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10 setembro 2013

Moda dos outlets chega ao mercado imobiliário

Segundo Rodrigo Resende, diretor de marketing da construtora MRV Engenharia, o termo se equipara a outras estratégias de venda - como megastores, showrooms e feirões - usadas para queimar unidades em estoque.

Na semana passada, a incorporadora e construtora Rossi promoveu um outlet on-line por meio de seu canal no YouTube. Os descontos ficaram em torno de 35%.

Segundo Marcelo Dadian, diretor de marketing nacional da Rossi, características nem sempre valorizadas por quem busca um imóvel são compensadas pelo preço mais baixo no outlet.

"Oferecemos unidades em andares mais baixos, com vista menos privilegiada ou menos vagas de garagem."

A MRV Engenharia também promoveu um outlet virtual no mês de agosto e, desde junho, usa o Facebook para negociar unidades. Segundo Rodrigo Resende, 35% das vendas da construtora são feitas pela internet.

Para Anthony Selman, diretor da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, os outlets virtuais não devem desbancar as "vendas físicas". "A internet é um canal adicional. A experiência de ir a um outlet é única."

A supervisora de habitação do Procon-SP, Renata Reis, diz ser essencial se inteirar do projeto ou visitar o imóvel antes de fechar o contrato.

"É preciso verificar as condições do local ou se o imóvel tem garantia para vícios estruturais, que é de cinco anos."

Fonte: Folha de São Paulo?
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26 agosto 2013

Construção civil usa 75% dos recursos

A construção civil, aos poucos, vem buscando reverter a sedimentada imagem de “vilã” ambiental. Ferramenta importante para o desenvolvimento econômico - com projeção para 2013 de crescer 4% no PIB (Produto Interno Bruto) do setor e mais de 10 milhões de pessoas empregadas direta e indiretamente – o segmento figura como grande poluidor e se prepara para mudar. O desafio, observam especialistas, é incorporar práticas que garantam maior durabilidade e menor consumo energético e nisso, são unânimes: a escolha de produtos e processos mais “limpos” faz a diferença.

Dados do relatório sobre a gestão da sustentabilidade na construção civil, divulgados pela Fundação Dom Cabral (entidade que atua no desenvolvimento e consultoria de empresas e negócios sustentáveis), dão conta que 75% de todos os recursos naturais e 44% da energia produzida no país são consumidas na construção civil. 

A Usina Ecobrit é uma das duas que reciclam entulhos de construções no Estado. Material derivado pode custar até 50% mais barato, mas procura ainda é pequena devido à desinformação
O setor também responde por cerca de 40% de todo o resíduo produzido pela atividade humana e pela emissão de um terço de gases do efeito estufa - devido o vasto uso de insumos, como cimento e aço. Para ter ideia, a siderurgia no país é responsável por 35% das emissões de carbono da indústria, enquanto o cimento por 19%. Acrescentando-se o consumo de diesel no transporte dos materiais até os canteiros de obras o cálculo aumenta substancialmente.

Mas as mudanças já começam a se esquadrinhar, movidas por leis de proteção ambiental mais rigorosa e para atender o desejo de consumidores cada vez mais exigentes, como lembra o presidente do Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), Arnaldo Gaspar Júnior. 

“As pessoas estão preocupadas com gastos de manutenção futuros, nisso a nova norma de desempenho de edificações, que é quase um código do consumidor específico para a construção civil, é um grande aliado na busca por sustentabilidade”, frisa o presidente do Sinduscon/RN. 

A norma institui nível de desempenho mínimo ao longo de uma vida útil para cada parte da estrutura, de toda e qualquer edificação habitacional. Uma espécie de manual de uso e construção, explica o presidente do Sinduscon, que estabelece as obrigações de cada autor dentro da cadeia da construção, ao tempo que resguarda de futuras reclamações. “A norma aliada à sustentabilidade vem dar robustez ao setor”, avalia Gaspar Júnior.

Pesar o desempenho de cada produto e insumo usado na edificação e impacto causado por cada agente, contribui para a durabilidade. Para a professora Maria das Vitórias Vieira Almeida de Sá, do Departamento de Engenharia Civil da UFRN, o conceito de sustentabilidade não pode ser desvinculado ao da duração das edificações.

“Não é só o uso de materiais por si, a destinação adequada de resíduos. Quanto mais tempo a edificação durar, menos recursos serão usados para manter ou mesmo para construir outra em substituição”, afirma.

Localizar, medir, mitigar ou compensar emissões de carbono, bem como estudar alternativas para ter bom desempenho com menor consumo energético e de demais recursos naturais é a fórmula que deve ser aplicada desde as pranchetas até os canteiros de obras. 

O desafio para mudança conceitual, analisa ela, passa pela educação. “A mudança vai nascer nas universidades, com a formação dos engenheiros. Esse é o papel da academia”, assevera Maria das Vitórias Sá. 

Sem alterar a essência da atividade econômica, alerta ela, é preciso agregar práticas que atendam às necessidades da sociedade, mantenham o crescimento da economia e ambiente sadio. “Se constrói para vender, sim. Esse é o papel do empreendedor. Não tem o sonho social. Dentro desse contexto, é preciso pensar nas gerações que virão”, afirma a professora.

Apenas 30% do entulho tem destino adequado

Em Natal, de acordo com levantamento da Companhia de Limpeza Urbana são geradas, por mês, 40 mil toneladas de resíduos da construção civil (RCC), mas somente cerca de 12 mil toneladas (30%) seguem para as duas usinas de reciclagem de resíduos da construção civil instaladas no Estado. A maior parte – 70% - ainda vai parar em terrenos baldios e locais indevidos para o descarte.

“É muito baixo o volume encaminhado às usinas, ainda há descarte irregular do material que contamina o solo e não gera renda”, afirma o sócio-diretor da usina Ecobrit, Ubirajara da Costa.

Apesar da capacidade instalada para receber e processar 15 mil toneladas por mês, a Ecobrit só opera com cerca de 6 mil toneladas de resíduos provenientes de 40 construtoras, além de demanda avulsa. Deste total, somente 30% volta para as obras como produto reciclado para ser incorporado à edificação.

