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10 setembro 2013

Moda dos outlets chega ao mercado imobiliário

Segundo Rodrigo Resende, diretor de marketing da construtora MRV Engenharia, o termo se equipara a outras estratégias de venda - como megastores, showrooms e feirões - usadas para queimar unidades em estoque.

Na semana passada, a incorporadora e construtora Rossi promoveu um outlet on-line por meio de seu canal no YouTube. Os descontos ficaram em torno de 35%.

Segundo Marcelo Dadian, diretor de marketing nacional da Rossi, características nem sempre valorizadas por quem busca um imóvel são compensadas pelo preço mais baixo no outlet.

"Oferecemos unidades em andares mais baixos, com vista menos privilegiada ou menos vagas de garagem."

A MRV Engenharia também promoveu um outlet virtual no mês de agosto e, desde junho, usa o Facebook para negociar unidades. Segundo Rodrigo Resende, 35% das vendas da construtora são feitas pela internet.

Para Anthony Selman, diretor da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, os outlets virtuais não devem desbancar as "vendas físicas". "A internet é um canal adicional. A experiência de ir a um outlet é única."

A supervisora de habitação do Procon-SP, Renata Reis, diz ser essencial se inteirar do projeto ou visitar o imóvel antes de fechar o contrato.

"É preciso verificar as condições do local ou se o imóvel tem garantia para vícios estruturais, que é de cinco anos."

Fonte: Folha de São Paulo?
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28 agosto 2013

Crescem as vendas de materiais para construção pelo quarto mês consecutivo

Mesmo com as recentes notícias sobre a desaceleração da economia brasileira, o setor da construção civil continua demandando, em ritmo acelerado, as empresas de materiais para construção. Pelo quarto mês consecutivo, as vendas registraram crescimento real em comparação com igual período do ano passado.

Segundo dados revelados na última sexta-feira (23) pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o setor vendeu 3,7% mais do que no mesmo período de 2012 e, nos últimos 12 meses, houve crescimento de 2,4%. Para o setor de aço, os números também são animadores. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), as vendas de aços planos apresentaram alta de 11,2% em julho em comparação ao mês anterior, totalizando 366,8 mil toneladas contra 347,8 mil toneladas, respectivamente.

Ainda de acordo com o Sindisider, no acumulado de janeiro a julho deste ano, as vendas registraram um leve incremento de 0,3% contra o primeiro semestre de 2012, com volume total de 2,5 milhões de toneladas.

- O volume das vendas foi superior à previsão do Sindisider devido, dentre outros fatores, à presença de três dias úteis a mais em julho em relação ao calendário dos meses anteriores - explica o presidente do sindicato, Carlos Jorge Loureiro.

Fonte: Monitor Mercantil
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15 julho 2013

Sebrae realiza projeto voltado ao comércio varejista da construção civil

Os profissionais da construção civil de Presidente Prudente e região poderão conhecer um pouco mais do mercado com ao qual estão inseridos por meio do Projeto Comércio Varejista, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Direcionado para lojas de materiais de construção, tem como objetivo apresentar às empresas quais são as tendências desse mercado voltado aos clientes e o desenvolvimento do ambiente interno e externo, com foco em novos canais de distribuição.

A primeira etapa desse projeto será a palestra de sensibilização com o tema “Cenários e Tendências do Mercado para Materiais de Construção” que será realizada nessa terça-feira (16) de julho no escritório regional de Prudente.

Os presentes poderão aderir ao projeto que será dividido em duas etapas: a primeira com o 1º workshop de Visual Merchandising, previsto para ser realizado no dia 25 de julho, também no escritório.

Neste encontro serão abordados os seguintes temas: barreiras ao impulso de compra, tipos de lojas, técnicas de merchandising, conceito de aplicação promocional, como despertar a atenção do consumidor e material de ponto de venda (PDV).

Ainda inserido na primeira parte está a palestra de Visual Merchandising, que será realizada dia 8 de agosto, onde serão discutidos: roteiro para autodiagnóstico de visual merchandising, análise do tipo de loja, análise do sortimento, dicas de layout, dicas de mídia e promoção, sazonalidade e zona de influência.

Outra parte do projeto é outra palestra de Visual Merchandising no dia 15 de agosto que irá falar de check-list diário, plano de melhorias e debate para troca de experiências.

Já a segunda etapa do projeto consiste em consultorias individuais em marketing, finanças, recursos humanos e jurídica.

Todas as palestras e workshop são gratuitos e podem participar as empresas de varejo de materiais de construção que se inscreverem no programa.

Serviço

A palestra “Cenários e Tendências do Mercado para Materiais de Construção” tem entrada gratuita e será realizada dia 16 de julho, às 19h30, no escritório regional de Prudente, na Rua Major Felício Tarabay, nº 408, no Centro.

Os interessados em participar devem fazer a inscrição prévia pelo telefone (18) 3222-6891.

Fonte: iFronteira
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05 julho 2013

Mercado de capitais impulsiona financiamentos imobiliários

Bancado no Brasil por 65% dos recursos da poupança deixada nos bancos, os financiamentos imobiliários podem se tornar uma das melhores opções de investimento para o investidor pessoa física e para os fundos de pensão que cuidam do dinheiro de milhares de aposentados e pensionistas.

Em países como os EUA, o Japão e parte da Europa, aplicar em títulos imobiliários é uma das poucas alternativas de baixo risco para fazer o dinheiro render acima do que pagam os bancos.

Poupança cresce e financia expansão imobiliária

A dívida imobiliária (prestações, aluguéis etc.) é "empacotada", convertendo-se em uma aplicação financeira que rende juros conforme as prestações são pagas pelos mutuários e os aluguéis pelos locatários - a chamada securitização.

Riscos

O risco da transação é o de o mutuário não pagar a prestação ou o inquilino deixar o imóvel, como aconteceu no Shopping West Plaza (zona oeste da cidade de São Paulo), quando perdeu locatários para o vizinho Bourbon.

Vale lembrar que, no primeiro caso, há a garantia do imóvel financiado, que serve para cobrir eventuais perdas com inadimplência.

A diferença básica é que, com o dinheiro da poupança, a dívida pertence ao banco.

No caso da securitização, as dívidas pertencem ao conjunto de agentes do mercado de capitais: fundo de investimento, de pensão e aplicadores pessoa física.

Impulso

No Brasil, a aplicação em dívida ligada ao crédito imobiliário ganhou impulso após a queda dos juros no ano passado. Agora que as taxas de juros do governo voltaram a subir, diminuiu a diferença a favor dos títulos imobiliários.
"Mesmo com o aumento dos juros, não vejo desaquecimento do mercado de securitização, que se tornou uma fonte importante de financiamento para imóveis comerciais, prédios de escritório e shoppings", disse Onivaldo Scaldo, presidente da Cibrasec empresa securitizadora.

"A securitização cresce e tem o seu mercado cativo nos shoppings, prédios de escritórios, hotéis e hospitais", disse Osmar Roncolato, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip).

