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12 setembro 2013

Inflação do aluguel avança 1,02% na primeira prévia de setembro

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, avançou para 1,02% na primeira prévia de setembro, informou em 10 de setembro a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No mesmo período de agosto a variação havia sido de 0,13%. Com o resultado da parcial do mês, o indicador acumula alta de 3,2% no ano e de 3,9% em 12 meses.

Dentre os componentes do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60% no indicador, avançou 1,42% na primeira prévia do mês; no mesmo período do mês de agosto, o índice variou 0,15%.

O índice referente aos preços de bens finais recuou de alta de 0,20% para deflação de 0,16%. Segundo a FGV, contribuiu para este recuo o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de queda de 1,95% para queda de 5,21%.

Já o índice correspondente aos bens intermediários variou 1,44%, ante 1,05%, no mês anterior, puxado principalmente pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,31% para 1,95%.

Fonte: Obra24horas
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11 setembro 2013

Imóvel de um quarto é mais popular que o de três em São Paulo

Os apartamentos de apenas um dormitório estão cada vez mais populares na cidade de São Paulo. De acordo com o balanço do primeiro semestre do mercado imobiliário paulistano, publicado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), os imóveis de um quarto ficaram em segundo lugar tanto entre os mais lançados quanto entre os mais vendidos, superando os apartamentos de três quartos. A mudança no estilo de vida da população é um dos fatores que explicam esse boom, mas os investidores também ficam de olho nessas unidades.

Segundo o boletim do Secovi-SP, foram lançadas 3.600 unidades de um dormitório na cidade de São Paulo no primeiro semestre, quantidade que perde apenas para as 5.700 unidades de dois quartos lançadas no período. Em terceiro lugar vieram os imóveis de três quartos, com 3.300 unidades lançadas.

A procura dos compradores também é grande. Foram vendidas 4.100 unidades de um quarto no primeiro semestre, perdendo apenas para as 7.800 unidades de dois quartos vendidos no período. De imóveis de três quartos foram vendidas 3.800 unidades.

Quem são os compradores?

Segundo Stefan Neuding Neto, vice-presidente executivo da Stan Desenvolvimento Imobiliário, incorporadora que costuma desenvolver empreendimentos com unidades compactas, quem procura esse tipo de imóvel são basicamente três tipos de compradores: os investidores, que pretendem auferir renda com o aluguel da unidade; os casais sem filhos que compram seu primeiro imóvel; e os solteiros e divorciados que buscam viver sozinhos.

Para quem compra para alugar, como investimento, o apartamento de um quarto é, atualmente, o que oferece o melhor retorno, considerando-se o custo do investimento. Segundo dados do Índice FipeZap, o retorno com aluguel dos imóveis de um quarto na cidade de São Paulo estava, em agosto, em 0,50% ao mês, contra 0,47% dos de dois quartos e 0,44% dos de três ou mais quartos. Lembrando que essa rentabilidade é corrigida anualmente pela inflação.

Do lado de quem compra para morar, os apartamentos de um quarto acabam servindo a uma nova face da população brasileira: as famílias que encolheram, o maior número de idosos (viúvos ou cujos filhos já saíram de casa) e o crescente número de pessoas que vivem sozinhas.

Fonte: Exame
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Imóveis de maior valor vão ter IPTU mais alto

Motivo de tumulto na Câmara de Vereadores em Salvador/BA e tida pelos governistas como de importância relativa ante a totalidade do projeto, a aprovação da tabela de progressividade da alíquota do IPTU tem um ponto consensual: teoricamente, donos de imóveis de luxo e alto luxo não terão mais como pagar o imposto com base na alíquota mínima, de 0,1%.

Com a classificação dos imóveis considerando-se o seu valor venal, a escala de alto luxo, luxo, alto, bom, médio, simples e precário para determinar a alíquota do imposto deixa de existir. Isso tornará mais preciso o cálculo do valor devido e derruba o argumento de contribuintes que questionavam na justiça a subjetividade do padrão estabelecido para os imóveis.

Nesse ponto, situação e oposição não tem muitas divergências. "O que foi aprovado ontem foi só a forma de classificar os imóveis, mas mesmo esse projeto poderia ter sido mais discutido, recebido mais emendas, já que prazo para votação vai até 30 de setembro", diz a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), numa crítica à suposta manobra dos governistas, que determinaram votação e a aprovação do projeto.

Fonte: Uol
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10 setembro 2013

Cresce oferta de imóveis de médio-alto e alto padrão

Os lançamentos de imóveis para a média-alta e a alta renda - que possibilitam margens mais elevadas que as dos projetos econômicos - têm voltado a ganhar força nos novos projetos do setor. Na cidade de São Paulo - maior mercado imobiliário do país - uma das razões desse movimento é o preço elevado dos terrenos. Há quem diga que, em alguns bairros da capital, está mais difícil fechar a conta nos lançamentos para a classe média por causa dos preços das áreas.

"Algumas incorporadoras estão atuando com mais foco nos segmentos de médio-alto e alto padrão. Houve redução na oferta de imóveis de padrão econômico e super-econômico", diz o vice-presidente de operações da Brasil Brokers, Julio Piña. De janeiro a maio, 26% das vendas de lançamentos da Brasil Brokers foram de unidades com preço acima de R$ 650 mil, ante 19% no primeiro semestre de 2012. Além da mudança do mix, preços mais elevados contribuíram para esse incremento.

Conforme a diretora-geral de atendimento da Lopes, Mirella Parpinelle, os lançamentos de produtos destinados à média-alta e à alta renda ganharam participação na imobiliária no segundo trimestre. A executiva ressalta que, nos primeiros anos após a onda de abertura de capital, quando as incorporadoras precisavam apresentar "números grandiosos" ao mercado, houve menos oferta desses segmentos.

"Vemos uma demanda crescente por imóveis de alto padrão, assim como de médio-alto", afirma o vice-presidente financeiro da Cyrela Brazil Realty, José Florêncio Rodrigues. Os lançamentos de médio-alto e alto padrão corresponderam a 70% do Valor Geral de Vendas (VGV) da Cyrela nos últimos cinco anos. Com o aumento de renda, a demanda por esses imóveis tende a crescer, segundo Rodrigues. Ele cita que a Cyrela tem tradição "em desenvolver e construir imóveis de alto padrão".

Na cidade de São Paulo, o principal destaque dos lançamentos ocorridos neste ano foram as primeiras fases do Jardim das Perdizes, empreendimento com unidades de médio a alto padrão. O projeto pertence à Windsor Investimentos Imobiliários, da qual a Tecnisa tem quase 70%, a PDG Realty, 25%, e a BV Empreendimentos e Participações, o restante.

