, fáceis de serem atravessadas, calçadas largas, transporte público e muita densidade, é o grande motivo de haver tanta gente na rua aqui", diz.

"Arquitetos já quiseram controlar a maneira como as pessoas vivem e se locomovem, mas não se podem controlar as relações humanas", afirma ele.

"É como achar que casamento só pode acontecer entre homem e mulher. Quem controla o desejo humano?"

Ele também elogia a constante reinvenção nova-iorquina. "Gosto de preservar coisas boas, mas as pessoas também construíram muita merda no passado. Nem tudo o que é velho deve ser preservado", polemiza.

Ele não desperdiça a oportunidade de criticar colegas da profissão (um dos passatempos favoritos dos arquitetos, afinal).

"Quis fazer um arranha-céu com a cara de Nova York, que só pudesse ser feito aqui. Não tem graça fazer prédios sem relação com o entorno, que podem ser colocados em qualquer lugar."

Ele rabisca então em uma folha de papel os traços da Swiss Re, a torre de Norman Foster em Londres que foi apelidada de "pepino".

"Depois aquele menino francês fez algo quase igual em Barcelona, nem sei quem copiou quem", alfineta, ironizando Jean Nouvel.

Projeto em Brasília

Viñoly tem poucas obras recentes na América do Sul --o museu Fortabat, em Buenos Aires; o aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, e o badalado edifício Acqua, em Punta del Este. Nos anos 1960, viveu alguns meses em Copacabana, por causa de um projeto que nunca foi construído.

Ao final da entrevista, Viñoly conta que a Corporación América, o conglomerado argentino que arrematou a concessão do aeroporto de Brasília, convidou-o para desenhar um novo terminal. Talvez seja a primeira obra do uruguaio no Brasil.

Fonte: Folha de São Paulo
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Construtoras adotam medidas tecnológicas para ampliar seu poder de vendas


As novas tecnologias chegaram ao mercado imobiliário para agregar ao trabalho diário e facilitar a vida das pequenas, médias e grandes construtoras. Esses novos recursos revolucionaram a forma de se relacionar com o cliente e, consequentemente, impulsionar as vendas, mas claro, se utilizados de forma planejada e estratégica.

Com essas dicas, é possível melhorar as vendas da sua construtora, além de aprimorar o desempenho da equipe responsável pelo contato com os clientes. Essas ferramentas permitem o compartilhamento de documentos, agendar compromissos e acompanhar as vendas dos empreendimentos. Alie essas ferramentas à oportunidade de ter sempre em mãos um portfólio atualizado, um gerenciamento eficaz, uma equipe treinada e uma maquete rica em detalhes, 100% do projeto original.

É importante, antes mesmo de colocar em prática qualquer estratégia, identificar o trabalho mais complicado, que são as competências e carências da empresa. Apenas ativar o mercado sem se preparar para atender à demanda pode afastar ainda mais os clientes.

Reunimos algumas dicas importantes para o empreendedor e, claro, o vendedor considerar na hora de fomentar o aumento das vendas:


  • Conhecer o cliente: Antes de vender um empreendimento, tente conhecer melhor seu cliente para que você possa sugerir um imóvel de acordo com as aspirações dele. Isso facilita a assertividade da venda e deixa o comprador satisfeito;
  • Qualifique seus vendedores: A capacitação do profissional de vendas é o que traz mais retorno para a empresa. É importante apresentar técnicas de vendas para estreitar o relacionamento com o cliente e facilitar as negociações de vendas.
  • Tendências: Apresente ao futuro comprador as principais tendências do mercado e apresente para ele uma lista com alguns imóveis que estão dentro do padrão aquisitivo que ele se enquadra;
  • Maquetes: Utilize as maquetes como ferramenta decisiva nas vendas. “Com a tecnologia, as maquetes são produzidas fielmente ao empreendimento original, possibilitando ao comprador ver, não apenas o seu imóvel, como também toda a parte social do empreendimento, facilitando o entendimento do cliente e, consequentemente, aumentando a força das vendas imobiliárias”, afirma Fabio. De acordo com a construtora Setin, cerca de 60% das vendas de um dos empreendimentos em 3 dias de exposição se deu pela maquete;
  • Evernote: É um aplicativo capaz de gerenciar e organizar as anotações, além de arquivar textos e imagens dos imóveis. É uma ferramenta prática e dinâmica para apresentar o comprador notícias e informações importantes do mercado imobiliário;
  • Salesforce: Este aplicativo traz ferramentas que permitem o compilamento dos serviços de atendimento ao cliente como, o gerenciamento de parceiros e criação de gráficos e tabelas de relatórios e análises empresariais. 
  • HP12C: Este aplicativo permite que você tenha uma calculadora científica, ferramenta importante para a garantia de decisões adequadas na relação com o cliente, ou seja, o uso dessa plataforma permite negociações mais eficientes;
  • ERP QUALIT CONSTRUÇÃO: Software composto por módulos estrategicamente desenvolvidos para atender todas as variáveis de uma construtora ou incorporadora, não importando seu porte, desde o planejamento e orçamento da obra ao acompanhamento e controle dos projetos, da gestão de vendas ao controle financeiro da empresa, fornecendo ainda informações gerenciais de forma automática, rápida e prática.
“O conhecimento e o uso estratégico dessas ferramentas podem proporcionar uma vantagem competitiva no mercado, aumentando a produtividade dos vendedores e garantindo a força das vendas e, o mais importante, fidelizar e ganhar novos clientes”, cita diretor da Adhemir Fogassa Maquetes, Fábio Fogassa.

