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22 agosto 2013

SP: Mercado imobiliário já fala em repassar custo provocado por Plano Diretor de Haddad

O presidente do Secovi, entidade que representa as empresas do mercado imobiliário, Cláudio Bernardes, avalia que as medidas de caráter social propostas na minuta do projeto de lei do novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo, terão seu custo repassado aos compradores dos empreendimentos. Para ele, a cota de solidariedade, que impõe a obrigação de construir Habitações de Interesse Social (HIS) como contrapartida a grandes empreendimentos, e a redução do potencial construtivo no interior dos bairros, para reduzir o adensamento de áreas fora dos eixos de mobilidade, resultarão em gastos que não serão pagos pelas empresas.

Em relação à cota de solidariedade, Bernardes ponderou que é preciso “avaliar se as pessoas estão dispostas a tirar um pouco de dinheiro do seu bolso para ajudar outras. Porque não é a empresa que vai pagar isso. Isso vai fazer parte da matriz de custos”.

A cota de solidariedade é uma proposta do prefeito, Fernando Haddad, que serviria como contrapartida social da construção de empreendimentos que tenham maior impacto na cidade, como shoppings ou grandes condomínios de padrão elevado, em que o empreendedor destine um terreno ou construa Habitações de Interesse Social em proporção ao tamanho da obra realizada. Embora conste do plano, a proposta será regulamentada em legislação específica.

Questionado sobre a limitação do número de vagas de garagens nas áreas de influência de corredores de ônibus e estações ferroviárias, Bernardes novamente afirmou que o custo possível será repassado aos compradores de novos apartamentos. “Não existe nada que seja prejudicial ao mercado da construção. Tem aquilo que pode ser prejudicial ao comprador e, por consequência, afete o mercado como um todo”, afirmou. Porém, o presidente disse acreditar que, se isso for bom para a cidade, o mercado deve apoiar, e considerou lógica a ideia de limitar o uso do carro em áreas próximas a eixos de mobilidade.

Já a proposta de Haddad de “dar um respiro” aos bairros, limitando o potencial construtivo no interior destes para evitar a transformação vertical de áreas residenciais, preocupa Bernardes. “Várias áreas residenciais da cidade tinham coeficiente básico dois. Quando você retira isso imediatamente se dobra a cota de terreno (proporção de cada unidade habitacional em relação ao tamanho do terreno) no preço de cada apartamento. Isso vai fazer com que haja aumento de preços”, avalia Bernardes.

Mesmo assim, ele pondera que pode haver um equilíbrio no geral da cidade, com os adensamentos na faixa de 200 metros dos corredores de ônibus ou 400 metros ao redor de estações do Metrô. “Talvez se diminua o preço ao longo destes trechos. Se isso atender à demanda da cidade, tudo bem”, aponta.

A diminuição do potencial construtivo reduz o Coeficiente de Aproveitamento (CA) do terreno para até duas vezes o tamanho total da área, sendo que para se construir uma vez o tamanho da área se está isento de custo (Coeficiente Básico). Para construir duas vezes é necessário pagar outorga onerosa, que é um tipo de taxa incidente sobre a ampliação da construção dentro de um lote. Hoje é possível construir até quatro vezes o tamanho do lote, e em muitos lugares os dois primeiros CAs são básicos, e os dois últimos têm outorga onerosa.

Bernardes considerou muito positiva a flexibilização das Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), que poderiam ser trocadas de lugar no caso de um empreendedor pretender construir na zona, desde que ele se prontifique a doar o novo terreno e construir unidades habitacionais. “O nosso objetivo é construir habitação de interesse social, não importa onde”, afirmou. Para ele, o que emperra a destinação das Zeis para habitação é a condicionante do número de unidades para zero a seis salários mínimos.

“Precisamos avaliar se é possível alterar os parâmetros propostos para Zeis, em termos de percentual de um a seis salários, de seis a dez. Porque, quando foi feito o primeiro plano, não funcionou esse modelo. Você tem um percentual muito alto para renda de zero a seis e a ideia é que o que fosse feito no restante subsidiasse aquele. Mas não subsidiava”, analisou. A condição apresentada por Haddad para construir HIS é que pelo menos 50% delas sejam destinadas a famílias com renda de zero a seis salários mínimos, além de 10% da área ser destinada à instalação de equipamentos públicos.

O presidente do Secovi afirma que o modelo só começou a funcionar com a criação do Minha Casa, Minha Vida, pelo governo federal, em 2007. “O programa deu um subsídio direto para o comprador que passou a fechar a conta. Então é preciso rever esse modelo para saber se sem o Minha Casa, Minha Vida ele continua de pé. Queremos um modelo permita a construção desse modelo independente de questões sazonais”, concluiu.

Fonte: Obra24horas
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02 julho 2013

Custo da construção civil em SP tem alta de 1,39%

Operários trabalham na construção do Estádio Novo Corinthians, em São Paulo, em agosto de 2012
O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo chegou a R$ 1.089,49 por metro quadrado em junho, alta de 1,39% ante maio, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP) e da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos do setor para o uso nos reajustes dos contratos de obras.

No acumulado do semestre, a alta foi de 6,32%.

Em 12 meses, o indicador apresenta acréscimo de 7,5%. Na avaliação do Sinduscon-SP, o aumento deve-se ao reajuste determinado pelas convenções coletivas de trabalho para os salários.

Em junho, os custos com mão de obra subiram 1,96% em relação a maio. Os salários dos engenheiros aumentaram 4,62%.

