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26 setembro 2013

Arquitetura Brasileira marca presença em Frankfurt

Projeto conjunto com o Instituto Tomie Ohtake e a revista Monolito, a exposição apresenta os trabalhos de jovens e promissores nomes da arquitetura brasileira: Arquitetos Associados, BCMF Arquitetos, Carla Juaçaba, Corsi Hirano Arquitetos, Jacobsen Arquitetura, Metro, Nitsche Arquitetos Associados, Rizoma Arquitetura e Studio Paralelo. 

O evento tem a organização do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o editor da revista Monolito, Fernando Serapião, que levará uma edição especial do veículo. Com curadoria de Peter Cachola Schmal, Anna Scheuermann e Ricardo Ohtake, a exposição fica no DAM até 12 de janeiro de 2014.

Talentosos arquitetos da nova geração de nove escritórios de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre – daí o nome da exposição “Nove Novos” – são unânimes em afirmar que esta é uma oportunidade única para levarem parte da arquitetura brasileira para fora do País.

Pedro Nitsche, um dos convidados, diz que participar da exposição é algo inestimável, pois haverá troca de experiências e enriquecimento do diálogo em torno da Arte e Arquitetura, para que as ideias e os pensamentos floresçam. O presidente do escritório paulista Nitsche Arquitetos Associados levará para a Alemanha dois projetos: a Residência, em Iporanga, e o Edifício Comercial João Moura. Ele ressalta que experiências como essa são extremamente positivas e, portanto, um grande estímulo para a arquitetura brasileira.

O escritório paulista Corsi Hirano Arquitetos também estará na “Nove Novos” em Frankfurt, com os projetos do TRT Law Courts Complex e a AV Houses. Daniel Corsi salienta o prestígio e o compromisso envolvidos em acontecimentos desse porte.

“Acreditamos que a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável devam estar sempre presentes em nossos projetos. O reconhecimento e a oportunidade de representar a arquitetura brasileira são fatos muito importantes”, afirma. 

Os projetos Casa ML (Porto Feliz), Museu de Arte do Rio (MAR) e Casa JN habilitaram a participação do escritório carioca Jacobsen Arquitetura – com atuação em São Paulo – a juntar-se aos outros arquitetos convidados.

Os jovens profissionais do escritório mineiro Arquitetos Associados estão ansiosos para ampliar o debate em torno da cultura e da produção arquitetônica brasileira atual. Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Carlos Alberto Maciel, Paula Zasnicoff e Bruno Santa Cecília formam a equipe responsável pelos projetos do Centro Educativo Burle Marx, Estúdios Terra e Pavilhão Miguel Rio Branco. 

“A arquitetura latino-americana recente tem provocado grande respeito por parte dos europeus. Há um forte interesse deles em avaliar a arquitetura moderna e os novos rumos da geração mais jovem”, observa Bruno Santa Cecília.

Outro representante das Minas Gerais é o escritório BCMF Arquitetos, responsável pelo projeto de remodelação do Mineirão, pelo Centro Nacional de Tiro Esportivo - PAN 2007 e pelo Projeto Bar Casa Cor. Bruno Campos está animado para participar. 

“Depois de muitos anos de crise no Brasil, com uma produção limitada e pontual, as condições do País parecem estimular e refletir na nova arquitetura local. Expor em Frankfurt é uma excelente oportunidade, porque o evento será um catalisador de intervenções de qualidade, de melhorias na infraestrutura, além de alcançar status internacional e acelerar a regeneração urbana”, avalia. 

O mineiro Rizoma Arquitetura também irá marcar presença em Frankfurt. Responsável pelos projetos Galeria Lygia Pape, Loja Botânica e restaurante Oiticica, o objetivo do escritório na exposição é mostrar que o Brasil está produzindo uma arquitetura jovem e com características próprias.

Luciano Andrades, arquiteto do Studio Paralelo, de Porto Alegre, salienta que iniciativas como a mostra “Nove Novos” são muito importantes, pois possibilitam que o trabalho de escritórios novos e emergentes fique conhecido no cenário nacional e internacional.

Idealizador do prédio CREA, da residência Xangrilá no litoral gaúcho e do MINIMOD, um protótipo de módulo mínimo habitável de 24m², Andrades e seus sócios Rochelle Castro e Silvio Machado estão ansiosos. 

“Em um país com tantos profissionais de alto nível, é uma honra fazer parte desse grupo e estreitar relações com os colegas”, afirma Andrades. 

A participação brasileira em Frankfurt tem a organização dos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Fonte: Obra24horas
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13 setembro 2013

Estruturas metálicas em shopping centers

O uso do aço como solução estrutural já é conhecido desde o século XVIII. Com o passar dos anos e o desenvolvimento do seu uso, a estrutura metálica se tornou a solução mais adequada para empreendimentos que exijam flexibilidade, leveza e estética.

Nos últimos anos, diversos empreendimentos novos ou de expansão empregam o aço, entre eles hospitai, universidades, empreendimentos comerciais e shopping centers.