Vantagens

Além de pagar uma taxa melhor do que as demais aplicações de renda fixa, os papéis que ajudam a financiar imóveis dão ao investidor pessoa física isenção de Imposto de Renda.
Entre as opções, está a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), uma espécie de Certificado de Depósito Bancário (CDB) em que o banco capta dinheiro para financiar construção e compra de imóveis.

Outro papel disponível é o Certificado de Recebível Imobiliário (CRI), que representa uma fração do conjunto de prestações da casa própria ou de aluguéis que serão pagos.

Ambos os papéis podem ser comprados individualmente ou por meio de fundos de investimentos.

Essa é a melhor opção no caso do CRI, que custa a partir de R$ 300 mil.

Fonte: Folha de São Paulo
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02 julho 2013

Três mil vagas serão oferecidas em feira da construção civil no Rio de Janeiro

No próximo sábado (6), o Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Seconci-Rio) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) vão promover o 3º Mega Feirão do Emprego, com mais de três mil vagas oferecidas por 20 empresas da construção civil.

A feira é destinada a quem está concluindo cursos de nível operacional na área, trabalhadores ligados a outros setores do ramo e desempregados.

Segundo o presidente do Seconci-Rio, João Fernandes Martins, o evento é uma chance de as empresas buscarem mão de obra e trabalhadores, empregos:
  • A área demanda muitos profissionais, e as pessoas querem muito conseguir uma oportunidade. Então, é um ponto de encontro entre construtoras e candidatos.
João Fernandes, que também é presidente da Cofix Construções e Empreendimentos, diz que a procura por profissionais é tão grande que a empresa premia, com cerca de R$ 200, os funcionários que indicam colegas que venham a ser contratados.
Segundo a diretora da Personale Consultoria, Márcia Constantini, devido à falta de profissionais qualificados, o mercado vem se adaptando e melhorando as ofertas de trabalho, inclusive salariais.
  • Percebendo a escassez de mão de obra, as empresas aumentaram o pacote de remuneração, que é formado por salário e benefícios - afirma a consultora.
Já confirmaram presença no evento as seguintes empresas: Odbrecht, Tenda, Formas Aliança, Fator Towers, Brookfield, AGK Engenharia, Osborne Costa Construtora, Tangran Engenharia, Engepiso, GHS e Zart Engenharia, entre outras grandes do setor.
Saiba Mais

O 3º Mega Feirão do Emprego terá entrada gratuita e acontecerá no dia 6 de julho, no Campo de Santana, no Centro do Rio, das 9h às 16h. Os candidatos devem levar os documentos pessoais e a carteira de trabalho.

Além das empresas, vão participar do evento instituições de ensino, fornecedores do setor, entidades ligadas à área e órgãos públicos. Além de empregados, os interessados poderão sair da feira matriculados em cursos e atualizados sobre as novas tecnologias da construção.

Fonte: Câmara Brasileira da Indústria da Construção
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01 julho 2013

A vez e a hora do mercado empreendedor no Nordeste

Com o fortalecimento da economia e a atração de investimentos estrangeiros, o Brasil segue no ritmo de novos negócios e oportunidades. E um dos setores mais promissores é o mercado empreendedor (formado por pequenas, médias e até grandes empresas não reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários). Nos últimos anos, muitas companhias buscaram cultivar uma mentalidade estratégica e capacidade necessária para impulsionar o crescimento da receita e se aproximar de uma base de clientes mais ampla ao explorar novos mercados. Em troca, já começaram a colher resultados significativos com impactos positivos para o País.

Crescendo em ritmo mais acelerado que a média nacional e com o segundo maior PIB do País, a Região Nordeste tem grande potencial de crescimento e já ocupa um lugar de destaque na economia brasileira. Neste cenário, as oportunidades do mercado empreendedor têm crescido a passos rápidos, estimuladas pelas melhorias previstas como a construção da nova refinaria de petróleo e gás, realização da Copa do mundo (com o desenvolvimento dos setores alimentício, turismo, hotelaria, logística, transportes), aumento da taxa de crescimento regional acima da média nacional, fortalecimento da classe média, entre outros. Com isso, as empresas do mercado empreendedor têm se tornado parcela relevante da indústria regional, principalmente, no que se refere à geração de empregos e renda e ao desenvolvimento de novos serviços e negócios.

Podemos notar que o fortalecimento do mercado empreendedor trouxe também uma mudança de perfil das empresas, principalmente, as de origem familiar que estão buscando se desenvolver em um ambiente de negócios competitivo. Nesse movimento de reconfiguração, muitas começaram a perceber que esse é o cenário para que possam crescer rapidamente e ganhar espaço mesmo em regiões distantes ou pouco visadas. Apesar de fazerem parte de um mercado não regulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), elas estão buscando profissionalização e competitividade, bem como se adequar às normas fiscais, contábeis e trabalhistas para que possam atuar dentro da legalidade. Ainda fazem parte desse processo a construção de uma estrutura de governança corporativa, priorizando um plano de sucessão e profissionalização da empresa, abrangendo a implantação de sistemas, processos, controles internos e desenvolvimento de talentos e habilidades.

Do outro lado, o governo oferece algumas formas de deslanchar o acesso dessas empresas às formas de captação de novos recursos para projetos futuros visando estimular a entrada no mercado. Duas fontes de financiamento criadas especificamente para este setor são oferecidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelo Bovespa Mais (segmento da Bolsa de Valores brasileira dedicado às empresas de menor porte). Tudo isso faz parte de um movimento de fundos de investimentos, bancos, associações de classes, governo e CVM na busca tornar mais viável e prático o acesso dessas empresas ao mercado de capitais.

Em comparação com os outros países, o Brasil ainda tem uma grande fatia de crescimento voltado para o mercado empreendedor. Acreditamos sim que esse é o momento para que as empresas, principalmente, da Região Nordeste possam crescer e mostrar a sua importância e peso para a economia brasileira.

Fonte: Administradores
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26 junho 2013

Momento é favorável para a compra da casa própria, afirmam especialistas

É um bom momento para comprar a casa própria aproveitando os financiamentos com juros mais baixos. Além disso, segundo especialistas, os preços dos imóveis estão estáveis e, em alguns, bairros até menores. Para completar, construtoras e imobiliárias oferecem vantagens para fechamento de bom negócio.

Assim como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil baixaram os juros do financiamento habitacional, o setor privado também mexeu nas taxas e reduziu os valores cobrados. No Santander, por exemplo, ela pode chegar a 8,8% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de pagamento foi alterado, de 30 para 35 anos.

“A queda da taxa de juros é importante para o mercado imobiliário, pois oferece melhores condições para a compra da casa própria. Com o financiamento mais acessível e o crescimento da economia, a demanda do mercado imobiliário continuará aquecida. É uma redução significativa e que aponta tendência, já seguida por outros bancos”, diz Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel e vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ).

Segundo o diretor de Negócios Imobiliários do Santander, José Roberto Machado, quanto mais relacionamento com a instituição, melhores condições o correntista terá de conseguir taxa menor. O cliente conta com toda a assessoria especializada durante o financiamento.

