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13 agosto 2013

Os salários dos engenheiros em 8 setores

Capacete e bota de segurançaA expertise e bagagens técnicas necessárias para os engenheiros de grandes obras faz com que os salários praticados pelo setor de construção pesada sejam mais elevados na comparação com outros setores.

“É o segmento que melhor paga engenheiros e que tem demandado bastante mão de obra qualificada”, destaca Raphael Henrique, consultor do Hay Group. Ele destaca que o setor é um dos mais fechados em relação à absorção de engenheiros vindos de outros segmentos. 

“Embora possa ocorrer rotatividade, dificilmente há troca de engenheiros. Pelo tamanho das obras o profissional precisa ter uma bagagem maior, a equipe com que ele vai trabalhar também é bem maior no setor de construção pesada”, diz o consultor do Hay Group.

A falta de profissionais também não é novidade e tem grande influência. " Isso acaba inflacionando os salários e quem pagar mais leva o profissional para sua equipe", diz Henrique.

Vale destacar que o setor de construção pesada compreende obras de estádios, aeroportos e outras grandes construções, já o de infraestrutura compreende rodovias e metrô, por exemplo.

Confira quanto ganham os engenheiros (nível sênior) em 8 setores, segundo levantamento feito pelo Hay Group:

SetorSalário (R$)
Serviços8.082
Comércio/Varejo8.272
Agronegócios8.279
Indústria Geral8.352
Infraestrutura8.617
Construção Leve9.064
Indústria de Base9.107
Construção Pesada11.012
Fonte: Exame
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Programa "Mais Engenheiros"? Um erro, de acordo com categoria.

EngenheirosAinda no olho do furacão com a polêmica criada pela importação de profissionais por meio do Programa Mais Médicos, a presidente Dilma Rousseff já estuda a possibilidade de comprar briga com outra categoria: a dos engenheiros. 

Importantes ministros estariam tentando convencer a presidente de que trazer de fora profissionais especializados ajudaria a solucionar a dificuldade dos municípios para a realização de projetos, que são necessários para o repasse de verbas federais.

Mas, assim como no caso dos médicos que realizaram protestos em todo o país após o anúncio do programa, a presidente deve se preparar para o descontentamento dos engenheiros caso leve a proposta adiante.

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) manifestou sua posição contrária à proposta. “A medida, como solução à falta de quadros técnicos nas prefeituras brasileiras, constitui um equívoco e não se justifica”, afirmou em nota o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro.

Já o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), diz não “fazer objeção à entrega de registro aos profissionais estrangeiros”, mas faz ressalvas em relação à medida. “Se houver falta de profissional, nada mais justo do que o país buscar estrangeiros. Mas se não há falta, primeiro nós vamos garantir o emprego para os profissionais do Brasil”, afirma o presidente do órgão, José Tadeu da Silva.

Embora a categoria admita que a demanda por engenheiros em certas áreas seja maior do que a oferta, não é consenso que uma política de importação de profissionais seria a solução para o problema.

De acordo com o professor Vanderli de Oliveira, diretor da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), hoje a profissão no Brasil “não deve a ninguém”. “Nossa realidade é de exportação de profissionais qualificados. Não faz sentido importar. Uma política de retorno desses nossos engenheiros seria muito mais eficiente”, afirma.

Segundo Oliveira, para melhorar a situação no país seria necessária uma política mais ampla de investimento. “O governo teria que promover a fixação dos bons profissionais, investir na capacitação dos já formados e também nas estruturas das escolas”, diz.

Para o diretor da Abenge, a falta de incentivos também é um problema. “Se o setor público está pagando tão pouco que não atrai nossos próprios engenheiros, não adianta trazer gente de fora. Isso só atrairia profissionais de má qualidade e seria um atraso para o país”, completa.

De acordo com dados do Confea, hoje o país possui 1.051.945 engenheiros com registro profissional ativo. Destes, 1.019 foram concedidos a profissionais formados no exterior e que tenham revalidado o diploma no Brasil.