Os shopping centers há muito já deixaram de ser apenas um centro de compras com lojas variadas, sendo também um importante local de encontro e lazer. Neste caso, além da questão estética, a principal razão para o uso do aço se dá pelo pouco prazo encontrado para fazer as ampliações ou reformas, sendo que o prazo de entrega pode ser reduzido em até 50% com o uso do aço.

Os arquitetos e engenheiros afirmam que o aço permite a construção de vãos e claraboias, dando maior iluminação natural, o que garante um ambiente mais confortável e sensação de bem-estar ao usuário. Além disso, as estruturas metálicas também permitem maior flexibilidade estética.

Do ponto de vista econômico, geralmente, esse tipo de sistema estrutural exige um maior investimento incial do empreendedor, porém, a longo prazo, o sistema construtivo em aço permite que haja uma boa economia em relação aos gastos de manutenção. Outro fator econômico imporatante está intimamente relacionado com o prazo de entrega da obra, pois como este sistema permite a execução da obra em tempo célere,a inauguração antecipada de um empreendimento comercial também se traduz em maior rentabilidade para o cliente.

Algo que conta de forma positiva para a escolha do aço está relacionado com o canteiro de obras, visto que não é necessária grande mobilização para tal. Isso é muito importante quando a obra está no centro de uma grande cidade, por exemplo, e não se pode fazer grandes intervenções para dispor um canteiro de obras. Os engenheiros e arquitetos, por sua vez, apontam casos em que a estrutura metálica foi a única alternativa para viabilizar a obra, já que não há espaço para canteiro de obras.

Na hora da contratação do serviço, há empresas que oferecem não apenas a fabricação das estruturas, mas também o desenvolvimento do projeto e dos cálculos, assim como os estudos de montagem.

Proteção das estruturas metálicas

Ao longo deo tempo, o mercado da construção civil aderiu a três métodos de proteção de estruturas metálicas.

Revestimento Intumescent: amplamente utilizado na Europa e EUA, é um material com a mesma aparência e acabamento das pinturas convencionais, no entanto, com propriedades que permitem a proteção contra o fogo por até 120 minutos. Ao entrar em contato com temperaturas superiores a 200º C, o revestimento intumescente se expande por múltiplas vezes o seu tamanho, protegendo o aço estrutural das temperaturas críticas de falência.

Argamassa projetada de alta e baixa densidade: material com aparência rugosa, fabricada a partir de materiais fibrosos e derivados rochosos como a vermiculita. É projetada sobre a estrutura metálica em espessuras que variam entre 1,5 a 2,5 cm. Protegem o substrato do calor por apresentarem baixa condutividade térmica. Não é recomendada para estruturas expostas pela aparência rústica que confere e fragilidade a impactos mecânicos.

Placas de silicato de cálcio: material gessado específico para estruturas metálicas, em formato de placas de 15 mm, são cortadas uma a uma nas medidas requeridas e envolvidas nas estruturas metálicas seguindo normas adequadas. Em alguns casos é necessário vedar as juntas entre as placas com materiais de firestop, para que a sua proteção seja efetiva em caso de incêndio. Por ocuparem espaços de áreas úteis e serem mais frágeis, não são recomendadas, por exemplo, em garagens ou áreas expostas a impactos mecânicos. O tempo de instalação também costuma ser maior, devido ao trabalho artesanal e de encaixe das placas.

Outras tecnologias: uma das alternativas para a proteção estrutural que surgiu no mercado há algumas décadas é o envelopamento com mantas resistentes ao fogo, além disso, há a pesquisa e desenvolvimento de estruturas metálicas produzidas com materiais e aditivos especiais, que permitem maior resistência ao fogo. Como essas alternativas ficaram muito custosas, raramente são utilizadas, alguns países como o Japão utilizam devido à ocorrência frequente de terremotos e furações, que testam as estruturas ao limite.

Cases

Um exemplo é o projeto do Frei Caneca Shopping, considerada a maior obra vertical em estrutura metálica da América Latina, com 60 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 7,6 mil metros quadrados, no centro de São Paulo. Se não fossem os sistemas industrializados, essa obra não teria acontecido.

Para se adequar, o canteiro de obras foi dividido utilizando o sistema fast-track, ou seja, cada setor possuía sua montagem independente. Além disso, havia um contingente bem menor de pessoas trabalhando na obra.

A solução encontrada para o solo também estava no solo. Utilizou-se o steel deck, uma espécie de pré-forma que não necessita de escoramento, recebendo posteriormente uma capa de concreto.

Dados da CSN indicam que cerca de 80% dos novos edifícios comerciais usam as chamadas divisórias DryWall - que é revestida por gesso.

Outro exemplo de obra é o Shopping Porto Itaguá, em Ubatuba. O propósito desta obra foi valorizar os espaços de uso coletivo, como a praça de alimentação, as circulações e os acessos, ou seja, essas áreas ocupam cerca de 1/3 do total construído, índice bem superior ao dos Shoppings convencionais. A solução encontrada pelos arquitetos foi utilizar estruturas metálicas e manta impermeabilizante.

Porém, as necessidades dessa obra diferiram muito daquelas vistas nos shoppings de São Paulo, pois é importante lembrar que este é um shopping com área reduzida e movimento sazonal, ou seja, para este projeto foi necessário fazer uma boa pesquisa para que fosse garantido um bom planejamento e projeto arquitetônico da obra.

