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20 agosto 2013

Falta de Mão de Obra influencia na mecanização

Falta de mão de obra influencia na mecanização
A falta de mão de obra no segmento da construção civil, principalmente a qualificada, fez muitas empresas iniciarem o processo de mecanização de seus processos como forma de suprir essa demanda. Desde o ano passado, a Construtora Fontana passou a adquirir gruas, que substituem o trabalho dos assistentes de obra. Ao todo, foram comprados cinco equipamentos, com investimento de aproximadamente R$ 350 mil cada um. Duas já estão trabalhando nos canteiros de obra.

De acordo com o gerente de obras da construtora, Rodrigo Ugioni, este tipo de equipamento faz toda a movimentação da obra, com capacidade de transportar grandes quantidades de carga com mais rapidez e segurança. Somente um equipamento deste substitui dez trabalhadores. "Entre os custos de uma obra, o trabalho do servente, por exemplo, está com valor superior aos insumos", compara Ugioni. O gerente explica que, com a utilização da grua, a produtividade superior no canteiro de obras é instantânea. No caso do Residencial Veronese, primeiro edifício da construtora que recebeu a grua no ano passado, um dos responsáveis pelo adiantamento das obras em cerca três meses tem sido o equipamento. 

O engenheiro coordenador do residencial, Jackson Araújo, explica que a carência de assistentes de obra se tornou tão elevada que os salários de serventes e pedreiros estavam quase se equiparando. "Com a grande carência, esses profissionais estavam solicitando valores acima do padrão. Atualmente a demanda aumentou na região se comparada há anos anteriores", observa Araújo.

Mulheres com a mão na massa

A colocação do engenheiro também é confirmada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Catarinense (Sinduscon), Jair Savi. "A falta de mão de obra se estabilizou também porque tivemos uma estabilidade no setor", esclarece Savi. Ele ressalta ainda que o estímulo dado às mulheres para ingressarem na atividade também foi responsável pela oferta dos profissionais no mercado. "Muitas mulheres trabalham por dois homens, são superiores até a profissionais experientes, principalmente nas áreas de acabamento e colocação de pisos e azulejos", considera Savi.

Um caminho considerado sem volta

Segundo Ugioni, a construção civil pode ser considerada um dos segmentos mais demorados para se inserir no processo de mecanização, mas agora este processo é irreversível. "Mesmo que a mão de obra volte a ser abundante, não voltaremos atrás. Até problemas de saúde ocasionados pelo peso dos carregamentos foram sanados com o equipamento", destaca. Além das gruas, equipamentos de contrapiso, projeção de reboco e bobiquete também passaram a estar mais presentes no canteiro de obras. Equipamentos menores que o da grua tomam o lugar de cerca de cinco homens. O rendimento com o processo de mecanização é de aproximadamente 20%. 

Haitianos oferecem boa mão de obra 

Há três meses, o haitiano Mirabel Piche, de 35 anos, está em Criciúma trabalhando na construção civil. Com ensino médio e cursando faculdade de idiomas no seu país de origem, Piche resolveu vir para o Brasil depois do terremoto que devastou o país em 2010, ocasionando uma crise. "Com a permissão para trabalharmos e estudarmos aqui, resolvi vir para cá. Estou gostando bastante, somos tratados com muito respeito", comenta. Ao todo, a Construtora Fontana possui 16 haitianos nos canteiros de obra. Outros segmentos na região, como o da metalurgia, já possuem muitos trabalhadores haitianos. No próximo dia 21 de agosto, a construtora inicia em parceria com o Sesi um curso de língua portuguesa para este público.

Fonte: Clicatribuna
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19 agosto 2013

Quantidade de Mulheres Trabalhando na Construção Civil Aumenta 65%

Nos últimos dez anos houve um aumento de 65% no número de mulheres trabalhando na construção civilA construção civil vem avançando cada vez mais em todo o país. Consequentemente a quantidade de vagas de emprego também aumenta. Mas agora quem está invadindo o mercado de trabalho deste setor são as mulheres.

O RAIS (Relatório Anual de Informações Sociais) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) revela que o número de mulheres trabalhando na construção civil aumentou 65% nos últimos dez anos. Um dos motivos para essa ‘invasão’ seria a falta de mão de obra qualificada masculina trabalhar na área.

Têm mulheres serventes, pedreiras, carpinteiras, soldadoras, entre outras atividades desenvolvidas na construção civil. De acordo com o MTE, em 2008, aproximadamente 138 mil mulheres trabalhavam no ramo, que até então, era exclusivamente ocupado por homens.

Em 2010, foram contabilizadas mais de 200 mil trabalhadoras com carteira assinada no país, segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Isso equivale a 8% do total de profissionais que trabalham na construção civil.

Fonte: O Regional
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13 agosto 2013

Os salários dos engenheiros em 8 setores

Capacete e bota de segurançaA expertise e bagagens técnicas necessárias para os engenheiros de grandes obras faz com que os salários praticados pelo setor de construção pesada sejam mais elevados na comparação com outros setores.

“É o segmento que melhor paga engenheiros e que tem demandado bastante mão de obra qualificada”, destaca Raphael Henrique, consultor do Hay Group. Ele destaca que o setor é um dos mais fechados em relação à absorção de engenheiros vindos de outros segmentos. 

“Embora possa ocorrer rotatividade, dificilmente há troca de engenheiros. Pelo tamanho das obras o profissional precisa ter uma bagagem maior, a equipe com que ele vai trabalhar também é bem maior no setor de construção pesada”, diz o consultor do Hay Group.

A falta de profissionais também não é novidade e tem grande influência. " Isso acaba inflacionando os salários e quem pagar mais leva o profissional para sua equipe", diz Henrique.

Vale destacar que o setor de construção pesada compreende obras de estádios, aeroportos e outras grandes construções, já o de infraestrutura compreende rodovias e metrô, por exemplo.

Confira quanto ganham os engenheiros (nível sênior) em 8 setores, segundo levantamento feito pelo Hay Group:

SetorSalário (R$)
Serviços8.082
Comércio/Varejo8.272
Agronegócios8.279
Indústria Geral8.352
Infraestrutura8.617
Construção Leve9.064
Indústria de Base9.107
Construção Pesada11.012
Fonte: Exame
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Programa "Mais Engenheiros"? Um erro, de acordo com categoria.

EngenheirosAinda no olho do furacão com a polêmica criada pela importação de profissionais por meio do Programa Mais Médicos, a presidente Dilma Rousseff já estuda a possibilidade de comprar briga com outra categoria: a dos engenheiros. 

Importantes ministros estariam tentando convencer a presidente de que trazer de fora profissionais especializados ajudaria a solucionar a dificuldade dos municípios para a realização de projetos, que são necessários para o repasse de verbas federais.