“Ainda é visto como subproduto, quando dependendo da aplicabilidade é mais viável e mais barato 50%, optar pelo reciclado. Mas acreditamos que a geração e a aceitação do produto cresçam com a conscientização”, confia Ubirajara Costa. Depois de moída, a brita não pode ser vendida e usada como material estrutural, mas serve para piso, contrapiso, pavimentação o que já amortiza muito os gastos da obra com o mesmo nível de qualidade.

Até 95% de todo resíduo gerado na construção pode ser reciclado. A desinformação faz com que metade do material recebido permaneça ocioso no pátio, apesar do potencial para uso. Os outros 20% corresponde a madeira, plástico, ferragens, papel e papelão que seguem para outras indústrias de processamento.

Para a professora Maria das Vitórias Sá, é preocupante a produção do resíduo, que não deveria mais ocorrer. A geração significa que o processo construtivo não é tão cuidadoso com o desperdício e traz gastos desnecessários. A UFRN desenvolve projetos de pesquisas sobre o potencial do material reprocessado agregado à argamassa e ao concreto, analisando a eficiência, como e em que podem ser usados. 

Faltam prédios inteligentes

O número dos chamados imóveis “inteligentes” ainda é ínfimo. Empreendimentos sustentáveis são apenas 1% do mercado brasileiro. No RN, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN) não tem informação sobre empreendimentos em funcionamento. Mas a tendência é que nos próximos anos esses espaços sejam cada vez mais comuns, na opinião do presidente do Sinduscon, Arnaldo Gaspar Júnior. “É uma exigência do mercado. O consumidor prefere ter um imóvel inteligente, que otimize o uso e traga economia. Essa será, em breve, uma revolução silenciosa”, disse. O marco regulatório para geração de energia fotovoltaica (solar), sancionado no início do ano, é uma das formas de acesso para a nova era de edificações, segundo ele.

Fonte: Tribuna do Norte
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23 agosto 2013

Internet é preferida para a divulgação de imóveis

A internet é atualmente a principal mídia para veiculação de anúncios imobiliários, superando os classificados dos jornais impressos como primeira opção de busca por quem deseja comprar, vender ou alugar imóveis comerciais e residenciais. É o que mostram os números relativos à quantidade de ofertas disponíveis nos portais. As opções são muitas, assim como é grande a quantidade de contatos gerados para os anunciantes online - imobiliárias, corretores, incorporadoras, construtoras e pessoas físicas - a partir de pesquisas feitas nas páginas eletrônicas do Imovelweb, ZAP Imóveis e WebCasas, por exemplo.

O fato de permitir a visualização de diferentes imagens de boa qualidade dos imóveis e a obtenção de informações detalhadas sobre suas características, e facilitar a comparação de preços com ofertas similares de outras regiões, faz do classificado online uma ferramenta de busca bem mais eficaz para o público. "O número de pessoas que realizam pesquisas em sites imobiliários é bem maior do que o total de leitores de jornais, que não buscam nas páginas impressas informações apenas sobre imóveis", salienta Eduardo Schaeffer, diretor geral da ZAP Imóveis.

Para Roberto Nascimento, CEO o Imovelweb, o advento dos portais imobiliários mudou o papel do corretor, que teve de aprender a se relacionar com o público através de canais eletrônicos, como chat e e-mail. Outro aspecto importante é que as informações, antes concentradas no corretores e imobiliárias, agora são públicas. "Há 20 anos, uma pessoa tinha de ir a uma imobiliária para saber detalhes de um imóvel que queria comprar ou alugar. Os anúncios nos jornais continham no máximo quatro linhas e uma ou outra foto. Hoje, quando se relaciona com o corretor, o interessado já sabe muito sobre a oferta", ressalta.

A receita obtida pelos portais imobiliários vem exclusivamente de anúncio veiculados. As inserções abrangem todos os tipos de imóveis, desde casas e apartamentos até terrenos, galpões e conjunto comerciais, que se destinam para todas as camadas sociais. O objetivo é gerar contatos para os anunciantes. O Imovelweb tem uma carteira de 6 mil clientes e cerca de 500 mil ofertas de imóveis para venda (lançamentos e usados), locação e locação para temporada em mais de 1 mil municípios em todo o país. Segundo Nascimento, a taxa de conversão - realização de negócios - é de um a três contratos fechados a cada 100 contados gerados.

Criado em 2007, o ZAP Imóvel gera entre 1,2 milhão e 1,4 milhão de contatos por mês, com taxa de conversão entre 1% a 2%. O portal contabiliza atualmente quase 300 mil ofertas de imobiliárias, cerca de 500 lançamentos de incorporadoras e perto de 8 mil anúncios de pessoas físicas que estão interessadas em vender ou alugar imóveis para outras pessoas. Em 2012, o portal registrou um faturamento de R$ 50 milhões e a expectativa é de expandir entre 30% e 40% o volume de negócios em 2013. Faz parte da estratégia, a ampliação da cobertura geográfica, atendendo a partir deste ano o interior e litoral São Paulo e do Rio de Janeiro, além de Belo Horizonte (MG). "Podemos crescer 30% a nossa base de clientes", acredita Eduardo.

A relevância que conquistou no mercado nos últimos anos levou os portais imobiliários a incrementar os serviços. Com uma carteira de 4.500 imobiliárias e um inventário de mais de 600 mil ofertas de imóveis, o WebCasas, do grupo Santander, vai ativar sua página no segundo semestre um mecanismo para facilitar a aquisição de materiais de construção, móveis, objetos de decoração. "Pretendemos aumentar o leque de serviços, como a contratação de mão de obra, como encanadores, pedreiros e decoradores, e também de projetos de decoração", revela Fabrizio Ianelli, superintendente de negócios imobiliários do Santander.

Quem acessa a página eletrônica do ZAP Imóveis encontra, além do catálogo de imóveis listados por preços, bairros e características, informações úteis para auxiliar na tomada da decisão na hora de fechar negócio. Outra iniciativa foi a criação de um espaço dedicado a dar apoio às ações que precisam ser adotadas pelo usuário após a compra ou locação de um imóvel, tais como decoração, reforma, consertos, pinturas etc.