O preço médio por m2 das unidades do Jardim das Perdizes lançadas no primeiro trimestre ficou próximo de R$ 8,3 mil e, no segundo trimestre, em torno de R$ 9 mil, valores considerados de médio-alto padrão pela Tecnisa. A demanda das classes média-alta e alta por imóveis é menos afetada por um cenário de desaceleração da economia, conforme o diretor financeiro e de relações com investidores da Tecnisa, Vasco Barcellos.

A maior parte dos lançamentos da PDG é de unidades de R$ 250 mil a R$ 750 mil, com tíquete médio de R$ 375 mil, ainda que, no primeiro trimestre, esse valor tenha sido maior, em função do Jardim das Perdizes. "De forma oportunista, vamos participar das duas pontas: segmento econômico e alto padrão", diz o diretor de relações com investidores da PDG, Guido Lemos. A empresa pretende ter lançamentos, neste ano, em linha com o VGV de 2012.

Conforme o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompeia, na cidade de São Paulo, a oferta de imóveis de médio-alto e alto padrão, neste ano, está maior do que a de 2012. A participação dessas unidades no segmento de um dormitório tem crescido, segundo Pompeia. Foi justamente o lançamento de imóveis de um dormitório que mais aumentou de janeiro a maio, na capital, ante o mesmo período de 2012. A expansão foi de cinco vezes, de 501 unidades lançadas, para 2,514 mil.

No total, os lançamentos de imóveis na capital paulista cresceram 35,7% até maio, para 10,409 mil unidades, segundo a Embraesp. O segmento de quatro dormitórios apresentou forte alta, de 23,3%, na comparação dos dois intervalos, para 1,159 mil unidades. O número de unidades de três dormitórios lançadas teve alta de 21,5%, para 2,329 mil. O menor aumento foi registrado no segmento de dois dormitórios, que cresceu 2,2%, para 4,407 mil, de acordo com a Embraesp.

Fonte: Valor Econômico
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Preço do imóvel pronto sobe o dobro da inflação

O preço de venda do metro quadrado dos imóveis prontos, a maioria usados, e anunciados na internet, subiu, em média, 1,2% em agosto, depois de ter aumentado 1,1% em julho, segundo o Índice FipeZAP. O indicador apura as cotações em 16 cidades. Em 12 meses até agosto, o aumento acumulado foi de 12,3%, praticamente o dobro da inflação do período, medida pelo IPCA-15 (6,15%).

Apesar de a valorização dos imóveis superar de longe a inflação, o coordenador do Índice FipeZAP, Eduardo Zylberstajn, ressalta que os sinais de desaceleração dos preço ficaram mais evidentes em agosto. Para sustentar essa avaliação, ele observa que o índice que considera apenas sete cidades registrou, no mês passado, a mesma variação de julho, isto é, subiu 1% e não houve aceleração em relação ao mês anterior.

Além disso, o economista ressalta que em seis das sete cidades pesquisadas, o preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados subiu menos em agosto. No caso de Belo Horizonte, o preço médio caiu 0,3% no mês passado, a quarta retração consecutiva.

Outro resultado de agosto que chamou a atenção do economista foi o comportamento dos preços em Niterói/RJ, que ficaram praticamente estáveis no mês passado, após um forte período de alta.

Aluguel 

No caso dos preços de locação, pesquisados em apenas duas capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, Zylberstajn ressalta que eles registraram a primeira queda em três anos no Rio de Janeiro. O preço do metro quadrado para locação recuou 0,01%. "Isso não ocorria desde junho de 2010 (-0,4%)", diz o economista. No mês passado, houve retração nos preços do aluguel dos imóveis de um e quatro dormitórios no Rio de Janeiro, mostra a pesquisa.

Na avaliação de Zylberstajn, o preço do metro quadrado de aluguel é uma referência importante para o mercado imobiliário porque mede a capacidade de pagamento da população. Quando esse preço recua, é sinal de que o poder de consumo está diminuindo. E, para ele, isso está ocorrendo.

"A desaceleração dos preços dos imóveis não é uma surpresa", afirma o economista. Ele lembra que esse movimento é compatível com a conjuntura atual, que ficou mais complicada, com o aumento da taxa básica de juros, inflação e renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de São Paulo
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Ministério Público quer fim de taxa de corretagem em venda direta de imóveis

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra a Caixa Econômica Federal, o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 4ª Região, o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais e a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, para impedi-los de cobrar taxa de corretagem das pessoas que adquirem imóveis remanescentes dos chamados Feirões da Casa Própria.

O MPF pede que a Justiça Federal declare a nulidade da cláusula que exige a obrigatoriedade da intermediação de corretor nas operações de venda direta de imóveis, proibindo-se a Caixa de exigir a contratação. Segundo o MPF, a cobrança seria ilegal e abusiva, porque obriga o consumidor a pagar uma comissão de 5% sobre o valor do imóvel, ainda que não tenha havido qualquer intermediação de corretores no processo de compra e negociação.

De acordo com o procurador da República, Fernando de Almeida Martins, autor da ação, os imóveis que não são vendidos nos leilões patrocinados pela Caixa são posteriormente negociados com o primeiro interessado que apresentar proposta de valor igual ou superior ao mínimo estabelecido no edital do leilão.

Ao comprador não seria dada a opção de escolher a contratação do serviço. Caso queira adquirir o imóvel, ele é obrigado a pagar a taxa de corretagem. Para o MPF, é clara a configuração de venda casada, pois o banco não oferece qualquer liberdade de escolha ao interessado.

O Ministério afirma que, segundo o banco, a contratação obrigatória dos serviços de corretagem fundamenta-se em convênio, válido em Minas Gerais, firmado no ano de 2000. Nesse acordo estaria expressamente consignado que a remuneração do corretor será custeada diretamente pelo comprador.

Fonte: O Estado de São Paulo
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30 agosto 2013

Oferta de imóvel comercial é favorável aos inquilinos

O crescimento no número de lançamentos de prédios de escritórios, salas comerciais, centros de distribuição e galpões logísticos em 2013 dá aos inquilinos um grande número de opções e um grande poder para negociar os preços de aluguel, que devem ou se manter estáveis, dependendo da localização, ou até apresentar queda no caso de áreas saturadas de empreendimentos. Antes a situação era escassez, agora a oferta cresceu e tende a voltar ao normal, informa Ricardo Betancourt, presidente da Colliers International Brasil. Os preços, segundo explica, não devem cair e a tendência é de acomodação. "As empresas demoram mais para tomar suas decisões porque contam com mais opções hoje", acrescentou. "Agora, quem manda é o inquilino que não associa esse processo à expectativa de desaceleração da economia brasileira e internacional, mas à própria dinâmica do mercado imobiliário.”

