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27 setembro 2013

Índice do aluguel sobe 4,4% puxado pela construção civil

AluguelO Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) encerrou setembro com alta acumulada em 12 meses de 4,4%. Medida pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), essa taxa serve de base de cálculo para as renovações de contrato de aluguel entre outros. De agosto para setembro, o índice atingiu 1,5% bem acima da variação apurada em agosto (0,15%). Entre janeiro e setembro, houve elevação de 3,69%.

No período de setembro do ano passado ao igual mês deste ano, o componente que mais influenciou a alta média de preços do IGP-M foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) com elevação de 7,99%, puxada, principalmente, pela mão de obra que ficou em média 9,8% mais cara.

Já na virada de agosto para setembro, os três índices que compõem o IGP-M apresentaram avanços e o mais expressivo ocorreu no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação no setor atacadista. Esse índice teve variação de 2,11% ante 0,14% com destaque para as commodities entre as quais a soja em grão que saiu de uma retração de 3,77% para alta de 10,78%; o minério de ferro (de 2,35% para 3,53%) e o milho em grão que passou de uma queda de 6,93% para uma elevação de 1,31%.

O INCC teve alta de 0,43% ante 0,31% com influência maior dos materiais, equipamentos e serviços (de 0,63% para 0,91%). E o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) indicou aumento médio de 0,27% ante 0,09% com destaque o grupo transportes (de -0,24% para 0,09%). Entre os itens que ajudaram nesse avanço está a tarifa de ônibus urbano (de -0,80% para 0,32%).

Fonte: Exame.com
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12 setembro 2013

Imóvel em São Paulo está R$ 4,5 milhões mais caro que o mesmo em Miami

Um imóvel em de 500 metros quadrados na Vila Nova Conceição, bairro nobre da cidade de São Paulo, pode sair mais que o dobro do preço de um imóvel com a mesma metragem comercializado em Aventure, Miami Beach, na Flórida.

Enquanto no primeiro bairro um imóvel não sai por menos de R$ 7,5 milhões, ou aproximadamente US$ 3 milhões, o mesmo pode ser encontrado por cerca de US$ 1,3 milhão, ou cerca de R$ 3 milhões, informou um estudo da imobiliária Elite International Realty.

Segundo a imobiliária, até mesmo imóveis com metragem menor, em bairros menos privilegiados da capital paulista, têm preços inflacionados. Um imóvel de 320 metros quadrados na Aclimação, zona Sul, pode chegar a custar R$ 3,5 milhões.

De acordo com o sócio proprietário da imobiliária Elite International Realty, Leo Ickowicz, tal diferença de preço ficou nítida após os efeitos da crise econômica de 2008 que atacou os Estados Unidos. “Como o norte-americano não está procurando imóvel para comprar desde a crise, a busca por imóveis para alugar aumentou, principalmente em Miami e Orlando, Flórida”.

Além do aumento dos aluguéis nas regiões, o consumidor norte-americano ainda não voltou a comprar imóveis, devido à rigidez dos bancos, que exigem uma entrada maior e um compromisso também, acrescentou Ickowicz.

Já no Brasil, os preços dos imóveis tomaram rumo inverso, sobretudo pela boa fase econômica desde 2008. "Com a economia ascendente, um mercado de consumo interno aquecido e a facilidade de financiamentos, os preços do mercado imobiliário brasileiro dispararam", analisa Ickowicz.

Fonte: Infomoney
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Inflação do aluguel avança 1,02% na primeira prévia de setembro

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, avançou para 1,02% na primeira prévia de setembro, informou em 10 de setembro a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No mesmo período de agosto a variação havia sido de 0,13%. Com o resultado da parcial do mês, o indicador acumula alta de 3,2% no ano e de 3,9% em 12 meses.

Dentre os componentes do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60% no indicador, avançou 1,42% na primeira prévia do mês; no mesmo período do mês de agosto, o índice variou 0,15%.

O índice referente aos preços de bens finais recuou de alta de 0,20% para deflação de 0,16%. Segundo a FGV, contribuiu para este recuo o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de queda de 1,95% para queda de 5,21%.

Já o índice correspondente aos bens intermediários variou 1,44%, ante 1,05%, no mês anterior, puxado principalmente pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,31% para 1,95%.

Fonte: Obra24horas
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11 setembro 2013

Imóvel de um quarto é mais popular que o de três em São Paulo

Os apartamentos de apenas um dormitório estão cada vez mais populares na cidade de São Paulo. De acordo com o balanço do primeiro semestre do mercado imobiliário paulistano, publicado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), os imóveis de um quarto ficaram em segundo lugar tanto entre os mais lançados quanto entre os mais vendidos, superando os apartamentos de três quartos. A mudança no estilo de vida da população é um dos fatores que explicam esse boom, mas os investidores também ficam de olho nessas unidades.

Segundo o boletim do Secovi-SP, foram lançadas 3.600 unidades de um dormitório na cidade de São Paulo no primeiro semestre, quantidade que perde apenas para as 5.700 unidades de dois quartos lançadas no período. Em terceiro lugar vieram os imóveis de três quartos, com 3.300 unidades lançadas.

A procura dos compradores também é grande. Foram vendidas 4.100 unidades de um quarto no primeiro semestre, perdendo apenas para as 7.800 unidades de dois quartos vendidos no período. De imóveis de três quartos foram vendidas 3.800 unidades.

Quem são os compradores?

Segundo Stefan Neuding Neto, vice-presidente executivo da Stan Desenvolvimento Imobiliário, incorporadora que costuma desenvolver empreendimentos com unidades compactas, quem procura esse tipo de imóvel são basicamente três tipos de compradores: os investidores, que pretendem auferir renda com o aluguel da unidade; os casais sem filhos que compram seu primeiro imóvel; e os solteiros e divorciados que buscam viver sozinhos.