Assim, o traço arquitetônico baseia-se na máxima abertura para o exterior, de modo a assegurar ventilação natural, privilegiando a vista para o mar, o que propicia a sensação de continuidade entre a rua e o interior do edifício.

Nessa obra, a escolha do aço esteve relacionada com os prazos curtos e pelos custos competitivos em relação ao sistema tradicional, além disso, foi a compatibilidade com a solução modulada do projeto que agradou os arquitetos.

Já para a obra do Flambo Flaboyant Shopping Center Artem, em Goiás, que teve a sua quarta expansão em 2007, onde foram feitas a construção do 3º andar do shopping, com ampliação da área de alimentação e mais cinemas, além de Parck Decking com 5 pavimentos , incluindo a Administração e o Heliponto,foram utilizadas 2.400 toneladas de estruturas metálicas. O consumo total de Steel Deck foi de 9.000 m² e 17.000 m² de Telhas Térmicas e Painéis Isotérmicos. Comprovando a eficácia, o requinte e a praticidade do aço neste empreendimento. Além disso, conta com uma passarela metálica com piso de vidro, interligando as duas alas comercias do empreendimento. A sua estrutura espacial é de aço tubular dimensionada para suportar sobrecarga de 500 kg/m².

Entretanto, os principais desafios encontrados foram executar toda a obra em 8 meses, sempre com o Shopping funcionando, com restrições de horário, barulho e espaço para trabalho; além dos reforços estruturais de pilares e fundações sem interromper as lojas atendidas; manter a estanqueidade do prédio; e atender a rigorosas normas de segurança.

Outra obra de sucesso foi o Salvador Shopping, construído com tecnologias inovadoras desde a fundação até o revestimento. É um dos maiores e mais modernos Shoppings do Brasil possui aproveitamento da água das chuvas, sistema de esgoto a vácuo, lâmpadas especiais contra raios ultravioletas, entre outros processos que visam a sustentabilidade.

A solução mista de aço e concreto foi a mais indicada por atender às necessidades de sobrecarga de 1000 kg/m² nas lajes.

A obra consumiu mais ou menos 5.000 toneladas de estrutura metálicas e 1.500 toneladas de Steel Deck teve o seu conceito estrutural baseado na criação de um pilar misto, composto de um perfil metálico de montagem (250x250 mm), que nasceria na cabeça do pilar de concreto armado (600x600mm), um metro abaixo da cota do piso da primeira garagem. O perfil metálico foi dimensionado de modo a permitir a montagem e concretagem de até dois pavimentos de lajes sem a necessidade da concretagem dos pilares metálicos. Sua função foi dar velocidade e precisão na montagem do vigamento metálico.

Bibliografia: Shoppings em estrutura de aço. Edson Modelski, Márcio André Borin. Universidade de Passo Fundo; CBCA; Proteção passiva em estruturas metálicas. Blog SCI; CPC Estruturas Metálicas.

Fonte: Obra24horas
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12 setembro 2013

"Como se constrói porcaria no Brasil!", diz criador de torre

"Nunca construí no Brasil. Os brasileiros vêm aqui, pedem mil projetos e depois desaparecem", conta o arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, 68, que solta, com uma gargalhada: "Não dá para confiar em vocês".

Ele ri e completa. "Não que vocês precisem de mim. Sempre tiveram grandes arquitetos. Mas a arquitetura corporativa no Brasil é muito ruim. Como se constrói porcaria no Brasil!".

Não que Viñoly esteja precisando de muitas encomendas: ele tem projetos espalhados em diversos continentes.

Seu mais recente é o mais alto edifício residencial do Ocidente, com 94 andares, o 432 Park Avenue, com vista para o Central Park.

Com dez coberturas de até US$ 95 milhões (cerca de R$ 202 milhões), tem apenas 104 apartamentos, além de lojas, restaurantes e academia. Deve ficar pronto em 2015.

Viñoly, que foi um dos finalistas no concurso para o novo World Trade Center, mora em Nova York desde 1978, quando migrou para os EUA.

Reinvenção

Trabalhava antes em Buenos Aires, onde cresceu e estudou arquitetura, depois que seus pais trocaram o Uruguai pela Argentina, quando ele tinha apenas quatro anos.

Hoje, seu escritório tem 80 arquitetos e está instalado num antigo estábulo do início do século 20, perto do Meat Packing District.

Em Nova York, ele diz que ou se constroem prédios de luxo, ou de habitação popular ("são os projetos que me desafiam mais; estamos fazendo vários", conta).

Tem projetos na China, no Oriente Médio e em várias cidades americanas. O mais premiado é um centro de convenções no Japão, o Tokyo International Forum.

Depois de falar da beleza de seu último arranha-céu, "mas no qual certamente alguma senhora rica de Hong Kong vai fazer uma decoração interior gótica", Viñoly diz que a forma da cidade é mais importante do que a forma de qualquer prédio.

Controlar o desejo?

"O grid nova-iorquino, com quadras pequenas, fáceis de serem atravessadas, calçadas largas, transporte público e muita densidade, é o grande motivo de haver tanta gente na rua aqui", diz.