“As condições são favoráveis. O déficit habitacional é grande. O alongamento de prazos, queda da taxa de juros e aumento da renda da população vão manter a procura”, acredita Machado.

Medidas são consideradas positivas por construtoras

Os construtores apoiam as medidas adotadas para reduzir ainda mais as taxas de juros dos financiamentos da compra da casa própria. “A iniciativa é positiva. Apesar de o nosso sistema financeiro ser bastante rígido quanto à liberação deste tipo de crédito, o aumento da escala de empréstimos é que será no futuro o grande resultado dos bancos”, diz Carlos Eduardo Penna, diretor da Efer.

Para o diretor do Grupo CPS Bruno Vaz, a competitividade entre os bancos é sempre vantajosa para todos os envolvidos no negócio. Hoje as empresas conseguem atingir um nicho de mercado maior em função das facilidades na concessão de credito.

“Havia clientes que com o prazo de 30 anos não conseguiam financiar um imóvel e, hoje, com a ampliação para 35 anos, este mesmo cliente já se adequa ao perfil deste imóvel”, lembra Vaz.

Bom relacionamento com o banco também define taxas

Os bancos passaram a levar em consideração ainda mais o relacionamento que o cliente mantém com a instituição financeira. A estratégia está presente no Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Os clientes que optam por ter conta salário com o banco, por exemplo, também são beneficiados com melhores condições.

A parceria da Brasil Brokers com o HSBC garante ainda mais vantagens para quem vai comprar um imóvel ofertado pelas 26 imobiliárias do grupo espalhadas pelo País. Segundo o diretor da empresa Josué Madeira, os juros são ainda mais competitivos e os prazos para assinatura do contrato menores.

“Os nossos clientes contam com uma estrutura exclusiva para a concessão do financiamento imobiliário. O contrato poderá ser assinado no local que o cliente preferir evitando a ida em uma das agências do banco”, explica Josué Madeira.

Confira as condições de financiamento

A Caixa Econômica Federal oferece juros de 7,8% a 8,85% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O percentual varia de acordo com o relacionamento que o correntista possui com a instituição. As taxas valem para imóveis de até R$ 500 mil. O prazo de pagamento chega a 35 anos.

o Banco do Brasil, os percentuais variam de 7,9% a 8,9% ao ano mais TR, além do relacionamento que o correntista tem com o banco. O prazo de pagamento máximo é de 30 anos, conforme o percentual de financiamento, que pode chegar a 80% do valor do imóvel.

O Bradesco trabalha com juros entre 8,9% e 10,5% ao ano mais TR, conforme o valor do imóvel no SFH, ou seja, avaliados em até R$500 mil.

Fonte: Marketing e Publicidade Imobiliária
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Importação de material de construção cresce

No ano de 2012, houve crescimento de 4,2% em dólares das importações brasileiras em materiais de construção, somando US$ 4,8 bilhões. Já as exportações cresceram 3,9%, para US$ 3,6 bilhões. Os dados são do estudo Importações e Competitividade na Indústria Brasileira de Materiais de Construção, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais para Construção Civil (Abramat) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na avaliação da Abramat, mesmo com o aumento das importações, houve uma desaceleração se comparado ao desempenho de 2011, quando as compras de materiais estrangeiros cresceram acima de 16%. A participação das importações na oferta total de materiais de construção chegou a 13% no ano passado. No segmento de materiais elétricos, as importações respondem por 56% da oferta local, enquanto no de vidros e produtos relacionados ultrapassou os 40% em 2012.

O estudo mostra que a importância dos países de origem de materiais modificou-se nos últimos anos. Com relação à China, em 2009 o país deteve 18,4% das operações, sendo que em 2012 essa parcela chegou a 26,7%. A mesma alta não foi observada em países mais desenvolvidos como Estados Unidos, Alemanha e França, que reduziram sua participação em detrimento de outras nações emergentes, como Turquia e Coreia do Sul.

O estudo também mostra que as medidas de proteção comercial adotadas pelo governo federal unidas à alta do câmbio já surtiram efeito. O setor de vidros e produtos relacionados ilustra bem isso. Enquanto em 2012 as importações recuaram 14%, o ano anterior apresentou crescimento de quase 45%. O mesmo mote de comparação pode ser visto nas compras externas do setor elétrico, que em 2012 teve alta apenas 1,2%, enquanto em 2011 a elevação beirou 20%. Já no setor cerâmico as taxas de expansão das importações foram de 63% em 2011 e -1,7% em 2012.

Dentro da balança comercial de exportações, a importância relativa de vários mercados de destino demonstrou uma menor alteração. As vendas externas brasileiras de materiais para construção estão fortemente concentradas no continente americano, sendo os Estados Unidos responsáveis por 24% das operações. Na sequência, a Holanda responde por um total de 15,9%, Argentina, por 9,5%, enquanto a China detém uma taxa inferior a 0,5%.

Déficit na balança e alta do dólar

O ano de 2012 registrou um déficit do comércio exterior de materiais de construção na ordem de US$ 1,2 bilhão, valor que indica uma alta de 5,3% frente a 2011. Essa piora aconteceu apesar da alta do dólar. Descontada a inflação interna e externa, a taxa de câmbio obteve elevação de quase 9% entre dezembro de 2011 a dezembro de 2012.

Mesmo com a elevação do dólar e o aumento do Imposto de Importação para alguns materiais, no primeiro quadrimestre de 2013 o déficit setorial se ampliou ainda mais (14,5%) na comparação com igual período do ano passado.

Produtividade

Devido ao baixo crescimento e o acirramento da competição externa, a indústria de materiais de construção no Brasil enfrenta dificuldades para elevar sua produtividade, segundo a Abramat. No período que compreende 2009 a 2012, a alta desse indicador foi de, em média, 0,1%, enquanto em 2012 houve queda de 2,7%. Nos segmentos produtores de máquinas e equipamentos para a construção, por exemplo, a diminuição foi superior à marca dos 25%.

Na avaliação da entidade, a análise entre os dados de produtividade e participação das importações na oferta total sugerem que o nível de competição externa se tornou excessivo e não tem contribuído para a busca sustentada de competitividade por parte da indústria de materiais.

Fonte: Agência Estado
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25 junho 2013

Condomínios para idosos estão na mira de construtoras

O crescimento da população acima de 65 anos no Brasil, que passou de 5,9% no ano 2000 para 7,4% em 2010, segundo o IBGE, parece estar abrindo os olhos de construtoras para as necessidades dos idosos em termos de moradia. Já é possível perceber uma movimentação maior na elaboração de projetos e no lançamento de empreendimentos voltados para o público da terceira idade no País.

Um dos exemplos é o programa Projetando com Consciência Gerontológica, desenvolvido pela construtora Tecnisa. Trata-se de um estudo feito por uma equipe multidisciplinar, que inclui fisioterapeutas, arquitetos e geriatras, para levantar as necessidades e desejos que teriam os moradores com mais de 60 anos.