De acordo com relatório da Cushman & Wakfield, foram concluídos no primeiro trimestre no Brasil 219 mil m² de área útil de alto padrão, o que representou aumento de 28,8% em relação ao mesmo período de 2012. "A expectativa para 2013 é que o total entregue nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Vitória e Recife supere 1,3 milhão de m² de área útil, sendo 62% superior a 2012. Até final de 2013, com esse ritmo, poderá atingir um volume semelhante ao total entregue em 2011 e 2012 juntos", informa o boletim da companhia, divulgado no fim do primeiro trimestre de 2013.

A taxa de vacância desses empreendimentos em todo o País chegou a 14,5% no primeiro trimestre de 2013, alta de 4,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Em São Paulo a taxa foi de 14,1%, alta de 2,36 pontos em relação ao primeiro trimestre do ano passado e alta de 0,51 pontos em relação ao quarto trimestre de 2012. No Rio, em regiões como centro, orla, zona portuária, zona sul e cidade nova, a taxa de vacância passou de 10,8% no quarto trimestre de 2012 para 20,8% no mesmo período de 2013.

O mesmo relatório indicou estabilidade nos preços de locação entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano em São Paulo, embora tenha havido alta de 18,7% entre os primeiros trimestres de 2012 e 2013. "Trabalhamos com valores estáveis apesar do crescimento da oferta, porque são espaços classe A, em que ainda há demanda das empresas. A questão é que os valores negociados antes estavam acima do mercado. A gente chegou a ter região que saiu de março de 2012 valendo R$ 123,70 o m2 para R$ 146,86 em março de 2013", diz Denise de Camargo Ghiu, gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman & Wakefield.

Ela concorda com Betancourt sobre o aumento do poder do inquilino, que tem conseguido também nas recentes negociações tempo de carência com os proprietários nos edifícios de alto padrão. "Temos notado que alguns proprietários negociam com as empresas um tempo de carência, onde não é cobrado o aluguel cheio até que a empresa tenha tempo para se instalar no edifício, o que pode às vezes demorar dois meses. O mercado agora é favorável ao locatário."

Regiões como a da Faria Lima, em São Paulo, continuam atraindo atenção de empresas, principalmente as internacionais, embora Denise de Camargo tenha notado investimentos de prédios de alto padrão na Barra Funda, Lapa e Santo Amaro. De acordo com o Secovi-SP, de 2008 até o ano passado o número de lançamentos de novos escritórios comerciais passou de 2.434 para 6.369, com destaques para a Zona Sul (Campo Belo, Santo Amaro e Jabaquara) e Zona Oeste, especialmente na Faria Lima no Itaim Bibi ou em Pinheiros.

De acordo com pesquisa da Jones Lang LaSalle, a previsão é que sejam lançados 14,4 milhões de metros quadrados de galpões de alto padrão no Brasil até 2017, sendo que 60% será no Estado de São Paulo e 16% no Rio de Janeiro. "Muitos projetos que ficaram parados agora têm recursos", diz Roberto Patino, gerente de Negócios da Jones Lang LaSalle, ao citar financiamentos de fundos imobiliários e com a tendência de o empresário reduzir custos de capital.

Mark Turnbull, diretor da vice-presidência de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP, estima que haja um estoque de 95 milhões de m2 no Brasil de galpões, sendo que 64 milhões de m2 estejam no estado de São Paulo. "Há expectativa que entre um novo estoque 1,3 milhão de m2 neste ano de 2013 em São Paulo. E as regiões de maior preferência para investimento no estado são as cidades de Cajamar e Jundiaí, que estão próximas à capital, com acesso às rodovias Bandeirantes, Anhanguera e outras rodovias, onde está a maior concentração desses empreendimentos."

Segundo Denise de Camargo, Jundiaí tem a menor vacância do Estado (2,4%) com um estoque de mais de um milhão de metros quadrados de condomínios de logística. Em todo o Brasil, a taxa de vacância cresceu de 5,3% para 10,3% do primeiro trimestre de 2012 para o mesmo período de 2013, enquanto o preço pedido para locação cresceu 21%, de R$ 15,7 o metro quadrado para R$ 19. "A gente já começa a ver que o proprietário está mais maleável. Ele estava mais duro antes, porque se não alugava para A alugava para B. Agora o humor do mercado mudou facilitando a negociação para não perder o negócio", diz Betancourt, da Colliers. "Com o aumento da oferta, o inquilino vai analisar daqui para frente mais a qualidade do imóvel. O proprietário terá que mostrar o diferencial do seu empreendimento, seja ele de escritório ou de logística, se é um escritório mais eficiente, se é um centro de logística com mais vagas para carretas. O mercado vai olhar mais qualidade, porque antes não havia opção."

Para Betancourt, os novos empreendimentos terão de ser planejados com base nessa nova realidade. Ele lembra que os proprietários de imóveis em fase de construção vão enfrentar esse novo desafio. "Os projetos devem ser mais pensados. Acho complicado fazer um novo lançamento em Alphaville porque o mercado vai demorar para absorver. Mas a construção que está em andamento é melhor terminar." De acordo com relatório da Colliers, em 2012 houve queda de 25% na absorção líquida de empreendimentos em Alphaville. Neste ano, a companhia espera a entrega de 59.400 m² de escritórios, sendo que haverá ainda a entrega de outros 569.000 m² ainda sem data de entrega.

Fonte: Valor Econômico
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29 agosto 2013

Inflação do aluguel desacelera em agosto

A inflação do aluguel desacelerou neste mês de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (29). O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu 0,15% em agosto, ante elevação de 0,26% em julho, favorecido pela desaceleração da alta dos preços no atacado e da construção.

O resultado foi igual à mediana de 26 projeções em pesquisa Reuters, cujas estimativas variaram de 0,06% a 0,25%. Em 12 meses o IGP-M acumula alta de 3,85%. Em relação à segunda prévia de agosto, entretanto, houve ligeira aceleração, após alta de 0,11% no período.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,14% em agosto, ante avanço de 0,3% em julho.

Já o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no índice geral, avançou 0,09%, após variação negativa de 0,07% no mês anterior.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez, registrou elevação de 0,31%, desacelerando ante alta de 0,73% na apuração de julho.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel. Ele calcula as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Diante de um cenário de inflação ainda elevada mas também de dificuldades de crescimento, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu na quarta-feira (28) elevar a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, para 9% ao ano.

Fonte: R7
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27 agosto 2013

Em bairros de classe média em São Paulo, casa própria chega a ter desconto de 14,5%

A pechincha gera uma grande economia para quem tem o sonho da casa própria. Segundo o último levantamento do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 2ª Região (Creci-SP), os descontos no fechamento dos negócios em bairros da classe média da capital paulista como Aclimação, Pompéia, Sumaré e Vila Madalena foram em média de 14,5%. 

O percentual só foi menor do que os praticados nos bairros periféricos da cidade, por exemplo, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia, onde a média dos abatimentos foi de 17,5%. 