Segundo Eduardo, o portal dispõe de ferramentas para monitorar os resultados dos contatos e melhorar a qualidade do atendimento. "Já aconteceu de uma imobiliária receber muitas ligações telefônicas após as 18 horas, quando não há mais expediente. Nós produzimos um relatório e recomendamos a realocação de pessoal para atender os chamados nesse horário", exemplifica.

A Imovelweb está investindo R$ 10 milhões no reposicionamento de sua marca, para consolidar o processo de reestruturação do portal, que está em curso há um ano e meio, quando foi adquirido pelo fundo Tiger Global Management. Além de uma nova identidade visual da marca, a novidade foi o lançamento de sua versão mobile, com aplicativos que permitem a realização de pesquisas sobre imóveis em aparelhos como smartphones e tablets.

A i-Uni Brasil desenvolveu sistema que os corretores autônomos e pequenas imobiliárias utilizam para cadastrar seus imóveis. Uma de suas vantagens é a publicidade ilimitada na internet, já que o anúncio é veiculado gratuitamente no próprio portal da empresa e disparado automaticamente para aproximadamente 300 sites imobiliários, sem custos adicionais. Os usuários têm acesso a uma ferramenta que vasculha na internet anúncios de proprietários e imobiliárias, facilitando o trabalho de captação. O sistema, lançado na Espanha, foi adaptado ao mercado nacional. "Trata-se de uma rede de licenciamento imobiliário, que oferece serviços semelhantes a uma franquia", compara Rogério Caporrino, diretor geral da empresa.

Fonte: Valor Econômico
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20 agosto 2013

Falta de Mão de Obra influencia na mecanização

Falta de mão de obra influencia na mecanização
A falta de mão de obra no segmento da construção civil, principalmente a qualificada, fez muitas empresas iniciarem o processo de mecanização de seus processos como forma de suprir essa demanda. Desde o ano passado, a Construtora Fontana passou a adquirir gruas, que substituem o trabalho dos assistentes de obra. Ao todo, foram comprados cinco equipamentos, com investimento de aproximadamente R$ 350 mil cada um. Duas já estão trabalhando nos canteiros de obra.

De acordo com o gerente de obras da construtora, Rodrigo Ugioni, este tipo de equipamento faz toda a movimentação da obra, com capacidade de transportar grandes quantidades de carga com mais rapidez e segurança. Somente um equipamento deste substitui dez trabalhadores. "Entre os custos de uma obra, o trabalho do servente, por exemplo, está com valor superior aos insumos", compara Ugioni. O gerente explica que, com a utilização da grua, a produtividade superior no canteiro de obras é instantânea. No caso do Residencial Veronese, primeiro edifício da construtora que recebeu a grua no ano passado, um dos responsáveis pelo adiantamento das obras em cerca três meses tem sido o equipamento. 

O engenheiro coordenador do residencial, Jackson Araújo, explica que a carência de assistentes de obra se tornou tão elevada que os salários de serventes e pedreiros estavam quase se equiparando. "Com a grande carência, esses profissionais estavam solicitando valores acima do padrão. Atualmente a demanda aumentou na região se comparada há anos anteriores", observa Araújo.

Mulheres com a mão na massa

A colocação do engenheiro também é confirmada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Catarinense (Sinduscon), Jair Savi. "A falta de mão de obra se estabilizou também porque tivemos uma estabilidade no setor", esclarece Savi. Ele ressalta ainda que o estímulo dado às mulheres para ingressarem na atividade também foi responsável pela oferta dos profissionais no mercado. "Muitas mulheres trabalham por dois homens, são superiores até a profissionais experientes, principalmente nas áreas de acabamento e colocação de pisos e azulejos", considera Savi.

Um caminho considerado sem volta

Segundo Ugioni, a construção civil pode ser considerada um dos segmentos mais demorados para se inserir no processo de mecanização, mas agora este processo é irreversível. "Mesmo que a mão de obra volte a ser abundante, não voltaremos atrás. Até problemas de saúde ocasionados pelo peso dos carregamentos foram sanados com o equipamento", destaca. Além das gruas, equipamentos de contrapiso, projeção de reboco e bobiquete também passaram a estar mais presentes no canteiro de obras. Equipamentos menores que o da grua tomam o lugar de cerca de cinco homens. O rendimento com o processo de mecanização é de aproximadamente 20%. 

Haitianos oferecem boa mão de obra 

Há três meses, o haitiano Mirabel Piche, de 35 anos, está em Criciúma trabalhando na construção civil. Com ensino médio e cursando faculdade de idiomas no seu país de origem, Piche resolveu vir para o Brasil depois do terremoto que devastou o país em 2010, ocasionando uma crise. "Com a permissão para trabalharmos e estudarmos aqui, resolvi vir para cá. Estou gostando bastante, somos tratados com muito respeito", comenta. Ao todo, a Construtora Fontana possui 16 haitianos nos canteiros de obra. Outros segmentos na região, como o da metalurgia, já possuem muitos trabalhadores haitianos. No próximo dia 21 de agosto, a construtora inicia em parceria com o Sesi um curso de língua portuguesa para este público.

Fonte: Clicatribuna
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16 agosto 2013

Imóvel de alto padrão volta a seduzir construtoras

Passada a fase de grandes investimentos ligados ao programa Minha Casa, Minha Vida, que fez muitas empresas apostarem forte em imóveis para a baixa renda, o segmento de alto padrão está voltando a seduzir construtoras e incorporadoras de peso, além de novas entrantes no mercado.

De um lado, as empresas demonstram otimismo com o aumento da renda média dos brasileiros. De outro, readéquam estratégias após lidarem com grandes estoques de imóveis para vender no segmento de baixa renda, frutos do cancelamento de contratos.

Os lançamentos dos imóveis de alto padrão - que chegam a superar 10 mil reais por metro quadrado em alguns municípios - se concentram nas duas maiores cidades do País, onde a disputa por espaços é cada vez mais acirrada em bairros como Ipanema e Leblon, no Rio, e Moema, Jardins e Pinheiros, em São Paulo.