Fonte: Exame.com
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16 julho 2013

Criação de Ambientes Virtuais 3D

Com o constante desenvolvimento e aumento da capacidade dos hardwares e softwares em processamento e armazenamento, é perfeitamente possível desenvolver cenários virtuais, ou maquetes em 3d como representação de construções físicas, prediais ou residenciais, ambientes decorados ou cenários. Essa facilidade passou a ser acessível com o simples uso de um equipamento doméstico, dotado de boa capacidade de armazenamento e processamento. Os softwares mais conhecidos do mercado são o 3D Max Design voltado especialmente para projetistas e arquitetos e o Sketchup desenvolvido pela Google. Estes aplicativos permitem ao usuário criar um projeto 3D a partir de uma planta baixa, que seria exatamente e proporcionalmente a representação de um projeto arquitetônico em linhas e dimensões, permitindo a compreensão do formato e detalhes do projeto. Para uma melhor representação visual compreensível a pessoas que não são da área técnica, as maquetes em 3d toraram-se uma necessidade representativa. Através de um cenário virtual, é perfeitamente possível para um leigo compreender dimensões e detalhes presentes em um projeto arquitetônico sem a possibilidade de enganos e erros no momento da aprovação de um projeto.

Os softwares criadores de cenários virtuais, além de permitirem um fotorrealismo e perfeição em detalhes, também possibilitam a criação de vídeos e animações, permitindo que mesmo antes de uma construção existir, possam ser vistos todos os detalhes do ambiente e a perfeita noção de dimensões do que será construído.

Outro fator muito importante é o cálculo de custos e materiais que serão necessários para um determinado projeto. Softwares como Revit, permitem realizar um cálculo preciso e exato de como será a aplicação e uso de materiais para a construção.

Com o aprimoramento da tecnologia utilizada por alguns softwares, também é possível simular um evento físico chamado de iluminação global, o qual, ao ser representado em um cenário 3d, nos permitirá um maior realismo em detalhes de uma cena. Além disso, também é possível simular materiais que temos no mundo real em cenários virtuais, alguns softwares conseguem inclusive elaborar uma paleta de materiais que simulam materiais existentes na vida real como vidro, madeira, concreto, asfalto, etc, permitindo a criação de cenários virtuais reais, dessa forma uma perfeita cópia da realidade física.

Portanto, hoje em dia é perfeitamente possível a qualquer profissional da área de arquitetura e construção, ter em mãos um projeto detalhado e preciso do que será sua obra, e apresentar ao um possível cliente uma noção exata disto.

Como exemplo de cenários virtuais em 3d, podemos encontrar algumas imagens representativas de ambientes 3d e maquetes 3d nos sites www.bussolavirtual.webuda.com e www.bussolavirtual3d.wordpress.com.

* Leonardo Bertolazzi é formado em Multimídia Digital e especialista em criação de materiais didáticos para cursos e treinamentos na área de computação gráfica. Atua como professor de softwares gráficos como After Effects e 3D Max há mais de 16 anos.

Fonte: Obra24horas
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15 julho 2013

É hora de se adaptar

O sonho da casa própria é uma realização que muitas pessoas compartilham. Algumas passam anos e anos economizando até conseguir realizá-lo. O problema é quando chega a hora de morar naquele pedacinho de teto, que por tantos anos foi almejado, pode acontecer do sonho se transformar em um verdadeiro pesadelo. Pois, a obra que havia sido prometida como de qualidade, resistente e perfeita, é na verdade cheia de defeitos, trazendo verdadeiros prejuízos ao bolso. 

Para evitar que trabalhos efetuados pelos profissionais da construção civil, sejam arquitetos, engenheiros civis, proprietários de construtoras efetuem trabalhos sem qualidade, uma nova norma, a NBR 15575 estabelece novos critérios de desempenho, para todas as obras que forem construídas a partir de 19 de julho. 

Conforme o engenheiro-civil Ivanor Fantin Junior, que é assessor técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon/PR), essa norma começou a ser estudada antes ainda do ano 2000, exatamente porque na época, várias obras de ação social, apresentavam problemas. Em 2008, então ela foi colocada em vigor, mas ainda não era exigida e nos últimos três anos passou por uma revisão e em breve passará a ser exigida. 

