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01 julho 2013

A vez e a hora do mercado empreendedor no Nordeste

Com o fortalecimento da economia e a atração de investimentos estrangeiros, o Brasil segue no ritmo de novos negócios e oportunidades. E um dos setores mais promissores é o mercado empreendedor (formado por pequenas, médias e até grandes empresas não reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários). Nos últimos anos, muitas companhias buscaram cultivar uma mentalidade estratégica e capacidade necessária para impulsionar o crescimento da receita e se aproximar de uma base de clientes mais ampla ao explorar novos mercados. Em troca, já começaram a colher resultados significativos com impactos positivos para o País.

Crescendo em ritmo mais acelerado que a média nacional e com o segundo maior PIB do País, a Região Nordeste tem grande potencial de crescimento e já ocupa um lugar de destaque na economia brasileira. Neste cenário, as oportunidades do mercado empreendedor têm crescido a passos rápidos, estimuladas pelas melhorias previstas como a construção da nova refinaria de petróleo e gás, realização da Copa do mundo (com o desenvolvimento dos setores alimentício, turismo, hotelaria, logística, transportes), aumento da taxa de crescimento regional acima da média nacional, fortalecimento da classe média, entre outros. Com isso, as empresas do mercado empreendedor têm se tornado parcela relevante da indústria regional, principalmente, no que se refere à geração de empregos e renda e ao desenvolvimento de novos serviços e negócios.

Podemos notar que o fortalecimento do mercado empreendedor trouxe também uma mudança de perfil das empresas, principalmente, as de origem familiar que estão buscando se desenvolver em um ambiente de negócios competitivo. Nesse movimento de reconfiguração, muitas começaram a perceber que esse é o cenário para que possam crescer rapidamente e ganhar espaço mesmo em regiões distantes ou pouco visadas. Apesar de fazerem parte de um mercado não regulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), elas estão buscando profissionalização e competitividade, bem como se adequar às normas fiscais, contábeis e trabalhistas para que possam atuar dentro da legalidade. Ainda fazem parte desse processo a construção de uma estrutura de governança corporativa, priorizando um plano de sucessão e profissionalização da empresa, abrangendo a implantação de sistemas, processos, controles internos e desenvolvimento de talentos e habilidades.

Do outro lado, o governo oferece algumas formas de deslanchar o acesso dessas empresas às formas de captação de novos recursos para projetos futuros visando estimular a entrada no mercado. Duas fontes de financiamento criadas especificamente para este setor são oferecidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelo Bovespa Mais (segmento da Bolsa de Valores brasileira dedicado às empresas de menor porte). Tudo isso faz parte de um movimento de fundos de investimentos, bancos, associações de classes, governo e CVM na busca tornar mais viável e prático o acesso dessas empresas ao mercado de capitais.

Em comparação com os outros países, o Brasil ainda tem uma grande fatia de crescimento voltado para o mercado empreendedor. Acreditamos sim que esse é o momento para que as empresas, principalmente, da Região Nordeste possam crescer e mostrar a sua importância e peso para a economia brasileira.

Fonte: Administradores
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03 abril 2013

7 dicas de produtividade para você empreendedor

Organizar o tempo não é uma tarefa fácil para os empreendedores. No começo da empresa, boa parte das decisões precisa ser analisada pessoalmente e o corre-corre de reuniões costuma atrasar a agenda.

“Organização do tempo jamais foi um tema fácil de lidar no cotidiano”, diz Flavia Lippi, coach do Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi (IDHL).

Para organizar bem o dia a dia com mais produtividade, sete empresários de startups e pequenas empresas contam seus truques para fazer o tempo render mais.


Use a tecnologia

Marcelo Prata, CEO e sócio-fundador da Canal do Crédito, comparador de produtos financeiro online, aproveita as ferramentas tecnológicas para seu mais produtivo na empresa. Além da nuvem e do smartphone, ele utiliza o Skype para ganhar tempo e economizar dinheiro.

Tenha reuniões curtas

Fabio Barbosa, da MundiPagg, empresa de pagamentos online, acredita que oferecer flexibilidade de horário aos funcionários ajuda a melhorar a produtividade. “O foco é sempre no resultado”, diz.

Além disso, as reunião são sempre curtas por lá. “Ao invés de reuniões longas, fazemos reuniões curtas, em pé, que duram até 15 minutos”, diz.


Planeje só 70% do dia

Além de coach, Flavia Lippi também é empresária e aplica algumas técnicas para organizar melhor a agenda. Uma delas é saber diferenciar coisas urgentes e importantes. “Urgente são as tarefas que devem ser feitas com rapidez.”, explica. Importante, por outro lado, são situações essenciais para que algo planejado aconteça.