A partir deste levantamento, a companhia elaborou um conjunto de práticas que está sendo implantado em projetos da construtora, como em dois edifícios na cidade de Santos/SP e um condomínio em Barueri/SP. Antes, os idosos não eram nosso foco. Sempre nos preocupávamos em projetar playgrounds legais, por exemplo, mas não havia nada específico para as pessoas da terceira idade. Agora, incluímos estas pessoas, que se tornaram um nicho de mercado para nós, diz Patricia Valadares, diretora de projetos da Tecnisa.

Entre os conceitos identificados como necessidade deste público estão itens como piscina com escada de alvenaria e corrimão, pisos antiderrapantes e sem brilho, para não ofuscar a visão, além de bancos com cantos arredondados nas áreas comuns, para não correr o risco de lesões em um eventual esbarrão. Nos apartamentos, há também bacia especial nos banheiros, barras de apoio e banco basculante dentro do box. A fechadura também pode ser invertida, para facilitar a abertura com as chaves, e as tomadas ficam a uma altura maior, para que o idoso não precise se abaixar para ligar eletrodomésticos.

De olho neste mercado crescente, a Construtora e Incorporadora Laguna lança em 2014 o primeiro edifício projetado nestes moldes. O residencial Soul Batel Soho, localizado na região central de Curitiba/PR, conta com portas de vão livre maior, para comportar a circulação de cadeiras de rodas e andadores, e áreas comuns dotadas de plataformas elevatórias de acesso, barras de apoio, pisos antideslizantes e até uma academia para atividades de reabilitação.

Pioneirismo

Enquanto prédios estão sendo concebidos com foco nas necessidades da terceira idade, empreendimentos como o Condomínio do Idoso, criado há dois anos em Maringá/PR), já é uma realidade. Projetado pelos alunos do curso de Arquitetura da Universidade Estadual de Maringá (UEM) a pedido da prefeitura local, o condomínio fechado conta com 40 casas térreas de 47m², com sala, quarto, cozinha, banheiro e uma pequena varanda. Todos os cômodos são adaptados para acessibilidade, sem desnível, com piso antiderrapante e maior iluminação natural.

Pensando também na sociabilização destes idosos, foi criado um espaço de convivência, com hortas comunitárias e uma academia de ginástica.?

As instalações são adequadas às pessoas com dificuldades de locomoção, com áreas compatíveis para circulação de cadeiras de rodas e barras especiais para auxiliar também quem usa bengala, explica Renato Leão Rego, professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEM e coordenador do projeto. Ele diz, ainda, que uma segunda etapa do condomínio prevê a construção de um edifício de apartamentos com estrutura social e de lazer, inclusive com ambulatório médico.

Outro projeto pioneiro voltado para os idosos é o Residencial Santa Catarina, em São Paulo. Criado no ano 2000, o local é uma espécie de flat que oferece moradia, infraestrutura de serviços domésticos, atendimento à saúde e atividades de lazer.

Atualmente, 103 moradores todos com mais de 60 anos vivem em apartamentos de 38 ou 42m², com sala, quarto, cozinha e banheiro, todos projetados para dar conforto e acessibilidade. Além de portas maiores, os banheiros também têm barras de apoio e bancos para banho. Para dar mais segurança, especialmente aos que moram sozinhos, todos os ambientes possuem botão de emergência, que podem ser acionados em qualquer eventualidade.

Atenta às necessidades deste mercado, Márcia Cristina Bonilha, supervisora do Residencial Santa Catarina, confirma o crescimento na procura por este modelo de condomínio. Dos 118 apartamentos do residencial somente 15 não estão ocupados por moradores fixos, mas recebem eventualmente locatários temporários. A demanda aumenta a cada ano. O idoso está vivendo mais e procurando por este tipo de serviço, conclui.

Fonte: Obra24horas
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20 junho 2013

6 regras que as pessoas de sucesso não quebram

Alguns aspectos são comuns às pessoas bem sucedidas, dizem os especialistas. Seja qual área de trabalho for, é possível encontrar certo padrão de atitude que impulsiona a escalada na carreira profissional.

“Encontro características comuns às pessoas que tem maior sucesso”, diz Eliane Figueiredo, diretora – presidente da consultoria Projeto RH. Ou seja, conforme escreveu a blogueira Penelope Trunk, há, sim, algumas regras que profissionais que chegaram ao topo não quebram. Confira quais são elas, na opinião de duas especialistas:

1) Ação permeada pelo entusiasmo

“São pessoas que têm entusiasmo pelo que fazem”, diz Sueli Volpiano, consultora em desenvolvimento profissional e coach. Ela relaciona o entusiasmo e prazer pela ação ao alinhamento da atividade à missão que a pessoa entende ter no mundo. 

“O entusiasmo vem quando a pessoa sente que o que ela faz está alinhado ao que ela é e ao propósito da sua vida”, diz Sueli. Sem entusiasmo não há superação, destaca Eliane. “A pessoa faz por fazer e não vai sair daquilo, fica na mesmice”, diz.

Mas, estar em um emprego ainda distante dos seus sonhos não precisa ser uma razão para perder o entusiasmo, segundo Sueli. Ela ressalta que muitas vezes o trabalho atual pode ser distante missão que a pessoa entende ter na vida, mas se for encarado como uma etapa de um plano maior, a motivação não diminui. “Isso acontece quando a pessoa entende importância daquela etapa”, diz.

2) Não ter medo de errar

O medo paralisa o risco é não sair do lugar. “Um dos aspectos marcantes é que são profissionais que não têm medo de errar”, diz Eliane Figueiredo. Segundo ela, são pessoas que têm objetivos e se lançam em ações sabendo do risco de dar errado. “E se as coisas dão errado, lançam alternativas, e a gente sabe que muitas boas ideias surgem a partir de erros”, diz.

3) Comprometer-se com o resultado

O prazer está no processo, na ação para o resultado. Mas as pessoas bem sucedidas não perdem de vista a meta. O comprometimento com ela é visível, segundo os especialistas. “São pessoas que não prometem o que não podem cumprir”, diz Eliane.

Encarar obstáculos e não se deixar vencer por dificuldades é uma das características de quem mantem o compromisso com o resultado, lembra a especialista. “São pessoas que vão atrás, não se abatem e resolvem os problemas”, explica Eliane.

4) Ter em vista o objetivo de carreira

Uma das regras do sucesso profissional é saber aonde se quer chegar. O prazer está no caminho, mas ele leva a um destino e defini-lo, ainda que deixando espaço para eventuais ajustes na rota, é um ponto importante para saber qual trilha seguir. “É desfrutar do caminho, mantendo em vista aonde quero chegar”, explica Sueli.

5) Investir na comunicação e no poder de influência

“A habilidade de comunicação é um aspecto fundamental nas pessoas de sucesso”, diz Sueli. Um bom comunicador também sabe ouvir e tendo em vista o seu destino sabe que no meio do caminho existem pessoas, destaca a especialista.