Os dados se referem apenas aos imóveis usados vendidos na capital paulista em maio, período do último levantamento feito e divulgado neste mês pelo Cresci-SP. 

Uma casa de três dormitórios que fosse anunciada por R$ 850 mil, por exemplo, nas localidades de classe média citadas acima, poderia ser vendida por R$ 726.750, se o comprador conseguisse o desconto médio de 14,5%. A economia chegaria a R$ 123.250. O dinheiro sobrando poderia ser usado na compra de um veículo Hyundai HB 20, que está entre os cinco carros mais vendidos no Brasil desde o ano passado e custa R$ 32 mil, e ainda daria para usar os R$ 91.250 restantes para mobiliar a casa nova. 

Em bairros mais distantes do centro da capital, como Capão Redondo e Vila Nova Cachoeirinha, um imóvel também com três dormitórios poderia ser vendido por R$ 225 mil. Dependendo da negociação entre comprador e vendedor, a casa seria vendida por R$ 185.625, se fosse aplicado o desconto médio de 17,5%. 

É importante ressaltar que o abatimento divulgado pelo Cresci é uma média. O que significa dizer que alguns compradores conseguiram no período um desconto maior e outros abaixo do patamar de 14,5% ou 17,5%, nas regiões. No período, o preço médio do metro quadrado dos imóveis vendidos pelas imobiliárias consultadas caiu 1,41%. 

O valor dos abatimentos está relacionado a diversas variáveis, como condições do imóvel, características da região onde está localizado e, principalmente, à necessidade do vendedor. 

O presidente do Cresci-SP, José Augusto Viana, também explica que os abatimentos muitas vezes acontecem porque os proprietários sempre querem vender por um preço acima do que valem os imóveis e, muitas vezes, acabam tendo que fazer descontos para concluir. 

Ainda de acordo com ele, 50% dos negócios são fechados por meio de financiamento bancário e o endividamento do consumidor atrapalha o setor. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em julho, mostrou que o percentual de família com dívidas chegou a 65,2%, maior do que em junho, quando registrou 63%. 

“O endividamento é um negócio sério porque quando chega o momento de obter crédito para financiamento imobiliário, isso tudo é levado em consideração. Você retira do mercado pessoas que evidentemente teriam condição de comprar e endividado não vai poder, já que essa renda está comprometida.”

Viana também explica que o endividamento e os descontos não significam a desvalorização do setor dos imóveis, pois o que os dados do Cresci mostram é que as vendas têm aumentado mensalmente. De janeiro a maio, o crescimento já foi de 27,92%.

Fonte: R7
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26 agosto 2013

O mercado se reestrutura

A segunda metade do ano mal começou e 2013 já foi eleito, pelas entidades que compõe o setor da construção civil no Rio Grande do Norte, como o período ideal para quem pretende adquirir um imóvel. O mercado imobiliário passa por um momento caracterizado pela desaceleração do crescimento, visto como reflexo natural da acomodação do mercado. “Ou seja, o momento é excelente para quem vai comprar. O mercado imobiliário atualmente tem mais oferta do que procura e isso, claro, favorece o comprador”, destaca a vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN), Larissa Dantas. 
Jailson está confiante, apesar do volume de negócios abaixo do registrado em outras épocas
O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-RN) Jailson Dantas, faz a mesma análise. “O ano de 2013 é uma continuação de 2012. O mercado está se recuperando, se estabilizando em um patamar mais baixo e agora estamos no momento da entrega das unidades comercializadas no passado”, disse. A fase de desaceleração é observada em todo o país desde o ano passado. O discurso do Sinduscon-RN e do Secovi-RN acompanha as observações do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, que considera essa mudança de ritmo natural. “É um momento de estabilização”, confirma. 

Apesar da mudança de cenário a avaliação para o primeiro semestre de 2013 é positiva. Para Jaílson Dantas com o passar dos meses o mercado veio se recuperando em relação ao ano anterior. “Foi um bom primeiro semestre. O que estamos vendendo mais hoje em dia são os imóveis prontos e os que estão sendo entregues. A velocidade de venda dos lançamentos ainda está muito abaixo da velocidade de venda dos imóveis prontos”, disse.

A vice-presidente do Sinduscon destaca que as empresas queimaram seus estoques nesses primeiros meses do ano, enquanto as grandes obras de infraestrutura anunciadas para o estado, não tiveram, no primeiro trimestre, o impulso esperado no ano passado. Mesmo assim, acredita em uma pequena reação em relação ao ano de 2012. “O mercado imobiliário teve uma pequena reação neste ano. Está melhor que o ano passado. Em 2012 teve uma parada e agora as empresas estão voltando a investir. O diferencial é que esse investimento vem sendo feito com mais cautela. É uma retomada de investimento de forma mais ordenada. A intenção é que, com isso, possamos fazer uma gestão política junto a órgãos públicos”, disse Larissa Dantas.

O público também mudou. Com uma série de empreendimentos turísticos travados, os clientes estrangeiros deixaram de ser o público alvo das empresas de construção civil e o público local ganhou mais espaço. “Sem contar que a burocracia nas questões relativas ao licenciamento ambiental e o clima de insegurança jurídica, espantaram os investidores”, observou a vice-presidente do Sinduscon-RN. 

Apesar do período favorável aos compradores os preços dos imóveis devem permanecer no mesmo patamar. “Os preços chegaram ao limite. O país entrou em fase de menor crescimento e está havendo uma readequação dos preços. É um momento difícil de fazer análise”, ressalta Larissa Dantas. O que muda, explica, é a abertura para as mais diversas possibilidades de negociação vislumbrando a oportunidade para descontos dependendo do acordo firmado. De acordo com a avaliação de especialistas, esse cenário, de juros e vendas caindo e de preços ainda altos, sinaliza uma acomodação do mercado e um momento de equilíbrio, após anos de euforia.

Cenário

A geração de empregos no setor da construção civil segue indiferente às mudanças de cenário, destaca Larissa Dantas. Segundo dados de pesquisa realizada pelo Sinduscon-RN, o setor se mantém em destaque no ranking de geração de empregos em Natal nos últimos três anos. “Em alguns meses do ano chega a ficar acima da indústria”, observa. O volume de trabalhadores está na casa dos 40 mil empregados formais, com variação de 0,5% a 2,05%, para mais e para menos, dependendo das datas de entrega dos empreendimentos.

Grande parte dessa força é utilizada atualmente em empreendimentos com perfil comercial, diferente de três ou quatro anos atrás, quando o setor viveu um momento de histeria de lançamentos residenciais.

Apesar do volume de empregos gerados o setor da construção civil enfrenta dificuldade na contratação de mão de obra que continua sem a qualificação adequada. “O que impacta diretamente na manufatura de nosso produto, que é essencialmente artesanal. Já estamos trabalhando, enquanto sindicato patronal, em soluções como a criação de mais cursos de qualificação, mas infelizmente temos que ser pacientes, pois esse cenário ainda vai demorar um pouco para mudar”, afirma Larissa Dantas.