Para quem compra para alugar, como investimento, o apartamento de um quarto é, atualmente, o que oferece o melhor retorno, considerando-se o custo do investimento. Segundo dados do Índice FipeZap, o retorno com aluguel dos imóveis de um quarto na cidade de São Paulo estava, em agosto, em 0,50% ao mês, contra 0,47% dos de dois quartos e 0,44% dos de três ou mais quartos. Lembrando que essa rentabilidade é corrigida anualmente pela inflação.

Do lado de quem compra para morar, os apartamentos de um quarto acabam servindo a uma nova face da população brasileira: as famílias que encolheram, o maior número de idosos (viúvos ou cujos filhos já saíram de casa) e o crescente número de pessoas que vivem sozinhas.

Fonte: Exame
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10 setembro 2013

Cresce oferta de imóveis de médio-alto e alto padrão

Os lançamentos de imóveis para a média-alta e a alta renda - que possibilitam margens mais elevadas que as dos projetos econômicos - têm voltado a ganhar força nos novos projetos do setor. Na cidade de São Paulo - maior mercado imobiliário do país - uma das razões desse movimento é o preço elevado dos terrenos. Há quem diga que, em alguns bairros da capital, está mais difícil fechar a conta nos lançamentos para a classe média por causa dos preços das áreas.

"Algumas incorporadoras estão atuando com mais foco nos segmentos de médio-alto e alto padrão. Houve redução na oferta de imóveis de padrão econômico e super-econômico", diz o vice-presidente de operações da Brasil Brokers, Julio Piña. De janeiro a maio, 26% das vendas de lançamentos da Brasil Brokers foram de unidades com preço acima de R$ 650 mil, ante 19% no primeiro semestre de 2012. Além da mudança do mix, preços mais elevados contribuíram para esse incremento.

Conforme a diretora-geral de atendimento da Lopes, Mirella Parpinelle, os lançamentos de produtos destinados à média-alta e à alta renda ganharam participação na imobiliária no segundo trimestre. A executiva ressalta que, nos primeiros anos após a onda de abertura de capital, quando as incorporadoras precisavam apresentar "números grandiosos" ao mercado, houve menos oferta desses segmentos.

"Vemos uma demanda crescente por imóveis de alto padrão, assim como de médio-alto", afirma o vice-presidente financeiro da Cyrela Brazil Realty, José Florêncio Rodrigues. Os lançamentos de médio-alto e alto padrão corresponderam a 70% do Valor Geral de Vendas (VGV) da Cyrela nos últimos cinco anos. Com o aumento de renda, a demanda por esses imóveis tende a crescer, segundo Rodrigues. Ele cita que a Cyrela tem tradição "em desenvolver e construir imóveis de alto padrão".

Na cidade de São Paulo, o principal destaque dos lançamentos ocorridos neste ano foram as primeiras fases do Jardim das Perdizes, empreendimento com unidades de médio a alto padrão. O projeto pertence à Windsor Investimentos Imobiliários, da qual a Tecnisa tem quase 70%, a PDG Realty, 25%, e a BV Empreendimentos e Participações, o restante.

O preço médio por m2 das unidades do Jardim das Perdizes lançadas no primeiro trimestre ficou próximo de R$ 8,3 mil e, no segundo trimestre, em torno de R$ 9 mil, valores considerados de médio-alto padrão pela Tecnisa. A demanda das classes média-alta e alta por imóveis é menos afetada por um cenário de desaceleração da economia, conforme o diretor financeiro e de relações com investidores da Tecnisa, Vasco Barcellos.

A maior parte dos lançamentos da PDG é de unidades de R$ 250 mil a R$ 750 mil, com tíquete médio de R$ 375 mil, ainda que, no primeiro trimestre, esse valor tenha sido maior, em função do Jardim das Perdizes. "De forma oportunista, vamos participar das duas pontas: segmento econômico e alto padrão", diz o diretor de relações com investidores da PDG, Guido Lemos. A empresa pretende ter lançamentos, neste ano, em linha com o VGV de 2012.

Conforme o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompeia, na cidade de São Paulo, a oferta de imóveis de médio-alto e alto padrão, neste ano, está maior do que a de 2012. A participação dessas unidades no segmento de um dormitório tem crescido, segundo Pompeia. Foi justamente o lançamento de imóveis de um dormitório que mais aumentou de janeiro a maio, na capital, ante o mesmo período de 2012. A expansão foi de cinco vezes, de 501 unidades lançadas, para 2,514 mil.

No total, os lançamentos de imóveis na capital paulista cresceram 35,7% até maio, para 10,409 mil unidades, segundo a Embraesp. O segmento de quatro dormitórios apresentou forte alta, de 23,3%, na comparação dos dois intervalos, para 1,159 mil unidades. O número de unidades de três dormitórios lançadas teve alta de 21,5%, para 2,329 mil. O menor aumento foi registrado no segmento de dois dormitórios, que cresceu 2,2%, para 4,407 mil, de acordo com a Embraesp.

Fonte: Valor Econômico
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Preço do imóvel pronto sobe o dobro da inflação

O preço de venda do metro quadrado dos imóveis prontos, a maioria usados, e anunciados na internet, subiu, em média, 1,2% em agosto, depois de ter aumentado 1,1% em julho, segundo o Índice FipeZAP. O indicador apura as cotações em 16 cidades. Em 12 meses até agosto, o aumento acumulado foi de 12,3%, praticamente o dobro da inflação do período, medida pelo IPCA-15 (6,15%).

Apesar de a valorização dos imóveis superar de longe a inflação, o coordenador do Índice FipeZAP, Eduardo Zylberstajn, ressalta que os sinais de desaceleração dos preço ficaram mais evidentes em agosto. Para sustentar essa avaliação, ele observa que o índice que considera apenas sete cidades registrou, no mês passado, a mesma variação de julho, isto é, subiu 1% e não houve aceleração em relação ao mês anterior.

Além disso, o economista ressalta que em seis das sete cidades pesquisadas, o preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados subiu menos em agosto. No caso de Belo Horizonte, o preço médio caiu 0,3% no mês passado, a quarta retração consecutiva.