Outra dica é programar só 70% do dia e deixar o restante para urgências e imprevistos.


Evite distrações

A habilidade de se concentrar em uma tarefa mesmo com as interferências do ambiente não é de todo mundo. Jorge Moisés Assis, da Dito, conta que descobrir o que costuma te distrair e como combater isso é essencial. “Para mim, basta colocar uma música alta no fone de ouvido e fico 100% focado no meu objetivo”, explica.

Além disso, ele sugere a técnica Pomodoro, que consiste em dividir o trabalho em partes de 25 minutos para render mais.


Desprenda-se do e-mail

Jaques Grinberg Costa, do Grupo Easycomp, vê os e-mails como um dos principais ladrões de tempo do dia a dia. Ele deixa a caixa de entrada programada para receber e-mails só quando ele clicar no comando. “Desta forma você poderá enviar, mas não receberá. O ideal é ler e-mails duas ou três vezes por dia”, diz.

Outra dica é enviar as mensagens em tópicos e não em textos longos, para ganhar tempo. “A leitura é muito mais fácil”, conta.


Tenha horários para certas tarefas

Deixar para organizar as coisas na hora que chega na empresa pode ser uma armadilha para perder tempo. Carlos Curioni, CEO do site Elo7, prefere deixar algumas tarefas com horário pré-estabelecido. “Separar as tarefas rotineiras em horários específicos, evitando interrupções ao longo do dia, principalmente e-mail. Normalmente, essas tarefas ficam para início e final do dia”, sugere.


Limite os assuntos

Davis Smith, CEO do site Baby.com.br, conta que às vezes é difícil se dividir entre os vários locais de trabalho da empresa. Para ajudar, ele usa o Skype – e não o e-mail – nas comunicações internas e tenta restringir os tópicos para as reuniões não durarem muito. “Nós limitamos a cada gerente um determinado período de tempo, o que o obriga a compartilhar apenas os itens mais importantes com toda a equipe”, conta.

Fonte: Exame














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26 fevereiro 2013

Compacto é uma opção rentável para investidor

A disputa por um bom apartamento de um dormitório em São Paulo faz desse tipo de imóvel uma boa aposta de investimento.

Isso porque esse tipo de imóvel costuma custar menos que os de dois quartos (na compra) e o preço de reforma, manutenção e até decoração, no caso dos mobiliados, são mais baixos para o dono do imóvel.

"A locação é um bom negócio, com retorno financeiro mensal, e o investidor ainda ganha com a valorização do imóvel no mercado", argumenta Fernando Sita, diretor da imobiliária Coelho da Fonseca.

Para acelerar o processo de locação, ele aconselha que o dono mantenha o apartamento limpo, reformado e com a documentação atualizada, e que tenha sempre uma boa foto para a divulgação, no caso de anunciá-lo.

Os mais novos, que têm vaga na garagem e condomínios com mais estrutura, são os preferidos dos profissionais em início de carreira e dos executivos.

Na outra ponta, as quitinetes da região central da cidade costumam não ter vaga em estacionamento e estão localizadas em prédios mais simples, onde o preço do condomínio é mais baixo. Esses são os preferidos dos estudantes.

CALENDÁRIO

A demanda por esse tipo de imóvel costuma aumentar nos meses de férias --como dezembro, janeiro e julho--, mas há procura, segundo os corretores, em todos os meses do ano.
"Eu penso que não é uma fase essa alta procura por imóveis de um dormitório, mas uma tendência que deve se manter", diz Cícero Yagi, consultor do Secovi-SP.

"O tamanho da família diminui, as pessoas param menos em casa e a demanda por esse tipo de imóvel tende a aumentar", completa Yagi.

Se as vantagens para o investidor parecem muito atraentes, a pergunta para os especialistas só pode ser "quais são as desvantagens de comprar um imóvel com essa configuração?".

A resposta é unânime e só vai deixar os pretendentes ainda mais entusiasmados: "neste momento, não existem", sentenciam.


Fonte: Folha de São Paulo
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19 fevereiro 2013

A importância do "teste do Advogado do Diabo" para o empreendedor

Um dos exercícios mais valiosos que um empreendedor pode realizar para o bem do seu negócio é a abertura às críticas construtivas sobre as idéias relacionadas ao seu empreendimento.