O impacto da falta de qualificação é sentido nos acabamentos mais finos de final de obras de padrão construtivo mais elevado. “Além do mais, o custo elevado da mão de obra qualificada, pela sua escassez, vem impactando bastante nos orçamentos, e já se fala em alguns casos em impacto de até 60% do custo do orçamento total de uma obra, pois não podemos esquecer que temos encargos sociais na construção civil que orbitam em quase 200% sobre esse valor do custo da mão de obra. Tem sido um exercício de engenharia financeira, equilibrar nossos orçamentos de obras diante desse cenário de alto custo de mão de obra que vem se estabelecendo há alguns anos”, finaliza.

Sindicato quer conhecer o mercado

Que tipo de imóvel falta em Natal? Quais aspectos o consumidor leva em consideração na tomada de decisão? Qual o melhor mês para efetuar a compra? Qual o metro quadrado mais valorizado pelo mercado? Estas são algumas das questões que serão respondidas na pesquisa de mercado encomendada pelo Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Norte cuja primeira amostragem deverá ser divulgada em outubro deste ano. O estudo, elaborado pelo instituto de pesquisa Consult contará com a colaboração de 80% das 120 empresas associadas à entidade e objetiva dar subsídio aos participantes com relação a dinâmica de vendas de imóveis em Natal. O trabalho será sistemático, vai acompanhar o mercado ao longo de todo o ano com divulgação de informações a cada três meses.

“As construtoras não irão trabalhar somente com o conhecimento de suas obras, mas sim o que está acontecendo com todo o mercado imobiliário. Seu crescimento, tipo de imóvel que a população está desejando, o que vai acontecer e a iniciativa da população por mais interesse por determinado tipo de imóvel. Esse estudo será uma orientação que o Sinduscon-RN vai oferecer às empresas associadas. Isso é muito importante pois serve para balizar o sindicato e as empresas”, ressalta o diretor da Consult, Paulo de Tarso.

Atualmente o trabalho está em fase inicial. As empresas fornecedoras dos dados que serão transformados em indicadores de mercado fieis à realidade estão passando por treinamento. “Os dados que dispomos atualmente não são totalmente fieis. São feitos a partir da observação dos anúncios em impressos, análise de números de alvarás e Habite-se emitidos pela prefeitura, o que nem sempre acompanha a velocidade das ruas”, explicou Larissa Dantas. Com esses dados em planilha a expectativa do sindicato é que seja possível articular ações em parcerias para que os agentes públicos possam fazer a cidade crescer de forma mais coerente do ponto de vista de organização urbana.

Fonte: Tribuna do Norte
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Rio Grande do Norte: O foco é ocupar as áreas onde existe infraestrutura

Larissa Dantas, Vice-presidente do Sinduscon-RN
Depois de um crescimento acelerado entre os anos de 2004 e 2010, que provocou a mudança definitiva da paisagem da cidade, o setor da construção civil pisou no freio e mudou para uma marcha mais lenta. Os índices do setor registrados no Rio Grande do Norte este ano não são divulgados abertamente pelo setor que admite a mudança de cenário, mas prefere enxergar uma oportunidade para adoção de medidas estratégicas para investimento. É época para analisar o mercado com cautela e esvaziar o estoque acumulado. A consequência é um momento único para quem pretende comprar um imóvel seja para morar ou investir. A infraestrutura urbana e a demora na revisão das leis que incidem diretamente sobre a atividade - o Plano Diretor de Natal -, continuam agindo como entraves para a atuação do mercado. Mas nem tudo são notícias negativas. Apesar da desaceleração nas agendas de lançamentos, a construção civil ainda está contratando. É o setor que mais emprega mão de obra no Estado e o frisson provocado pelo “boom” imobiliário de anos atrás produziu frutos que estão sendo colhidos no presente em forma de atualização da tecnologia empregada nos canteiros de obras. A vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Larissa Dantas, faz uma análise atual do mercado e dos desafios futuros.

Como você avalia o mercado da construção civil no RN?

Está em uma fase de estabilização, com um volume de investimentos acontecendo de forma mais comedida. Isso quer dizer que as empresas estão pensando mais na hora de investir. Em função do momento, as empresas da construção civil que atuam no Estado visualizaram a necessidade de se criar um sistema de indicadores imobiliários, através de pesquisa sistemática com base em informações repassadas pelas empresas associadas ao sindicato, de forma a proporcionar uma melhor distribuição dos investimentos no futuro.

Quais as principais mudanças observadas no mercado de Natal nesses últimos anos?

Com o advento das mudanças no Plano Diretor de Natal de 2007, da mesma forma que ocorreu em 1994, a gente viu uma grande número de lançamentos imobiliários que estão ficando prontos agora. É bom destacar aqui que o ciclo da construção civil é muito longo. Portanto, um produto que a gente lança hoje, precisa de uma média de três anos para ficar pronto. Por isso as mudanças entre um ano e outro não são muito grandes, mas também não é para ser. Como agora é um momento de estabilização, a gente não tem lançamentos na mesma velocidade que no ano passado. Agora é o momento de entrega desses imóveis. De saldar os estoques.

E de que forma as mudanças no mercado interferem na paisagem da cidade?

Natal está ficando uma cidade com muitos prédios. A visão da construção civil é uma visão técnica e de uma forma geral, positiva, com exceção da mobilidade urbana que não é proporcionada. Mas ainda há muitos espaços livres. Por exemplo: a gente vê também alguns prédios em Tirol e Petrópolis, seguido por uma grande vazio e um grande número de empreendimentos prontos e em execução em Parnamirim. Mas o que acontece? Lá em Parnamirim não tem infraestrutura. Quem mora lá trabalha em Natal, então uma preocupação do futuro é trazer mais empreendimentos para o Centro de Natal. Para as áreas onde existe mais infraestrutura. E por que isso acontece? Se a gente não utilizar as áreas onde existe infraestrutura, no caso onde os prédios estão surgindo, surge um problema. Caso contrário, todo mundo estará condenado a morar longe do trabalho. Com isso a qualidade de vida e a mobilidade urbana vão cair.

A tendência para o futuro seria o adensamento das áreas mais próximas ao Centro de Natal?