Outro resultado de agosto que chamou a atenção do economista foi o comportamento dos preços em Niterói/RJ, que ficaram praticamente estáveis no mês passado, após um forte período de alta.

Aluguel 

No caso dos preços de locação, pesquisados em apenas duas capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, Zylberstajn ressalta que eles registraram a primeira queda em três anos no Rio de Janeiro. O preço do metro quadrado para locação recuou 0,01%. "Isso não ocorria desde junho de 2010 (-0,4%)", diz o economista. No mês passado, houve retração nos preços do aluguel dos imóveis de um e quatro dormitórios no Rio de Janeiro, mostra a pesquisa.

Na avaliação de Zylberstajn, o preço do metro quadrado de aluguel é uma referência importante para o mercado imobiliário porque mede a capacidade de pagamento da população. Quando esse preço recua, é sinal de que o poder de consumo está diminuindo. E, para ele, isso está ocorrendo.

"A desaceleração dos preços dos imóveis não é uma surpresa", afirma o economista. Ele lembra que esse movimento é compatível com a conjuntura atual, que ficou mais complicada, com o aumento da taxa básica de juros, inflação e renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de São Paulo
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Moda dos outlets chega ao mercado imobiliário

Segundo Rodrigo Resende, diretor de marketing da construtora MRV Engenharia, o termo se equipara a outras estratégias de venda - como megastores, showrooms e feirões - usadas para queimar unidades em estoque.

Na semana passada, a incorporadora e construtora Rossi promoveu um outlet on-line por meio de seu canal no YouTube. Os descontos ficaram em torno de 35%.

Segundo Marcelo Dadian, diretor de marketing nacional da Rossi, características nem sempre valorizadas por quem busca um imóvel são compensadas pelo preço mais baixo no outlet.

"Oferecemos unidades em andares mais baixos, com vista menos privilegiada ou menos vagas de garagem."

A MRV Engenharia também promoveu um outlet virtual no mês de agosto e, desde junho, usa o Facebook para negociar unidades. Segundo Rodrigo Resende, 35% das vendas da construtora são feitas pela internet.

Para Anthony Selman, diretor da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, os outlets virtuais não devem desbancar as "vendas físicas". "A internet é um canal adicional. A experiência de ir a um outlet é única."

A supervisora de habitação do Procon-SP, Renata Reis, diz ser essencial se inteirar do projeto ou visitar o imóvel antes de fechar o contrato.

"É preciso verificar as condições do local ou se o imóvel tem garantia para vícios estruturais, que é de cinco anos."

Fonte: Folha de São Paulo?
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Ministério Público quer fim de taxa de corretagem em venda direta de imóveis

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra a Caixa Econômica Federal, o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 4ª Região, o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais e a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, para impedi-los de cobrar taxa de corretagem das pessoas que adquirem imóveis remanescentes dos chamados Feirões da Casa Própria.

O MPF pede que a Justiça Federal declare a nulidade da cláusula que exige a obrigatoriedade da intermediação de corretor nas operações de venda direta de imóveis, proibindo-se a Caixa de exigir a contratação. Segundo o MPF, a cobrança seria ilegal e abusiva, porque obriga o consumidor a pagar uma comissão de 5% sobre o valor do imóvel, ainda que não tenha havido qualquer intermediação de corretores no processo de compra e negociação.

De acordo com o procurador da República, Fernando de Almeida Martins, autor da ação, os imóveis que não são vendidos nos leilões patrocinados pela Caixa são posteriormente negociados com o primeiro interessado que apresentar proposta de valor igual ou superior ao mínimo estabelecido no edital do leilão.

Ao comprador não seria dada a opção de escolher a contratação do serviço. Caso queira adquirir o imóvel, ele é obrigado a pagar a taxa de corretagem. Para o MPF, é clara a configuração de venda casada, pois o banco não oferece qualquer liberdade de escolha ao interessado.

O Ministério afirma que, segundo o banco, a contratação obrigatória dos serviços de corretagem fundamenta-se em convênio, válido em Minas Gerais, firmado no ano de 2000. Nesse acordo estaria expressamente consignado que a remuneração do corretor será custeada diretamente pelo comprador.

Fonte: O Estado de São Paulo
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30 agosto 2013

Incertezas politicas e econômicas e o mercado imobiliário

As manifestações que ocorreram de forma generalizada em nosso país, no último mês de junho e em algumas capitais no mês de julho, trouxeram incertezas e muitas dúvidas no meio político, também trouxeram um impacto econômico para a sociedade, pois a pressão popular já fez e pode fazer ainda mais, o poder público pressionado em todas as esferas, positivamente vai agir de forma mais rápida, mas pode tomar algumas medidas e decisões negativas para a livre concorrência e degradar o ambiente de negócios.

Por outro lado, desde o início do ano a divulgação de indicadores econômicos também trazem uma piora na economia, vamos focar em apenas alguns, com objetivo de fazer um texto de fácil leitura e sem muito economês. Embora nossa taxa básica de juros seja baixa, comparada com os últimos 20 anos, ainda estamos muito próximos do topo do mundo neste quesito. E pior, a expectativa é de alta para os próximos meses.

A desvalorização de nossa moeda, traz e reforça o impacto inflacionário também, e mesmo com o esforço dos gestores do banco central brasileiro em segurar a valorização do dólar, não estão tendo sucesso, a princípio, positivo para nossa indústria que ganha competitividade. Mas com resultados diretos na inflação que refletirá o aumento de custo de diversos setores da economia. 

A Inflação talvez seja o pior dos índices e, quando fora de controle, principalmente para um país como nosso, que tem ""memória inflacionária"" e mesmo com a estabilidade garantida pelo plano real há quase 20 anos, é um dos indicadores mais perigosos, temos que permanentemente estar atentos. Estamos hoje fora da meta fixada pelo próprio banco central e com muita dificuldade de retornar a ela nos próximos meses. O aumento das contas públicas em todas as esferas de governo, mas principalmente na esfera federal, faz com que o governo gere menos caixa para investimentos. 