Mas, assim como no caso dos médicos que realizaram protestos em todo o país após o anúncio do programa, a presidente deve se preparar para o descontentamento dos engenheiros caso leve a proposta adiante.

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) manifestou sua posição contrária à proposta. “A medida, como solução à falta de quadros técnicos nas prefeituras brasileiras, constitui um equívoco e não se justifica”, afirmou em nota o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro.

Já o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), diz não “fazer objeção à entrega de registro aos profissionais estrangeiros”, mas faz ressalvas em relação à medida. “Se houver falta de profissional, nada mais justo do que o país buscar estrangeiros. Mas se não há falta, primeiro nós vamos garantir o emprego para os profissionais do Brasil”, afirma o presidente do órgão, José Tadeu da Silva.

Embora a categoria admita que a demanda por engenheiros em certas áreas seja maior do que a oferta, não é consenso que uma política de importação de profissionais seria a solução para o problema.

De acordo com o professor Vanderli de Oliveira, diretor da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), hoje a profissão no Brasil “não deve a ninguém”. “Nossa realidade é de exportação de profissionais qualificados. Não faz sentido importar. Uma política de retorno desses nossos engenheiros seria muito mais eficiente”, afirma.

Segundo Oliveira, para melhorar a situação no país seria necessária uma política mais ampla de investimento. “O governo teria que promover a fixação dos bons profissionais, investir na capacitação dos já formados e também nas estruturas das escolas”, diz.

Para o diretor da Abenge, a falta de incentivos também é um problema. “Se o setor público está pagando tão pouco que não atrai nossos próprios engenheiros, não adianta trazer gente de fora. Isso só atrairia profissionais de má qualidade e seria um atraso para o país”, completa.

De acordo com dados do Confea, hoje o país possui 1.051.945 engenheiros com registro profissional ativo. Destes, 1.019 foram concedidos a profissionais formados no exterior e que tenham revalidado o diploma no Brasil.

Fonte: Exame.com
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24 julho 2013

Direito imobiliário exige saber de áreas relacionadas

Entre 2008 e 2012, algumas capitais, como o Rio de Janeiro e São Paulo, experimentaram um vertiginoso aumento de preço dos imóveis e um volume intenso de lançamentos e transações, o que foi chamado de “boom imobiliário”.

Esse fenômeno, obviamente, não foi programado. Na realidade, derivou da conjunção de diversos fatores, como a consolidação do controle da inflação, a redução das taxas de juros, o estímulo ao crédito, inclusive com a solidificação de instrumentos jurídicos de financiamento imobiliário, a elevação da renda do trabalhador brasileiro, e, ainda, o anúncio da realização de grandes eventos no país, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Tais circunstâncias aqueceram a economia, viabilizando a aquisição de imóveis por pessoas físicas, para uso próprio, bem como por investidores, que, anos antes, não teriam condições de investir ou mesmo interesse/confiança na destinação de recursos para este segmento da economia. E o resultado disso foi a descompressão do mercado imobiliário, gerando uma natural elevação dos preços. Até porque, após anos de inércia e abandono, o mercado imobiliário estava absolutamente defasado, necessitando mesmo de reajustes nos preços dos imóveis e de significativo aumento da oferta de novos produtos.

Adicionalmente, vale mencionar que a legislação teve um papel importante nesse movimento. A consolidação da utilização da alienação fiduciária nos contratos imobiliários, prevista na Lei 9.514/1997, permitiu que toda e qualquer providência combativa ao inadimplemento fosse tomada de maneira célere e extrajudicial. Já as normas protetivas para os adquirentes, plasmadas principalmente no Código de Defesa do Consumidor e na Lei 10.931/2004, esta última dispondo sobre patrimônio de afetação nas incorporações imobiliárias, conferiram maior segurança ao mercado (a vendedores e compradores), bem como incentivos tributários para a realização dos investimentos no setor da construção. E, mais recentemente, com o advento da Lei 11.977/2009, instituiu-se o Programa Minha Casa Minha Vida, mediante o qual os investimentos na construção civil voltados para o mercado de baixa renda foram definitivamente incentivados e incrementados.

Ocorre que, em 2011, teve início a contenção da euforia do mercado imobiliário, especialmente em razão do estouro do orçamento de algumas incorporadoras, que notadamente enfrentaram a falta de mão de obra, materiais e equipamentos, acarretando o atraso na entrega de muitos empreendimentos e, consequentemente, reduzindo o número de novos lançamentos.

Naquele momento, o mercado sinalizou que o investimento imobiliário, com todo o seu ciclo de maturação — desde a concepção do produto, aquisição do terreno, aprovação de projetos e obtenção de licenças, construção, até a entrega de unidades aos adquirentes —, não poderia caminhar na mesma velocidade das decisões e pressões típicas do mercado financeiro junto à Bolsa de Valores. Assim, a queda no valor das ações de muitas incorporadoras acabou se tornando o reflexo natural deste descompasso.

A verdade é que a pressão pelos lançamentos imobiliários foi muito grande e depois, no momento da realização dos empreendimentos, não foi possível acompanhar o mesmo ritmo. Logo, houve uma considerável diminuição na oferta de imóveis e muitas empresas do setor reavaliaram suas estratégias e até mesmo seus produtos.

Por outro lado, ao contrário da retração de preços e da estagnação que marcaram a fase anterior a 2008, o pós-boom vem revelando um equilíbrio entre os lançamentos e as vendas, bem como uma moderada elevação dos preços, acompanhando a demanda ainda existente.

Ademais, um novo cenário vem despontando no mercado imobiliário, através da estruturação jurídica de empreendimentos multiuso, produto este que reúne em um único imóvel a exploração de diferentes atividades, como residencial, empresarial, inclusive lajes corporativas, serviços e hotelaria. Essa tendência é notada não só em investimentos nos grandes centros urbanos, mas também em suas zonas periféricas, onde ainda existem demanda, renda e terrenos disponíveis.

Paralelamente, há uma franca expansão de formas alternativas de funding imobiliário, como a criação de fundo de investimento imobiliário (FII), nos termos da Lei 8.668/1993, que, através do administrador do FII, na condição de empreendedor, locador e/ou adquirente, investe em diversos negócios imobiliários. O FII é um condomínio fechado de valores mobiliários, representado pelas cotas adquiridas pelos investidores, cujo retorno do capital investido ocorre através da distribuição dos resultados da respectiva atividade imobiliária para a qual o FII foi constituído.

Neste contexto, surgem novos desafios aos empreendedores imobiliários e aos advogados desta área, na medida em que as atividades imobiliárias, atualmente, vão muito além dos clássicos contratos de compra e venda ou de locação.