Fonte: Marketing e Comunicação QUALIT
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10 setembro 2013

Maior salão da construção civil será realizado no Nordeste

Em período de ‘boom’ na construção civil com diversas contratações e obras em ritmo acelerado, nada melhor do que estar inteirado com o que há de mais moderno neste universo que segue em alta no Brasil, e que tem a região Nordeste como bola da vez.

Pensando nisto, que a Reed Exhibitions Alcântara Machado se expande para o Nordeste promovendo a Feicon Batimat Nordeste – Salão Internacional da Construção, maior feira da construção civil no Nordeste, em Recife.

Setores, entre: Automação e Segurança Eletrônica, Decoração, Elétrica e Iluminação, Hidráulica, Metais e Loucas Sanitárias, Máquinas, Ferramentas e Equipamentos, Revestimentos, Tintas, Solventes, Vernizes e Acessórios estarão presentes no evento.

A diretora executiva da Reed Exhibitions Alcântara Machado, no Nordeste, Tatiana Menezes, está em Alagoas, fazendo a divulgação do evento, “a ideia é tornar o Nordeste, o segundo pólo de feira no país”.

“Estamos clonando as feiras que já acontecem em São Paulo, para a região Nordeste. Alagoas e a Paraíba estão classificados como a nossa principal estratégia. A feira pretende atender as necessidades do Nordeste, para isso desenvolvemos uma pesquisa com engenheiros e arquitetos e percebemos que é preciso investir por aqui”, destacou Tatiana Menezes.

“Nosso objetivo é facilitar o acesso para aqueles que não têm tempo de participar de feiras em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo,”, colocou.

A diretora executiva frisou ainda que o evento também gere conhecimento promovendo o desenvolvimento intelectual da construção. Mais de 20 empresas já têm seu espaço reservado na feira. 

Nove feiras estão prevista para acontecer no Nordeste brasileiro até maio de 2015. O calendário no Nordeste começa a partir do dia 26 de setembro, com a Feicon Batimat, realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda. 

Serão 60 marcas nacionais e internacionais, dispostas em 5.000 m² de área, com expectativa para cinco mil visitantes e compradores. A feira recebe visitantes do segmento, como, revendedores, designers de interior, construtores, lojistas, engenheiros, incorporadores, arquitetos e compradores do setor da construção.

A Feicon é a maior salão da construção da America Latina, realizada há 21 anos em São Paulo, o evento chega ao Nordeste com proposta de unir feira de negócios com mostra de decoração e design, por meio do Decor Prime Show.

Fonte: Tribuna Hoje
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03 setembro 2013

CUB registra alta de 0,16% no custo da construção paulista em agosto

O custo unitário básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo avançou 0,16% em agosto, ante julho, para R$ 1.094,71 por metro quadrado, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o índice, que reflete a variação dos custos do setor e é usado nos reajustes dos contratos de obras, mostra alta de 6,82%. Em 12 meses, a expansão é de 7,35%.

Conforme o levantamento, em agosto, os custos com mão de obra subiram 0,07% em relação a julho. Já os custos das construtoras com material de construção avançaram 0,31%, na mesma base de comparação. Os salários dos engenheiros, por sua vez, indicaram estabilidade no período.

“No período, 15 dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do IGP-M do mês, que ficou em 0,15%”, destaca o sindicato.

Fonte: Valor Econômico

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Madeira ilegal atrasa a certificação na construção civil

O selo de certificação do FSC, que garante que a madeira foi produzida de forma sustentável, não é uma novidade. Ele existe desde 1993 e já é adotado em vários setores, como na produção de papel e móveis. Mas a adoção da certificação na construção civil, um dos setores que mais consomem madeira, ainda é baixa. Das cerca de mil empresas que trabalham hoje com certificação FSC, só 20 são da área da construção civil, e estudos mostram que há potencial para fornecer cinquenta vezes mais madeira certificada do que o setor comprou no último ano.