Poderíamos aqui identificar outros indicadores que acendem um sinal amarelo na economia e estão fazendo com que os empresários brasileiros diminuam o grau de confiança no futuro. Mas quero fazer um paralelo com essa piora no ambiente de negócios com o pujante mercado imobiliário. longe de estar vivendo uma bolha, está em um momento bastante positivo. Atendendo uma demanda bastante consistente, está se beneficiando das incertezas, pois transmite segurança para os brasileiros, a difícil reposição da inflação através das aplicações financeiras.

O setor da construção que no passado recente era um dos primeiros a entrar em crise e um dos últimos a sair, mudou de posição, e mesmo com as incertezas políticas e econômicas passou a ser visto como um porto seguro das economias do pequeno e grande investidor. Com incentivos ao financiamento imobiliário, principalmente com o aumento de prazo e fomentando a disputa entre os agentes financiadores, o crescimento da produção tem acompanhado a demanda e tem buscado atingir o equilíbrio que é bastante benéfico para a economia.

A solidez e a segurança que o imóvel transmite faz com que os investimentos possam ser feitos de diversas maneiras, desde a compra de cotas de um fundo de investimento, até a compra pura e simples de um imóvel comercial para a renda. Independentemente de qual for a preferência, que seja feita acompanhada por profissionais da área jurídica e com um corretor de imóveis credenciado, pois a segurança e segurança e a tranquilidade que se busca com o investimento será garantida.

* Flávio Amary é vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação no Estado de São Paulo (Secovi-SP) e escreve às quartas-feiras neste espaço

Fonte: Obra24horas
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Oferta de imóvel comercial é favorável aos inquilinos

O crescimento no número de lançamentos de prédios de escritórios, salas comerciais, centros de distribuição e galpões logísticos em 2013 dá aos inquilinos um grande número de opções e um grande poder para negociar os preços de aluguel, que devem ou se manter estáveis, dependendo da localização, ou até apresentar queda no caso de áreas saturadas de empreendimentos. Antes a situação era escassez, agora a oferta cresceu e tende a voltar ao normal, informa Ricardo Betancourt, presidente da Colliers International Brasil. Os preços, segundo explica, não devem cair e a tendência é de acomodação. "As empresas demoram mais para tomar suas decisões porque contam com mais opções hoje", acrescentou. "Agora, quem manda é o inquilino que não associa esse processo à expectativa de desaceleração da economia brasileira e internacional, mas à própria dinâmica do mercado imobiliário.”

De acordo com relatório da Cushman & Wakfield, foram concluídos no primeiro trimestre no Brasil 219 mil m² de área útil de alto padrão, o que representou aumento de 28,8% em relação ao mesmo período de 2012. "A expectativa para 2013 é que o total entregue nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Vitória e Recife supere 1,3 milhão de m² de área útil, sendo 62% superior a 2012. Até final de 2013, com esse ritmo, poderá atingir um volume semelhante ao total entregue em 2011 e 2012 juntos", informa o boletim da companhia, divulgado no fim do primeiro trimestre de 2013.

A taxa de vacância desses empreendimentos em todo o País chegou a 14,5% no primeiro trimestre de 2013, alta de 4,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Em São Paulo a taxa foi de 14,1%, alta de 2,36 pontos em relação ao primeiro trimestre do ano passado e alta de 0,51 pontos em relação ao quarto trimestre de 2012. No Rio, em regiões como centro, orla, zona portuária, zona sul e cidade nova, a taxa de vacância passou de 10,8% no quarto trimestre de 2012 para 20,8% no mesmo período de 2013.

O mesmo relatório indicou estabilidade nos preços de locação entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano em São Paulo, embora tenha havido alta de 18,7% entre os primeiros trimestres de 2012 e 2013. "Trabalhamos com valores estáveis apesar do crescimento da oferta, porque são espaços classe A, em que ainda há demanda das empresas. A questão é que os valores negociados antes estavam acima do mercado. A gente chegou a ter região que saiu de março de 2012 valendo R$ 123,70 o m2 para R$ 146,86 em março de 2013", diz Denise de Camargo Ghiu, gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman & Wakefield.

Ela concorda com Betancourt sobre o aumento do poder do inquilino, que tem conseguido também nas recentes negociações tempo de carência com os proprietários nos edifícios de alto padrão. "Temos notado que alguns proprietários negociam com as empresas um tempo de carência, onde não é cobrado o aluguel cheio até que a empresa tenha tempo para se instalar no edifício, o que pode às vezes demorar dois meses. O mercado agora é favorável ao locatário."

Regiões como a da Faria Lima, em São Paulo, continuam atraindo atenção de empresas, principalmente as internacionais, embora Denise de Camargo tenha notado investimentos de prédios de alto padrão na Barra Funda, Lapa e Santo Amaro. De acordo com o Secovi-SP, de 2008 até o ano passado o número de lançamentos de novos escritórios comerciais passou de 2.434 para 6.369, com destaques para a Zona Sul (Campo Belo, Santo Amaro e Jabaquara) e Zona Oeste, especialmente na Faria Lima no Itaim Bibi ou em Pinheiros.

De acordo com pesquisa da Jones Lang LaSalle, a previsão é que sejam lançados 14,4 milhões de metros quadrados de galpões de alto padrão no Brasil até 2017, sendo que 60% será no Estado de São Paulo e 16% no Rio de Janeiro. "Muitos projetos que ficaram parados agora têm recursos", diz Roberto Patino, gerente de Negócios da Jones Lang LaSalle, ao citar financiamentos de fundos imobiliários e com a tendência de o empresário reduzir custos de capital.

Mark Turnbull, diretor da vice-presidência de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP, estima que haja um estoque de 95 milhões de m2 no Brasil de galpões, sendo que 64 milhões de m2 estejam no estado de São Paulo. "Há expectativa que entre um novo estoque 1,3 milhão de m2 neste ano de 2013 em São Paulo. E as regiões de maior preferência para investimento no estado são as cidades de Cajamar e Jundiaí, que estão próximas à capital, com acesso às rodovias Bandeirantes, Anhanguera e outras rodovias, onde está a maior concentração desses empreendimentos."