"A demanda por empreendimento de alto padrão ainda tem muito a crescer, devido ao visível aumento da renda no Brasil e ao crescimento desta fatia da população", disse o vice-presidente financeiro da Cyrela, José Florêncio, sem mencionar números. Nos últimos cinco anos, o segmento representou, em média, 33% dos lançamentos da empresa.

A PDG Realty, que tradicionalmente tem nesses imóveis cerca de 15% de seus lançamentos, avalia inclusive expandir sua atuação, ingressando em Belo Horizonte e em Brasília com os imóveis de alta renda.

"Existe plano para isso, sim (...) para o ano que vem", afirmou o vice-presidente de incorporações da PDG, Antonio Guedes, explicando que a empresa ainda terá que adquirir terrenos para os projetos.

"Ele (segmento de alta renda) é importante para agregar valor à marca, dá margens boas", disse o executivo, sem revelar os números.

A margem bruta do setor de alta renda é de 30 a 35 por cento enquanto que os empreendimentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida é de 20 a 25%, de acordo com um analista que preferiu não ser identificado.

O otimismo de construtoras e incorporadoras com o setor contrasta com o ambiente econômico - o PIB brasileiro ruma em 2013 para o terceiro ano seguido de crescimento abaixo de 3%. Para as companhias, o ânimo se apoia no movimento de crescimento da renda das famílias e em números recentes do setor.

Segundo o Secovi-SP, o mercado de imóveis residenciais novos na capital paulista teve a maior alta de vendas e lançamentos para o mês de abril desde 2004, de 73,8 por cento em relação a abril de 2012. Não há dados específicos gerais sobre o desempenho por segmento.

A incorporadora norte-americana Related Brasil, que chegou ao país em fevereiro de 2012, quando o boom imobiliário já dava sinais de estafa, lançará este ano dois empreendimentos residenciais em São Paulo com Valor Geral de Vendas (VGV) de 1,4 bilhão de reais, cobrando entre 9 mil e 18 mil reais pelo metro quadrado.

"São Paulo é uma metrópole como qualquer outra do mundo, com número crescente de milionários, helicópteros e bancos de investimento", disse o presidente da incorporadora, Daniel Citron.

A Related fechou uma parceria com a RealtOn, especializada em venda de estoques de terrenos, que formará uma equipe exclusiva para vender os empreendimentos da incorporadora, contratando 40 corretores até julho. Esses profissionais custam cerca de três vezes mais do que a média do mercado, segundo o presidente da RealtOn, Rogério Santos.

Há pouco mais de uma semana, a Gafisa vendeu 70% da Alphaville, sua empresa de loteamentos urbanos de alto padrão, por cerca de 3 vezes e meia o seu valor patrimonial, numa demonstração do interesse crescente dos investidores por esse segmento. Ao mesmo tempo, de acordo com analistas do Bank of America Merrill Lynch, o consenso de mercado precificava a Gafisa em 0,8 vez o seu valor patrimonial.

Entre 2007 e 2012, os lançamentos de Alphaville aumentaram mais de quatro vezes, para 1,3 bilhão de reais, informou a Gafisa, que controlou a companhia neste período. Os compradores do controle da Alphaville foram as companhias de investimento Blackstone Real State e Pátria Investimentos.

Terrenos mais caros e escassos

Os terrenos para o segmento de alta renda costumam ser de quatro a dez vezes mais caros do que os voltados para a média renda, enquanto os custos das obras tendem a ser no mínimo o dobro, de acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas.

Com a baixa disponibilidade de terrenos em áreas nobres, as empresas pagam mais caro pelas áreas, mas repassam os valores aos consumidores e ainda cobram a mais pelos lugares centrais.

"A gente precisa olhar 100 oportunidades (de terreno) para conseguir fazer um ou dois negócios", diz Citron, da Related. "Mas as pessoas querem morar nessas regiões que estão perto de tudo e elas pagam por isso", acrescentou.

Fonte: R7
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14 agosto 2013

Orçamento e Planejamento de Obra

Na elaboração do planejamento e orçamento de suas obras, os itens principais de serviços técnicos e administrativos operacionais da obra são relevantes em relação ao custo total da construção. 

As informações técnicas que subsidiam suas estimativas são fornecidas pelo setor técnico de produção da construtora e, em alguns casos, também pelos técnicos da incorporadora no que diz respeito a prazo, qualidade e custo.

Considerando sua importância técnica e financeira, é fundamental que as definições de processos, seleção de pessoal e dimensionamentos estejam associados à qualidade da obra, ao prazo de execução, aos seus custos e riscos.

Para ter um controle mais completo e seguro das atividades de orçamento o ERP QUALIT Construção através do módulo Orçamento e Planejamento de Obra, além de interativo e ágil, permite a criação do macro-planejamento dos serviços, gerencia listagem das atividades e tarefas, gráficos de controles e emissão de relatórios de acompanhamento físico e de aplicação de recursos para qualquer tipo de construção de forma rápida e flexível de acordo com a necessidade da sua empresa.

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Fonte: Marketing e Comunicação

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26 junho 2013

Importação de material de construção cresce

No ano de 2012, houve crescimento de 4,2% em dólares das importações brasileiras em materiais de construção, somando US$ 4,8 bilhões. Já as exportações cresceram 3,9%, para US$ 3,6 bilhões. Os dados são do estudo Importações e Competitividade na Indústria Brasileira de Materiais de Construção, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais para Construção Civil (Abramat) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na avaliação da Abramat, mesmo com o aumento das importações, houve uma desaceleração se comparado ao desempenho de 2011, quando as compras de materiais estrangeiros cresceram acima de 16%. A participação das importações na oferta total de materiais de construção chegou a 13% no ano passado. No segmento de materiais elétricos, as importações respondem por 56% da oferta local, enquanto no de vidros e produtos relacionados ultrapassou os 40% em 2012.

O estudo mostra que a importância dos países de origem de materiais modificou-se nos últimos anos. Com relação à China, em 2009 o país deteve 18,4% das operações, sendo que em 2012 essa parcela chegou a 26,7%. A mesma alta não foi observada em países mais desenvolvidos como Estados Unidos, Alemanha e França, que reduziram sua participação em detrimento de outras nações emergentes, como Turquia e Coreia do Sul.