Hoje, o advogado especializado em direito imobiliário, que se propõe a atender clientes de médio e grande porte, deve conhecer muito bem as normas que regem atividades estruturadas, como shopping centers, os empreendimentos multiuso e os fundos de investimento imobiliário. Além disso, é fundamental deter conhecimento de outras áreas relacionadas, tais como aspectos ambientais, estruturações societárias e fiscais destas operações.

Em relação aos grandes empreendedores, o mercado exige não mais um simples volume de lançamentos. A nova ordem é buscar produtos muito bem pensados e que atendam efetivamente às expectativas do consumidor. Neste sentido, os produtos têm sido cada vez mais bem concebidos e estruturados. Não basta simplesmente comercializar apartamentos, mesmo que em grandes quantidades; torna-se necessário, por exemplo, oferecer unidades residenciais inseridas em complexo multiuso com serviços e infraestrutura que atendam efetivamente às necessidades daquele adquirente que, ali, muitas vezes, mora, trabalha e vê suas necessidades básicas de consumo atendidas. Da mesma forma, os instrumentos jurídicos de estruturação deste produto têm como maior desafio, e mesmo principal obrigação, assegurar a harmonia do convívio destas diferentes atividades sobre o mesmo empreendimento concebido.

Por conseguinte, a sofisticação do mercado imobiliário no pós-boom exige um advogado que entenda não só da lei, da doutrina e da jurisprudência, mas que também seja criativo, experiente e entenda do funcionamento do negócio do seu cliente. 

* Bruno Aronne é associado do Veirano Advogados e Mestre em Direito Processual pela UERJ. Rodrigo de Castro é sócio do Veirano Advogados e Professor de Direito Imobiliário e Direito Notarial e Registral em diversas instituições

Fonte: Obra24horas
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15 julho 2013

Construção Civil consome até 75% da matéria-prima do planeta

O mercado da construção civil no Brasil está aquecido. É preciso adotar práticas que agridam menos o meio ambiente (Foto: Divulgação/ Lucas Conrado)De acordo com o professor Vahan Agopyan da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a construção civil é responsável pelo consumo de 40% a 75% da matéria-prima produzida no planeta. Atualmente, o consumo de cimento é maior que o de alimentos e o de concreto só perde para o de água. Para cada ser humano, são produzidos 500 quilos de entulho, o que equivale a 3,5 milhões de toneladas por ano. Esses dados fazem da construção civil a indústria mais poluente do planeta.

"A diminuição no ritmo da construção civil significa deixar uma grande parcela da população mundial vivendo em situação precária", comenta. Investimentos em novas técnicas de construção, novos materiais e mão de obra mais qualificada podem diminuir o impacto da indústria nos próximos anos.

Por que polui tanto?

Agopyan destaca que o impacto da indústria no meio ambiente não está restrito à extração da matéria-prima. "Envolve tudo, desde a exploração da matéria até sua utilização e desmonte, que cria o entulho", comenta. Ele destaca que o grande porém da construção civil é que, ao contrário de outras indústrias, não é possível fazer uma miniaturização. "Com o passar dos anos, foram surgindo notebooks menores e mais leves. A construção civil não funciona assim. Uma ponte precisa ligar um lado ao outro de um rio", compara.

Além de consumir uma grande quantidade de materiais, a construção civil também causa impactos por sua franca expansão em grandes regiões do mundo, inclusive no Brasil. "Não podemos parar de construir casas, hospitais, melhorar os transportes", comenta.

Um dos grandes desafios da construção civil é diminuir o desperdício de materiais. "O Brasil, por exemplo, tem muito desperdício. A indústria da construção civil no país gasta muito mais do que Estados Unidos e Europa", comenta o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) José Koz.

Ele defende que grandes programas de construção de casas promovidos pelo Governo Federal, como o Minha Casa Minha Vida, poderiam servir de laboratório para o desenvolvimento de novas técnicas que consumissem menor quantidade de matéria-prima. "O governo deveria estimular o uso de técnicas mais limpas. Deveriam testar novos materiais, com impacto menor", comenta Kós, que complementa: "A gente tem, aos poucos, uma necessidade de mudança por causa da exigência do mercado."

Mão de obra qualificada e técnicas de pré-fabricação

A construção civil experimenta cenários diferentes em regiões distintas do mundo. Enquanto no Brasil, China, Índia e outros países emergentes se encontra em expansão, em países desenvolvidos como os europeus e os Estados Unidos o setor passa por uma estagnação. "Eles investem mais em reformas de edifícios, pontes e estradas. A construção civil é mais focada na manutenção", conta Agopyan.

Os dois especialistas destacam que a diminuição do impacto da construção civil passa por dois pontos-chave: o primeiro é a maior qualificação da mão de obra. "As técnicas de construção exigem maior conhecimento. É preciso uma mão de obra mais preparada para elas", comenta José. Essa formação deve ser constante. Com uma exigência maior, especialmente no Brasil, é importante que essa reciclagem seja feita em grande escala.

O segundo ponto destacado pelos professores é o investimento na utilização de materiais pré-fabricados. "O ideal é fazer do canteiro de obras uma área de montagem, enquanto a parte mais pesada fica fora, em uma fábrica", comenta Koz. O material poderia ser transportado até o local onde a casa está sendo feita e montado já na posição correta. "A tendência é a utilização de materiais mais leves, como paineis de madeira, gesso cartonado e outros materiais de isolamento. Há ainda o surgimento de materiais compostos, leves e resistentes", destaca Koz.

A redução do impacto pela construção civil deve ser feita desde o planejamento: "Se não é possível parar de construir, o ideal é reduzir o consumo. Os arquitetos podem desenhar paredes e pilares mais finos e que exigem menos matéria-prima. Outra medida que ajuda é a reciclagem e reutilização dos materiais da obra", destaca Agopyan.

Consumo pós-construção

O impacto da construção civil no meio ambiente não se dá apenas no momento da construção de casas e edifícios, mas também na utilização dos mesmos. A energia gasta por aqueles que habitam e frequentam essas construções também determina o impacto que elas trarão ao meio-ambiente.

Agopyan destaca que o consumo de energia no Brasil é menor que em outros países por causa do clima. "Países do norte da Europa enfrentam problemas sérios relativos à climatização. Eles gastam muita energia para aquecer as casas e prédios", comenta. Ele destaca que, sendo o Brasil um país tropical, o gasto com climatização é menor, apesar de ser cada vez mais comum o uso de ar condicionado.

A climatização também pode ser melhor aproveitada no país, de acordo com José Kós. O especialista afirma ser pequena a preocupação com detalhes como esquadrias de portas e janelas. "Pensamos que a climatização é feita por ventilação. Na verdade, é preciso investir no isolamento das áreas resfriadas, para diminuir o consumo", comenta.