Segundo Denise de Camargo, Jundiaí tem a menor vacância do Estado (2,4%) com um estoque de mais de um milhão de metros quadrados de condomínios de logística. Em todo o Brasil, a taxa de vacância cresceu de 5,3% para 10,3% do primeiro trimestre de 2012 para o mesmo período de 2013, enquanto o preço pedido para locação cresceu 21%, de R$ 15,7 o metro quadrado para R$ 19. "A gente já começa a ver que o proprietário está mais maleável. Ele estava mais duro antes, porque se não alugava para A alugava para B. Agora o humor do mercado mudou facilitando a negociação para não perder o negócio", diz Betancourt, da Colliers. "Com o aumento da oferta, o inquilino vai analisar daqui para frente mais a qualidade do imóvel. O proprietário terá que mostrar o diferencial do seu empreendimento, seja ele de escritório ou de logística, se é um escritório mais eficiente, se é um centro de logística com mais vagas para carretas. O mercado vai olhar mais qualidade, porque antes não havia opção."

Para Betancourt, os novos empreendimentos terão de ser planejados com base nessa nova realidade. Ele lembra que os proprietários de imóveis em fase de construção vão enfrentar esse novo desafio. "Os projetos devem ser mais pensados. Acho complicado fazer um novo lançamento em Alphaville porque o mercado vai demorar para absorver. Mas a construção que está em andamento é melhor terminar." De acordo com relatório da Colliers, em 2012 houve queda de 25% na absorção líquida de empreendimentos em Alphaville. Neste ano, a companhia espera a entrega de 59.400 m² de escritórios, sendo que haverá ainda a entrega de outros 569.000 m² ainda sem data de entrega.

Fonte: Valor Econômico
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29 agosto 2013

Inflação do aluguel desacelera em agosto

A inflação do aluguel desacelerou neste mês de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (29). O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu 0,15% em agosto, ante elevação de 0,26% em julho, favorecido pela desaceleração da alta dos preços no atacado e da construção.

O resultado foi igual à mediana de 26 projeções em pesquisa Reuters, cujas estimativas variaram de 0,06% a 0,25%. Em 12 meses o IGP-M acumula alta de 3,85%. Em relação à segunda prévia de agosto, entretanto, houve ligeira aceleração, após alta de 0,11% no período.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,14% em agosto, ante avanço de 0,3% em julho.

Já o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no índice geral, avançou 0,09%, após variação negativa de 0,07% no mês anterior.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez, registrou elevação de 0,31%, desacelerando ante alta de 0,73% na apuração de julho.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel. Ele calcula as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Diante de um cenário de inflação ainda elevada mas também de dificuldades de crescimento, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu na quarta-feira (28) elevar a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, para 9% ao ano.

Fonte: R7
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28 agosto 2013

Construção tem fôlego até o início de 2014

Mesmo tendo desacelerado visivelmente o ritmo de crescimento, a construção brasileira ainda tem algum fôlego para manter sua atividade neste segundo semestre de 2013 e no primeiro trimestre de 2014. O desafio nos próximos meses será fechar contratos para que novas obras se iniciem quando as atuais forem concluídas.

A análise foi feita em 20 de agosto pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, na Reunião de Conjuntura do sindicato, que discutiu o desempenho e as perspectivas da construção.

O vice-presidente observou que os lançamentos e as vendas no setor imobiliário cresceram de janeiro a maio nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro. Já outras nove capitais de Estados registraram no mesmo período queda nos lançamentos, e sete delas, quedas nas vendas. “O mercado imobiliário ainda é dinâmico em algumas regiões do país, e a alta dos juros torna os financiamentos habitacionais mais competitivos frente a outras fontes de financiamento, embora os agentes fiquem um pouco mais rigorosos na sua concessão”, observou.

Já no setor público, a queda na arrecadação não influi no que está em andamento, mas deverá impactar nas futuras contratações de obras; e aquelas que dependem de novas concessões são incertas, em razão da crise de confiança instalada entre o governo e os empresários desse segmento, comentou Zaidan.

PIB menor

Em sua análise, a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, estimou que, para um crescimento de 2,2% do PIB neste ano, a construção deva crescer cerca de 2%. A estimativa de crescimento vem sendo gradativamente reduzida desde janeiro, quando ela estava em 4%.

Ana Maria mostrou a desaceleração do desempenho de diversos indicadores da construção no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2012:

Emprego cresceu 1,35%, contra 8,4%;
Pessoal ocupado caiu 2,33%, contra elevação de 4,8%;
Consumo de cimento estável: 0,22%, contra aumento de 8,5%;
Consumo de vergalhão: queda de 2,42%, contra elevação de 14,2%;
Produção de materiais de construção: aumento de 1,81%, contra 2,2%.

Para a economista, o cenário econômico do País é menos pessimista que o apontado pela deterioração das expectativas dos empresários do setor. Em junho, a renda continuava registrando aumento de 2,5%, o mesmo percentual de junho de 2012. O emprego ainda segue crescendo, embora em ritmo menor, e a taxa de desocupação na economia mantém-se em 6% desde 2011.

Ela também estimou que, em função da recuperação do desempenho dos bens de capital (alavancada pela produção de caminhões), a Formação Bruta de Capital Fixo se elevará, melhorando a taxa de investimentos. Mesmo assim, “o momento é de muitas incertezas, diversas iniciativas do governo não deram os resultados esperados, investimentos em infraestrutura e especialmente em mobilidade urbana são necessários; é preciso uma parada para a formulação de um novo direcionamento na política econômica”.

Fonte: Sinduscon-SP
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27 agosto 2013

Em bairros de classe média em São Paulo, casa própria chega a ter desconto de 14,5%

A pechincha gera uma grande economia para quem tem o sonho da casa própria. Segundo o último levantamento do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 2ª Região (Creci-SP), os descontos no fechamento dos negócios em bairros da classe média da capital paulista como Aclimação, Pompéia, Sumaré e Vila Madalena foram em média de 14,5%. 