O grande problema é que a madeira certificada não consegue concorrer com os preços no mercado interno. Não porque o selo FSC deixa o produto muito caro, mas porque os preços de madeira no Brasil estão distorcidos pelo "falso legal", a madeira retirada de desmatamentos ilegais das florestas brasileiras.

A madeira ilegal não paga imposto, não segue as leis trabalhistas ou a lei ambiental. Quando o "falso legal" entra no mercado, impacta todos os preços. "Hoje, o preço da madeira disponível no mercado não cobre o custo de extração da madeira legal", diz Fabíola Zerbini, Secretária Executiva do FSC Brasil. "É um preço absurdo, porque demonstra que grande parte da madeira disponível não é de origem legal". Essa situação coloca os produtores de madeira certificada em uma posição complicada no Brasil. Eles não conseguem vender no mercado interno, já que seus preços acabam sendo muito maiores, e precisam recorrer à exportação.

A madeira ilegal é vendida graças a um "mercado negro" de autorizações de planos de manejo. O diretor do Ibama Luciano Menezes de Evaristo, responsável pelas operações de fiscalização na Amazônia, já explicou como funciona esse "esquema". O produtor entra com pedido de licenciamento para derrubar a floresta em sua propriedade, dentro das regras do Código Florestal. Quando consegue a licença, ele vende o plano de manejo no mercado negro. Esse plano passa a ser usado para "esquentar" a madeira de desmatamento de áreas protegidas, unidades de conservação e terras indígenas.

Apesar dos problemas, Fabíola acredita que o setor está mudando, e para melhor. Segundo ela, houve um aumento considerável nos debates e negociações entre empresas da construção civil que querem passar por uma transição para adotar uma madeira sustentável. Um avanço concreto começou com a Leed, a principal certificação para prédios e edifícios verdes, que passou a exigir recentemente o uso de madeira certificada. Além disso, alguns bancos já estão cobrando o uso de madeira certificada antes de aprovar financiamentos para empreendimentos. "A mensagem que o setor está passando, nesse momento, é de otimismo. Espero que muito em breve vamos ter as primeiras empresas sustentáveis no setor de construção civil".

Fonte: Época
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02 setembro 2013

Venda de materiais sustentou PIB da construção, diz FGV

As vendas de materiais de construção no varejo impulsionaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil em 2013, de acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção da Fundação Getulio Vargas (FGV). "O consumo das famílias está mostrando um dinamismo maior", disse.

A pesquisadora explicou que, apesar do quadro mais adverso da economia brasileira, a renda e o emprego ainda se mantiveram em bons níveis nos últimos meses, mantendo consistente a demanda por materiais de construção para reformas e ampliações domésticas. "O crédito para financiar a compra de materiais também tem um peso muito importante para incentivar a demanda", completou.

As vendas de materiais de construção no varejo cresceram 6,8% no primeiro semestre de 2013 ante o mesmo período de 2012, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o PIB da construção aumentou 1,4%. Já no segundo trimestre, houve alta de 3,8% em comparação com o primeiro trimestre deste ano e de 4,0% ante o mesmo intervalo de 2012, divulgou a instituição nesta sexta-feira, 30.

Ana Maria observou, por outro lado, que os níveis de atividade econômica no mercado imobiliário e nas obras de infraestrutura estão baixos. O número de trabalhadores empregados em obras residenciais e comerciais caiu 0,1% no primeiro semestre deste ano, pois as incorporadoras ainda estão terminando obras antigas, enquanto as obras novas estão sendo iniciadas em um ritmo mais lento. Já no setor de infraestrutura, o total de empregados aumentou 1,5%, o que mostra uma leve recuperação no ritmo de execução das obras públicas, segundo a pesquisadora.

Fonte: Exame.com
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30 agosto 2013

Incertezas politicas e econômicas e o mercado imobiliário

As manifestações que ocorreram de forma generalizada em nosso país, no último mês de junho e em algumas capitais no mês de julho, trouxeram incertezas e muitas dúvidas no meio político, também trouxeram um impacto econômico para a sociedade, pois a pressão popular já fez e pode fazer ainda mais, o poder público pressionado em todas as esferas, positivamente vai agir de forma mais rápida, mas pode tomar algumas medidas e decisões negativas para a livre concorrência e degradar o ambiente de negócios.