Fantin explicou que o objetivo dessa norma é garantir que as obras tenham pelo menos, os requisitos mínimos de qualidade e para isso vai envolver todos os profissionais da construção civil e também os usuários das obras. “Essa norma vai trazer um diferencial muito grande para o setor da construção civil, é a norma mais importante criada nos últimos 30 anos”, afirmou. 

Um dos pontos mais importantes da nova norma é que os futuros usuários da obra terão que atuar para que a qualidade e a durabilidade da obra, seja mantida. Ele terá a responsabilidade de fazer a manutenção adequada dos componentes que integram a sua obra, a partir, de que ao final da construção, ele receberá o manual de uso de operação e manutenção, que especificará todos os produtos usados, o desempenho de cada um, a vida útil, a garantia e os prazos de realização das manutenções.

Se não cumpridas as especificações do manual e houver algum dano relacionado à falta de manutenção, o usuário não poderá reclamar com os profissionais que efetuaram o serviço. “Em Curitiba, nós temos muitos casos de usuários que acabam processando empresas por problemas de falta de manutenção. Hoje nós temos ações judiciais contra construtoras, que possivelmente depois da norma, será possível até processar o próprio cliente por danos morais”, comentou Fantin. 

“Muitas vezes acontece das construtoras efetuarem a obra e dois anos depois o cliente vem e reclama que está vazando água na torneira, mas ele não trocou o corinho da torneira. Outra situação é o cliente, por exemplo, não fazer a limpeza da calha, a água então transborda e apodrece um beiral. O fato é que ele tem que saber que precisa fazer a manutenção adequada, para que a obra tenha durabilidade”, frisou o engenheiro civil. 

Sobre o trabalho dos profissionais da área, ele relatou que projetistas, arquitetos e engenheiros, todos, terão a partir da norma que colocar realmente os seus conhecimentos em prática, pois a obra terá que ser, categoricamente, a mais bem feita possível. “Para os profissionais da área o trabalho vai mudar bastante, porque eles terão muitas especificações a cumprir, por exemplo, terão que saber qual janela tem uma acústica diferenciada, que tipo de parede colocar, entre outras situações”, relatou Fantin.

A nova norma vai abranger a garantia de qualidade para todos os sistemas da obra, desde a estrutura, vedação, aberturas, acústico, conforto térmico, preservação do meio ambiente, entre vários outros itens. 

Fonte: Diário Sudoeste
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05 julho 2013

Você sabe o que é uma obra de arte na construção civil?

Confira vídeo que mostra a aplicação do conceito nas obras da Transcarioca, corredor exclusivo que ligará a Barra ao aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro


Duas pontes estaiadas fazem parte do trabalho previsto na Transcarioca. As pontes estaiadas são exemplos de obras de arte na construção civil, assim como túneis, viadutos e trincheiras. "Dentro da engenharia, a obra de arte tem valor técnico muito grande", explica o engenheiro Igor Oliveira. "É toda estrutura executada para vencer barreiras", completa o também engenheiro Jorge Luiz de Souza.

Igor trabalha na construção da ponte estaiada da Barra da Tijuca e Jorge Luiz na ponte estaiada da Ilha do Governador, as duas mais importantes intervenções da TransCarioca, corredor para BRTs que ligará o Terminal Alvorada, na Barra, ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha.

Ao todo, são 39km de extensão, 45 estações e 14 bairros percorridos. Construída em dois lotes (da Barra à Penha e da Penha ao Galeão), a obra prevê benefícios para 440 mil passageiros diariamente. Os ônibus são equipados com ar-condicionado e têm capacidade para transportar 160 passageiros.

Fonte: Portal da Copa
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03 julho 2013

Pesquisa mostra como lixo de construção pode virar biocombustível

Um projeto desenvolvido por um aluno da Universidade de Pernambuco (UPE) aponta que o entulho dos canteiros de obras da Região Metropolitana do Recife podem ter um final melhor que os lixões: a própria indústria. Desenvolvido pelo estudante Humberto da Silva Santos, o projeto é responsável por transformar o que era visto como lixo em biocombustível limpo.