O percentual só foi menor do que os praticados nos bairros periféricos da cidade, por exemplo, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia, onde a média dos abatimentos foi de 17,5%. 

Os dados se referem apenas aos imóveis usados vendidos na capital paulista em maio, período do último levantamento feito e divulgado neste mês pelo Cresci-SP. 

Uma casa de três dormitórios que fosse anunciada por R$ 850 mil, por exemplo, nas localidades de classe média citadas acima, poderia ser vendida por R$ 726.750, se o comprador conseguisse o desconto médio de 14,5%. A economia chegaria a R$ 123.250. O dinheiro sobrando poderia ser usado na compra de um veículo Hyundai HB 20, que está entre os cinco carros mais vendidos no Brasil desde o ano passado e custa R$ 32 mil, e ainda daria para usar os R$ 91.250 restantes para mobiliar a casa nova. 

Em bairros mais distantes do centro da capital, como Capão Redondo e Vila Nova Cachoeirinha, um imóvel também com três dormitórios poderia ser vendido por R$ 225 mil. Dependendo da negociação entre comprador e vendedor, a casa seria vendida por R$ 185.625, se fosse aplicado o desconto médio de 17,5%. 

É importante ressaltar que o abatimento divulgado pelo Cresci é uma média. O que significa dizer que alguns compradores conseguiram no período um desconto maior e outros abaixo do patamar de 14,5% ou 17,5%, nas regiões. No período, o preço médio do metro quadrado dos imóveis vendidos pelas imobiliárias consultadas caiu 1,41%. 

O valor dos abatimentos está relacionado a diversas variáveis, como condições do imóvel, características da região onde está localizado e, principalmente, à necessidade do vendedor. 

O presidente do Cresci-SP, José Augusto Viana, também explica que os abatimentos muitas vezes acontecem porque os proprietários sempre querem vender por um preço acima do que valem os imóveis e, muitas vezes, acabam tendo que fazer descontos para concluir. 

Ainda de acordo com ele, 50% dos negócios são fechados por meio de financiamento bancário e o endividamento do consumidor atrapalha o setor. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em julho, mostrou que o percentual de família com dívidas chegou a 65,2%, maior do que em junho, quando registrou 63%. 

“O endividamento é um negócio sério porque quando chega o momento de obter crédito para financiamento imobiliário, isso tudo é levado em consideração. Você retira do mercado pessoas que evidentemente teriam condição de comprar e endividado não vai poder, já que essa renda está comprometida.”

Viana também explica que o endividamento e os descontos não significam a desvalorização do setor dos imóveis, pois o que os dados do Cresci mostram é que as vendas têm aumentado mensalmente. De janeiro a maio, o crescimento já foi de 27,92%.

Fonte: R7
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23 agosto 2013

Refinanciamento de imóvel avança e atrai novos bancos

As experiências recentes da Caixa Econômica Federal e do Bradesco na modalidade de crédito conhecido como "home equity", que consiste em refinanciar a casa própria, mostram que o produto, embora ainda longe de alcançar a expressividade do crédito consignado, aquele com desconto das parcelas no contracheque, já está se firmando no portfólio de grandes instituições financeiras.

Tanto assim que é crescente o número de bancos que buscam uma atuação mais forte no "home equity", nome da modalidade em inglês, em que o cliente toma um empréstimo bancário dando seu imóvel como garantia. O Santander, por exemplo, fez estudos sobre o tema no ano passado, e agora reposicionou o produto dentro do banco. O Banco do Brasil, que entrou no filão imobiliário no ano passado, também mira expansão da modalidade. Por fim, a Credipronto, joint venture entre Itaú Unibanco e a imobiliária Lopes, vai relançá-lo neste ano.

Os grandes bancos juntam-se aos de médio porte, que veem no refinanciamento imobiliário uma forma de entrar no bom momento do crédito de imóveis, mesmo sem acesso às fontes tradicionais de recurso para esse tipo de empréstimos. Além do Pan (atual PanAmericano) e do Intermedium, já tradicionais na modalidade, engrossam a lista de médios no "home equity", o BMG e o Paraná Banco.

No caso da Caixa, o "home equity" representava, em janeiro de 2013, 8% da carteira de crédito comercial à pessoa física do banco (exclui habitação). Em março, a carteira de crédito comercial pessoa física do banco era de R$ 62,29 bilhões. Em janeiro de 2012, a modalidade era 5,5% da mesma carteira e, em 2011, apenas 1,2%.

A Caixa também informa outros dados que sustentam a tendência consolidação da modalidade em seu balanço. Em 2012, o banco contratou algo próximo de R$ 3,4 bilhões, o que representou um incremento de 120% no estoque da operação ante 2011. A projeção da Caixa é que o saldo da modalidade cresça pelo menos 60% em 2013, e o banco promete que, em breve, vai voltar a investir na propaganda do produto. Até abril, o banco já havia contratado R$ 1,11 bilhão na modalidade neste ano.

No Bradesco, a modalidade está hoje entre 8% e 9% da carteira de crédito imobiliário do banco, que somava R$ 10,64 bilhões na pessoa física no primeiro trimestre. O estoque de operações de "home equity" avançou cerca de 20% em doze meses encerrados em dezembro de 2012, acima da taxa de expansão do crédito para pessoa física como um todo, mas abaixo do desempenho do crédito imobiliário, afirma José Ramos Rocha Neto, diretor de empréstimos e financiamentos do banco. "É uma linha que tem perspectiva positiva, mas que não vai acompanhar o imobiliário ou o consignado", diz.

Na comparação com o consignado, que tem desconto em folha de pagamento, por exemplo, a vantagem do crédito hipotecário é limitada, avalia. Os prazos do hipotecário vão até 10 anos. No consignado, a média é de 72 meses, podendo ir até 96 meses (oito anos). Já em termos de taxa, embora a garantia forte do crédito hipotecário reduza drasticamente os juros cobrados, custos cartorários podem desequilibrar a comparação a favor do consignado.