Fonte: GCiência
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Sebrae realiza projeto voltado ao comércio varejista da construção civil

Os profissionais da construção civil de Presidente Prudente e região poderão conhecer um pouco mais do mercado com ao qual estão inseridos por meio do Projeto Comércio Varejista, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Direcionado para lojas de materiais de construção, tem como objetivo apresentar às empresas quais são as tendências desse mercado voltado aos clientes e o desenvolvimento do ambiente interno e externo, com foco em novos canais de distribuição.

A primeira etapa desse projeto será a palestra de sensibilização com o tema “Cenários e Tendências do Mercado para Materiais de Construção” que será realizada nessa terça-feira (16) de julho no escritório regional de Prudente.

Os presentes poderão aderir ao projeto que será dividido em duas etapas: a primeira com o 1º workshop de Visual Merchandising, previsto para ser realizado no dia 25 de julho, também no escritório.

Neste encontro serão abordados os seguintes temas: barreiras ao impulso de compra, tipos de lojas, técnicas de merchandising, conceito de aplicação promocional, como despertar a atenção do consumidor e material de ponto de venda (PDV).

Ainda inserido na primeira parte está a palestra de Visual Merchandising, que será realizada dia 8 de agosto, onde serão discutidos: roteiro para autodiagnóstico de visual merchandising, análise do tipo de loja, análise do sortimento, dicas de layout, dicas de mídia e promoção, sazonalidade e zona de influência.

Outra parte do projeto é outra palestra de Visual Merchandising no dia 15 de agosto que irá falar de check-list diário, plano de melhorias e debate para troca de experiências.

Já a segunda etapa do projeto consiste em consultorias individuais em marketing, finanças, recursos humanos e jurídica.

Todas as palestras e workshop são gratuitos e podem participar as empresas de varejo de materiais de construção que se inscreverem no programa.

Serviço

A palestra “Cenários e Tendências do Mercado para Materiais de Construção” tem entrada gratuita e será realizada dia 16 de julho, às 19h30, no escritório regional de Prudente, na Rua Major Felício Tarabay, nº 408, no Centro.

Os interessados em participar devem fazer a inscrição prévia pelo telefone (18) 3222-6891.

Fonte: iFronteira
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17 junho 2013

Franquia investe em cursos de capacitação para a construção civil

Uma rede de franquias de São Paulo encontrou no déficit de mão de obra qualificada no país a oportunidade para investir e lucrar. A empresa investiu em cursos profissionalizantes para a construção civil e hoje já tem 60 franqueadas em todo o país.

O negócio foi criado pela empresária Rebeca Pinto, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

“Nós temos uma empresa na área de reparos e reformas, que atende todo o Brasil, e num determinado mês nós sentimos muito com a falta de mão de obra, então nós decidimos abrir um instituto para formar pessoas em todo o Brasil na área da construção civil”, conta Rebeca.

O setor cresce em ritmo acelerado no país. A expansão imobiliária e Copa de 2014 geram novas oportunidades. De acordo com o último levantamento do IBGE, feito em 2010, o segmento movimentou cerca de R$ 260 bilhões. Hoje, já são 100 mil empresas formais no Brasil que empregam quase 3 milhões e meio de trabalhadores com carteira assinada

A rede de franquias da empresária começou em dezembro de 2011 com uma escola piloto.

Para se tornar um franqueado não é preciso ter experiência no ramo. O custo inicial é de R$ 110 mil, mais a taxa de franquia de R$ 75 mil para cidades com mais de 100 mil habitantes. Cidades que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes a taxa de franquia é menor, R$ 35 mil.

Leandro Maluf é um dos franqueado da rede. Ele abriu a escola em novembro do ano passado no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. A franquia já tem 500 alunos matriculados e o faturamento da unidade chega a R$ 100 mil por mês.

“O mercado é carente, a construção civil está superaquecida e a gente oferece um curso diferencial de mercado, que vai formar um novo profissional da construção civil”, diz o franqueado.

A escola oferece 11 cursos profissionalizantes, entre eles mestre de obras, pedreiro, encanador, eletricista e pintor. Além de aulas teóricas, o treinamento inclui treinamento em um canteiro de obras montado dentro da escola.

“Depois que eu comecei a fazer o curso eu comecei a trabalhar numa empresa exercendo a profissão por causa do certificado”, diz Paulo Rogério dos Santos.

A duração dos cursos varia entre 7 e 15 meses. O curso de pedreiro custa R$ 160 por mês. A mensalidade do curso para mestre de obras sai por R$ 250.

“O que eu aprendi é assentar um bloco, porque a minha área mesmo, minha área forte, é a pintura e trabalhar com gesso. Mas é bom a gente tentar evoluir mais um pouco para ganhar um pouco mais”, diz o aluno José Antônio Correa de Lima.

A franquia também dá o suporte necessário para o encaminhamento do aluno ao mercado de trabalho e mantém parcerias com construtoras na capital paulista.

Para o segundo semestre, a rede planeja dobrar os números e implantar novas unidades em todo país. A meta é chegar em dezembro com mais de 120 franquias.

Fonte: G1
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13 junho 2013

Participação da mulher na construção civil pode ser novo nicho de mercado

Da esquerda para a direita, os participantes do debate: Claudia Viegas, Nadia Taconelli Paterno, Adhemar Bahadian, Rodolpho Tourinho Neto, José Carlos de Oliveira Lima, Juan Quirós, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio e Renato José Giusti. Foto: Everton Amaro/Fiesp
Os rumos e possibilidades da construção civil foram debatidos na ultima terça-feira (11/06), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em reunião conjunta de três conselhos superiores da entidade: de Infraestrutura (Coinfra), da Indústria da Construção (Consic) e de Meio Ambiente (Cosema).

No encontro, foram identificados os avanços conquistados desde o 10º Construbusiness, evento realizado pela Fiesp em dezembro de 2012. A reunião teve como palestrantes a diretora da consultoria LCA, Claudia Viegas, e o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio. Estiveram presentes também o presidente do Coinfra, Rodolpho Tourinho, e do Consic, José Carlos de Oliveira Lima.

Um dos coordenadores dos debates, o embaixador e coordenador das atividades dos Conselhos Superiores da Fiesp , Adhemar Bahadian, destacou estar claro que a indústria da construção civil sofre com a falta de mão de obra qualificada. Segundo ele, o momento é de estudar, por exemplo, uma maneira de apoiar a crescente inclusão de mulheres no mercado de trabalho do setor e acelerar a formação de profissionais mais bem preparados. “A participação da mulher na construção civil está aumentando e isso talvez seja uma nova avenida que se deva incluir nesse processo”, afirmou.

“Seria possível trazer um pequeno detalhamento dessa questão. Dizer, por exemplo, qual é a projeção de demanda de mão de obra para os próximos dez anos e que tipos de mão de obra especificamente são mais demandadas”, explicou Bahadian.