Todos os dias, 4 mil toneladas de entulhos são despejadas nos canteiros de obras da Região Metropolitana, sendo 200 toneladas restos de madeira. Os estudantes do curso de Engenharia Mecânica Industrial da UPE estudam a reutilização dessa madeira. Todo o entulho que chega ao laboratório da Escola Politécnica, no Recife, é triturado e transformado em biomassa. Uma amostra é colocada no calorímetro digital, que avalia a energia disponível no material.

A última etapa do processo é a degradação da biomassa. A uma temperatura de 700 graus centígrados, surgem os gases de alta combustão. Humberto explica que eles estudam o potencial do gás. "A gente analisa e vê se ele é adequado. Se o gás [produzido a partir da madeira] for de baixo valor calorífico, pode ser usado em geradores, ou de médio e alto portes, que podem ser destinado à produção de outros produtos químicos", explica o estudante.

Depois de um ano de pesquisas, Humberto chegou à conclusão de que o gás retirado da madeira é capaz de gerar energia elétrica. O trabalho científico de graduação, orientado pelo professor Sérgio Peres, ganhou lugar no laboratório da Escola Politécnica.

Sérgio garante que as indústrias do Pólo Gesseiro da Chapada do Araripe, no Sertão Nordestino, podem aproveitar o biocombustível. "Toda essa parte de biomassa vegetal, tanto de resíduos da construção civil quanto da poda de árvores urbanas, podem ser utilizadas em palets, que são mais energéticos que a massa nativa", explica o professor.

Mais do que produzir um gás combustível, a madeira retirada da construção civil poderá, no futuro, ser uma aliada na produção de combustíveis para automóveis. A estimativa é de que, até o fim deste ano, a pesquisa seja concluída. "O próximo passo é transformar esse combustível gasoso em combustível líquido e, assim, podemos chegar a ter uma gasolina verde, um diesel verde, a partir desses resíduos sólidos", aponta o professor.

Há oito anos o sindicato da indústria da construção civil do estado de Pernambuco tem investido em estudos de obras sustentáveis. “Conseguimos já transformar alguns entulhos em material de reuso, para brita”, exemplifica Serapião Ferreira, diretor de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Sindicato da Construção Civil em Pernambuco.

O projeto de Humberto foi o vencedor do prêmio brasileiro de engenharia promovido por uma empresa multinacional. Ele ganhou R$ 20 mil e certificado. A meta agora é colocar é viabilizar a comercialização do seu invento.
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18 junho 2013

Projeto criado com a colaboração por usuários do facebook

A Gafisa se prepara para lançar um projeto único no mercado imobiliário: o primeiro prédio a ser feito com as ideias enviadas pelos usuários do Facebook.
Denominado “Follow – The Eureka Building”, o empreendimento já nasce premiado, uma vez que foi consagrado com os prêmios Discovery Innovations, Abemd e Wave Festival. Um dos maiores lançamentos da marca em 2013, o projeto que estará localizado no bairro do Brooklin, em São Paulo, terá um o VGV de aproximadamente 150 milhões.

Patrick Hruby, diretor de Negócios do Facebook para o segmento de Mid-Market, reconhece a importância das redes sociais no mundo dos negócios.

“As mídias sociais são um dos principais motores de crescimento econômico do futuro e estamos muito satisfeitos com o caminho percorrido pelos nossos clientes no Brasil nos últimos dois anos. O Follow é um case pioneiro, que coloca o Facebook no centro de projetos construídos tijolo a tijolo, com base em um dos principais conceitos da nossa plataforma: o feedback social”, comenta Hruby.

Consciente em ouvir cada vez mais o consumidor e atender aos desejos dele em um projeto real, a Gafisa fez um “brainstorm digital” em sua fan page, onde os usuários puderam contribuir com as mais diferentes ideias para o empreendimento.

Diversas sugestões foram dadas: desde uma casa na árvore a uma residência-bola, passando por um campo de futebol, outro de golfe, etc. Após essa etapa, a Gafisa avaliou a viabilidade arquitetônica, técnica e prática das sugestões e selecionou as mais interessantes para compor o “Follow – The Eureka Building”.