Operações como as da Caixa e do Bradesco ainda não são a regra no mercado de refinanciamento brasileiro. No país, o "home equity" mal chega a 1% do saldo da carteira de crédito imobiliário da pessoa física (R$ 273,93 bilhões em março), segundo estimativas do mercado. Só para fins de comparação, a modalidade chegou a representar pouco mais da metade do estoque total de crédito nos Estados Unidos, antes de a bolha imobiliária explodir, em 2008.

O Santander é uma das instituições que tem trabalhado para encontrar uma forma de emplacar as hipotecas no Brasil. O banco conduziu, no ano passado, uma série de testes e pesquisas entre clientes para entender o perfil do tomador. A conclusão foi que não é só falta de conhecimento da modalidade que trava seu avanço no Brasil.

"É um produto de nicho, para quem tem perfil empreendedor ou busca uma reorganização financeira. Quem conhece, mas não tem o perfil, não coloca de jeito nenhum em risco a casa própria", afirma José Roberto Machado, responsável pela área de crédito imobiliário na instituição. "O produto carece de uma divulgação maior, vai começar a crescer com mais velocidade, mas não é para todo mundo." O banco não abriu dados da evolução de sua carteira de "home equity".

O HSBC, por outro lado, defende que pode, sim, haver uma massificação do produto. No banco, o estoque de crédito hipotecário soma R$ 30 milhões, ante uma carteira de R$ 4 bilhões de financiamento imobiliário. "No médio prazo, a modalidade pode ganhar mais representatividade. É uma das únicas formas restantes de usar o crédito como alavanca do consumo, ao permitir um alongamento de prazos", diz Antonio Barbosa, diretor de crédito imobiliário do banco.

A Credipronto, joint venture entre Itaú e a imobiliária Lopes, fez um piloto com o "home equity" há cerca de dois anos, mas a iniciativa não vingou. "Vamos relançá-lo até o fim de 2013. Fizemos uma revisão de prazos e taxas do produto. A ideia é vendê-lo para quem tiver necessidade de fluxo de caixa", afirma Bruno Gama, diretor geral da empresa.

"Dentro de até três anos, a modalidade já estará em uma trajetória consolidada de desenvolvimento, embora o estoque ainda seja pequeno", afirma Hamilton Rodrigues da Silva, gerente geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil. "Há uma onda de tomadores de crédito imobiliário que vai quitar os imóveis e passar a ser elegível ao refinanciamento". O BB lançou a modalidade no ano passado, quando começou a reforçar o crédito imobiliário como um todo. Na instituição, os prazos vão de três a 180 meses, com taxas variando entre 1,2% e 1,75%.

Fonte: Valor Econômico
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22 agosto 2013

SP: Mercado imobiliário já fala em repassar custo provocado por Plano Diretor de Haddad

O presidente do Secovi, entidade que representa as empresas do mercado imobiliário, Cláudio Bernardes, avalia que as medidas de caráter social propostas na minuta do projeto de lei do novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo, terão seu custo repassado aos compradores dos empreendimentos. Para ele, a cota de solidariedade, que impõe a obrigação de construir Habitações de Interesse Social (HIS) como contrapartida a grandes empreendimentos, e a redução do potencial construtivo no interior dos bairros, para reduzir o adensamento de áreas fora dos eixos de mobilidade, resultarão em gastos que não serão pagos pelas empresas.

Em relação à cota de solidariedade, Bernardes ponderou que é preciso “avaliar se as pessoas estão dispostas a tirar um pouco de dinheiro do seu bolso para ajudar outras. Porque não é a empresa que vai pagar isso. Isso vai fazer parte da matriz de custos”.

A cota de solidariedade é uma proposta do prefeito, Fernando Haddad, que serviria como contrapartida social da construção de empreendimentos que tenham maior impacto na cidade, como shoppings ou grandes condomínios de padrão elevado, em que o empreendedor destine um terreno ou construa Habitações de Interesse Social em proporção ao tamanho da obra realizada. Embora conste do plano, a proposta será regulamentada em legislação específica.

Questionado sobre a limitação do número de vagas de garagens nas áreas de influência de corredores de ônibus e estações ferroviárias, Bernardes novamente afirmou que o custo possível será repassado aos compradores de novos apartamentos. “Não existe nada que seja prejudicial ao mercado da construção. Tem aquilo que pode ser prejudicial ao comprador e, por consequência, afete o mercado como um todo”, afirmou. Porém, o presidente disse acreditar que, se isso for bom para a cidade, o mercado deve apoiar, e considerou lógica a ideia de limitar o uso do carro em áreas próximas a eixos de mobilidade.

Já a proposta de Haddad de “dar um respiro” aos bairros, limitando o potencial construtivo no interior destes para evitar a transformação vertical de áreas residenciais, preocupa Bernardes. “Várias áreas residenciais da cidade tinham coeficiente básico dois. Quando você retira isso imediatamente se dobra a cota de terreno (proporção de cada unidade habitacional em relação ao tamanho do terreno) no preço de cada apartamento. Isso vai fazer com que haja aumento de preços”, avalia Bernardes.

Mesmo assim, ele pondera que pode haver um equilíbrio no geral da cidade, com os adensamentos na faixa de 200 metros dos corredores de ônibus ou 400 metros ao redor de estações do Metrô. “Talvez se diminua o preço ao longo destes trechos. Se isso atender à demanda da cidade, tudo bem”, aponta.

A diminuição do potencial construtivo reduz o Coeficiente de Aproveitamento (CA) do terreno para até duas vezes o tamanho total da área, sendo que para se construir uma vez o tamanho da área se está isento de custo (Coeficiente Básico). Para construir duas vezes é necessário pagar outorga onerosa, que é um tipo de taxa incidente sobre a ampliação da construção dentro de um lote. Hoje é possível construir até quatro vezes o tamanho do lote, e em muitos lugares os dois primeiros CAs são básicos, e os dois últimos têm outorga onerosa.