Por outro lado, desde o início do ano a divulgação de indicadores econômicos também trazem uma piora na economia, vamos focar em apenas alguns, com objetivo de fazer um texto de fácil leitura e sem muito economês. Embora nossa taxa básica de juros seja baixa, comparada com os últimos 20 anos, ainda estamos muito próximos do topo do mundo neste quesito. E pior, a expectativa é de alta para os próximos meses.

A desvalorização de nossa moeda, traz e reforça o impacto inflacionário também, e mesmo com o esforço dos gestores do banco central brasileiro em segurar a valorização do dólar, não estão tendo sucesso, a princípio, positivo para nossa indústria que ganha competitividade. Mas com resultados diretos na inflação que refletirá o aumento de custo de diversos setores da economia. 

A Inflação talvez seja o pior dos índices e, quando fora de controle, principalmente para um país como nosso, que tem ""memória inflacionária"" e mesmo com a estabilidade garantida pelo plano real há quase 20 anos, é um dos indicadores mais perigosos, temos que permanentemente estar atentos. Estamos hoje fora da meta fixada pelo próprio banco central e com muita dificuldade de retornar a ela nos próximos meses. O aumento das contas públicas em todas as esferas de governo, mas principalmente na esfera federal, faz com que o governo gere menos caixa para investimentos. 

Poderíamos aqui identificar outros indicadores que acendem um sinal amarelo na economia e estão fazendo com que os empresários brasileiros diminuam o grau de confiança no futuro. Mas quero fazer um paralelo com essa piora no ambiente de negócios com o pujante mercado imobiliário. longe de estar vivendo uma bolha, está em um momento bastante positivo. Atendendo uma demanda bastante consistente, está se beneficiando das incertezas, pois transmite segurança para os brasileiros, a difícil reposição da inflação através das aplicações financeiras.

O setor da construção que no passado recente era um dos primeiros a entrar em crise e um dos últimos a sair, mudou de posição, e mesmo com as incertezas políticas e econômicas passou a ser visto como um porto seguro das economias do pequeno e grande investidor. Com incentivos ao financiamento imobiliário, principalmente com o aumento de prazo e fomentando a disputa entre os agentes financiadores, o crescimento da produção tem acompanhado a demanda e tem buscado atingir o equilíbrio que é bastante benéfico para a economia.

A solidez e a segurança que o imóvel transmite faz com que os investimentos possam ser feitos de diversas maneiras, desde a compra de cotas de um fundo de investimento, até a compra pura e simples de um imóvel comercial para a renda. Independentemente de qual for a preferência, que seja feita acompanhada por profissionais da área jurídica e com um corretor de imóveis credenciado, pois a segurança e segurança e a tranquilidade que se busca com o investimento será garantida.

* Flávio Amary é vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação no Estado de São Paulo (Secovi-SP) e escreve às quartas-feiras neste espaço

Fonte: Obra24horas
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29 agosto 2013

Prédios verdes movimentam R$ 22 bilhões em negócios no Brasil

O Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora da 4ª Conferência Internacional & Expo Greenbuilding Brasil, em conjunto com a Ernst&Young, apresentaram um levantamento inédito que compreende dados sobre a movimentação econômica da construção sustentável no País. O estudo destaca a participação do segmento de Edificações sustentáveis no PIB nacional - que vem aumentando consideravelmente ao longo dos últimos três anos - e chegou a marca de R$ 22 bilhões em 2012. O estudo aponta um aumento das construções na composição do PIB brasileiro de Edificações: em 2010, os “prédios verdes” não ultrapassavam 3% dessa rubrica, um percentual que dobrou no ano seguinte e chegou a 9% em 2012. As perspectivas apontadas no estudo sinalizam expectativas positivas para o maior evento do setor no Brasil, que acontece de 27 a 29 de Agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Para Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY (antiga Ernst & Young), a busca pela certificação LEED está sendo cada vez mais segmentada (escolas, hospitais, estádios, edificações comerciais etc.), e até fundos imobiliários têm colocado como fator primordial a certificação LEED como critério para quem vai fazer este tipo de investimento, o que vem impulsionando o mercado de construções verdes.

Apesar do desempenho errático da economia nos últimos seis anos, todos os segmentos da construção apresentaram taxas elevadas de crescimento entre 2007 e 2010. O segmento de Edificações foi um dos destaques, com o PIB passando de R$ 139 bilhões, em 2010, para R$ 163 bilhões, no ano passado.