Por mais capaz e competente que seja o empreendedor, ele não consegue vislumbrar todas as diversas perspectivas e nuances que cercam seu negócio, sobretudo se ele é um especialista por formação ou por experiência em uma determinada área. Na maioria das vezes, um excelente técnico encontra dificuldades em compreender as regras de mercado e a receptividade do seu público-alvo às características intrínsecas de seu produto. Da mesma forma, um analista financeiro não se sente à vontade ao lidar com aspectos relacionados aos bastidores das negociações comerciais e políticas com parceiros, clientes e fornecedores.

A verdade é que não existem empreendedores completos, detentores de 100% de todas as características que tanto ouvimos e elevam os empreendedores à categoria de ‘super-homens’. Até os mais proeminentes empreendedores conhecidos, se cercaram de pessoas competentes em habilidades complementares às suas.

Conhecer o negócio por inteiro é, portanto, um dos requisitos fundamentais de todo empreendimento de sucesso. Como já mencionado em outros artigos, o Plano de Negócios é um dos instrumentos que ajuda o empreendedor a: ou conhecer melhor o seu negócio, ou se dar conta da sua ignorância sobre todos os fundamentos a ele relacionados.

‘Como saber o que posso estar esquecendo de importante sobre o meu negócio?’. Esta é uma das maiores angústias do empreendedor veterinário que abriu uma pet shop, do tecnólogo que abriu uma assistência técnica em micro informática, do jornalista que abriu sua assessoria de imprensa e outros profissionais que estão batendo cabeça em suas aventuras pelo mundo empreendedor.

O teste do Advogado do Diabo é uma forma de lidar com esta questão. Trata-se de uma técnica que abre espaço para o processo de validação de uma idéia, seja ela uma proposta de solução de um determinado problema, um novo negócio ou a avaliação de uma oportunidade. O empreendedor cerca-se de pessoas que façam parte de sua equipe, especialistas em diversas áreas ou pessoas de confiança, para um encontro com este fim específico. Cada participante representa o papel do advogado do diabo, um algoz, mesmo que acredite firmemente nas idéias. É um exercício que estimula o pensamento reverso, a capacidade de enxergar as mesmas coisas sob outros ângulos, um brainstorming ao contrário, sem o intuito de criar novas idéias, mas validar aquela que já existe, questionando-a, criticando-a, colocando-a em situações de conflito, levantando objeções e duvidando de sua viabilidade.

Quando o grupo adota esta postura, está na verdade testando a idéia, colocando à prova seus conceitos e fundamentos, legitimando a proposta e identificando pontos importantes que precisam de uma resposta aceitável. O objetivo do grupo não é a malhação da idéia pura e simplesmente falando, mas tentar levantar questões que não necessariamente o empreendedor tenha se atentado, ou dado a devida importância.

Numa sessão do advogado do diabo o empreendedor não precisa ter resposta para todas as perguntas que a sua equipe fizer, mas precisa estar atento para buscar uma solução para um item que ele julgue importante e que não havia sido cogitado antes. O advogado do diabo parte do pressuposto que nada está bom, nada está funcionando bem, nada pode ser assumido como garantia de sucesso. Para ele sempre haverá alguma falha em algum ponto do modelo. Muitos dos itens que farão parte do Plano de Negócios sairão de uma dinâmica como esta.

O mais difícil na condução desta técnica é saber diferenciar as críticas construtivas das negativas sem o viés gerado pelo sentimento de propriedade e paternalismo sobre a idéia. Por isso, as sessões em grupo são mais eficazes, pois as perguntas evoluem a partir da troca que ocorre dentro do grupo. Por exemplo, um pergunta, o outro complementa, um terceiro dá um exemplo e o quarto sugere as conseqüências. Os quatro, assim, corroboram e colaboram para a compreensão ampla da preocupação levantada.

Outro problema que costuma surgir neste exercício é a tendência do empreendedor assumir uma postura excessivamente defensiva, buscando sempre uma justificativa e uma resposta plausível para todos os comentários que surgem. É preciso lembrá-lo que não se trata de uma defesa pública de sua idéia, ele não precisa ‘inventar’ respostas para convencer os outros que sua idéia é boa, em lugar disso, é uma boa prévia que simula as perguntas que uma banca de investidores, por exemplo, poderia fazer, mas com o conforto de poder dizer simplesmente: ‘Não sei, não havia pensado nisso, mas vamos verificar!’ pois ele se encontra entre amigos, parceiros e sócios que, inclusive, deverão se mobilizar depois para ajudar a cobrir estes buracos descobertos no modelo de negócio.

A regra é: Descubra seus próprios defeitos, antes que os outros o façam!

Fonte: Administradores
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