Bernardes considerou muito positiva a flexibilização das Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), que poderiam ser trocadas de lugar no caso de um empreendedor pretender construir na zona, desde que ele se prontifique a doar o novo terreno e construir unidades habitacionais. “O nosso objetivo é construir habitação de interesse social, não importa onde”, afirmou. Para ele, o que emperra a destinação das Zeis para habitação é a condicionante do número de unidades para zero a seis salários mínimos.

“Precisamos avaliar se é possível alterar os parâmetros propostos para Zeis, em termos de percentual de um a seis salários, de seis a dez. Porque, quando foi feito o primeiro plano, não funcionou esse modelo. Você tem um percentual muito alto para renda de zero a seis e a ideia é que o que fosse feito no restante subsidiasse aquele. Mas não subsidiava”, analisou. A condição apresentada por Haddad para construir HIS é que pelo menos 50% delas sejam destinadas a famílias com renda de zero a seis salários mínimos, além de 10% da área ser destinada à instalação de equipamentos públicos.

O presidente do Secovi afirma que o modelo só começou a funcionar com a criação do Minha Casa, Minha Vida, pelo governo federal, em 2007. “O programa deu um subsídio direto para o comprador que passou a fechar a conta. Então é preciso rever esse modelo para saber se sem o Minha Casa, Minha Vida ele continua de pé. Queremos um modelo permita a construção desse modelo independente de questões sazonais”, concluiu.

Fonte: Obra24horas
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Endividamento compromete mercado imobiliário

O economista Reuel Freire aposta que o endividamento das famílias pode ser determinante da retração do mercado. Este ano, de acordo com a pesquisa da Confederação Nacional de Comércio (CNC), 62,5% das famílias brasileiras estão endividadas. Em Goiás, este número cai para 51,5%. Entretanto, somado à inflação e à inadimplência, segundo o economista, a tendência é a capacidade de consumo e de pagamento do comprador serem comprometidas.

Outro inimigo do credor é o longo prazo. De acordo com Freire, quanto maior o prazo, proporcional a dificuldade de concretização do financiamento. "Alguns parcelamentos duram até 30 anos. Muitos casamentos não duram isso", brinca. Ele explica que é muito difícil para o investidor ter garantia de renda fixa por um período tão longo e muitas vezes a aplicação é totalmente perdida. "Se não cumprir o acordado, o comprador perde 100% da aplicação. O banco toma tudo", alerta.

Tiago Beniquio Ala, corretor de imóveis acha difícil isso acontecer. "Não acredito que as vendas de imóveis estacionem porque os financiamentos realmente têm facilitado muito a aquisição. E quando a pessoa consegue o benefício, abre mão de outros gastos para investir. A pessoa faz de tudo para não perder", comenta. Ele também explica que, na prática, as vendas continuam ocorrendo num mesmo ritmo: 20 a 30% superior a partir do lançamento do programa de habitação do governo. 

O corretor não acredita no possível recuo causado pela inadimplência porque acha que seus números serão irrisórios. "Continuo vendendo bem, sem muita dificuldade", informa sobre o mercado goianiense.

Para o presidente do Sinduscon-Go, Carlos Alberto de Paula, a inadimplência no setor imobiliário não pode ser levada em conta. "O investimento imobiliário é muito seguro. A taxa de inadimplência é quase nula, não chega a 5%. O problema do endividamento está muito mais relacionado a bens de consumo e este é o grande mal do brasileiro. Ele prefere gastar com a televisão, com o carro, mas a segurança da família está no imóvel", critica. O Carlos ainda acredita que a cultura do consumo no Brasil deveria se voltar mais para a habitação, que constitui um investimento, do que para gastos supérfluos. 

Carlos Alberto acrescenta que para o investidor que visar o aluguel, o mercado também é favorável. "Além de oferecer rentabilidade com valores competitivos com os rendimentos bancários, a opção do aluguel ainda oferece esta garantia e segurança para o proprietário", analisa.

Fonte: Obra24horas
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21 agosto 2013

Definição de Regras do Minha Casa Minha Vida para cidades pequenas

Foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) as diretrizes gerais e regras do Programa Minha Casa, Minha Vida, iniciativa do Governo Federal, para aquisição de imóveis por famílias com renda mensal até R$ 1,6 mil em municípios com população inferior a 50 mil habitantes. O valor máximo de cada habitação será R$ 35 mil.

De acordo com a portaria assinada, os municípios com população inferior a 20 mil habitantes poderão contratar até 30 unidades habitacionais e os com população entre 20 mil e 50 mil poderão contratar até 60 unidades. A seleção dos beneficiários fica a cargo de estados, municípios ou dos órgãos de administração que aderirem ao programa. Além das habitações, o programa tem como objetivo a criação de novos postos de trabalho.

Ainda segundo a portaria, será de responsabilidade do Ministério das Cidades estabelecer as regras e condições para implantação dos empreendimentos, definir a tipologia e o padrão das moradias e da infraestrutura urbana, além de estabelecer os critérios de elegibilidade e seleção dos beneficiários e avaliar o desempenho do programa.

As casas destinadas a receber crianças deverão ter, em seu entorno, escolas de educação infantil e fundamental. Ao todo, segundo o governo, pelo menos 3% das unidades habitacionais serão reservadas para idosos. Além disso, as residências que tiverem pessoas com deficiência deverão ser adaptadas. 

Para receber o auxilio do programa, o empreendimento precisa cumprir uma série de requisitos e deverá estar inserido na malha urbana ou em zonas de expansão urbana que tenham via pública de acesso, infraestrutura urbana básica com pavimentação, drenagem pluvial, calçadas, guias e sarjetas, rede de energia elétrica e iluminação pública, rede para abastecimento de água potável e soluções para esgotamento sanitário e coleta de lixo.

Para participar do programa, as empresas do setor de construção civil deverão apresentar os projetos de produção de empreendimentos até 31 de dezembro às instituições financeiras oficiais federais.

Fonte: Construção Mercado
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