“A gente não trabalha sozinho”, diz Eliane. Daí a importância em construir um bom relacionamento com os pares. “Quando se constrói alianças é possível influenciar as pessoas”, diz Eliane lembrando que pessoas de sucesso são inspiradoras. “Elas motivam outras pessoas a comprar suas ideias e a ir junto com elas”, diz a diretora presidente da Projeto RH.

Sueli também lembra que dentro desta habilidade na comunicação há também a capacidade de ser flexível para se adaptar ao contexto. “São profissionais que percebem os sinais do meio e das pessoas e promovem ajustes”, diz. 

6) Não se esquecer da vida pessoal

O sucesso é genuíno quando ele não tem como custo a anulação da sua vida pessoal. “ Em executivos de nível sênior ter deixado a vida pessoal de lado é motivo de grande arrependimento e até depressão”, diz Eliane.

Por isso, o equilíbrio é deve ser a regra de ouro e as duas especialistas recomendam a inclusão de um tempo de descanso na agenda. 
“Reservar um momento para si é bom para fazer uma avaliação da trajetória. Quando a pessoa está mergulhada no processo pode perder elementos importantes até relacionados aos seus objetivos finais”, diz Sueli.

Fonte: Exame
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18 junho 2013

Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?

Esse título inicialmente parece uma frase de autoajuda, mas é algo que tenho discutido muito, ultimamente, em sala de aula, com colegas e amigos próximos. Nestas andanças de trabalho de consultorias pela iSetor e de palestras e reuniões pela Abraps tenho me deparado muito com esta pergunta. Encontro dezenas de profissionais que estão cansados de fazer o mesmo, do jeito que faziam há pelo menos três décadas.

É sempre a mesma história: da casa para o trabalho e do trabalho para casa, buscando sempre mais dinheiro para alcançar o valor financeiro e, assim, ter status. Ou seja, é a constante busca pelo consumo de produtos e serviços que, na verdade, não são essencialmente necessários para o dia a dia. E vira uma espécie de círculo vicioso, com os dias passando e as pessoas buscando, cada vez mais, dinheiro e consumindo mais tempo de suas vidas para isso. 

Existem alguns movimentos de pessoas que já deixaram de lado o consumo excessivo e vivem uma vida mais simples e com mais experiências. Um artigo bastante interessante publicado pelo New York Times mostra que algumas pessoas estão em busca de um novo estilo de vida para o antigamente cobiçado “american way of life”. E, constantemente, vejo outros artigos que abordam justamente o mesmo tema, aqui no Brasil. 

Dessa forma, há uma propulsão para um movimento tímido, que ainda não arrebatou uma multidão. Diria que seus seguidores são uma minoria resistente que vive quase num mundo paralelo para a massa da população televisiva e consumista. 

Recentemente, em um trabalho pela minha empresa, juntamente com o meu sócio, fizemos a facilitação para o planejamento estratégico organizacional de um grupo de pessoas que trabalham para uma O.S. (entidade privada, sem fins lucrativos) de música numa capital no nordeste brasileiro. 

Durante o trabalho, perguntamos o que os funcionários e gestores gostavam de fazer no seu horário de lazer, e por incrível (para não dizer óbvio) as frases mais frequentes foram “ouvir e tocar música”, além de “estar com pessoas (amigos e família)” e “ensinar”. Este grupo era formado mais ou menos por 50 pessoas das mais diferentes áreas, músicos, administradores, educadores, montadores, produtores, técnicos, serviços gerais etc. 

Nesta organização, o principal foco é a busca da mudança na vida de jovens e crianças por meio da atividade e aprendizagem coletiva da música para o seu desenvolvimento pleno. O resultado paralelo, além da transformação social, é de músicos maravilhosos em algumas orquestras dentro deste estado federativo do nosso país. E tudo isso financiado pelo Estado!

Na facilitação, enquanto contavam do seu trabalho ou do que achariam que poderiam melhorar nos projetos e na organização, seus olhos brilhavam e uma energia positiva vibrava no ar. Meio místico, porém incontestável. Todos realmente estavam antenados e concentrados no exercício que fazíamos, pois buscávamos melhorar a organização e o seu dia a dia. Sempre focando o público e a missão da O.S.

Parece meio romântico, porém estas pessoas estavam fazendo o que realmente gostam e acreditam. Ao longo da sessão muitos frutos e transformações foram citadas, como o aluno que virou instrutor ou algum jovem músico que foi fazer carreira internacional, pois descobriram uma aptidão e uma paixão.

Viver para trabalhar é uma escolha que temos que fazer, sem ser influenciados por fatores externos, pressões sociais e status. Envolver-se em algum projeto social, ambiental, fazer um voluntariado ou algo assim pode ser uma forma de escapar da sua realidade, se você não pode se dar ao luxo e viver somente naquele trabalho que realmente você almeja.

Outra forma é planejar uma carreira focada nestes temas ou já direcioná-la para tal. E quem sabe não fazer alguns trabalhos voluntários ao longo da carreira e depois, quando aposentar, ficar full-time. Ou ainda elaborar um projeto social ou ambiental podendo se transformar num empreendedor social. Ou então fazer um negócio social.

O importante de todas estas conversas e discussões destas semanas é que precisamos continuar refletindo, ampliando as nossas percepções e pesquisando, para que no momento certo (que dependerá de cada um) tenhamos a atitude para ter uma vida mais leve, sem o peso de viver para trabalhar. 

Marcus Nakagawa – é sócio-diretor da iSetor, professor da ESPM e diretor-presidente da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade.

Fonte: Administradores
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17 junho 2013

Franquia investe em cursos de capacitação para a construção civil

Uma rede de franquias de São Paulo encontrou no déficit de mão de obra qualificada no país a oportunidade para investir e lucrar. A empresa investiu em cursos profissionalizantes para a construção civil e hoje já tem 60 franqueadas em todo o país.

O negócio foi criado pela empresária Rebeca Pinto, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

“Nós temos uma empresa na área de reparos e reformas, que atende todo o Brasil, e num determinado mês nós sentimos muito com a falta de mão de obra, então nós decidimos abrir um instituto para formar pessoas em todo o Brasil na área da construção civil”, conta Rebeca.

O setor cresce em ritmo acelerado no país. A expansão imobiliária e Copa de 2014 geram novas oportunidades. De acordo com o último levantamento do IBGE, feito em 2010, o segmento movimentou cerca de R$ 260 bilhões. Hoje, já são 100 mil empresas formais no Brasil que empregam quase 3 milhões e meio de trabalhadores com carteira assinada

A rede de franquias da empresária começou em dezembro de 2011 com uma escola piloto.

Para se tornar um franqueado não é preciso ter experiência no ramo. O custo inicial é de R$ 110 mil, mais a taxa de franquia de R$ 75 mil para cidades com mais de 100 mil habitantes. Cidades que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes a taxa de franquia é menor, R$ 35 mil.

Leandro Maluf é um dos franqueado da rede. Ele abriu a escola em novembro do ano passado no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. A franquia já tem 500 alunos matriculados e o faturamento da unidade chega a R$ 100 mil por mês.

“O mercado é carente, a construção civil está superaquecida e a gente oferece um curso diferencial de mercado, que vai formar um novo profissional da construção civil”, diz o franqueado.