"Arquitetos já quiseram controlar a maneira como as pessoas vivem e se locomovem, mas não se podem controlar as relações humanas", afirma ele.

"É como achar que casamento só pode acontecer entre homem e mulher. Quem controla o desejo humano?"

Ele também elogia a constante reinvenção nova-iorquina. "Gosto de preservar coisas boas, mas as pessoas também construíram muita merda no passado. Nem tudo o que é velho deve ser preservado", polemiza.

Ele não desperdiça a oportunidade de criticar colegas da profissão (um dos passatempos favoritos dos arquitetos, afinal).

"Quis fazer um arranha-céu com a cara de Nova York, que só pudesse ser feito aqui. Não tem graça fazer prédios sem relação com o entorno, que podem ser colocados em qualquer lugar."

Ele rabisca então em uma folha de papel os traços da Swiss Re, a torre de Norman Foster em Londres que foi apelidada de "pepino".

"Depois aquele menino francês fez algo quase igual em Barcelona, nem sei quem copiou quem", alfineta, ironizando Jean Nouvel.

Projeto em Brasília

Viñoly tem poucas obras recentes na América do Sul --o museu Fortabat, em Buenos Aires; o aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, e o badalado edifício Acqua, em Punta del Este. Nos anos 1960, viveu alguns meses em Copacabana, por causa de um projeto que nunca foi construído.

Ao final da entrevista, Viñoly conta que a Corporación América, o conglomerado argentino que arrematou a concessão do aeroporto de Brasília, convidou-o para desenhar um novo terminal. Talvez seja a primeira obra do uruguaio no Brasil.

Fonte: Folha de São Paulo
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Imóvel em São Paulo está R$ 4,5 milhões mais caro que o mesmo em Miami

Um imóvel em de 500 metros quadrados na Vila Nova Conceição, bairro nobre da cidade de São Paulo, pode sair mais que o dobro do preço de um imóvel com a mesma metragem comercializado em Aventure, Miami Beach, na Flórida.

Enquanto no primeiro bairro um imóvel não sai por menos de R$ 7,5 milhões, ou aproximadamente US$ 3 milhões, o mesmo pode ser encontrado por cerca de US$ 1,3 milhão, ou cerca de R$ 3 milhões, informou um estudo da imobiliária Elite International Realty.

Segundo a imobiliária, até mesmo imóveis com metragem menor, em bairros menos privilegiados da capital paulista, têm preços inflacionados. Um imóvel de 320 metros quadrados na Aclimação, zona Sul, pode chegar a custar R$ 3,5 milhões.

De acordo com o sócio proprietário da imobiliária Elite International Realty, Leo Ickowicz, tal diferença de preço ficou nítida após os efeitos da crise econômica de 2008 que atacou os Estados Unidos. “Como o norte-americano não está procurando imóvel para comprar desde a crise, a busca por imóveis para alugar aumentou, principalmente em Miami e Orlando, Flórida”.

Além do aumento dos aluguéis nas regiões, o consumidor norte-americano ainda não voltou a comprar imóveis, devido à rigidez dos bancos, que exigem uma entrada maior e um compromisso também, acrescentou Ickowicz.

Já no Brasil, os preços dos imóveis tomaram rumo inverso, sobretudo pela boa fase econômica desde 2008. "Com a economia ascendente, um mercado de consumo interno aquecido e a facilidade de financiamentos, os preços do mercado imobiliário brasileiro dispararam", analisa Ickowicz.

Fonte: Infomoney
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10 setembro 2013

Maior salão da construção civil será realizado no Nordeste

Em período de ‘boom’ na construção civil com diversas contratações e obras em ritmo acelerado, nada melhor do que estar inteirado com o que há de mais moderno neste universo que segue em alta no Brasil, e que tem a região Nordeste como bola da vez.

Pensando nisto, que a Reed Exhibitions Alcântara Machado se expande para o Nordeste promovendo a Feicon Batimat Nordeste – Salão Internacional da Construção, maior feira da construção civil no Nordeste, em Recife.

Setores, entre: Automação e Segurança Eletrônica, Decoração, Elétrica e Iluminação, Hidráulica, Metais e Loucas Sanitárias, Máquinas, Ferramentas e Equipamentos, Revestimentos, Tintas, Solventes, Vernizes e Acessórios estarão presentes no evento.

A diretora executiva da Reed Exhibitions Alcântara Machado, no Nordeste, Tatiana Menezes, está em Alagoas, fazendo a divulgação do evento, “a ideia é tornar o Nordeste, o segundo pólo de feira no país”.

“Estamos clonando as feiras que já acontecem em São Paulo, para a região Nordeste. Alagoas e a Paraíba estão classificados como a nossa principal estratégia. A feira pretende atender as necessidades do Nordeste, para isso desenvolvemos uma pesquisa com engenheiros e arquitetos e percebemos que é preciso investir por aqui”, destacou Tatiana Menezes.

“Nosso objetivo é facilitar o acesso para aqueles que não têm tempo de participar de feiras em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo,”, colocou.