Não sei dizer. Porque fica a cargo do poder público gerir as políticas públicas. A construção civil vai para onde o setor público indicar que a gente deve ir. Mas seria interessante, pelo menos tecnicamente, que existisse esse tipo de urbanização. Mas essa é uma visão do sindicato. Que os bairros que podem ser adensados, que sejam liberados para isso. Como, por exemplo, os bairros de Nazaré e Candelária. Você acha que a construção civil não quer investir na zona Norte? Claro que quer. Mas lá é impedido. É um absurdo. É melhor ter um edifício em uma área pequena e ali morem, 30, 50 ou 60 famílias ou ter a mesma área e construir 60 casas, cada uma com uma fossa e sumidouro? Assim é a zona Norte. O poder privado tem como contribuir com a questão da infraestrutura. Muita gente acredita que a verticalização é o mal do século quando na verdade é a salvação das grandes cidades. Pois as pessoas vão poder morar perto do trabalho, evitar o uso de carro. Com isso podem ir ao trabalho caminhando ou de bicicleta, por exemplo.

Faça uma breve análise da estrutura urbana de Natal.

Os investimentos de mobilidade estão chegando, a gente espera que sejam concretizados, mas de uma forma geral ainda falta muita coisa. Existe um planejamento que prevê que 80% [das cidades] do RN sejam saneadas. Isso seria um sonho. Ainda deixa muito a desejar. E nos deixa um pouco atados. Como não existe infraestrutura a gente não pode construir, não pode construir pois não tem infraestrutura, dai o Plano Diretor não deixa e a gente fica nesse ‘oito’. Tudo depende de políticas públicas orientadas para um bom ordenamento urbano. Tudo pensado de uma forma técnica, se isso não acontecer tudo pode virar um caos.

Natal viveu um ‘boom’ imobiliário em função do investimento de muito capital estrangeiro entre os anos de 2004 e 2010. O que ficou de positivo e negativo dessa fase?

O que ficou foi a elevação da qualidade de produtos, a chegada de novas tecnologias na construção civil. Claro que grande parte das empresas que vieram de fora precisaram se agregar de alguma forma a empresas locais e isso foi positivo. Além do bom momento de compras para o consumidor que é agora. Hoje temos uma oferta que é muito boa e por isso é possível fazer boas negociações na hora de comprar. Para o consumidor isso é essencial. Tomara que eles percebam isso. Por outro lado teve o surgimento de muitas empresas aventureiras. Mas essas já foram embora e não estão mais por aqui. É o momento de ver que o joio já foi separado do trigo. Quem veio comprometido com o mercado, está honrando seus compromissos. E de ruim ficaram alguns clientes insatisfeitos com empresas que vieram pela onda e quando passou foram embora. E isso sempre preocupa a gente. Existe uma política aqui no sindicato que é de receber as novas empresas. Quando elas não se apresentam provocam certo estranhamento. No nosso entendimento, se veio para ficar que participe.

O aporte de grandes empreendimentos no RN impulsionou a adoção de novas tecnologias na construção civil? O que é empregado aqui que pode ser destacado como tecnologia de ponta?

Vemos hoje a aplicação, principalmente pelas empresas que vieram de fora, a utilização de novos revestimentos nas fachadas de suas edificações e uma maior mecanização dos canteiros de obras. Esta mecanização é uma tendência que as empresas de fora trouxeram para a construção civil do Rio Grande do Norte. A tecnologia da construção do mercado imobiliário potiguar está muito bem no cenário nacional. Vemos excelentes produtos de empresas que primam pela qualidade e compromisso com seus clientes. Hoje temos acesso a grandes fornecedores, que nos atendem inclusive com assistência técnica local e , em alguns casos, com produtos que não tínhamos acesso pelo seu alto custo. O mérito desse acesso a novas tecnologias de elevadores e geradores por exemplo, são mérito do trabalho coeso da Coopercon-RN, uma cooperativa fundada há 10 anos por algumas empresas associadas ao Sinduscon, e que busca constantemente introduzir novos players ao mercado. Com isso, novas tecnologias chegam aqui ao mesmo tempo que nos outros lugares do mundo. Nossa construção potiguar recebe, através da Coopercon, visitas dos presidentes das grandes empresas fornecedoras da construção civil em nível nacional e até mundial, trazendo uma elevação no nível dos profissionais que participam desses encontros técnicos, o que acaba impactando de uma forma muito positiva a nossa construção civil.

A nova data para revisão do plano diretor foi novamente adiada. Quais as consequências?

Como setor produtivo formal, seguimos sempre as regras que nos forem impostas pela legislação do nosso setor. Para o setor da construção civil, continuaremos trabalhando nas regras atuais, até que as novas entrem em vigor. Para o desenvolvimento urbano da nossa cidade, existe uma preocupação nossa, haja vista a obrigatoriedade de revisão dos perímetros das zonas adensáveis a cada dois anos, que encontramos no parágrafo segundo, do artigo 11 do Plano Diretor de Natal. Trocando em miúdos, isso significa que, os bairros que já tiveram algum desenvolvimento de infraestrutura, desde a última revisão/alteração da Lei, como Candelária, Nazaré e mesmo a zona Norte, ficarão praticamente estáticos para novas construções significativas e, infelizmente, subutilizados até que haja a revisão do Plano. Perde a cidade de Natal, pois fica com o seu desenvolvimento relativamente parado. Entendemos entretanto, que as regularizações das ZPAs precisam ser finalizadas antes de adentrarmos na revisão do Plano. A Gestão Municipal atual está penalizada pelo atraso que encontrou quando tomou posse.

Quais as novidades e metodologias adotadas na administração dos resíduos gerados pelo setor?

A aplicação da Resolução Conama 307, que trata dos resíduos da construção civil, já vem sendo feita desde que entrou em vigor. Entretanto, até pouco tempo, havia uma lacuna por parte do poder Público Municipal na sua atribuição de receptor dos resíduos. A solução desse problema veio da iniciativa privada, com a implantação de usinas de reciclagem. A consequência no setor da construção civil, vem sendo um incremento de custos nas nossas planilhas orçamentárias para contemplar esta destinação adequada, de forma a obedecer a legislação. As construtoras associadas ao nosso Sindicato já seguem essa legislação ambiental desde o Planejamento dos canteiros de obras. Na nossa opinião, a maturação do setor para aplicabilidade da resolução Conama já está no seu ponto ideal. A sustentabilidade hoje é compromisso de toda a cadeia produtiva da construção civil. Temos que cuidar bem do nosso meio ambiente para deixarmos um bom legado para as próximas gerações.

O setor da construção civil é um dos que mais emprega no Estado. Quais as dificuldades para as empresas nesse sentido?

Boa parte da mão de obra continua sem a qualificação adequada, o que impacta diretamente na manufatura de nosso produto, que é essencialmente artesanal. Já estamos trabalhando, enquanto sindicato patronal, em soluções como a criação de mais cursos de qualificação, com o apoio da Fiern, através do Centro de Treinamento Rosário Carriço do Senai. Mas infelizmente temos que ser pacientes, pois esse cenário ainda vai demorar um pouco para mudar, haja vista ser uma mudança cultural na base da cadeia produtiva da construção civil. O maior impacto da falta de qualificação, é sentido principalmente nos acabamentos mais finos de final de obras de padrão construtivo mais elevado. Além do mais, o custo elevado da mão de obra qualificada, pela sua escassez, vem impactando bastante nos orçamentos, e já se fala em alguns casos em impacto de até 60% do custo do orçamento total de uma obra, pois não podemos esquecer que temos encargos sociais na construção civil que orbitam em quase 200% sobre esse valor do custo da mão de obra. Tem sido um exercício de engenharia financeira, equilibrar nossos orçamentos de obras diante desse cenário de alto custo de mão de obra que vem se estabelecendo há alguns anos.