O estudo também mostra que as medidas de proteção comercial adotadas pelo governo federal unidas à alta do câmbio já surtiram efeito. O setor de vidros e produtos relacionados ilustra bem isso. Enquanto em 2012 as importações recuaram 14%, o ano anterior apresentou crescimento de quase 45%. O mesmo mote de comparação pode ser visto nas compras externas do setor elétrico, que em 2012 teve alta apenas 1,2%, enquanto em 2011 a elevação beirou 20%. Já no setor cerâmico as taxas de expansão das importações foram de 63% em 2011 e -1,7% em 2012.

Dentro da balança comercial de exportações, a importância relativa de vários mercados de destino demonstrou uma menor alteração. As vendas externas brasileiras de materiais para construção estão fortemente concentradas no continente americano, sendo os Estados Unidos responsáveis por 24% das operações. Na sequência, a Holanda responde por um total de 15,9%, Argentina, por 9,5%, enquanto a China detém uma taxa inferior a 0,5%.

Déficit na balança e alta do dólar

O ano de 2012 registrou um déficit do comércio exterior de materiais de construção na ordem de US$ 1,2 bilhão, valor que indica uma alta de 5,3% frente a 2011. Essa piora aconteceu apesar da alta do dólar. Descontada a inflação interna e externa, a taxa de câmbio obteve elevação de quase 9% entre dezembro de 2011 a dezembro de 2012.

Mesmo com a elevação do dólar e o aumento do Imposto de Importação para alguns materiais, no primeiro quadrimestre de 2013 o déficit setorial se ampliou ainda mais (14,5%) na comparação com igual período do ano passado.

Produtividade

Devido ao baixo crescimento e o acirramento da competição externa, a indústria de materiais de construção no Brasil enfrenta dificuldades para elevar sua produtividade, segundo a Abramat. No período que compreende 2009 a 2012, a alta desse indicador foi de, em média, 0,1%, enquanto em 2012 houve queda de 2,7%. Nos segmentos produtores de máquinas e equipamentos para a construção, por exemplo, a diminuição foi superior à marca dos 25%.

Na avaliação da entidade, a análise entre os dados de produtividade e participação das importações na oferta total sugerem que o nível de competição externa se tornou excessivo e não tem contribuído para a busca sustentada de competitividade por parte da indústria de materiais.

Fonte: Agência Estado
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25 junho 2013

Condomínios para idosos estão na mira de construtoras

O crescimento da população acima de 65 anos no Brasil, que passou de 5,9% no ano 2000 para 7,4% em 2010, segundo o IBGE, parece estar abrindo os olhos de construtoras para as necessidades dos idosos em termos de moradia. Já é possível perceber uma movimentação maior na elaboração de projetos e no lançamento de empreendimentos voltados para o público da terceira idade no País.

Um dos exemplos é o programa Projetando com Consciência Gerontológica, desenvolvido pela construtora Tecnisa. Trata-se de um estudo feito por uma equipe multidisciplinar, que inclui fisioterapeutas, arquitetos e geriatras, para levantar as necessidades e desejos que teriam os moradores com mais de 60 anos.

A partir deste levantamento, a companhia elaborou um conjunto de práticas que está sendo implantado em projetos da construtora, como em dois edifícios na cidade de Santos/SP e um condomínio em Barueri/SP. Antes, os idosos não eram nosso foco. Sempre nos preocupávamos em projetar playgrounds legais, por exemplo, mas não havia nada específico para as pessoas da terceira idade. Agora, incluímos estas pessoas, que se tornaram um nicho de mercado para nós, diz Patricia Valadares, diretora de projetos da Tecnisa.

Entre os conceitos identificados como necessidade deste público estão itens como piscina com escada de alvenaria e corrimão, pisos antiderrapantes e sem brilho, para não ofuscar a visão, além de bancos com cantos arredondados nas áreas comuns, para não correr o risco de lesões em um eventual esbarrão. Nos apartamentos, há também bacia especial nos banheiros, barras de apoio e banco basculante dentro do box. A fechadura também pode ser invertida, para facilitar a abertura com as chaves, e as tomadas ficam a uma altura maior, para que o idoso não precise se abaixar para ligar eletrodomésticos.

De olho neste mercado crescente, a Construtora e Incorporadora Laguna lança em 2014 o primeiro edifício projetado nestes moldes. O residencial Soul Batel Soho, localizado na região central de Curitiba/PR, conta com portas de vão livre maior, para comportar a circulação de cadeiras de rodas e andadores, e áreas comuns dotadas de plataformas elevatórias de acesso, barras de apoio, pisos antideslizantes e até uma academia para atividades de reabilitação.

Pioneirismo

Enquanto prédios estão sendo concebidos com foco nas necessidades da terceira idade, empreendimentos como o Condomínio do Idoso, criado há dois anos em Maringá/PR), já é uma realidade. Projetado pelos alunos do curso de Arquitetura da Universidade Estadual de Maringá (UEM) a pedido da prefeitura local, o condomínio fechado conta com 40 casas térreas de 47m², com sala, quarto, cozinha, banheiro e uma pequena varanda. Todos os cômodos são adaptados para acessibilidade, sem desnível, com piso antiderrapante e maior iluminação natural.

Pensando também na sociabilização destes idosos, foi criado um espaço de convivência, com hortas comunitárias e uma academia de ginástica.?

As instalações são adequadas às pessoas com dificuldades de locomoção, com áreas compatíveis para circulação de cadeiras de rodas e barras especiais para auxiliar também quem usa bengala, explica Renato Leão Rego, professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEM e coordenador do projeto. Ele diz, ainda, que uma segunda etapa do condomínio prevê a construção de um edifício de apartamentos com estrutura social e de lazer, inclusive com ambulatório médico.

Outro projeto pioneiro voltado para os idosos é o Residencial Santa Catarina, em São Paulo. Criado no ano 2000, o local é uma espécie de flat que oferece moradia, infraestrutura de serviços domésticos, atendimento à saúde e atividades de lazer.