A escola oferece 11 cursos profissionalizantes, entre eles mestre de obras, pedreiro, encanador, eletricista e pintor. Além de aulas teóricas, o treinamento inclui treinamento em um canteiro de obras montado dentro da escola.

“Depois que eu comecei a fazer o curso eu comecei a trabalhar numa empresa exercendo a profissão por causa do certificado”, diz Paulo Rogério dos Santos.

A duração dos cursos varia entre 7 e 15 meses. O curso de pedreiro custa R$ 160 por mês. A mensalidade do curso para mestre de obras sai por R$ 250.

“O que eu aprendi é assentar um bloco, porque a minha área mesmo, minha área forte, é a pintura e trabalhar com gesso. Mas é bom a gente tentar evoluir mais um pouco para ganhar um pouco mais”, diz o aluno José Antônio Correa de Lima.

A franquia também dá o suporte necessário para o encaminhamento do aluno ao mercado de trabalho e mantém parcerias com construtoras na capital paulista.

Para o segundo semestre, a rede planeja dobrar os números e implantar novas unidades em todo país. A meta é chegar em dezembro com mais de 120 franquias.

Fonte: G1
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07 junho 2013

Procura por capacitação na construção civil cresce 20% ao ano em Itajaí e Balneário Camboriú

Rafaela Martins / Agencia RBS
O boom imobiliário trouxe várias situações para o mercado. No Litoral Norte, não foi diferente. As cidades da região vivem um grande momento, com as construtoras crescendo e as oportunidades de emprego aparecendo. Há quem reclame da falta de mão de obra e quem diga que o problema está superado.

O que não dá para negar é que muitos profissionais cresceram e mudaram de vida dentro dos canteiros de obras. As oportunidades de capacitação aumentaram, mas para algumas funções, ainda há dificuldade em achar gente especializada. Mesmo assim, dados do Senai apontam que a procura por cursos na área cresce, em média, 20% ao ano em Itajaí e Balneário Camboriú.

E as construtoras, como a FG Empreendimentos, onde o canteiro de obras virou, literalmente, uma sala de aula. Já a Embraed Empreendimentos, também de Balneário Camboriú, está abrindo um centro de produção para especializar a mão de obra. O melhor é que os profissionais já estão colhendo os frutos e agarrando as oportunidades. É o caso de Marcos Aurélio Carvalho, hoje encarregado do setor elétrico da FG.

— Eu entrei para trabalhar na manutenção elétrica das máquinas da empresa. Aos poucos, comecei a me envolver com a estrutura elétrica dos prédios. Então perceberam meu gosto e me mudaram de cargo e já tem sete anos que sou encarregado do setor — diz Marcos.

Desde então, não parou de estudar. Sempre com apoio da empresa. Já fez curso de eletricidade pelo Senai, está terminando o ensino médio (com aulas dentro da empresa) para poder começar o curso de Eletrotécnica. Aos 34 anos, traçou uma meta para o futuro.

— Até os 45 anos quero me formar como engenheiro elétrico — projeta.

Terceirizar cada vez menos

A falta de mão de obra especializada continua sendo um dos principais fatores no atraso de entrega dos empreendimentos. Para tentar suprir essa demanda, algumas empresas terceirizam serviços. Mas a Embraed Empreendimentos tem como objetivo concentrar todas as funções dentro da empresa. Por isso, vai inaugurar nos próximos meses um centro de produção próprio, em Camboriú. O espaço, de 14 mil m², oferecerá, entre outros cursos, aperfeiçoamentos de trabalhos em granito, mármore e pedras em geral.

— Agregaremos toda a parte de decoração das áreas comuns dos empreendimentos e dos próprios apartamentos. Pretendemos também, no futuro, estruturar nossa equipe de marcenaria para atuar em móveis sobre medida e outras ações do gênero — diz a diretora executiva da Embraed, Adriana Amorim.

Além disso, a empresa oferece também cursos de alfabetização junto com aperfeiçoamento de áreas como auxiliar, pedreiro e marceneiro. Adriana explica que a empresa conta muito com a ajuda também dos funcionários mais experientes.

— Hoje, contamos com uma série de especialistas de produção que estão conosco há muitos anos e que repassam seus conhecimentos aos novos funcionários, realizando treinamentos internos de forma constante — comenta.

Procura por cursos cresce 20% ao ano

Boa parte das construtoras da região faz parceria com o Senai na hora de qualificar a mão de obra. As unidades de Itajaí e Balneário Camboriú oferecem vários cursos nas respectivas unidades. Segundo o diretor do Senai na região, Geferson Luiz dos Santos, o aumento na procura pelas aulas na área de construção civil cresce pelo menos 20% ao ano.

— A campanha feita pelo Sinduscon (sindicato que representa as construtoras) pela capacitação vem surtindo muito efeito. As pessoas também estão entendendo que precisam se capacitar cada vez mais — explica Geferson.

O diretor do Senai disse também que apesar de a produção ter se estabilizado, a capacitação continua em alta. Especialmente porque as empresas começaram a demitir mais quem não têm qualificação.

— O aumento na procura pelos cursos está ligado também ao crescimento nas demissões. É quando o funcionário entende que precisa de algo a mais para continuar sendo competitivo.

E não são apenas os cursos específicos que o Senai oferece. Em parceria com as empresas e o Sinduscon, o órgão ministra treinamentos das Normas Regulamentadoras emitidas pelo governo, conhecidas como NRs. Recentemente, mais de 600 pessoas foram capacitadas na NR 35, que determina as normativas para se trabalhar em altura.

— Além disso, temos firmado outras parcerias para cursos como manutenção de elevadores, instalador de climatizadores de ar e de automação — conta.

Cursos oferecidos pelo Senai - Itajaí

— Mestre de obras
— Pedreiro de alvenaria
— Aprendizagem industrial de eletricista de manutenção
— Eletricista instalador industrial
— Eletricista instalador predial

Endereço:
Rua Henrique Vigarani, 163 — Barra do Rio
Telefone: 3341-2900

Cursos oferecidos pelo Senai - Balneário Camboriú

— Ajudante de pintor
— Aplicador de revestimento cerâmico
— Aprendizagem industrial de desenhista arquitetônico
— Assentador cerâmico
— Instalador hidráulico predial
— Instalador hidráulico predial básico
— Mestre de obras
— Pedreiro de alvenaria
— Pedreiro de alvenaria básico
— Pintor de obras
— Técnico em edificações
— Eletricista instalador industrial

Endereço:
Rua Angelina, 555 — Bairro dos Municípios
Telefone: 3363-7735

Fonte: ClicRBS
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06 junho 2013

Como iniciar a estratégia de uma empresa?

Primeiramente, entendamos a diferença entre estratégia implícita e estratégia explícita. A primeira é inconsciente, incoerente e de difícil gestão ou controle, ao passo que a segunda representa um conjunto intencional de práticas no intuito de gerar negócios mais consistentes e rentáveis.