Fonte: Tribuna do Norte
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A demanda de mão de obra e a construção civil

Em julho, a construção civil contratou no Brasil todo 4.899 empregados com carteira assinada e demitiu 344, só na região metropolitana de São Paulo (RMSP), principal mercado do País. Isso é indício do baixo nível de atividade do setor. No primeiro semestre, segundo o sindicato da habitação (Secovi), as vendas de imóveis novos cresceram, mas isso pouco influenciou as contratações de mão de obra.

Os sinais de melhora do setor, entre junho e julho, ainda são tênues, segundo a Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A rigor, o indicador do nível de atividade passou, entre um mês e outro, de 44,3 pontos para 46,5 pontos, mas ambos são inferiores a 50 pontos, ou seja, estão aquém do patamar positivo. Em relação ao nível usual, a recuperação da atividade foi de apenas 0,5 ponto porcentual, de 42,3 pontos para 42,8 pontos. No mês passado, o uso de capacidade foi de 70%, apenas um ponto porcentual acima de julho de 2012.

Já as expectativas de atividade das empresas são melhores e indicam um nível de atividades acima dos 50 pontos. No caso das grandes empresas, o nível de expectativas tende à estabilidade, tanto no tocante a novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas como no número de empregados. É o que mostra o levantamento da CNI, que pesquisa 549 companhias, das quais 135 grandes, 252 médias e 162 de pequeno porte.

Como revelam os números do Ministério do Trabalho sobre o emprego na construção civil, após o corte de 1,9 mil vagas com carteira assinada, em maio, houve a contratação de 2,1 mil pessoas, em junho, e de quase 4,9 mil, no mês passado. No trimestre maio/julho, o saldo líquido foi de 5,1 mil vagas, enquanto no mesmo período do ano passado haviam sido abertos 44,5 mil postos, quase nove vezes mais. Na comparação com outros segmentos, a construção civil se saiu melhor, respondendo por quase 12% do total de novas vagas. Na RMSP, neste ano, o setor de construção foi o que apresentou melhores resultados, em termos porcentuais (+4,98%).

O segundo semestre é, historicamente, mais forte para o ritmo da atividade - e na construção civil não é diferente. Mas, se há sinais de que a construção de edifícios esboça recuperação, o mesmo não ocorre com as obras de infraestrutura. Como um todo, o setor da construção depende de um setor público bem mais eficiente para contratar obras do que se mostrou até agora.

Fonte: O Estado de São Paulo
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23 agosto 2013

Internet é preferida para a divulgação de imóveis

A internet é atualmente a principal mídia para veiculação de anúncios imobiliários, superando os classificados dos jornais impressos como primeira opção de busca por quem deseja comprar, vender ou alugar imóveis comerciais e residenciais. É o que mostram os números relativos à quantidade de ofertas disponíveis nos portais. As opções são muitas, assim como é grande a quantidade de contatos gerados para os anunciantes online - imobiliárias, corretores, incorporadoras, construtoras e pessoas físicas - a partir de pesquisas feitas nas páginas eletrônicas do Imovelweb, ZAP Imóveis e WebCasas, por exemplo.

O fato de permitir a visualização de diferentes imagens de boa qualidade dos imóveis e a obtenção de informações detalhadas sobre suas características, e facilitar a comparação de preços com ofertas similares de outras regiões, faz do classificado online uma ferramenta de busca bem mais eficaz para o público. "O número de pessoas que realizam pesquisas em sites imobiliários é bem maior do que o total de leitores de jornais, que não buscam nas páginas impressas informações apenas sobre imóveis", salienta Eduardo Schaeffer, diretor geral da ZAP Imóveis.

Para Roberto Nascimento, CEO o Imovelweb, o advento dos portais imobiliários mudou o papel do corretor, que teve de aprender a se relacionar com o público através de canais eletrônicos, como chat e e-mail. Outro aspecto importante é que as informações, antes concentradas no corretores e imobiliárias, agora são públicas. "Há 20 anos, uma pessoa tinha de ir a uma imobiliária para saber detalhes de um imóvel que queria comprar ou alugar. Os anúncios nos jornais continham no máximo quatro linhas e uma ou outra foto. Hoje, quando se relaciona com o corretor, o interessado já sabe muito sobre a oferta", ressalta.

A receita obtida pelos portais imobiliários vem exclusivamente de anúncio veiculados. As inserções abrangem todos os tipos de imóveis, desde casas e apartamentos até terrenos, galpões e conjunto comerciais, que se destinam para todas as camadas sociais. O objetivo é gerar contatos para os anunciantes. O Imovelweb tem uma carteira de 6 mil clientes e cerca de 500 mil ofertas de imóveis para venda (lançamentos e usados), locação e locação para temporada em mais de 1 mil municípios em todo o país. Segundo Nascimento, a taxa de conversão - realização de negócios - é de um a três contratos fechados a cada 100 contados gerados.

Criado em 2007, o ZAP Imóvel gera entre 1,2 milhão e 1,4 milhão de contatos por mês, com taxa de conversão entre 1% a 2%. O portal contabiliza atualmente quase 300 mil ofertas de imobiliárias, cerca de 500 lançamentos de incorporadoras e perto de 8 mil anúncios de pessoas físicas que estão interessadas em vender ou alugar imóveis para outras pessoas. Em 2012, o portal registrou um faturamento de R$ 50 milhões e a expectativa é de expandir entre 30% e 40% o volume de negócios em 2013. Faz parte da estratégia, a ampliação da cobertura geográfica, atendendo a partir deste ano o interior e litoral São Paulo e do Rio de Janeiro, além de Belo Horizonte (MG). "Podemos crescer 30% a nossa base de clientes", acredita Eduardo.

A relevância que conquistou no mercado nos últimos anos levou os portais imobiliários a incrementar os serviços. Com uma carteira de 4.500 imobiliárias e um inventário de mais de 600 mil ofertas de imóveis, o WebCasas, do grupo Santander, vai ativar sua página no segundo semestre um mecanismo para facilitar a aquisição de materiais de construção, móveis, objetos de decoração. "Pretendemos aumentar o leque de serviços, como a contratação de mão de obra, como encanadores, pedreiros e decoradores, e também de projetos de decoração", revela Fabrizio Ianelli, superintendente de negócios imobiliários do Santander.