A diretora executiva frisou ainda que o evento também gere conhecimento promovendo o desenvolvimento intelectual da construção. Mais de 20 empresas já têm seu espaço reservado na feira. 

Nove feiras estão prevista para acontecer no Nordeste brasileiro até maio de 2015. O calendário no Nordeste começa a partir do dia 26 de setembro, com a Feicon Batimat, realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda. 

Serão 60 marcas nacionais e internacionais, dispostas em 5.000 m² de área, com expectativa para cinco mil visitantes e compradores. A feira recebe visitantes do segmento, como, revendedores, designers de interior, construtores, lojistas, engenheiros, incorporadores, arquitetos e compradores do setor da construção.

A Feicon é a maior salão da construção da America Latina, realizada há 21 anos em São Paulo, o evento chega ao Nordeste com proposta de unir feira de negócios com mostra de decoração e design, por meio do Decor Prime Show.

Fonte: Tribuna Hoje
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28 agosto 2013

Cores na decoração em espaços pequenos

Em pequenas habitações ou divisões da casa pequenas, as cores com que se decora e pinta o interior têm grande influência no espaço perceptível. Embora o espaço não se modifique, a cor usada na decoração pode fazê-lo parecer maior ou menor. 

Se gostar de 2 cores isso não significa que juntas resultem bem. As cores têm características próprias que devem ser levadas em consideração quando se pinta um espaço, especialmente quando se deseja criar uma certa atmosfera numa divisão da casa. 

Os espaços menores, quando pintados e decorados requerem certas especificidades. O risco de não considerar o tamanho da divisão quando se selecionam as cores, é acabar com uma divisão ainda menor e mais confusa do que antes de a ter decidido decorar com cor. Se gosta de cores para pintar as paredes, então ficam os seguintes conselhos quando pintar uma divisão da menor da casa: 

Mantenha as coisas simples 

A regra de manter as coisas simples é uma regra na maioria dos casos, especialmente no que toca à decoração. 

Num espaço interior pequeno, a regra é que deve evitar a decoração complicada ao máximo. Nas paredes, teto, carpetes e chão, não use cores muito gritantes, opte por cores pastéis claras, o mais neutras possível. 

Se pretender, pode usar uma cor para as paredes e outra para o teto. Se quiser usar tapetes ou carpetes, escolha algo simples sem motivos decorativos e neutro, sem grandes relevos. Da mesma forma, evite o papel de parede com grandes padrões, e opte por um papel de parede neutro e simples. Isto tudo para evitar chamar a atenção para a pequena dimensão do espaço. 

Cores escuras mais próximas do chão 

Se optar por diversas cores ou padrões mais forte de cor, opte por deixar as cores mais escuras em baixo e as mais claras mais perto do teto. 

Isto inclui os carpetes e o chão. Se estivermos a falar de um WC que tenha azulejos no chão azul-marinho, os da parede devem ser sempre mais claros, um azul celeste, ou um azul água pode ser a solução. 

O esquema de cores deve terminar sempre com o teto branco ou num tom mais claro que todos os usados abaixo. Regra geral, os espaços que têm paredes mais escuras que o chão tendem a parecer caixotes sem fundo. 

Opte sempre por cores que iluminem 

A regra básica para decorar um espaço pequeno é mantê-lo com um aspeto luminoso porque os espaços escuros tendem a parecer menores do que de fato são. 

Quanto menor as divisões de uma casa forem, tais como salas de banho/banheiro, ou espaços menores como o escritório, mais cuidado se deve ter na escolha das cores da decoração. 

Não existe necessidade de os fazer ainda menores do que eles já são, pintando-os com cores escuras. Se pretender usar várias cores, certifique-se que a cor mais escura fica sempre na zona inferior da divisão e que a cor mais escura não é a cor mais dominante no espaço.

Fonte: Fórum da Construção
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27 agosto 2013

Arquitetura, como fazer bonito, barato e com bom gosto

A arquitetura é a forma de se estudar ou desenvolver projetos de utilização do espaço para a construção de ambientes, seja para uma casa ou para um prédio comercial. O estudo de como fazer a divisão de cada espaço a ser utilizado pode fazer com que um projeto não tenha uma utilização pouco otimizada. 

Na atualidade os projetos são a forma inicial do estudo de uma obra. Entre os profissionais da arquitetura o arquiteto possui a forma mais direta de trabalho nesse sentido para todos os desenvolvimentos de suas atividades inclusive na forma de acompanhamento. 

O desenvolvimento de um projeto arquitetônico seja de casas ou outras edificações, permitem com que uma construção possa ser mais econômica ao invés de se gastar muito mais do que se precisa.

Arquitetura deve ser vista como uma ferramenta para que as construções possam ser feitas e concebidas para uma finalidade especifica, seguindo uma linha de apresentação a qual chamamos de estilo arquitetônico. 

Nem sempre essa linha de desenvolvimento é seguida, muita casa são projetadas com a simples finalidade de fazer com que uma obra possa fazer com que as aspirações primariam do proprietário possa ser realizada. Mas os profissionais da arquitetura deveriam verificar sua missão de forma mais completa onde deveriam mostrar as pessoas todas as oportunidades que a arquitetura pode proporcionar para o desenvolvimento de uma edificação. 