A companhia chegou a um projeto com muitos diferencias: Sky Pool (piscina com borda infinita na cobertura), Sky Gym (fitness com vista panorâmica, sala de luta e yoga), SPA com sala de massagem e descanso, espaço futon com lareira, escada com contador de perda de caloria, Party Lounge, Bar Sport Lounge, churrasqueira gourmet, lavanderia, car wash, entre outros.

“Uma das usuárias sugeriu uma piscina com borda infinita na cobertura. Achamos a ideia muito bacana e decidimos criar o Sky Pool, um dos grandes destaques do edifício”, conta Flores.

O empreendimento também terá bicicletário e bicicletas de cartão para uso dos moradores, lixeiras de coleta seletiva, reuso de água da chuva para o jardim, tomada para carros elétricos, horta, pomar, descarte de pilha, bateria e óleo.

Além disso, para o maior conforto dos moradores e devido aos muitos pedidos dos usuários, diversos outros serviços de pay-per-use serão oferecidos: concierge, hostess e mensageiro, lavanderia, mecânica de automóveis e lava-rápido, limpeza e arrumação, personal trainer, dog walker, massagista, chaveiro, sapataria e costura, tinturaria e passadeira, etc.

Fonte: Obra24horas
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04 junho 2013

Poli-USP terá centro de pesquisa em construção sustentável

A InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa, patrocina um centro de pesquisa em construção sustentável na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), na Zona Oeste de São Paulo. Um prédio antigo do Departamento de Engenharia Civil será totalmente reformado para ganhar equipamentos de última geração. Na primeira etapa, o piso térreo, com 640 metros quadrados, será utilizado. O projeto executivo será concluído em maio pela InterCement e o centro de pesquisa entrará em atividade ainda em 2013.

O projeto inovador de pesquisa com foco na indústria da construção civil foi planejado para comportar 30 professores, mestrandos e doutorandos e será coordenado pelos doutores em Engenharia Civil Vanderley John e Rafael Pileggi. Uma pesquisa pioneira na área de concreto ecoeficiente foi escolhida para estrear o novo equipamento de estudos da Poli. “A InterCement procura adotar soluções sustentáveis na cadeia de valor e para isso tem investido cada vez mais em projetos inovadores, como o do concreto ecoeficiente”, diz Adriano Nunes, diretor de Inovação e Sustentabilidade da InterCement. 

O produto já chegou a ser desenvolvido em ambiente controlado pela USP. O desafio, agora, é aplicar um processo produtivo em larga escala e de forma competitiva. O concreto ecoeficiente tem baixo impacto ambiental, com redução significativa de emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera e consumo de energia. O produto deve apresentar ganho de desempenho do cimento na aplicação realizada pelo consumidor. 

O método realiza de forma mais racional o controle, seleção e combinação das matérias-primas usadas para produzir o cimento, aumentando a qualidade e a maleabilidade do produto e permitindo substituir grande parte do material responsável pela emissão de CO2, podendo reduzir as emissões em até 40%. Segundo o professor John, a técnica desenvolvida na Poli amplia a produção sem investir em mais fornos e, consequentemente, aumentar o consumo de combustível e emissão de gases na operação. 

O cimento é o segundo produto mais consumido no mundo. A estimativa é de que mais de 2,5 bilhões de toneladas sejam produzidas por ano. O nível elevado de produção coloca o setor como um grande produtor de dióxido de carbono. Apesar disso, algumas iniciativas tem conseguido minimizar o impacto. A Fundação Getúlio Vargas concedeu a InterCement no ano passado, por exemplo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol pelo inventário de gases de efeito estufa. A taxa da empresa ficou em 531 kg CO2/tonelada, quando a média mundial entre as empresas do setor participantes do Cement Sustainability Initiative (CSI) é de 656 kg CO2 por tonelada.

Investimento em pesquisa

A parceria com a Escola Politécnica da USP prevê desembolso de R$ 5 milhões pela InterCement nos próximos cinco anos. A universidade deverá ainda buscar recursos no âmbito de programas de apoio à inovação em nível federal e estadual para incrementar o orçamento do projeto. A parceria representa um dos maiores convênios já assinados pela Poli e o maior com dinheiro privado na área da construção civil.