O diretor gerente do Green Building Council Brasil, Felipe Faria, ressaltou que as edificações que buscam os diferenciais de certificações internacionais como o LEED, vêm apresentando valorização por metro quadrado e diferenciação competitiva considerável frente à velocidade de venda destas edificações, consequentemente temos a diminuição no risco destes investimentos. Felipe comentou durante a coletiva que o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de edificações que buscam a certificação internacional LEED de construções sustentáveis, e logo deverá alcançar a terceira posição, desbancando os Emirados Árabes e ficando atrás somente dos EUA e China. “A certificação LEED está presente em 143 países diferentes. No Brasil, o Sudeste ainda concentra o maior número de empreendimentos certificados e registrados que buscam a certificação, mas o Nordeste do País também está se destacando, a exemplo do estado do Ceará, que vem desenvolvendo projetos no segmento residencial, que tem se mostrado uma tendência para os próximos anos. O movimento da construção sustentável vem fortemente contribuindo na elevação do padrão técnico do setor, onde soluções focadas em eficiência e mitigação de impactos sócio ambientais ganham destaque, auxiliando investimentos em estudo e inovação, além de destacar profissionais e empresas engajados”, complementou. 

Para Liliane Bortoluci, diretora da ExpoGBC, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014 estão impulsionando o mercado de construções sustentáveis no Brasil e isto se reflete no crescimento exponencial do evento. “A Greenbuilding Brasil já se consolidou como o maior evento da construção sustentável na América Latina e este ano estamos superando as edições anteriores em vários aspectos - inauguramos a primeira edição da Expo com apenas 39 empresas, e hoje quase triplicamos este número chegando a marca de 103 expositores, o que explica nossa mudança para o Expo Center Norte, com uma estrutura maior para receber compradores e visitantes”, comenta Liliane. Os organizadores esperam receber cerca de 1600 congressistas durante os três dias do evento, para as sessões plenárias e técnicas da Conferência, que reúne 120 especialistas do Brasil e oriundos de países como Estados Unidos, Noruega e Espanha. 

O estudo está disponível na íntegra em www.ey.com.br/edificiosustentavel

Fonte: Dino
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28 agosto 2013

Custo da Construção desacelera para 0,31% em agosto

A inflação da construção civil desacelerou em agosto, com mão de obra mais barata que no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou alta de 0,31% neste mês, abaixo do resultado de julho, de 0,73%. No ano, o índice acumula variação de 6,71% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,74%. 

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice referente à mão de obra registrou variação de apenas 0,03%, ante 1,05% em julho. A desaceleração foi consequência do fim dos reajustes salariais ocorrido em várias capitais. Em Salvador, Porto Alegre e São Paulo as taxas apuradas apresentaram pequenas variações, referente ainda aos dissídios.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,37%. 

O subíndice correspondente a materiais e equipamentos registrou variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,43%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram taxas de variação maiors, destacando-se o subgrupo materiais para estrutura, passando de 0,36% para 0,83%.

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,15%, em julho, para 0,59%, em agosto. Neste grupo, a FGV destacou a aceleração do subgrupo vale transporte, cuja variação passou de queda de 2,34% para queda de 0,86%.

Capitais

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Brasília, Recife e Porto Alegre registraram desaceleração.

Fonte: Valor Ecônomico
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Crescem as vendas de materiais para construção pelo quarto mês consecutivo

Mesmo com as recentes notícias sobre a desaceleração da economia brasileira, o setor da construção civil continua demandando, em ritmo acelerado, as empresas de materiais para construção. Pelo quarto mês consecutivo, as vendas registraram crescimento real em comparação com igual período do ano passado.

Segundo dados revelados na última sexta-feira (23) pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o setor vendeu 3,7% mais do que no mesmo período de 2012 e, nos últimos 12 meses, houve crescimento de 2,4%. Para o setor de aço, os números também são animadores. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), as vendas de aços planos apresentaram alta de 11,2% em julho em comparação ao mês anterior, totalizando 366,8 mil toneladas contra 347,8 mil toneladas, respectivamente.

Ainda de acordo com o Sindisider, no acumulado de janeiro a julho deste ano, as vendas registraram um leve incremento de 0,3% contra o primeiro semestre de 2012, com volume total de 2,5 milhões de toneladas.

- O volume das vendas foi superior à previsão do Sindisider devido, dentre outros fatores, à presença de três dias úteis a mais em julho em relação ao calendário dos meses anteriores - explica o presidente do sindicato, Carlos Jorge Loureiro.

Fonte: Monitor Mercantil
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Construção tem fôlego até o início de 2014

Mesmo tendo desacelerado visivelmente o ritmo de crescimento, a construção brasileira ainda tem algum fôlego para manter sua atividade neste segundo semestre de 2013 e no primeiro trimestre de 2014. O desafio nos próximos meses será fechar contratos para que novas obras se iniciem quando as atuais forem concluídas.

A análise foi feita em 20 de agosto pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, na Reunião de Conjuntura do sindicato, que discutiu o desempenho e as perspectivas da construção.