De acordo com os Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), levantamento feito pelo Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), a participação da mulher no segmento de Construção Civil cresceu entre 2010 e 2011.

A presença feminina em atividades como a construção de estações e redes de telecomunicações, por exemplo, passou de 12,96% em 2010 para 13,68% em 2011. O mesmo aconteceu na perfuração e construção de poços de água, indo de 11,75% para 12,31%, e na montagem e instalação de sistema e equipamentos de iluminação e sinalização em vias públicas, postos e aeroportos atividade, de 14,14% em 2010 para 14,36% em 2011.


Compete Brasil

Os números da construção no Brasil
O diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, apresentou adaptações do programa Compete Brasil, um conjunto de propostas de mudanças na área de planejamento e gestão, segurança jurídica, fonte de recursos, mão de obra, tributação e eficiência produtiva do setor.

Em sua apresentação, a diretora da consultoria LCA, Claudia Viegas, explicou que, apesar de a cadeia da construção civil ser um dos principais vetores de crescimento do país, o setor ainda atingiu seu potencial de crescimento por falta de mão de obra qualificada.

Fonte: Fiesp

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12 junho 2013

Carga tributária é a principal dificuldade enfrentada pelo setor da construção

O Raio-X das empresas de construção civil que atuam na região metropolitana de Natal foi apresentado no final de ontem (11) no Espaço Cultural da Casa da Indústria. A pesquisa realizada pelo Sebrae-RN entrevistou 150 empresários e analisou pontos como perfil das empresas, práticas de gestão, faturamento e necessidades do setor.

O analista técnico do Sebrae, Paulo Ricardo Bezerra, responsável pela pesquisa afirmou que o setor de construção civil se destaca nos setores de tecnologia da informação e seleção de pessoal. “Em relação a outros setores da economia, a construção civil aplica melhor a tecnologia da informação, a gestão de recursos humanos, em compensação na gestão ambiental e contabilidade ainda necessitam de melhorias”, afirmou Paulo Ricardo.

Segundo a vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon), Larissa Dantas, a última pesquisa abrangente do setor havia sido feito em 1995. “Tínhamos um déficit de quase 20 anos do último levantamento do setor, os dados ajudarão nos trabalhos específicos, tendo como subsídios números coletados junto às construtoras”, afirmou Larissa Dantas.

A pesquisa avaliou que quase metade das construtoras da região metropolitana são recentes, tendo surgido na última década, 76% estão localizadas em Natal.

As principais dificuldades apontadas pelo empresariado foram a carga tributária (69%), qualificação da mão-de-obra (47%) e inadimplência (32%). As ferramentas de gestão dos empresários segundo a pesquisa apontam que mais de 60% se concentram na busca de satisfação do cliente.

Do ponto de vista de recursos econômicos, 46% dos empresários afirmaram ter dívidas e os recursos próprios das empresas são responsáveis por 72% do capital empresarial. O faturamento de 50% das construtoras apresentou R$ 2 milhões, e 45% apresentaram aumento no número de vendas.

Necessidades de ação dos construtores

A pesquisa do Sebrae-RN apresentou como principais necessidades do mercado de construção civil, a qualificação da mão-de-obra (47%), o treinamento gerencial (38%), visitas técnicas (22%) e aplicação das normas (18%).

O diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti destacou a necessidade do comprometimento dos empresários na construção para que as metas sejam alcançadas.

“É preciso que os empresários deem prosseguimento para o crescimento da cadeia produtiva, observar as reais necessidades para alcançar o desenvolvimento econômico do setor, em face ao mercado competitivo que faz com que os empresários saiam da linha de conforto”, afirou Cavalcanti.

Fonte: Portal no Ar

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10 junho 2013

Falta de técnicos inflaciona os salários na construção civil

No mercado de construção, formar-se em um curso técnico pode ser mais vantajoso financeiramente do que em uma graduação, especialmente no começo da carreira.

Um levantamento da consultoria Page Personnel aponta que, entre 2011 e 2012, projetistas civis plenos e técnicos de edificações tiveram aumento de 70% na remuneração média, que passou a R$ 7.500 por mês.

Paulo Dias, gerente da consultoria, atribui a inflação dos salários da área ao crescente investimento no ramo imobiliário e à chegada de equipamentos modernos que exigem mais conhecimento.

"Hoje, os recém-formados têm uma colocação no mercado até mais fácil do que os similares na educação superior", afirma.

Luciana Valentim, 28, atua como técnica em edificações há quatro anos e diz perceber a alta demanda por profissionais da área.

"Quando me pedem para indicar amigos para vagas no setor, não posso ajudar, porque todos os meus colegas já estão empregados", conta a funcionária do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo).

Valentim fez o curso no Instituto Federal de São Paulo em dois anos. Depois, ela iniciou a graduação em engenharia ambiental e deve se formar em um ano.

Ela optou por esse caminho para crescer na carreira. "Há um certo limite para o crescimento --você não consegue ser responsável por uma obra, assinar determinados projetos e relatórios."

Dias afirma que esses profissionais enfrentam mesmo entraves na carreira se não tiverem a formação superior.

"Esses funcionários são exigidos nas empresas pelo conhecimento de tecnologias e obras específicas, mas ainda não são preparados para serem líderes e gerir pessoas", opina.

FORMAÇÃO

Por causa disso, o curso é uma forma de entrar no mercado rapidamente, mas costuma ser acompanhado de uma graduação.

E esse é um dos motivos para a falta de profissionais desse tipo no Brasil, de acordo com Celso Furukawa, professor da Poli-USP que tem um projeto com apoio da universidade para promover o ensino técnico no Brasil.

"As empresas têm uma janela' para a contratação desses profissionais, entre o técnico e a graduação --por isso, muitas vezes, contratam mesmo que o aluno não tenha muita experiência."

É raro, segundo os profissionais da área, encontrar estudantes que não tenham se inserido no mercado.

Outras consultorias citam técnicos de campo, como manutenção eletromecânica e de projetos logísticos como também muito procurados.

Paulo Resende, coordenador do núcleo de infraestrutura e logística da Fundação Dom Cabral, atribui a grande procura pelos técnicos ao fato de eles ficarem no chamado chão de fábrica, para manter a qualidade da produção sendo importantes para a operação das empresas.

"Também são muito procurados os técnicos que possuem funções de comando, não como um executivo, mas coordenando equipes, como os profissionais que trabalham com tecnologia da informação e em laboratórios", afirma.