A InterCement tem investido com consistência em pesquisas que incentivam ideias inovadoras. A parceira firmada no início de 2013 com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), por exemplo, prevê desembolso de R$ 2, 5 milhões para produção de cimento à base de resíduos da construção civil. Trata-se de uma tecnologia inédita, que proporciona material de baixo impacto ambiental - sem haver geração adicional de CO2.

Fonte: Obra24horas
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28 maio 2013

Bosch cria aplicativo para profissionais da construção civil

Diante das necessidades dos profissionais de engenharia, arquitetura e construção civil em geral, a Bosch desenvolveu um novo aplicativo para smartphones, compatível com os sistemas operacionais iOS e Android.

O Bosch Toolbox pode ser baixado gratuitamente pela Apple Store e Google Play e apresenta seis ferramentas principais: lanterna, conversor de medidas e escalas, câmera de medidas, gerenciador de projetos, catálogo de produtos, além da busca via geolocalização dos principais revendedores Bosch.

A câmera de medidas substitui o "velho" caderninho e nele é possível anotar as medidas das obras direto na foto. Também existe a possibilidade de fazer marcações como linhas elétricas, ligações ou ventilação e acrescentar notas (de voz, texto ou vídeo).

Já o gerenciador de projetos permite a criação de relatórios diretamente do canteiro de obras. Os documentos podem ser enviados por e-mail e auxiliam na manutenção de um histórico detalhado e digital do andamento da obra. Quando se tem um espaço (pequeno ou) escuro nas obras, o uso da lanterna é sempre essencial. Para casos como estes, o aplicativo também traz uma lanterna profissional e potente que usa led ou até mesmo a tela do telefone para iluminação.

Os problemas para converter medidas poderão ser sanados com o novo aplicativo. No programa, será possível converter mais de 50 unidades de medidas como: distância, área, temperatura, volume, velocidade, força do vento, pressão, voltagem, consumo, torque e ângulo.

Atualmente, também já é possível utilizar o aplicativo como um dos canais mais efetivos para o relacionamento do usuário com a empresa. "O aplicativo faz a integração com o banco de dados da Bosch, possibilitando a consulta às revendas de produtos, assistências técnicas e ao Serviço de Atendimento ao Consumidor", Mark Schwartz, chefe de Marketing da marca Bosch Ferramentas Elétricas para América Latina.

Como parte adicional ao projeto, a Bosch lançou o jogo "Dust Fighter". Acoplado ao aplicativo Toolbox, o jogo foi pensado para os momentos de descanso do trabalho. De forma divertida promove a aplicação da ferramenta Serra Tico Tico que utiliza o sistema de cortes sem sujeira e pó. Os jogadores terão que ultrapassar obstáculos como a queda de facas, alfinetes e chaves de fenda. Para trazer mais aventura ao desafio, em uma das fases do jogo, os usuários que conseguirem acoplar a serra ao aspirador de pó, ganham prolongamento da vida. Os aspiradores funcionam como bônus e a cada aparição deles, o jogo torna-se mais difícil.

Fonte: Último Instante
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25 março 2013

Arquitetura inovadora para conjuntos habitacionais recebe apoio da FINEP

Pesquisadores estão propondo mudanças na forma de planejar e projetar Habitações de Interesse Social (HIS), os famosos conjuntos habitacionais, voltados para a população de baixa renda.

A ideia é incluir nos projetos conceitos arraigados nas comunidades alvo, como a construção de "puxadinhos" e o uso de vielas para locomoção.
Tudo começou com uma chamada pública lançada pela FINEP em 2010 para formar uma rede de pesquisadores de universidades públicas para estudar novas políticas, métodos construtivos e tipos arquitetônicos para HIS.

As propostas deviam incorporar tecnologias sociais, visando à elaboração de novos parâmetros e conceitos para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Um dos grupos selecionados pertence ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur) da UFRJ. A ele coube a tarefa de elaborar projetos de arquitetura alternativos ao modo tradicional de conceituar, projetar e construir as HIS.

Puxadinho oficial

O resultado foram 11 novos tipos de habitações com muitos diferenciais. Um deles é a flexibilidade para contemplar apartamentos de um a quatro quartos, com construções que permitem rearranjo dos leiautes e a expansão controlada das unidades - ou seja, o "puxadinho" foi integrado, mas de forma a não descaracterizar o projeto.