O vice-presidente observou que os lançamentos e as vendas no setor imobiliário cresceram de janeiro a maio nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro. Já outras nove capitais de Estados registraram no mesmo período queda nos lançamentos, e sete delas, quedas nas vendas. “O mercado imobiliário ainda é dinâmico em algumas regiões do país, e a alta dos juros torna os financiamentos habitacionais mais competitivos frente a outras fontes de financiamento, embora os agentes fiquem um pouco mais rigorosos na sua concessão”, observou.

Já no setor público, a queda na arrecadação não influi no que está em andamento, mas deverá impactar nas futuras contratações de obras; e aquelas que dependem de novas concessões são incertas, em razão da crise de confiança instalada entre o governo e os empresários desse segmento, comentou Zaidan.

PIB menor

Em sua análise, a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, estimou que, para um crescimento de 2,2% do PIB neste ano, a construção deva crescer cerca de 2%. A estimativa de crescimento vem sendo gradativamente reduzida desde janeiro, quando ela estava em 4%.

Ana Maria mostrou a desaceleração do desempenho de diversos indicadores da construção no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2012:

Emprego cresceu 1,35%, contra 8,4%;
Pessoal ocupado caiu 2,33%, contra elevação de 4,8%;
Consumo de cimento estável: 0,22%, contra aumento de 8,5%;
Consumo de vergalhão: queda de 2,42%, contra elevação de 14,2%;
Produção de materiais de construção: aumento de 1,81%, contra 2,2%.

Para a economista, o cenário econômico do País é menos pessimista que o apontado pela deterioração das expectativas dos empresários do setor. Em junho, a renda continuava registrando aumento de 2,5%, o mesmo percentual de junho de 2012. O emprego ainda segue crescendo, embora em ritmo menor, e a taxa de desocupação na economia mantém-se em 6% desde 2011.

Ela também estimou que, em função da recuperação do desempenho dos bens de capital (alavancada pela produção de caminhões), a Formação Bruta de Capital Fixo se elevará, melhorando a taxa de investimentos. Mesmo assim, “o momento é de muitas incertezas, diversas iniciativas do governo não deram os resultados esperados, investimentos em infraestrutura e especialmente em mobilidade urbana são necessários; é preciso uma parada para a formulação de um novo direcionamento na política econômica”.

Fonte: Sinduscon-SP
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Certificado ambiental avança com prédios comerciais de alto padrão

O valor das construções registradas para receber certificação sustentável alcançou 8,3% do total do Produto Interno Bruto (PIB) de edificações em 2012, segundo pesquisa realizada pela auditoria Ernst Young a pedido da Green 

Segundo o levantamento, o valor total dos imóveis registrados atingiu R$ 13,6 bilhões no ano passado. O PIB das edificações --uma subdivisão do PIB da construção civil que exclui obras de infraestrutura-- foi de R$ 163 bilhões no mesmo período. 

A pesquisa levou em conta construções registradas para o selo Leed, concedido pela organização americana Green Building Council. 

No Brasil, além do Leed, existe o Aqua, selo da Fundação Vanzolini (que tem 133 empreendimentos certificados no País). Mais dois selos, o britânico Breeam e o alemão DGNB, desembarcaram recentemente. 

Segundo a pesquisa da Ernst Young para a GCB Brasil, o valor total dos empreendimentos registrados para receber o selo quase quadruplicou nos últimos dois anos. A parcela no PIB das edificações pulou de 2,6% em 2010 para os 8,3% do ano passado. 

O número de novos pedidos também deu um salto de 2010 para 2011, passando de 72 para 198. Em 2012, chegou a 216. Com a desaceleração da economia neste ano, a expectativa da GCB Brasil é que esse número seja similar ao do ano passado. 

Alto padrão 

Além do aumento dos pedidos de certificação, o alto padrão dos empreendimentos que buscam a certificação ambiental é outro motivo para o crescimento da participação no PIB de edificações, diz a Ernst Young. 

"A certificação dá ganhos econômicos", afirma o diretor-gerente do GBC Brasil, Felipe Faria, que promove o Greenbuilding Brasil, a partir de terça-feira (27), no Expo Center Norte, em São Paulo. 

"Há valorização do metro quadrado, aumento da velocidade de ocupação e retenção de usuários. Para o investidor faz todo sentido porque reduz o risco." 

Enquanto ganha espaço em prédios comerciais, a certificação sustentável ainda patina entre os imóveis residenciais. 

"Nosso desafio é fazer com que o consumidor residencial seja tão crítico quanto está sendo o de prédios comerciais", diz Faria.