Fonte: Folha de São Paulo
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07 junho 2013

Procura por capacitação na construção civil cresce 20% ao ano em Itajaí e Balneário Camboriú

Rafaela Martins / Agencia RBS
O boom imobiliário trouxe várias situações para o mercado. No Litoral Norte, não foi diferente. As cidades da região vivem um grande momento, com as construtoras crescendo e as oportunidades de emprego aparecendo. Há quem reclame da falta de mão de obra e quem diga que o problema está superado.

O que não dá para negar é que muitos profissionais cresceram e mudaram de vida dentro dos canteiros de obras. As oportunidades de capacitação aumentaram, mas para algumas funções, ainda há dificuldade em achar gente especializada. Mesmo assim, dados do Senai apontam que a procura por cursos na área cresce, em média, 20% ao ano em Itajaí e Balneário Camboriú.

E as construtoras, como a FG Empreendimentos, onde o canteiro de obras virou, literalmente, uma sala de aula. Já a Embraed Empreendimentos, também de Balneário Camboriú, está abrindo um centro de produção para especializar a mão de obra. O melhor é que os profissionais já estão colhendo os frutos e agarrando as oportunidades. É o caso de Marcos Aurélio Carvalho, hoje encarregado do setor elétrico da FG.

— Eu entrei para trabalhar na manutenção elétrica das máquinas da empresa. Aos poucos, comecei a me envolver com a estrutura elétrica dos prédios. Então perceberam meu gosto e me mudaram de cargo e já tem sete anos que sou encarregado do setor — diz Marcos.

Desde então, não parou de estudar. Sempre com apoio da empresa. Já fez curso de eletricidade pelo Senai, está terminando o ensino médio (com aulas dentro da empresa) para poder começar o curso de Eletrotécnica. Aos 34 anos, traçou uma meta para o futuro.

— Até os 45 anos quero me formar como engenheiro elétrico — projeta.

Terceirizar cada vez menos

A falta de mão de obra especializada continua sendo um dos principais fatores no atraso de entrega dos empreendimentos. Para tentar suprir essa demanda, algumas empresas terceirizam serviços. Mas a Embraed Empreendimentos tem como objetivo concentrar todas as funções dentro da empresa. Por isso, vai inaugurar nos próximos meses um centro de produção próprio, em Camboriú. O espaço, de 14 mil m², oferecerá, entre outros cursos, aperfeiçoamentos de trabalhos em granito, mármore e pedras em geral.

— Agregaremos toda a parte de decoração das áreas comuns dos empreendimentos e dos próprios apartamentos. Pretendemos também, no futuro, estruturar nossa equipe de marcenaria para atuar em móveis sobre medida e outras ações do gênero — diz a diretora executiva da Embraed, Adriana Amorim.

Além disso, a empresa oferece também cursos de alfabetização junto com aperfeiçoamento de áreas como auxiliar, pedreiro e marceneiro. Adriana explica que a empresa conta muito com a ajuda também dos funcionários mais experientes.

— Hoje, contamos com uma série de especialistas de produção que estão conosco há muitos anos e que repassam seus conhecimentos aos novos funcionários, realizando treinamentos internos de forma constante — comenta.

Procura por cursos cresce 20% ao ano

Boa parte das construtoras da região faz parceria com o Senai na hora de qualificar a mão de obra. As unidades de Itajaí e Balneário Camboriú oferecem vários cursos nas respectivas unidades. Segundo o diretor do Senai na região, Geferson Luiz dos Santos, o aumento na procura pelas aulas na área de construção civil cresce pelo menos 20% ao ano.

— A campanha feita pelo Sinduscon (sindicato que representa as construtoras) pela capacitação vem surtindo muito efeito. As pessoas também estão entendendo que precisam se capacitar cada vez mais — explica Geferson.

O diretor do Senai disse também que apesar de a produção ter se estabilizado, a capacitação continua em alta. Especialmente porque as empresas começaram a demitir mais quem não têm qualificação.

— O aumento na procura pelos cursos está ligado também ao crescimento nas demissões. É quando o funcionário entende que precisa de algo a mais para continuar sendo competitivo.

E não são apenas os cursos específicos que o Senai oferece. Em parceria com as empresas e o Sinduscon, o órgão ministra treinamentos das Normas Regulamentadoras emitidas pelo governo, conhecidas como NRs. Recentemente, mais de 600 pessoas foram capacitadas na NR 35, que determina as normativas para se trabalhar em altura.

— Além disso, temos firmado outras parcerias para cursos como manutenção de elevadores, instalador de climatizadores de ar e de automação — conta.

Cursos oferecidos pelo Senai - Itajaí

— Mestre de obras
— Pedreiro de alvenaria
— Aprendizagem industrial de eletricista de manutenção
— Eletricista instalador industrial
— Eletricista instalador predial

Endereço:
Rua Henrique Vigarani, 163 — Barra do Rio
Telefone: 3341-2900

Cursos oferecidos pelo Senai - Balneário Camboriú

— Ajudante de pintor
— Aplicador de revestimento cerâmico
— Aprendizagem industrial de desenhista arquitetônico
— Assentador cerâmico
— Instalador hidráulico predial
— Instalador hidráulico predial básico
— Mestre de obras
— Pedreiro de alvenaria
— Pedreiro de alvenaria básico
— Pintor de obras
— Técnico em edificações
— Eletricista instalador industrial

Endereço:
Rua Angelina, 555 — Bairro dos Municípios
Telefone: 3363-7735

Fonte: ClicRBS
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28 maio 2013

Construção civil sofre com falta de mão-de-obra em Pernambuco

Prédios em construção são vistos para todos os lados do Grande Recife. O mercado está tão aquecido que construtoras já começam a sofrer com a falta de mão-de-obra. Para driblar a escassez, muitos empresários estão trazendo profissionais do interior e assumem outros custos, além dos salários, como alojamento, alimentação e passagens para visitar a família. Quando a necessidade é de uma mão-de-obra mais qualificada, a solução é ir buscar na concorrência. 

Estima-se que apenas 17% dos operários que estão no mercado fizeram algum curso de formação. Para mudar esse panorama, o Instituto da Construção, uma escola especializada em construção civil abre turmas no Recife, com sete especialidades de cursos que duram sete meses e meio. A mensalidade custa de R$ 130 a R$ 240. O telefone para outras informações é o 3034-0731.


Fonte: TV Jornal 
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24 maio 2013

4 dicas de marketing digital para corretores de imóveis

O corretor de imóveis tem que estar bem preparado além de saber usar todas as ferramentas de marketing digital o que é fundamental para atrair estes clientes, pois com o grande numero de profissionais no mercado imobiliário o corretor mais preparado tem maiores chances de conseguir um bom negócio. 

Separamos algumas dicas para orienta-lo a se destacar no mercado imobiliário digital:


Tenha um endereço na web – Nos dias de hoje é tão importante quanto o cartão de visitas, pois além do cliente saber onde te encontrar na web também poderá ver todos os seus imóveis além de indica-lo aos amigos. 