Outra novidade é a proposta de uso misto das edificações, juntando o lado residencial à prestação de serviços. Pensando nisso, foram criados pilotis nos prédios para agregar espaços de comércio e lazer às construções.

Circulações verticais e horizontais de uso público também foram contempladas, melhorando a mobilidade na área.

Plantação de casas

"A maior parte dos projetos é de habitações unifamiliares de dois quartos, cujas maiores críticas são a massificação das construções, resultando no que parece uma plantação de casas, com residências uma ao lado da outra, e o consequente mal aproveitamento da infraestrutura urbana," diz Verônica Natividade, arquiteta da equipe IPPUR/UFRJ.

Ela conta ainda que o modelo do Minha Casa, Minha Vida impossibilita eventuais expansões e não considera a diversidade da composição das famílias que ocuparão o imóvel.

"Nessa pesquisa, procuramos responder a essas questões, dando às HIS um papel ampliado que vá além do fornecimento do abrigo. Sobre os aspectos arquitetônicos, partimos da hipótese de que as HIS pudessem ter um papel relevante na organização espacial do lugar onde fossem implantadas ou que atuassem como instrumento de reorganização espacial em assentamentos informais já consolidados," explica Verônica.

Fábrica comunitária

Para resolver as questões ligadas ao processo de construção em si, o projeto do propõe o uso de componentes pré-fabricados.

Além do ganho em agilidade, haveria uma aproximação entre o projetista, o construtor e o usuário, graças à flexibilização do programa arquitetônico, permitindo, inclusive, que o usuário participe da construção de sua moradia.

O projeto contempla a montagem de uma fábrica dos painéis de fachada dentro da própria comunidade. Assim, o morador poderia encomendar seus painéis se quisesse modificar o apartamento. Além da apropriação da concepção de sua moradia, a fábrica promoveria a transferência tecnológica e capacitação e mão-de-obra.

"Ao dar acesso a essas duas etapas do processo, a população passa a ser protagonista da produção das HIS, e não agente passivo diante de programas rígidos e, por vezes, distantes das reais necessidades e expectativas daqueles para quem as habitações são construídas", afirma Verônica.

Metodologia

A metodologia aplicada nessa pesquisa se originou da experiência do arquiteto Luiz Carlos Toledo, coordenador da equipe, na elaboração do Plano Diretor da Rocinha (favela do Rio de Janeiro), em 2006.

Para a elaboração do plano, Toledo fez uma verdadeira imersão na comunidade, onde treinou o olhar para entender profundamente o modo de vida dentro de uma favela, a despeito das imagens pré-concebidas e idealizadas que os arquitetos costumam ter sobre essas partes da cidade.

O plano contou com intensa participação popular, onde os habitantes opinavam e modificavam o projeto para se adequar às suas necessidades reais.

"Incorporamos em nosso projeto ideias levantadas e discutidas naquela ocasião, como o conceito de edificações sustentáveis com tetos verdes, captação da energia solar e das águas pluviais para reuso, bem como os processos construtivos baseados na utilização de componentes industrializados e pré-fabricados, de modo a reduzir o tempo de construção, evitar os desperdícios de esforços e materiais e garantir maior controle da qualidade das construções," conta Verônica.

Fonte: Obra24horas
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06 março 2013

Conforto Acústico

8591d4c29444_avenidapaulistavista3dUm bom isolamento acústico é pré-requisito fundamental para habitações de boa qualidade e a exigência de se morar e trabalhar em ambientes acusticamente confortáveis vem se tornando cada vez mais frequente. Se por um lado a presença de um bom isolamento acústico pode passar despercebida, por outro, sua ausência é facilmente percebida e pode gerar intensos desconfortos aos moradores. Ninguém quer, por exemplo, escutar os impactos provenientes do movimento no andar superior, ou ouvir a conversa do vizinho ao lado. Mas, muitas vezes o problema só é percebido após a finalização da obra e solucioná-lo após a conclusão das edificações pode ser um processo bem mais difícil, dispendioso e até mesmo inviável de ser realizado. Dessa forma, é ainda nas etapas de elaboração do projeto que se deve estar atento aos mecanismos que serão aplicados de forma a diminuir a intensidade dos ruídos.