Atualmente, 103 moradores todos com mais de 60 anos vivem em apartamentos de 38 ou 42m², com sala, quarto, cozinha e banheiro, todos projetados para dar conforto e acessibilidade. Além de portas maiores, os banheiros também têm barras de apoio e bancos para banho. Para dar mais segurança, especialmente aos que moram sozinhos, todos os ambientes possuem botão de emergência, que podem ser acionados em qualquer eventualidade.

Atenta às necessidades deste mercado, Márcia Cristina Bonilha, supervisora do Residencial Santa Catarina, confirma o crescimento na procura por este modelo de condomínio. Dos 118 apartamentos do residencial somente 15 não estão ocupados por moradores fixos, mas recebem eventualmente locatários temporários. A demanda aumenta a cada ano. O idoso está vivendo mais e procurando por este tipo de serviço, conclui.

Fonte: Obra24horas
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18 junho 2013

Projeto criado com a colaboração por usuários do facebook

A Gafisa se prepara para lançar um projeto único no mercado imobiliário: o primeiro prédio a ser feito com as ideias enviadas pelos usuários do Facebook.
Denominado “Follow – The Eureka Building”, o empreendimento já nasce premiado, uma vez que foi consagrado com os prêmios Discovery Innovations, Abemd e Wave Festival. Um dos maiores lançamentos da marca em 2013, o projeto que estará localizado no bairro do Brooklin, em São Paulo, terá um o VGV de aproximadamente 150 milhões.

Patrick Hruby, diretor de Negócios do Facebook para o segmento de Mid-Market, reconhece a importância das redes sociais no mundo dos negócios.

“As mídias sociais são um dos principais motores de crescimento econômico do futuro e estamos muito satisfeitos com o caminho percorrido pelos nossos clientes no Brasil nos últimos dois anos. O Follow é um case pioneiro, que coloca o Facebook no centro de projetos construídos tijolo a tijolo, com base em um dos principais conceitos da nossa plataforma: o feedback social”, comenta Hruby.

Consciente em ouvir cada vez mais o consumidor e atender aos desejos dele em um projeto real, a Gafisa fez um “brainstorm digital” em sua fan page, onde os usuários puderam contribuir com as mais diferentes ideias para o empreendimento.

Diversas sugestões foram dadas: desde uma casa na árvore a uma residência-bola, passando por um campo de futebol, outro de golfe, etc. Após essa etapa, a Gafisa avaliou a viabilidade arquitetônica, técnica e prática das sugestões e selecionou as mais interessantes para compor o “Follow – The Eureka Building”.

A companhia chegou a um projeto com muitos diferencias: Sky Pool (piscina com borda infinita na cobertura), Sky Gym (fitness com vista panorâmica, sala de luta e yoga), SPA com sala de massagem e descanso, espaço futon com lareira, escada com contador de perda de caloria, Party Lounge, Bar Sport Lounge, churrasqueira gourmet, lavanderia, car wash, entre outros.

“Uma das usuárias sugeriu uma piscina com borda infinita na cobertura. Achamos a ideia muito bacana e decidimos criar o Sky Pool, um dos grandes destaques do edifício”, conta Flores.

O empreendimento também terá bicicletário e bicicletas de cartão para uso dos moradores, lixeiras de coleta seletiva, reuso de água da chuva para o jardim, tomada para carros elétricos, horta, pomar, descarte de pilha, bateria e óleo.

Além disso, para o maior conforto dos moradores e devido aos muitos pedidos dos usuários, diversos outros serviços de pay-per-use serão oferecidos: concierge, hostess e mensageiro, lavanderia, mecânica de automóveis e lava-rápido, limpeza e arrumação, personal trainer, dog walker, massagista, chaveiro, sapataria e costura, tinturaria e passadeira, etc.

Fonte: Obra24horas
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12 junho 2013

Não queremos Gerente. Queremos Líder!

Chamar de apenas “gerente” o cara que instiga a equipe a conseguir resultados melhores é subestimá-lo! Esse cara é um líder!

Aquele que gerencia pessoas nas corporações deixou de ter o nome de gerente faz tempo! Hoje em dia, o importante é saber ser líder. Deixar de ser o cara que fica pedindo que obedeçam e se tornar aquele que engaja a equipe e mantém a sinergia.

Aquele que tem o espírito de liderança é quem vai envolver todos na mesma direção para alcançar maiores resultados em menos tempo. Vejo muito nas empresas que encaram a empresa onde trabalha como seu próprio negócio, consegue se entregar mais no que faz, e assim consegue ter a produtividade maior que o normal.

As empresas precisam de pessoas que tenham pensamento estratégico, que não sejam bitolados, que consigam ver o negócio como um todo, visão global, e não apenas técnica.

Nem todo gerente é um líder!

Aquele que é líder tem uma visão sistêmica da realidade, ele não vai ficar limitado a simplesmente cumprir sua parte no projeto, ele tem compromisso com todos da equipe. Queremos líder ao invés de gerentes que só pensam em mandar!

O espírito de liderança confere uma percepção das necessidades da equipe, consegue aproveitar as características fortes de cada membro do grupo, o cara que está liderando usa a razão pra tomar a melhor decisão pensando no grupo! E não na sua promoção dentro da empresa.

O cara que é um líder não precisa estar no topo da hierarquia pra fazer a diferença, ele está no meio da equipe, e vai transmitir energia aos outros membros.

Queremos líderes que nos desperte o melhor que podemos ser e que ajudem-nos a quebrar barreiras. Quem realmente desperte a sinergia da equipe.

Ser líder não é ser um gerente, não exerce controle, não manda no grupo. Eles influenciam para que os resultados surjam… não mandam, e sim, sugestionam.

Temos como exemplo um time de futebol: o líder do grupo é o capitão. O cara que vai elevar a moral do time e incentivar pra ganhar o jogo.

Queremos líderes na mais pura entrega e que vistam a camisa da equipe. Queremos resultado!

E aí? Vai deixar seu time na mão de um gerente? Conte pra gente como é na empresa que trabalha.