Fonte: Folha de São Paulo
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27 agosto 2013

Índice de Confiança na Construção Civil em agosto, segundo FGV

O setor da construção civil está ainda menos confiante em agosto do que estava em julho, de acordo com a “Sondagem da Construção”, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança medido pela entidade caiu 4,7% no trimestre encerrado em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo foi maior que o de julho, de 4,0%, na mesma comparação. 

Tomado apenas o mês de agosto, ante agosto de 2012, houve queda de 5,3%. Em julho, o recuo havia sido de 3,9%.

Essa piora no indicador de confiança sinaliza desaceleração do ritmo de atividade do setor neste terceiro trimestre, diz a FGV.

Assim como em julho, a piora do índice se deve tanto à avaliação sobre a situação atual quanto às expectativas, usando a base de comparação trimestral. O Índice de Expectativas (IE) passou de queda de 0,8% em julho para recuo de 1,4% em agosto e o Índice da Situação Atual (ISA) saiu de queda de 7,8%, para baixa de 8,5%, na mesma comparação. 

Na comparação mensal, houve piora tanto na situação atual (de recuo de 7,4%, em julho, para recuo de 8,6%, em agosto) quanto nas perspectivas futuras (queda de 0,9% para queda de 2,5%, respectivamente).

Dos 11 segmentos pesquisados, sete tiveram piora de confiança, com destaque para obras de acabamento, de queda de 2,0% no trimestre em julho passou para recuo de 4,3% no trimestre de agosto; o segmento de instalações elétricas passou de 0,4% para menos 1,7%, nos mesmos períodos; e o de obras de arte especiais e obras de outros tipos (de menos 4,1% para menos 5,5%).

De acordo com a FGV, das 685 empresas consultadas, 19,8% disseram que o nível de atividade aumentou no trimestre findo em agosto, percentual menor que o de 24,9% no mesmo período do ano anterior; já 19,2% das empresas informaram que a atividade diminuiu (contra 17,3%, em agosto de 2012).

Já a proporção de empresas prevendo aumento na demanda no trimestre findo em agosto é de 33,0%, contra 32,1% no mesmo período em 2012, enquanto a parcela das que estão prevendo diminuição foi de 7,9%, contra 6,2%, em agosto de 2012.

Fonte: Valor Ecônomico
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26 agosto 2013

O mercado se reestrutura

A segunda metade do ano mal começou e 2013 já foi eleito, pelas entidades que compõe o setor da construção civil no Rio Grande do Norte, como o período ideal para quem pretende adquirir um imóvel. O mercado imobiliário passa por um momento caracterizado pela desaceleração do crescimento, visto como reflexo natural da acomodação do mercado. “Ou seja, o momento é excelente para quem vai comprar. O mercado imobiliário atualmente tem mais oferta do que procura e isso, claro, favorece o comprador”, destaca a vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN), Larissa Dantas. 
Jailson está confiante, apesar do volume de negócios abaixo do registrado em outras épocas
O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-RN) Jailson Dantas, faz a mesma análise. “O ano de 2013 é uma continuação de 2012. O mercado está se recuperando, se estabilizando em um patamar mais baixo e agora estamos no momento da entrega das unidades comercializadas no passado”, disse. A fase de desaceleração é observada em todo o país desde o ano passado. O discurso do Sinduscon-RN e do Secovi-RN acompanha as observações do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, que considera essa mudança de ritmo natural. “É um momento de estabilização”, confirma. 

Apesar da mudança de cenário a avaliação para o primeiro semestre de 2013 é positiva. Para Jaílson Dantas com o passar dos meses o mercado veio se recuperando em relação ao ano anterior. “Foi um bom primeiro semestre. O que estamos vendendo mais hoje em dia são os imóveis prontos e os que estão sendo entregues. A velocidade de venda dos lançamentos ainda está muito abaixo da velocidade de venda dos imóveis prontos”, disse.

A vice-presidente do Sinduscon destaca que as empresas queimaram seus estoques nesses primeiros meses do ano, enquanto as grandes obras de infraestrutura anunciadas para o estado, não tiveram, no primeiro trimestre, o impulso esperado no ano passado. Mesmo assim, acredita em uma pequena reação em relação ao ano de 2012. “O mercado imobiliário teve uma pequena reação neste ano. Está melhor que o ano passado. Em 2012 teve uma parada e agora as empresas estão voltando a investir. O diferencial é que esse investimento vem sendo feito com mais cautela. É uma retomada de investimento de forma mais ordenada. A intenção é que, com isso, possamos fazer uma gestão política junto a órgãos públicos”, disse Larissa Dantas.