Arquitetos e engenheiros podem fazer com que os espaços possam ser utilizados e ou reutilizados para um melhor aproveitamento de em cada uma das opções que sua atividade coloca em utilização na atividade prática da casa ou do estabelecimento comercial. Ainda existem as arquiteturas industriais, que tem em sua constante mudança de layout em fabricas e outras atividades fabril, estudos específicos para esse seguimento vem sendo cada vez mais utilizados. 

Nesse nicho de mercado as estruturas metálicas e as estruturas pesadas de concreto poderiam inibir as criatividades muitas vezes colocadas à prova. Mas a grande infinidade de elementos arquitetônicos permite a criação sempre inimaginável de inúmeros exemplos dessa arquitetura voltada para a base produtiva das grandes nações. 

A arquitetura não deve ser vista como inibidora, mas sim como produtora de oportunidades de melhorar sempre.

Fonte: Fórum da Construção
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São Paulo tem construção entre as 18 mais sustentáveis do mundo

A cidade de São Paulo possui um dos dois empreendimentos escolhidos como um dos 18 projetos mais sustentáveis do mundo pelo Climate Positive Development Program, iniciativa da Fundação Clinton e do U.S Green Building Council. O Parque da Cidade, mega complexo com prédios residenciais, comerciais, shopping e hotel, em construção no Brooklin, zona sul, foi considerado referência internacional de desenvolvimento urbano e redução da emissão de CO2. O catarinense Pedra Branca Cidade Sustentável, da cidade de Palhoça, também faz parte da lista.

O Parque da Cidade, da Odebrecht, tem custo estimado em R$ 4 bilhões e deve economizar R$ 500 mil na sua fase de obras por conta de iniciativas sustentáveis, segundo a construtora. Construído em uma área de 82 mil metros quadrados, ele terá cinco torres corporativas, uma torre de salas comerciais, duas torres residenciais, um shopping center e um hotel. O empreendimento terá 22 mil metros quadrados de área verde, aberta 24 horas para o público. O complexo deve ficar pronto em 2019 e terá a circulação de aproximadamente 65 mil pessoas por dia.

O "canteiro de obras sustentável" do Parque da Cidade inclui um sistema de captação de energia solar, uso de lâmpadas LED e ar condicionado com sistema para economia de energia elétrica. Além disso, é feita a captação de água da chuva, que passa por um tratamento brando e é utilizada nos banheiros. Os sanitários têm um sistema de esgoto a vácuo, que promove economia de água. Durante os seis anos de construção do empreendimento, devem ser poupados 27.600 m³ de água e 20% de energia elétrica.

"O fato de dispormos de um grande terreno e bastante tempo de construção nos permitiu transformar o canteiro em um laboratório, experimentando conceitos sustentáveis a serem aplicados quando o empreendimento estiver pronto", explica o diretor de engenharia e construção da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Eduardo Frare, responsável pelo projeto.

Ele afirma que o "canteiro sustentável" também tem o papel de educar as pessoas em relação a práticas que visam a economia de água e energia, além da destinação adequada de resíduos. "Temos um sistema de coleta de resíduos disponibilizado para a comunidade do entorno, onde as pessoas podem trazer seu lixo para fazermos a destinação correta, seja de óleo de cozinha, baterias, computadores, lixo orgânico." Em três meses, foram coletados 1,8 tonelada de resíduos.

No canteiro de obras, foi montada uma usina de concreto própria, com o objetivo de diminuir a circulação de caminhões pela cidade. A previsão é de que, durante os seis anos, sejam rodados 200 mil quilômetros a menos.

A iniciativa, no entanto, tem impacto na mão de obra. Com a adoção dessas medidas, o número de funcionários é reduzido de mais ou menos 4 mil para 2 mil. Para Frare, menos pessoas circulando no canteiros significa mais segurança. "Se obras já são incômodas para quem mora perto, imagine para quem está trabalhando lá, todo dia. Fora os transtornos causados por uma equipe grande em uma obra num espaço urbano - são 4 mil funcionários vindo de carro ou ônibus."

Os trabalhadores têm disponível um totem informativo, com dados sobre o consumo de água, energia e emissão de CO2 da obra. O dashboard também tem conexão com sites de órgãos como CPTM e SPTrans e traz informações sobre linhas de ônibus, metrô, trem, voos, horários de trânsito etc.

Medidas devem ser avaliadas

A engenheira civil Cilene Garcia, do grupo Eesc Sustentável da Escola de Engenharia da USP de São Carlos, focado em construções sustentáveis e áreas verdes, afirma que canteiros desse tipo são, de fato, uma tendência, mas nem todas as iniciativas de sustentabilidade são simples de serem adaptadas e requerem uma avaliação.

"O reuso de água, por exemplo, envolve questões normativas complicadas, porque aquela água captada pela chuva só pode ser usada para alguns fins, em que não haja o risco de uma pessoa consumi-la", explica Cilene. Ela acrescenta que nem sempre essa medida é rentável porque implica no custo adicional de bombeamento da água, que gasta energia, e no uso de tubulações diferentes e separadas. "Se a obra não vai durar bastante tempo, não se justifica fazer isso, porque o gasto não vai ser diluído."