A Formulação só existe de forma sistemática na estratégia explícita, pois é a primeira etapa para um Planejamento Estratégico bem-sucedido. É o ponto de partida para evitar uma estratégia implícita. Para realizar a Formulação da Estratégia, a Organização deve contar com (1) um método para a análise interna e externa, (2) um método para a escolha da estratégia básica e do modelo de negócios e (3) um método para as decisões estratégicas mais importantes ao conjunto da Organização. Esses três passos, que serão um pouco mais detalhados a seguir, baseiam-se na proposta de M. Porter (1992). 
(c) Todos os direitos reservados à MITH. Proibida a reprodução.

1. Um método para a análise da Organização, do ambiente externo e da concorrência

Essa análise deve contar com métodos, ferramentas e critérios para a realização de uma pesquisa dos stakeholders, ou seja, da concorrência, dos clientes, dos fornecedores, dos sinais de mercado e das classificações de estratégias presentes no segmento de mercado. Além disso, deve incluir técnicas que permitam a previsão da evolução do ramo de atuação (isto é, do segmento de indústria, comércio ou serviço) e da evolução do comportamento dos concorrentes.

A análise interna deve contar com ferramentas e técnicas que permitam a avaliação dos pontos fortes e pontos fracos da Organização. Nesta análise, o perfil de ativos e a qualificação diante da concorrência são avaliados, quanto aos processos-chave da Organização (finanças, produção, marketing, vendas, pessoas etc.), devendo ser reservada especial atenção a itens de maior relevância aos clientes e à concorrência (como força da marca, tecnologia, distribuição, localização etc.). Os pontos fortes e pontos fracos representam potencialidades e limitações internas da Organização e dizem respeito aos valores pessoais dos implementadores, isto é, são determinados pelos perfis de pessoas, processos e recursos que a Organização possui.

A análise externa, por sua vez, deve observar as ameaças e oportunidades que o ambiente oferece, verificando quais as limitações e as potencialidades que este ambiente oferece e fornecendo elementos para que a empresa tome suas decisões estratégicas. Esta análise deve contar com ferramentas e técnicas que permitam à Organização não descolar das tendências e das expectativas da sociedade, em seus aspectos culturais, legais, econômicos, tecnológicos, demográficos, de meio-ambiente e concorrenciais.

A análise interna e a externa devem ser pontuais (ou seja, utilizadas para o momento em que o planejamento é formulado) e permanentes (ou seja, devem permitir que a Organização execute-as continuamente por si mesma). Se a Organização contratou uma consultoria para colaborar com a formulação da estratégia, é necessário que a consultoria se comporte de forma ética e comprometida, no sentido de fornecer à Organização os conceitos, os métodos e as ferramentas para que a própria Organização tenha condições de realizar autonomamente a revisão permanente dessas análises.

2. Um método para reconhecimento das estratégias possíveis e para a escolha da estratégia básica e do modelo de negócios

Esse método deve pesquisar e classificar as estratégias existentes, para que a Organização tenha um maior conhecimento de si e do seu mercado. Com base na análise interna e externa da Organização e no reconhecimento das estratégias possíveis, a Organização deve fazer uma escolha pela sua estratégia básica, como, por exemplo, "liderança de produtos", "liderança de custos" ou "liderança de relacionamento". Deve, também, definir o núcleo de seu modelo de negócios, que é uma declaração resumida sobre sua atuação (o que pretende produzir ou revender ou que serviços pretende prestar) e sobre como espera atingir seu público-alvo e gerar receitas.

O método deve contar com técnicas e ferramentas que apontem para a melhor estratégia básica e o melhor modelo de negócios a serem seguidos. Para isso, é essencial a identificação de fatores como o nível de concentração de mercado no seu segmento, o estado de maturidade deste segmento, a exposição do segmento à concorrência de outras cidades ou países, o contexto estratégico e as alternativas e erros estratégicos mais comuns.

3. Um método para as decisões estratégicas

Uma vez analisados os ambientes interno e externo e eleita a estratégia básica e o modelo de negócios, é preciso adotar decisões estratégias que alinhem esses elementos. Aqui, a Organização deve tomar decisões com base em fatores como: tipo de integração (vertical, para trás, para frente), política e métodos de expansão, entrada em novos negócios e introdução ou desativação de unidades de negócios, produtos ou linhas de produtos.

Veja que não se trata, ainda, do nível tático, já que aqui estamos falando de escolhas de âmbito macro, que atingem toda a Organização. Escolhas, portanto, estratégicas, no nível da empresa como um todo ou, no máximo, no nível de diretorias (marketing, vendas, finanças etc.). A tática, por sua vez, se ocupará em desenvolver projetos e iniciativas restritas (por divisão, por departamento, por equipe, por filial etc.) em busca dos objetivos traçados pelo nível estratégico.

A formulação é a primeira etapa para um Planejamento Estratégico bem-sucedido. É o ponto de partida para se evitar uma estratégia implícita, que é aquela estratégia inconsciente, incoerente e de difícil gestão ou controle. O Planejamento permite à Organização agir de forma mais intencional internamente e diante de um determinado mercado. Para realizar a formulação, a Organização deve contar com um método para a análise interna e externa, um método para a escolha da estratégia básica e do modelo de negócios e um método para as decisões estratégicas mais importantes ao conjunto da Organização.Neste artigo, tratamos do início do Planejamento Estratégico. Depois da Formulação, a Estratégia deverá ainda ser direcionada, gerenciada, alinhada, comunicada e revisada, com base em outras ferramentas e técnicas, como aquelas propostas pelo Balanced ScoreCard (BSC).

Fonte: Portal Administradores
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28 maio 2013

Construção civil sofre com falta de mão-de-obra em Pernambuco

Prédios em construção são vistos para todos os lados do Grande Recife. O mercado está tão aquecido que construtoras já começam a sofrer com a falta de mão-de-obra. Para driblar a escassez, muitos empresários estão trazendo profissionais do interior e assumem outros custos, além dos salários, como alojamento, alimentação e passagens para visitar a família. Quando a necessidade é de uma mão-de-obra mais qualificada, a solução é ir buscar na concorrência. 

Estima-se que apenas 17% dos operários que estão no mercado fizeram algum curso de formação. Para mudar esse panorama, o Instituto da Construção, uma escola especializada em construção civil abre turmas no Recife, com sete especialidades de cursos que duram sete meses e meio. A mensalidade custa de R$ 130 a R$ 240. O telefone para outras informações é o 3034-0731.


Fonte: TV Jornal 
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20 maio 2013

Mais caros, imóveis nos EUA ainda atraem brasileiros

Mesmo com a discreta retomada dos preços imobiliários nos EUA, a venda de imóveis para brasileiros em Nova York se mantém aquecida. Subiu 21% em 2012, segundo um levantamento da consultoria em pesquisa Hibou/Zapt, enquanto o restante do mercado cresceu apenas 3,4% na metrópole, no mesmo período.