Fonte: Profissionais TI
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07 junho 2013

Procura por capacitação na construção civil cresce 20% ao ano em Itajaí e Balneário Camboriú

Rafaela Martins / Agencia RBS
O boom imobiliário trouxe várias situações para o mercado. No Litoral Norte, não foi diferente. As cidades da região vivem um grande momento, com as construtoras crescendo e as oportunidades de emprego aparecendo. Há quem reclame da falta de mão de obra e quem diga que o problema está superado.

O que não dá para negar é que muitos profissionais cresceram e mudaram de vida dentro dos canteiros de obras. As oportunidades de capacitação aumentaram, mas para algumas funções, ainda há dificuldade em achar gente especializada. Mesmo assim, dados do Senai apontam que a procura por cursos na área cresce, em média, 20% ao ano em Itajaí e Balneário Camboriú.

E as construtoras, como a FG Empreendimentos, onde o canteiro de obras virou, literalmente, uma sala de aula. Já a Embraed Empreendimentos, também de Balneário Camboriú, está abrindo um centro de produção para especializar a mão de obra. O melhor é que os profissionais já estão colhendo os frutos e agarrando as oportunidades. É o caso de Marcos Aurélio Carvalho, hoje encarregado do setor elétrico da FG.

— Eu entrei para trabalhar na manutenção elétrica das máquinas da empresa. Aos poucos, comecei a me envolver com a estrutura elétrica dos prédios. Então perceberam meu gosto e me mudaram de cargo e já tem sete anos que sou encarregado do setor — diz Marcos.

Desde então, não parou de estudar. Sempre com apoio da empresa. Já fez curso de eletricidade pelo Senai, está terminando o ensino médio (com aulas dentro da empresa) para poder começar o curso de Eletrotécnica. Aos 34 anos, traçou uma meta para o futuro.

— Até os 45 anos quero me formar como engenheiro elétrico — projeta.

Terceirizar cada vez menos

A falta de mão de obra especializada continua sendo um dos principais fatores no atraso de entrega dos empreendimentos. Para tentar suprir essa demanda, algumas empresas terceirizam serviços. Mas a Embraed Empreendimentos tem como objetivo concentrar todas as funções dentro da empresa. Por isso, vai inaugurar nos próximos meses um centro de produção próprio, em Camboriú. O espaço, de 14 mil m², oferecerá, entre outros cursos, aperfeiçoamentos de trabalhos em granito, mármore e pedras em geral.

— Agregaremos toda a parte de decoração das áreas comuns dos empreendimentos e dos próprios apartamentos. Pretendemos também, no futuro, estruturar nossa equipe de marcenaria para atuar em móveis sobre medida e outras ações do gênero — diz a diretora executiva da Embraed, Adriana Amorim.

Além disso, a empresa oferece também cursos de alfabetização junto com aperfeiçoamento de áreas como auxiliar, pedreiro e marceneiro. Adriana explica que a empresa conta muito com a ajuda também dos funcionários mais experientes.

— Hoje, contamos com uma série de especialistas de produção que estão conosco há muitos anos e que repassam seus conhecimentos aos novos funcionários, realizando treinamentos internos de forma constante — comenta.

Procura por cursos cresce 20% ao ano

Boa parte das construtoras da região faz parceria com o Senai na hora de qualificar a mão de obra. As unidades de Itajaí e Balneário Camboriú oferecem vários cursos nas respectivas unidades. Segundo o diretor do Senai na região, Geferson Luiz dos Santos, o aumento na procura pelas aulas na área de construção civil cresce pelo menos 20% ao ano.

— A campanha feita pelo Sinduscon (sindicato que representa as construtoras) pela capacitação vem surtindo muito efeito. As pessoas também estão entendendo que precisam se capacitar cada vez mais — explica Geferson.

O diretor do Senai disse também que apesar de a produção ter se estabilizado, a capacitação continua em alta. Especialmente porque as empresas começaram a demitir mais quem não têm qualificação.

— O aumento na procura pelos cursos está ligado também ao crescimento nas demissões. É quando o funcionário entende que precisa de algo a mais para continuar sendo competitivo.

E não são apenas os cursos específicos que o Senai oferece. Em parceria com as empresas e o Sinduscon, o órgão ministra treinamentos das Normas Regulamentadoras emitidas pelo governo, conhecidas como NRs. Recentemente, mais de 600 pessoas foram capacitadas na NR 35, que determina as normativas para se trabalhar em altura.

— Além disso, temos firmado outras parcerias para cursos como manutenção de elevadores, instalador de climatizadores de ar e de automação — conta.

Cursos oferecidos pelo Senai - Itajaí

— Mestre de obras
— Pedreiro de alvenaria
— Aprendizagem industrial de eletricista de manutenção
— Eletricista instalador industrial
— Eletricista instalador predial

Endereço:
Rua Henrique Vigarani, 163 — Barra do Rio
Telefone: 3341-2900

Cursos oferecidos pelo Senai - Balneário Camboriú

— Ajudante de pintor
— Aplicador de revestimento cerâmico
— Aprendizagem industrial de desenhista arquitetônico
— Assentador cerâmico
— Instalador hidráulico predial
— Instalador hidráulico predial básico
— Mestre de obras
— Pedreiro de alvenaria
— Pedreiro de alvenaria básico
— Pintor de obras
— Técnico em edificações
— Eletricista instalador industrial

Endereço:
Rua Angelina, 555 — Bairro dos Municípios
Telefone: 3363-7735

Fonte: ClicRBS
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27 maio 2013

Ter um escritório em casa exige atenção a alguns detalhes com a decoração

Cresce cada vez mais o número de pessoas que optam pelo home-office (trabalhar em casa). Essa opção alternativa detrabalho exige que a decoração da casa seja repensada. A ideia é ter móveis compactos, práticos e multifuncionais. “A mobília do ‘escritório’ deve integrar o estilo do restante da casa. Além de ter o estilo do morador, o espaço precisa deixá-lo à vontade para realizar o trabalho com concentração”, alerta Alexandre Toffani, designer da Kitchens. 

Cores

Prezar pela harmonia é essencial na escolha das cores. Um ambiente com cores muito intensas podem distrair o trabalhador. “É preciso ter cuidado para não colocar muitas informação visual no espaço. O ideal é utilizar um ou dois padrões de cores aliados aos móveis de madeira para trazer uma sensação de bem-estar”, recomenda Toffani.