Participe de redes sociais – Mesmo que você não goste é importante manter um canal de relacionamento na web, e é nas redes sócias que os clientes costumam buscar informações sobre empresas e fornecedores e estar nas redes sociais ajuda ao cliente saber mais sobre você e ter mais confiança para fechar o negócio. 

Faça anúncios de qualidade – A internet não tem mais espaço para anúncios sem fotos ou informações incompleta, muitos corretores preferem fazer vários anúncios incompletos e sem fotos principalmente em sites gratuitos e o cliente esta cada vez mais exigente, se o anuncio não esta bom ele vai para o próximo. 

Anuncie em vários locais – O cliente costuma pesquisar vários imóveis antes de entrar em contato e também pesquisa em vários sites e portais de anúncios, anunciando em vários locais aumenta suas chances de receber o contato do cliente. Separamos uma lista de portais e sites gratuitos para divulgar seus imóveis – Confira Aqui

Fonte: Marketing e Publicidade Imobiliária


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04 março 2013

SENAI duplicará matrículas para construção civil este ano em SC

Depois de investimentos nos últimos dois anos de R$ 5,5 milhões na implantação de quatro unidades fixas, quatro móveis e 77 laboratórios didáticos móveis, em 2013 o SENAI/SC deve duplicar suas matrículas em cursos para a construção civil. A previsão é fechar o ano com 9,5 mil matrículas, das quais 6,5 mil em cursos gratuitos realizados no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). "Esta é uma contribuição do Sistema FIESC para um setor que, com 12 mil empresas, gera mais de 105 mil empregos no Estado e vem ampliando a demanda por profissionais qualificados", diz o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte.

O crescimento nas matrículas está amparado em investimentos na infraestrutura de atendimento e na oferta de cursos gratuitos, por meio do Pronatec. Em 2011, então contando com três escolas especializadas- em Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville -, o SENAI/SC iniciou um programa de ampliação da rede de atendimento ao setor. Foram construídas outras três unidades fixas, nas cidades de Criciúma, Palhoça e Chapecó, e implantadas quatro unidades móveis, carretas com diversos laboratórios completos e que percorrem as demais cidades do Estado, conforme a demanda. Outra unidade fixa será instalada em Itajaí este ano.

Além disso, o SENAI dedicou para a construção civil 77 dos 140 laboratórios móveis que implantou no final de 2012. "São dispositivos minuciosamente planejados, transportados em veículos utilitários comerciais e que podem ser instalados em cidades onde não existem unidades da instituição, em locais como, por exemplo, centros comunitários ou outros ambientes", afirma o diretor regional adjunto do SENAI/SC, Marco Antônio Dociatti. Os laboratórios voltados à construção civil são especializados em aplicação de revestimentos cerâmicos, carpintaria, instalações elétricas, instalações hidráulicas, alvenaria e pintura. Esses laboratórios têm capacidade para atender 9,9 mil alunos por ano.

Para o presidente da Câmara da Indústria da Construção da FIESC, Nivaldo Pinheiro, o aumento da oferta de vagas resolve dois problemas enfrentados pelo setor - a baixa qualidade e a escassez de profissionais. "Hoje a qualificação profissional é um dos fatores mais importantes da construção civil. O aumento das vagas do SENAI é uma garantia que as construtoras vão receber profissionais preparados", afirma. Segundo o empresário, os reflexos serão percebidos na melhoria do processo produtivo, pois o profissional traz outros conceitos ao canteiro de obras, em aspectos como segurança, cuidado pessoal e manipulação de materiais.

Pinheiro considera que a qualificação beneficia empregados e empregadores. "O trabalhador terá uma remuneração maior e a empresa recebe um profissional mais completo. É um ganha-ganha".

Em seu portfólio, o SENAI/SC oferece ao setor da construção civil um curso técnico (em cinco cidades), três de aprendizagem (com oito turmas, em sete cidades) e duas dezenas de cursos de qualificação e aperfeiçoamento. Além disso, presta serviços especializados de consultoria e em metrologia. As consultorias são nas áreas ambiental, processo produtivo e gestão da qualidade. Os serviços de metrologia atendem os segmentos ambiental, de placas cerâmicas, cerâmica vermelha, concreto, tubos e conexões, tintas e portas de madeira e são prestados pelas unidades de Blumenau, Criciúma, Rio do Sul, São Bento do Sul e Tijucas.Depois de investimentos nos últimos dois anos de R$ 5,5 milhões na implantação de quatro unidades fixas, quatro móveis e 77 laboratórios didáticos móveis, em 2013 o SENAI/SC deve duplicar suas matrículas em cursos para a construção civil. A previsão é fechar o ano com 9,5 mil matrículas, das quais 6,5 mil em cursos gratuitos realizados no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). "Esta é uma contribuição do Sistema FIESC para um setor que, com 12 mil empresas, gera mais de 105 mil empregos no Estado e vem ampliando a demanda por profissionais qualificados", diz o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte.
O crescimento nas matrículas está amparado em investimentos na infraestrutura de atendimento e na oferta de cursos gratuitos, por meio do Pronatec. Em 2011, então contando com três escolas especializadas- em Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville -, o SENAI/SC iniciou um programa de ampliação da rede de atendimento ao setor. Foram construídas outras três unidades fixas, nas cidades de Criciúma, Palhoça e Chapecó, e implantadas quatro unidades móveis, carretas com diversos laboratórios completos e que percorrem as demais cidades do Estado, conforme a demanda. Outra unidade fixa será instalada em Itajaí este ano.

Além disso, o SENAI dedicou para a construção civil 77 dos 140 laboratórios móveis que implantou no final de 2012. "São dispositivos minuciosamente planejados, transportados em veículos utilitários comerciais e que podem ser instalados em cidades onde não existem unidades da instituição, em locais como, por exemplo, centros comunitários ou outros ambientes", afirma o diretor regional adjunto do SENAI/SC, Marco Antônio Dociatti. Os laboratórios voltados à construção civil são especializados em aplicação de revestimentos cerâmicos, carpintaria, instalações elétricas, instalações hidráulicas, alvenaria e pintura. Esses laboratórios têm capacidade para atender 9,9 mil alunos por ano.

Para o presidente da Câmara da Indústria da Construção da FIESC, Nivaldo Pinheiro, o aumento da oferta de vagas resolve dois problemas enfrentados pelo setor - a baixa qualidade e a escassez de profissionais. "Hoje a qualificação profissional é um dos fatores mais importantes da construção civil. O aumento das vagas do SENAI é uma garantia que as construtoras vão receber profissionais preparados", afirma. Segundo o empresário, os reflexos serão percebidos na melhoria do processo produtivo, pois o profissional traz outros conceitos ao canteiro de obras, em aspectos como segurança, cuidado pessoal e manipulação de materiais.