Os custos com materiais de construção registraram acréscimo de 0,33% na mesma base de comparação.

No período, 9 dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) do mês, que ficou em 0,75%.

Fonte: Exame
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25 junho 2013

Regras barram 80% dos distritos paulistas que querem virar cidades

As novas regras aprovadas pela Câmara para a criação de municípios barram 80% dos distritos paulistas que estão na fila para virar cidades. Dos 74 pedidos de emancipação feitos à Assembleia Legislativa, no máximo 15 teriam condições de aprovação pelos novos critérios, segundo a União Brasileira em Defesa da Criação de Novos Municípios. Entre as exigências estão viabilidade econômico-financeira, político-administrativa e ambiental e, no Estado, um mínimo de 12.016 habitantes.

Pelo menos 15 distritos que buscam autonomia estão ligados a cidades com menos de 10 mil habitantes. É o caso de Iubatinga, em Caiabu, no oeste paulista. A cidade tem 4.072 habitantes, mas a população do distrito é de apenas 785 pessoas. O distrito de Vicentenópolis, em Santo Antônio de Aracanguá, também quer virar cidade, mas o município todo tem 7.688 habitantes. "Se essa lei tivesse sido aprovada há 20 anos, a própria cidade ainda seria distrito", disse Nunes Filho. Segundo ele, a nova lei exige que a cidade tenha renda para pagar o salário do prefeito, vereadores e funcionários e suprir os serviços básicos sem depender de recursos da União. "A lei acaba com a farra das novas prefeituras e Câmaras." No caso de Campos de Holambra, em Paranapanema, a resistência é da cidade-mãe. O distrito ficaria com mais da metade da população, de 17.999 habitantes, a maior cooperativa de produção agrícola, base da economia local, e com a única indústria. Mais de 60% da receita tributária própria, de R$ 5,7 milhões, vêm do distrito.

As principais metrópoles paulistas correm o risco de perder parcelas significativas da população. Na maior de todas, São Paulo, com 11.376.685 habitantes, quatro distritos que somam 450 mil habitantes buscam a emancipação - Perus, Santo Amaro, São Mateus e Parelheiros. Em Campinas, maior cidade do interior - tem 1.090.000 habitantes -, os distritos de Souzas, Barão Geraldo e Joaquim Egídio, com 85 mil moradores, já pediram autonomia.

Cidades-dormitório

O entorno de Brasília deve ter sua distribuição geográfica alterada com a aprovação da proposta. Quatro distritos em Goiás que funcionam como "cidades-dormitório" buscam emancipação e atendem ao critério populacional definido: Jardim Ingá, em Luziânia, Jardim ABC, da Cidade Ocidental, Lago Azul, do Novo Gama, e Campos Lindos, de Cristalina. Integrante do conselho de emancipação do Jardim Ingá, José Geraldo Silva diz que a questão da segurança é um dos principais problemas da região. "Não há delegado nos fins de semana e falta efetivo." No Jardim ABC, a esperança de crescimento está num empreendimento imobiliário de alto padrão construído na divisa com o Distrito Federal. Para o ex-vereador Fernando Melo, com o empreendimento, a região teria condições de atender à exigência de viabilidade econômica.

Em Pernambuco, dos 27 distritos que querem se tornar municípios, 60% não cumprem as exigências previstas pela Câmara, estima o deputado Raimundo Pimentel (PSB). Favorável à criação de novos municípios, Pimentel acredita que muitos distritos poderiam ter maior crescimento econômico se emancipados. Ele observa que os últimos municípios pernambucanos, criados em 1996, apresentaram maior desenvolvimento. "Lagoa Grande, que era distrito de Santa Maria da Boa Vista, não teria hoje a mesma dimensão como produtor de uva e vinho se não tivesse sido emancipado."

Fonte: O Estado de São Paulo
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13 maio 2013

Ações locatícias sobem 18,4% na cidade de São Paulo

Ações locatícias sobem 18,4% na cidade de São PauloEm abril, foram protocoladas na cidade de São Paulo 2.100 ações relacionadas a aluguel, contra as 1.774 do mesmo mês de 2012, um aumento de 18,4%. Esses números fazem parte de um levantamento feito pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. “Trata-se do maior volume mensal de ações desde março do ano passado, quando foram abertos 2.275 processos”, informa Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Sindicato. 

Segundo dados do Fórum, o resultado de abril também representou crescimento em relação ao desempenho do mês anterior, no caso de 25,2%. Em março, foram detectadas 1.667 ações locatícias. 

Do total de ações de abril, 1.732 – ou 82,5% do total – foram por falta de pagamento. As ações ordinárias, com 221 processos, ficaram na segunda posição, com uma participação de 10,5% no volume de ações do mês. 

Ao contrário do resultado mensal, no acumulado de janeiro a abril as ações locatícias apresentaram redução, de 5,8%. Foram 6.557 casos no primeiro quadrimestre deste ano, contra 6.958 ações do mesmo período de 2012.

Entenda o significado de cada ação:

Consignatória – movida quando há discordância de valores de aluguéis ou encargos, com opção do inquilino pelo depósito em juízo.
Falta de pagamento – motivada por inadimplência do inquilino.
Ordinária – relativa à retomada de imóvel para uso próprio, de seu ascendente ou descendente, reforma ou denúncia vazia.
Renovatória – para renovação compulsória de contratos comerciais com prazo de cinco anos.

Fonte: Secovi
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