Organização

Para evitar que os fios dos computadores fiquem jogados ou aparentes, escolha móveis que tenham compartimentos para guardá-los. “Nas mesas, devemos ter o cuidado de verificar como serão feitas as conexões entre os aparelhos para que os fios não fiquem expostos. Escolha móveis que tenham espaços planejados para computadores e impressoras. A ideia é economizar espaço é”, sugere Toffani. Vale lembrar a melhor saída para aproveitar todo o ambiente é optar por móveis planejados.

Aconchego

Opte por materiais que tragam bem-estar e conforto. Dessa forma, as tarefas serão melhor executadas. “A madeira ebanizada (diferente das demais, ela tem pequenos vasinhos ressaltados) têm várias tonalidades e traz aconchego ao ambiente. As cores claras deixam os ambientes mais modernos”, diz Cristina Barbara, designer de interiores.

Cores neutras também são recomendadas, já que são democráticas e permitem ousar na escolha dos acessórios. “Tonalidades neutras e madeiras com tons claros são ótimas opções porque dão um ar clean e o dono não ‘cansa’ com o tempo”, afirma Camila Klein, arquiteta.

Iluminação

Um ambiente de trabalho precisa ter iluminação para quem vai ler ou passar várias horas em frente ao computador. “O recomendado são as luzes difusas (que se espalha por todo o ambiente). Além de iluminar bem, cria um clima agradável”, orienta Clélia Regina, arquiteta.

Disposição dos móveis

Em cômodos pequenos, o móvel multifuncional é a solução certeira para evitar desperdício de espaço. E eles precisam ser encostados na parede. Assim, o centro do cômodo fica livre. As estantes multiusos também garantem organização ao escritório. “Os nichos e as prateleiras são indispensáveis. Muitas gavetas, mesas portáteis, móveis claros e agradáveis para distribuir bem todo o material de trabalho. Não podemos esquecer de um espaço destinado para telefone, computador, impressora e fax de fácil acesso”, avalia Clélia.

Fonte: Caras UOL
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05 abril 2013

Imóvel comercial rendeu mais que renda fixa em 2012

Uma pesquisa da imobiliária Lello mostrou que, em 2012, os imóveis comerciais renderam um aluguel bruto médio de 0,8% ao mês. Com o desconto da taxa de administração imobiliária (que na Lello é de 8% sobre o valor do aluguel) e de imposto de renda para a faixa mais alta de rendimentos com aluguéis (27,5%), o retorno médio líquido foi de algo como 0,53% ao mês, ou 6,55% no ano. O rendimento supera o rendimento das aplicações de renda fixa comparáveis. 

A pesquisa foi feita com base na carteira de 9 mil imóveis comerciais sob administração da Lello. O retorno líquido de 0,53% foi calculado da seguinte forma: imagine um imóvel comprado por 625 mil reais. Se o retorno do aluguel foi de 0,8%, isso significa que seu proprietário recebeu 5 mil reais brutos por mês. Considerando o desconto de 8% da taxa de administração cobrada pela Lello, o retorno cai para 4.600 reais. Deste valor de aluguel, que se enquadra na faixa mais alta de imposto de renda, devem ser descontados 27,5% referentes ao IR, restando 3.335 reais, o correspondente a cerca de 0,53% de 625 mil reais. 

Os 3.335 reais correspondem ao retorno real, ou seja, ao valor que chegou às mãos do proprietário depois de descontados os custos. Ou seja, a rentabilidade líquida do investimento nesse imóvel comercial foi de 0,53% ao mês, ou um retorno acumulado de 6,55% no ano, sem considerar a valorização do imóvel no período. 

O imposto de renda sobre os aluguéis é cobrado sobre o que o proprietário efetivamente recebe, depois do desconto da taxa de administração imobiliária. As alíquotas de IR variam de 7,5% a 27,5% de acordo com o valor do aluguel, que também pode ser isento, se for de baixo valor. Ou seja, se no exemplo anterior a alíquota de IR fosse mais baixa, o rendimento teria sido ainda maior. 

Em comparação com os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação, as NTN-B, o rendimento dos imóveis comerciais foi um pouco superior. No início do ano passado, os as NTN-B disponíveis no mercado pagavam entre 4,30% e 5,52% ao ano acima da inflação pelo IPCA, isso sem o desconto do imposto de renda, da taxa de custódia obrigatória e de uma eventual taxa de administração da corretora. A NTN-B é considerado o título mais adequado para a comparação de rentabilidade com imóveis, uma vez que são investimentos de prazo mais longo e corrigidos pela inflação, assim como os aluguéis. 

Mas também é possível comparar o rendimento com a poupança, que não é corrigida pela inflação, mas já é isenta de IR. O rendimento da antiga poupança era de 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano) mais Taxa Referencial (TR), que ao longo de quase todo o ano passado foi zero. Já a nova poupança vem rendendo 0,41% ao mês desde que a Selic passou para o patamar de 7,25%. Embora a nova poupança ainda não tenha completado 12 meses de idade, se esse mesmo rendimento fosse considerado em 12 meses, a rentabilidade teria sido de 5,02%. 

Dados sobre os contratos de aluguéis 

Segundo a Lello, na comparação com 2011, o número de novos contratos de aluguel de imóveis comerciais cresceu 11% em 2012. 

Dentre todos os novos contratos de aluguéis da Lello, 32% foram de imóveis comerciais. E 38% desses novos contratos comerciais foram de conjuntos e salas, como clínicas médicas e odontológicas, além de escritórios de contabilidade, advocacia e representação comercial. As casas, usadas para escritórios e clínicas de estética corresponderam a 27% dos novos contratos comerciais de 2012. Lojas de comércio de produtos como bolsas, sapatos e eletrônicos responderam por 17% das novas locações; salões comerciais, que costumam ser destinados a escolas, oficinas, lanchonetes e restaurantes, representaram 10% do total; e os galpões, utilizados principalmente por empresas de logística e armazenamento, somaram 8% dos novos contratos.

Fonte: Exame
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