Em relação à usina de concreto própria, a engenheira diz que essa é uma prática comum em obras grandes, em que há bastante espaço. "Até porque a empresa economiza gastos com gasolina e evita que os caminhões fiquem parados no trânsito." Sobre os painéis de energia solar, Cilene afirma que a captação é muito baixa e supre apenas a iluminação, que não chega a 1% dos gastos do canteiro. "O interessante é captar energia suficiente para usar com os equipamentos, que demandam alta potência e proveriam uma economia maior, mas seriam necessários mais painéis e, logo, mais espaço."

As iniciativas sustentáveis em um canteiro de obras podem ser, no entanto, variadas. Cilene conta, por exemplo, que nas obras do grupo da Escola de Engenharia, têm sido utilizadas telhas recicladas para o fechamento da construção, em vez de chapas compensadas (tapumes de madeira comumente usados para cercar obras). "Apesar da telha ser mais cara, ela dura mais tempo e pode ser usada outras vezes, enquanto a chapa é jogada fora e vira resíduo."

Fonte: O Estado de São Paulo

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Casa-museu idealizada por curador suíço atrai milhares de visitantes no Brasil

Na capital paulista, Obrist, que atualmente é curador da Serpentine Gallery de Londres e foi eleito em 2010 o nome mais poderoso do mundo das artes pela publicação especializada inglesa “Art Review”, escolheu uma construção que é considerada um ícone entre amantes e profissionais das artes e da arquitetura: a Casa de Vidro, projetada em 1950 pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi, que ali viveu e trabalhou por quase toda sua vida. A exposição foi organizada em parceria com o Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, e o retorno do público brasileiro foi animador.

Complementação artística concebida por Obrist para a Casa de Vidro, a exposição “O Interior está no Exterior” foi encerrada em 30 de maio após oito meses de uma exibição que atraiu, segundo seus organizadores, cerca de cinco mil visitantes. A casa-museu paulistana, construída de forma a interagir com a Mata Atlântica que a rodeia, abrigou uma exposição que foi montada progressivamente, com a inclusão gradual das obras de 34 artistas internacionais e brasileiros. Segundo o curador suíço, “todos, de alguma forma, ligados ao universo criativo de Lina Bo Bardi”. 

Na primeira parte da exposição, batizada como “Prelúdio”, a Casa de Vidro recebeu obras dos artistas Gilbert & George, Douglas Gordon, Kazuyo Sejima, Alexander Calder, Cildo Meirelles, Waltercio Caldas, Paulo Mendes da Rocha e Cinthia Marcelle, entre outros. Ao longo dos meses, foram acrescentadas obras dos artistas Norman Foster, Pablo León de la Barra, Koo-Jeong-a, Olafur Eliasson, Dominique Gonzales-Foerster, Ernesto Neto e Renata Lucas, entre outros.

Uma parte da exposição foi montada no SESC Pompéia, edifício projetado por Lina Bo Bardi, assim como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), considerado a sua maior obra. O SESC Pompéia recebeu obras e instalações de Dan Graham, Adrian Villar Rojas, Pedro Barateiro, Ernesto Neto e José Celso Martinez Corrêa. 

A presença dos artistas que visitaram a Casa de Vidro nesses oito meses foi uma atração à parte no projeto imaginado por Obrist. Os visitantes que mais chamaram a atenção da imprensa brasileira foram o italiano Gilbert Proesch e o inglês George Passmore, mais conhecidos como a dupla Gilbert & George, que fez enorme sucesso no Brasil há 32 anos, durante a 16ª Bienal de São Paulo, com suas performances e esculturas vivas. 

Em entrevista ao site Blouin Artinfo, especializado em arte, Obrist explica o conceito de seu trabalho: “Em primeiro lugar, quando uma exposição acontece em um espaço doméstico, a escala é muito diferente e produz trabalhos muito mais íntimos. Não é que os artistas trazem trabalhos para decorar a casa, mas eles trabalham no contexto que acreditam ser necessário. Muitos desses trabalhos são intervenções contextuais. Eles acrescentam uma outra camada”, diz.

Arte na cozinha

Hans Ulrich Obrist começou a ganhar fama há pouco mais de 20 anos, graças a uma exposição que montou na cozinha de sua casa em Zurique. Batizada como “Sopa do Mundo”, a original e então inédita exposição reunia obras dos artistas suíços Fischli & Weiss e do francês Christian Boltanski: “Interagir com as casas pode ser um exercício muito estimulante para o artista. É interessante para o artista poder mostrar sua obra em um contexto bem específico e pouco usual”, diz o curador suíço.

Ele se recorda do início da carreira: “De alguma forma, é preciso que haja experiências diferentes ou espaços diferentes. A experiência que eu tive no começo na cozinha não deve ser perdida. Todas as minhas experiências seguintes estão sempre se conectando com a primeira exposição de alguma forma”.

Arquitetura

Uma das metas da obra de Obrist é mesclar arte e arquitetura, como o curador suíço vem fazendo na Casa de Vidro em São Paulo: “Arte e arquitetura são dois mundos diferentes, embora muito conectados. A conexão sempre houve nessa casa, por motivos óbvios: era a casa de um diretor de museu, vinham artistas, escritores também, é fascinante que todas essas disciplinas tenham interagido aqui”. 