A acústica trabalha com conceitos físicos relacionados às características de propagação do som nos diversos materiais. A dissipação de energia sonora ocorre por meio da transformação da energia mecânica vibratória em energia térmica. Esse processo é importante para diminuição da reverberação do som, que impede a ocorrência de eco no interior do ambiente. A capacidade de absorção sonora varia de um material para outro, e é importante dosar o uso de cada um deles adequadamente nos forros, pisos, paredes, entre outras partes da estrutura. Mesmo o excesso do uso de materiais absorventes pode causar problemas, como o comprometimento do tempo de reverberação causando a impressão de que não há inteligibilidade mínima em uma conversa.

Ao aplicar medidas de isolamento acústico em ambientes construídos, é preciso que sejam levados em conta o uso do espaço, as taxas de ocupação, além de outros critérios como a estética e a segurança. Assim, a escolha do material e maneira de dispô-lo dependerão do que se pretende corrigir, reduzir ou eliminar. Em um ambiente grande onde é necessária a propagação dos sons por grandes distâncias, como em uma sala de aula, por exemplo, o excesso de material absorvente pode fazer com que os alunos do fundo da sala não ouçam o que o professor está falando lá na frente.

Mapeamento Acústico

Atentas a esta nova tendência de maior do conforto acústico as construtoras vem investindo em um novo processo, chamado mapeamento acústico. A ideia é fazer o reconhecimento da intensidade dos ruídos sonoros nas proximidades dos terrenos onde serão construídos seus empreendimentos. O resultado é um conjunto de pontos que apresenta a disposição dos diferentes níveis sonoros em uma determinada área geográfica.

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Uma vez mapeado o local onde o edifício será implantado, os projetistas terão subsídios para projetar adequadamente os ambientes, orientando o melhor posicionamento das aberturas e a escolha de materiais que proporcionem isolamento acústico adequada.

Alternativas para diminuir o ruído

  • Orientação adequada da construção – As fontes de ruídos, podem ser diversas mas, na sua grande maioria o ruído urbano é proveniente do tráfego de veículos. Dessa forma, sempre que possível é aconselhável que os edifícios habitacionais sejam orientados para os espaços públicos nos quais o tráfego seja menos intenso.
  • Uso de sons naturais – Há ruídos que causam efeito contrário, de agradabilidade, é o caso do som proveniente da água em movimento, que pode ser uma estratégia usada para camuflar ruídos indesejáveis.
  • Vidros duplos – são formados por duas chapas de vidro, entre as quais há uma câmara interna preenchida por ar. Sua estrutura diminui a propagação sonora.
  • Pavimentos flutuantes – Evitam que os ruídos de impacto proveniente dos andares superiores atinjam os demais. Sua funcionalidade se deve a uma camada resiliente aplicada de forma contínua que forma uma espécie de vedação, esta camada absorve grande parte dos ruídos de impacto que, noutras condições, seriam transmitidos para os vizinhos. A sua instalação durante a obra tem de ser cuidadosamente acompanhada para evitar que todo o seu efeito se perca.
  • Forros acústicos – dentre todos os elementos, o teto é a principal área de reflexão dos sons gerados dentro de um ambiente, esse é um dos fatores que contribuem para a popularidade dos forros acústicos.
  • Atenção especial a alguns equipamentos – sistemas mecânicos de ventilação, por exemplo, instalados usualmente em banheiros e nas cozinhas, devem ter silenciadores nas saídas de ar. Além disso, nos equipamentos que, além de ruído, emitem vibrações, é essencial instalar apoios antivibratórios, é o caso de elevadores, transformadores elétricos, portas automáticas de garagem, piscinas, banheiras de hidromassagem, entre outros.
É importante ressaltar que nem todas as alternativas podem ser aplicadas em construções já finalizadas. O ideal é que o planejamento acústico seja realizado juntamente com as demais etapas da obra adequando-se à sua estrutura e funcionalidade.

Fonte: PET Engenharia Civil - UFJF

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