Pinheiro considera que a qualificação beneficia empregados e empregadores. "O trabalhador terá uma remuneração maior e a empresa recebe um profissional mais completo. É um ganha-ganha".

Em seu portfólio, o SENAI/SC oferece ao setor da construção civil um curso técnico (em cinco cidades), três de aprendizagem (com oito turmas, em sete cidades) e duas dezenas de cursos de qualificação e aperfeiçoamento. Além disso, presta serviços especializados de consultoria e em metrologia. As consultorias são nas áreas ambiental, processo produtivo e gestão da qualidade. Os serviços de metrologia atendem os segmentos ambiental, de placas cerâmicas, cerâmica vermelha, concreto, tubos e conexões, tintas e portas de madeira e são prestados pelas unidades de Blumenau, Criciúma, Rio do Sul, São Bento do Sul e Tijucas.

Fonte: Fiesc
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26 fevereiro 2013

Os engenheiros mais procurados do país, segundo headhunters

Capacete e bota de segurançaA freada econômica do ano passado também freou o ritmo de contratações de engenheiros. É o que afirmam headhunters consultados por EXAME.com. Mas, segundo ele, isso não significa que não há espaço para os profissionais de engenharia. 

Ao contrário: entre as 30 profissões mais promissoras para 2013, segundo levantamento de EXAME.com, dez são ligadas à área de engenharia. E muito disso é por conta descompasso entre oferta de profissionais disponíveis e a demanda das companhias.

O gargalo, segundo os especialistas, não é tanto a formação, mas a experiência do profissional. “Diferente de uma área financeira que tem muita gente nova, a engenharia precisa de pessoas experientes”, afirma Rodrigo Falcão, gerente da Hays no Rio de Janeiro. 

Por isso, boa parte das oportunidades profissionais que chegam nas consultorias de recrutamento consultadas exigem conhecimentos que apenas a vivência de mercado pode oferecer. “As posições que estamos falando dependem do quão específico o profissional é”, afirma Giuliano Carcagnoli, da Futurestep. 

Confira os cargos de engenharia que, de fato, continuam em alta em algumas regiões do país, de acordo com a percepção dos headhunters consultados por EXAME.com. 


Diretor de obras de infraestrutura

Onde? Obras de infraestrutura

Quem é? O diretor de obras de infraestrutura tem a missão de acompanhar todo o cronograma e tirar o empreendimento do papel. “Todo o planejamento da obra é responsabilidade dele, desde a compra de materiais, passando por custo até a visão de tudo o que está sendo feito”, afirma Fernanda Campos, diretora-executiva da Mariaca. 

Formação: Engenharia civil e experiência no setor. 


Diretor de licitações

Onde? Obras de infraestrutura e de energia

Quem é? É o profissional responsável por estruturar a proposta da empresa para a licitação de uma obra. “Ele tem que entender de custos, planejamento, precisa ter uma visão muito boa do cronograma”, afirma a especialista da Mariaca. 

“Tem que ter muita habilidade e penetração nos meios de negociações comerciais com o governo e ao mesmo tempo ser muito técnico”, afirma Daniela Ribeiro, da Robert Half. E, segundo Falcão, principalmente, muita experiência. “Se ele não viveu uma obra de grande porte, como irá precificar?”, diz. 


Gerente de projetos

Onde? Obras de infraestrutura; setor de óleo e gás

Quem é? Este é o profissional que tirará o projeto do papel, de acordo com Raphael Falcão, da Hays no Rio de Janeiro. “É a pessoa que conhece de tudo um pouco”, diz Daniela Ribeiro, da Robert Half.

Formação: “É um engenheiro de qualquer tipo de especialidade com background técnico na área em que está gerenciando o projeto e com certificações”, afirma Diego Mariz, da Michael Page. Na exploração do petróleo, segundo Falcão, geralmente, esta etapa é desenvolvida por equipes multidisciplinares. 


Diretores e gerentes de operações

Onde? Usinas hidrelétricas e eólicas

Quem é? “Ele olha toda a cadeia de produção até chegar no produto final”, afirma a diretora-executiva da Mariaca. “A responsabilidade é garantir que o site está operando, rodando dentro da disponibilidade correta”, diz Diego Mariz, gerente da Michael Page. 

Formação: Engenheiro elétrico com background técnico dentro do setor de energia


Engenheiros para manutenção

Onde? Setor de óleo e gás (principalmente, plataformas de petróleo); indústria pesada

Quem é? “A manutenção constante dos equipamentos em operação é feita pelos engenheiros”, diz Falcão, da Hays. “Eles são os responsáveis pela disponibilidade dos equipamentos”, afirma Diego Mariz, gerente da Michael Page.

Formação: bom nível técnico, formação varia de acordo com o setor. 


Diretor de tecnologia

Onde? No departamento de tecnologia das empresas

Quem é? O departamento de tecnologia das empresas foi repaginado nos úaltimos anos e migrou de um papel de apoio para uma posição estratégica dentro das corporações.

“Ele ajuda a empresa a vender mais, melhora a qualidade do produto e faz com que a empresa chegue a mercados que não alcançava antes”, afirma Falcão, da Hays. Afinal, “é a tecnologia que otimiza a operação, desocupa postos de trabalho, reduz custos e aumenta a eficiência”, afirma Rodrigo Forte, da Exec. 

Por conta disso, agora, não basta ser um exímio técnico, o engenheiro que atua neste setor tem que ter uma excelente visão do negócio e boa capacidade de negociação. “Ele tem que entender dos negócios para poder trazer soluções no uso da tecnologia”, afirma Fernanda, da Mariaca. 
Formação: “Esta função, hoje, pede uma formação mais científica e complexa porque é um mercado em intensa inovação”, afirma a especialista da Mariaca. 


Engenheiro ambiental

Onde? Setores químico e petroquímico. Os outros setores também demandam este profissional

Quem é? A expectativa é que, nos próximos anos, mais empresas separem a área ambiental do setor de segurança de trabalho, de acordo com Daniela Ribeiro, da Robert Half. “O profissional precisa primeiro entender o negócio da companhia, os produtos e impacto no meio ambiente para, então, reformular os processos”, afirma a especialista da Mariaca. 

Atualmente, no entanto, a maioria das empresas mantém estas duas áreas unidas. Neste caso, o papel do profissional vai desde “manter a operação sem acidentes até garantir que a área produtiva não afete o ambiente evitando desperdícios, fazendo tratamento de resíduos”, afirma Diego Mariz, da Michael Page. 

Formação: Engenheiro ambiental ou engenheiro químico com pós em ambiental, segundo o especialista da Robert Half

Fonte: Exame.com












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