Lina Bo Bardi, na opinião do suíço, que a define como “a arquiteta dos artistas”, é a mais perfeita tradução da união entre os dois campos criativos: “Um exemplo disso é que na Casa de Vidro existem mais de dez mil itens colecionados por Lina, como quadros, desenhos, fotos, joias e móveis”, diz. 

O suíço ressalta o conceito de imaterialidade que permeia a obra de Lina Bo Bardi e tem grande influência tanto na arte quanto na arquitetura contemporânea: “A Casa de Vidro tem algo extremamente físico, mas que flerta com a imaterialidade, define a gravidade. Isso serve de inspiração atualmente para muitos arquitetos. A busca por tornar a arquitetura mais leve tem total sintonia com a indefinição dos espaços, com o dentro e fora que vemos na casa”, diz.

Fonte: Obra24horas
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26 agosto 2013

O tempo como aliado para a melhoria da produtividade pessoal

Uma das maiores reclamações da humanidade, sem dúvida alguma, é a falta de tempo para conciliar demandas pessoais e profissionais. A correria do dia a dia é fato consumado e ninguém mais questiona a falta de tempo para conversas, além de rápidos “bom dia” e “boa noite” nos corredores dos escritórios. As pessoas não estão se dando conta de que os anos estão passando e que o “modo automático” em que vivem não permite que utilizem as horas do dia para investir no que realmente lhes é importante.

Aprender a organizar sua vida e administrar o seu tempo é fator crucial para aumentar o nível de produtividade e melhorar a distribuição das horas do seu dia entre os diversos papéis exercidos.

A habilidade de gerir o próprio tempo nada mais é do que um hábito que deveria ser introduzido em nossas vidas ainda na infância, para ser mais facilmente assimilado. Estudos da neurociência afirmam que nossas principais conexões neurais são formadas até os sete anos de idade. Essas conexões são responsáveis pela maneira de interagirmos com o mundo externo, e essa interação ocorre a partir de ações e comportamentos que, quando repetidos por diversas vezes, tornam-se hábitos.

Com o despreparo das escolas e famílias no estímulo de técnicas de administração do tempo, precisamos buscar, já na fase adulta, medidas que permitam a adoção de novos hábitos, proporcionando o desenvolvimento de uma vida em equilíbrio.

O primeiro passo é a definição de uma de uma missão pessoal. Entender o “para quê” é importante desempenhar cada tarefa é fundamental para a realização de um propósito maior. Quando colocamos foco nos benefícios que serão obtidos após a conclusão de cada ação, conseguimos desenvolver a automotivação para nos manter firmes aos nossos objetivos.

O segundo passo é o levantamento de todos os papéis que exercemos. Entender que além de profissionais, somos pais, cônjuges, amigos, filhos e irmãos, nos mostra o quanto estamos sendo relapsos no desempenho de funções importantes para o nosso sentido de realização. No entanto, nenhuma dessas atribuições é tão relegada quanto a disposição em investir tempo em nós mesmos. Precisamos adotar em nosso cotidiano a filosofia do extremo autocuidado, que nada mais é do que a habilidade de se colocar em primeiro lugar na lista de prioridades e focar na criação de equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.

O terceiro passo para a melhoria da gestão do tempo é a adoção do hábito de planejamento anual, mensal, semanal e diário. Planejar facilita nosso comprometimento com o desenvolvimento de ações alinhadas aos nossos verdadeiros ideais e que, portanto, são prioridades em nossa vida. Dessa forma, evitamos a armadilha de assumir atribuições que proporcionarão pouco resultado para o alcance de nossos objetivos prioritários.

No que se refere ao planejamento, recomenda-se a utilização de critérios de categorização de cada uma das atividades em: importantes, urgentes e circunstanciais, conforme a metodologia “Tríade do Tempo” de Christian Barbosa. As atividades importantes são aquelas que possuem um prazo definido e são fundamentais para os resultados de curto médio e longo prazo.

As urgências, normalmente, são atividades importantes não realizadas com antecedência e por isso tornaram-se urgentes. As pessoas com dificuldade de administrar o seu tempo, normalmente, vivem em função de tarefas urgentes e por isso são grandes candidatas a entrar num processo de estafa mental. Circunstanciais são as atividades de pouca ou nenhuma importância, desperdiçadoras de tempo, e que decorrem da dificuldade em dizer não para eventos, tarefas e pessoas.

Mais importante do que utilizar ferramentas e diferentes metodologias de gestão de tempo é a conscientização de que mudanças são necessárias para melhor aproveitar cada momento que a vida proporciona. As pessoas precisam se dar conta de que trabalhar mais nem sempre significa trabalhar melhor, e que o equilíbrio entre nossos diferentes papéis é fator determinante para o sentido de realização pessoal.

Ana Paula Platt é mestre em Administração de Empresas, especialista em Gestão de Negócios e Coach de Carreira e Negócios em Florianópolis/SC

Fonte: Portal Administradores
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