A explicação para o interesse pode estar no mercado interno, com o alto custo e baixo retorno dos imóveis brasileiros, como e vê em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, cujos preços resistem a sinais de queda. Para a CEO da Hibou, Lígia Mello, o retorno financeiro do investimento na ilha de Manhattan, um dos metros quadrados mais valorizados do mundo, é um atrativo ao brasileiro. “O comprador vê na cidade a oportunidade de unir o uso do espaço com a rentabilidade de locação”, analisa.

Em janeiro deste ano, o preço do metro quadrado em condomínios de Manhattan subiu 13% em relação aos 12 meses anteriores, de US$ 12.322 para US$ 13.827, segundo Frederico Gouveia, consultor imobiliário da Corcoran em Nova York.

Após o estouro da bolha imobiliária em 2008, que derrubou os valores dos imóveis nos EUA, a perspectiva de bons lucros continua a atrair investidores estrangeiros, mesmo com a recente alta nos preços. “O mercado imobiliário americano segue aquecido para brasileiros porque há perspectivas de mais valorização enquanto que, no Brasil, os preços dos imóveis continuam em alta”, diz o diretor da imobiliária Elite Internacional Realty, Leo Ickowicz, que faz reuniões no Brasil para atrair compradores nos EUA.

Aliado ao mercado favorável, o maior poder aquisitivo do brasileiro também pode explicar a grande atração por imóveis em Nova York. “Há brasileiros que ganharam mais em 2012. Alcançaram altos cargos, envolveram-se em projetos de startups ou obtiveram rendimentos acima da média na bolsa de valores”, explica a executiva da Hibou.

Perfil do proprietário

Segundo a consultoria Hibou/Zapt, o tamanho do imóvel aspirado pelo brasileiro em Nova York mostra dois perfis de compradores, o solteiro e o de família: 63% escolhem apartamentos pequenos (até 40 metros quadrados) ou grandes (entre 110 e 140 metros quadrados).

Para Frederico Gouveia, consultor imobiliário da Corcoran em Nova York, há três perfis mais comuns de brasileiros que buscam imóveis em Nova York: com filhos adolescentes e planos que estudem na região; casais aposentados, com ou sem filhos, que queiram desfrutar da cidade; e executivos que viajam frequentemente a trabalho.

O brasileiro que comprou imóveis em Nova York em 2012, segundo a pesquisa da Hibou, tem entre 30 e 45 anos, é homem em sua maioria (70%) e predominantemente solteiro. “Entre os que estão na cidade a trabalho, grande parte são sócios de empresas de tecnologia, investidores da bolsa e executivos do mercado financeiro, multinacionais e agronegócios”, diz Lígia, da consultoria que fez o levantamento.

Retorno financeiro

Entre os que compram para investir em aluguel em Nova York, o retorno varia com o padrão do imóvel e custos fixos mensais, afirma Frederico, da Corcoran. “O rendimento médio da locação para um apartamento de um quarto em Manhattan é de US$ 3,5 mil. Apartamentos de duas suítes, bem localizados, podem render quase US$ 10 mil por mês”.

Já um apartamento de três dormitórios no Paramount Bay, em Miami, vendido a U$ 1, 35 milhão (R$ 2,652 milhões), tem valor de locação de U$ 5,8 mil (R$ 11,4 mil), segundo a imobiliária Chris Brooks. O retorno, portanto, é de 5,04% ao ano.

No Rio de Janeiro, um apartamento de três dormitórios no bairro do Leblon, por exemplo, vendido a R$ 2,5 milhões, é alugado pelo valor médio de R$ 8,5 mil, segundo pesquisa do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-RJ) em fevereiro deste ano. O rendimento, neste caso, é de 3,96% anuais.

Em Miami, onde a demanda de brasileiros por casas e apartamentos continua aquecida, é comum que brasileiros aluguem seus imóveis para temporada, como conta a brasileira Solange Santos, sócia-diretora da imobiliária Chris Brooks, especializada na venda a estrangeiros na Flórida e Nova York. “O aluguel de temporada pode render até US$ 3 mil por semana em Miami”, calcula.

Na cidade balneária da Flórida, destino preferido dos brasileiros, a recuperação imobiliária também é oportuna para quem comprou imóveis no ápice da crise, em 2010. “É um momento favorável para revender com bons lucros”, afirma Solange, que acredita, no entanto, que há muito espaço para valorização futura, diante das perdas acumuladas desde o estouro da bolha.

Quem comprou um imóvel novo em Miami em outubro de 2012, por exemplo, encontra hoje um lançamento vizinho, no mesmo padrão, vendido até 30% mais caro, exemplifica a profissional.

Apesar do aumento expressivo na venda de imóveis para brasileiros em Nova York no ano passado, os consultores imobiliários consultados pelo iG concordam que não há migração do comprador de Miami para Nova York. “As cidades têm propostas bem distintas, com preços bem mais baratos em Miami. Se há migração, ela ocorre apenas nos segmentos de alto e altíssimo padrão”, acredita Gouveia, da Corcoran.

“Um pequeno grupo de compradores possui imóveis nas duas cidades, mas eles não se desfazem de Miami para comprar em Nova York”, afirma Lígia, da Hibou.

O americado Jonathan Asbell, especialista no mercado imobiliário em ambas cidades, destaca que muitos estrangeiros compram imóveis mais baratos na Flórida e viajam para Nova York para visitar parentes, como filhos que estudam ou trabalham na metrópole. “A Flórida é um ponto estratégico para quem visita familiares no norte dos EUA, com voos e imóveis mais em conta”.

As sócias Solange Santos (e) e Chris Brooks, da imobiliária Chris Brooks: serviço de concierge em Miami tem cerca de 70 clientes, 90% brasileiros

Com mais brasileiros proprietários de imóveis em Miami, imobiliárias locais descobriram que podiam oferecer o serviço de concierge ao cliente que não mora na cidade e precisa de ajuda na sua ausência. Solange Santos, da Chris Brooks, especializou-se na função, prestada paralelamente à imobiliária, e já tem cerca de 70 clientes fixos em Miami, 90% brasileiros.
Solange explica que qualquer necessidade prática pode ser atendida pelo concierge. “Administramos a residência, desde a limpeza até o pagamento de contas e a manutenção do carro”, conta. Preocupações desconhecidas do brasileiro, como furacões, também ficam a cargo do concierge. “A lei local não permite deixar móveis fora da residência, por exemplo, e cuidamos que estas normas sejam cumpridas”.

O serviço vai além dos cuidados domésticos: o concierge cuida da arquitetura, decoração de interiores e acompanhamento de reformas. Há ainda o serviço chamado club, que consiste em alugar carros, barcos ou helicópteros para o cliente que procura diversão. Compra de passagens e ingressos para parques ou jogos também ficam nas mãos do profissional.

Há pedidos inusitados, lembra Solange. “Um cliente alugou um avião para comprar um relógio Rolex em outra cidade”. A facilidade pode ser um incentivo ao brasileiro que viaja constantemente à cidade e pensa em comprar um imóvel. Além de encontrar ofertas a preços atrativos, o cliente pode tem alcance tudo o que precisar – ou desejar.

Fonte: Economia IG
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