O público também mudou. Com uma série de empreendimentos turísticos travados, os clientes estrangeiros deixaram de ser o público alvo das empresas de construção civil e o público local ganhou mais espaço. “Sem contar que a burocracia nas questões relativas ao licenciamento ambiental e o clima de insegurança jurídica, espantaram os investidores”, observou a vice-presidente do Sinduscon-RN. 

Apesar do período favorável aos compradores os preços dos imóveis devem permanecer no mesmo patamar. “Os preços chegaram ao limite. O país entrou em fase de menor crescimento e está havendo uma readequação dos preços. É um momento difícil de fazer análise”, ressalta Larissa Dantas. O que muda, explica, é a abertura para as mais diversas possibilidades de negociação vislumbrando a oportunidade para descontos dependendo do acordo firmado. De acordo com a avaliação de especialistas, esse cenário, de juros e vendas caindo e de preços ainda altos, sinaliza uma acomodação do mercado e um momento de equilíbrio, após anos de euforia.

Cenário

A geração de empregos no setor da construção civil segue indiferente às mudanças de cenário, destaca Larissa Dantas. Segundo dados de pesquisa realizada pelo Sinduscon-RN, o setor se mantém em destaque no ranking de geração de empregos em Natal nos últimos três anos. “Em alguns meses do ano chega a ficar acima da indústria”, observa. O volume de trabalhadores está na casa dos 40 mil empregados formais, com variação de 0,5% a 2,05%, para mais e para menos, dependendo das datas de entrega dos empreendimentos.

Grande parte dessa força é utilizada atualmente em empreendimentos com perfil comercial, diferente de três ou quatro anos atrás, quando o setor viveu um momento de histeria de lançamentos residenciais.

Apesar do volume de empregos gerados o setor da construção civil enfrenta dificuldade na contratação de mão de obra que continua sem a qualificação adequada. “O que impacta diretamente na manufatura de nosso produto, que é essencialmente artesanal. Já estamos trabalhando, enquanto sindicato patronal, em soluções como a criação de mais cursos de qualificação, mas infelizmente temos que ser pacientes, pois esse cenário ainda vai demorar um pouco para mudar”, afirma Larissa Dantas.

O impacto da falta de qualificação é sentido nos acabamentos mais finos de final de obras de padrão construtivo mais elevado. “Além do mais, o custo elevado da mão de obra qualificada, pela sua escassez, vem impactando bastante nos orçamentos, e já se fala em alguns casos em impacto de até 60% do custo do orçamento total de uma obra, pois não podemos esquecer que temos encargos sociais na construção civil que orbitam em quase 200% sobre esse valor do custo da mão de obra. Tem sido um exercício de engenharia financeira, equilibrar nossos orçamentos de obras diante desse cenário de alto custo de mão de obra que vem se estabelecendo há alguns anos”, finaliza.

Sindicato quer conhecer o mercado

Que tipo de imóvel falta em Natal? Quais aspectos o consumidor leva em consideração na tomada de decisão? Qual o melhor mês para efetuar a compra? Qual o metro quadrado mais valorizado pelo mercado? Estas são algumas das questões que serão respondidas na pesquisa de mercado encomendada pelo Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Norte cuja primeira amostragem deverá ser divulgada em outubro deste ano. O estudo, elaborado pelo instituto de pesquisa Consult contará com a colaboração de 80% das 120 empresas associadas à entidade e objetiva dar subsídio aos participantes com relação a dinâmica de vendas de imóveis em Natal. O trabalho será sistemático, vai acompanhar o mercado ao longo de todo o ano com divulgação de informações a cada três meses.

“As construtoras não irão trabalhar somente com o conhecimento de suas obras, mas sim o que está acontecendo com todo o mercado imobiliário. Seu crescimento, tipo de imóvel que a população está desejando, o que vai acontecer e a iniciativa da população por mais interesse por determinado tipo de imóvel. Esse estudo será uma orientação que o Sinduscon-RN vai oferecer às empresas associadas. Isso é muito importante pois serve para balizar o sindicato e as empresas”, ressalta o diretor da Consult, Paulo de Tarso.

Atualmente o trabalho está em fase inicial. As empresas fornecedoras dos dados que serão transformados em indicadores de mercado fieis à realidade estão passando por treinamento. “Os dados que dispomos atualmente não são totalmente fieis. São feitos a partir da observação dos anúncios em impressos, análise de números de alvarás e Habite-se emitidos pela prefeitura, o que nem sempre acompanha a velocidade das ruas”, explicou Larissa Dantas. Com esses dados em planilha a expectativa do sindicato é que seja possível articular ações em parcerias para que os agentes públicos possam fazer a cidade crescer de forma mais coerente do ponto de vista de organização urbana.

Fonte: Tribuna do Norte
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