Quem acessa a página eletrônica do ZAP Imóveis encontra, além do catálogo de imóveis listados por preços, bairros e características, informações úteis para auxiliar na tomada da decisão na hora de fechar negócio. Outra iniciativa foi a criação de um espaço dedicado a dar apoio às ações que precisam ser adotadas pelo usuário após a compra ou locação de um imóvel, tais como decoração, reforma, consertos, pinturas etc.

Segundo Eduardo, o portal dispõe de ferramentas para monitorar os resultados dos contatos e melhorar a qualidade do atendimento. "Já aconteceu de uma imobiliária receber muitas ligações telefônicas após as 18 horas, quando não há mais expediente. Nós produzimos um relatório e recomendamos a realocação de pessoal para atender os chamados nesse horário", exemplifica.

A Imovelweb está investindo R$ 10 milhões no reposicionamento de sua marca, para consolidar o processo de reestruturação do portal, que está em curso há um ano e meio, quando foi adquirido pelo fundo Tiger Global Management. Além de uma nova identidade visual da marca, a novidade foi o lançamento de sua versão mobile, com aplicativos que permitem a realização de pesquisas sobre imóveis em aparelhos como smartphones e tablets.

A i-Uni Brasil desenvolveu sistema que os corretores autônomos e pequenas imobiliárias utilizam para cadastrar seus imóveis. Uma de suas vantagens é a publicidade ilimitada na internet, já que o anúncio é veiculado gratuitamente no próprio portal da empresa e disparado automaticamente para aproximadamente 300 sites imobiliários, sem custos adicionais. Os usuários têm acesso a uma ferramenta que vasculha na internet anúncios de proprietários e imobiliárias, facilitando o trabalho de captação. O sistema, lançado na Espanha, foi adaptado ao mercado nacional. "Trata-se de uma rede de licenciamento imobiliário, que oferece serviços semelhantes a uma franquia", compara Rogério Caporrino, diretor geral da empresa.

Fonte: Valor Econômico
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Refinanciamento de imóvel avança e atrai novos bancos

As experiências recentes da Caixa Econômica Federal e do Bradesco na modalidade de crédito conhecido como "home equity", que consiste em refinanciar a casa própria, mostram que o produto, embora ainda longe de alcançar a expressividade do crédito consignado, aquele com desconto das parcelas no contracheque, já está se firmando no portfólio de grandes instituições financeiras.

Tanto assim que é crescente o número de bancos que buscam uma atuação mais forte no "home equity", nome da modalidade em inglês, em que o cliente toma um empréstimo bancário dando seu imóvel como garantia. O Santander, por exemplo, fez estudos sobre o tema no ano passado, e agora reposicionou o produto dentro do banco. O Banco do Brasil, que entrou no filão imobiliário no ano passado, também mira expansão da modalidade. Por fim, a Credipronto, joint venture entre Itaú Unibanco e a imobiliária Lopes, vai relançá-lo neste ano.

Os grandes bancos juntam-se aos de médio porte, que veem no refinanciamento imobiliário uma forma de entrar no bom momento do crédito de imóveis, mesmo sem acesso às fontes tradicionais de recurso para esse tipo de empréstimos. Além do Pan (atual PanAmericano) e do Intermedium, já tradicionais na modalidade, engrossam a lista de médios no "home equity", o BMG e o Paraná Banco.

No caso da Caixa, o "home equity" representava, em janeiro de 2013, 8% da carteira de crédito comercial à pessoa física do banco (exclui habitação). Em março, a carteira de crédito comercial pessoa física do banco era de R$ 62,29 bilhões. Em janeiro de 2012, a modalidade era 5,5% da mesma carteira e, em 2011, apenas 1,2%.

A Caixa também informa outros dados que sustentam a tendência consolidação da modalidade em seu balanço. Em 2012, o banco contratou algo próximo de R$ 3,4 bilhões, o que representou um incremento de 120% no estoque da operação ante 2011. A projeção da Caixa é que o saldo da modalidade cresça pelo menos 60% em 2013, e o banco promete que, em breve, vai voltar a investir na propaganda do produto. Até abril, o banco já havia contratado R$ 1,11 bilhão na modalidade neste ano.

No Bradesco, a modalidade está hoje entre 8% e 9% da carteira de crédito imobiliário do banco, que somava R$ 10,64 bilhões na pessoa física no primeiro trimestre. O estoque de operações de "home equity" avançou cerca de 20% em doze meses encerrados em dezembro de 2012, acima da taxa de expansão do crédito para pessoa física como um todo, mas abaixo do desempenho do crédito imobiliário, afirma José Ramos Rocha Neto, diretor de empréstimos e financiamentos do banco. "É uma linha que tem perspectiva positiva, mas que não vai acompanhar o imobiliário ou o consignado", diz.

Na comparação com o consignado, que tem desconto em folha de pagamento, por exemplo, a vantagem do crédito hipotecário é limitada, avalia. Os prazos do hipotecário vão até 10 anos. No consignado, a média é de 72 meses, podendo ir até 96 meses (oito anos). Já em termos de taxa, embora a garantia forte do crédito hipotecário reduza drasticamente os juros cobrados, custos cartorários podem desequilibrar a comparação a favor do consignado.

Operações como as da Caixa e do Bradesco ainda não são a regra no mercado de refinanciamento brasileiro. No país, o "home equity" mal chega a 1% do saldo da carteira de crédito imobiliário da pessoa física (R$ 273,93 bilhões em março), segundo estimativas do mercado. Só para fins de comparação, a modalidade chegou a representar pouco mais da metade do estoque total de crédito nos Estados Unidos, antes de a bolha imobiliária explodir, em 2008.

O Santander é uma das instituições que tem trabalhado para encontrar uma forma de emplacar as hipotecas no Brasil. O banco conduziu, no ano passado, uma série de testes e pesquisas entre clientes para entender o perfil do tomador. A conclusão foi que não é só falta de conhecimento da modalidade que trava seu avanço no Brasil.

"É um produto de nicho, para quem tem perfil empreendedor ou busca uma reorganização financeira. Quem conhece, mas não tem o perfil, não coloca de jeito nenhum em risco a casa própria", afirma José Roberto Machado, responsável pela área de crédito imobiliário na instituição. "O produto carece de uma divulgação maior, vai começar a crescer com mais velocidade, mas não é para todo mundo." O banco não abriu dados da evolução de sua carteira de "home equity".

O HSBC, por outro lado, defende que pode, sim, haver uma massificação do produto. No banco, o estoque de crédito hipotecário soma R$ 30 milhões, ante uma carteira de R$ 4 bilhões de financiamento imobiliário. "No médio prazo, a modalidade pode ganhar mais representatividade. É uma das únicas formas restantes de usar o crédito como alavanca do consumo, ao permitir um alongamento de prazos", diz Antonio Barbosa, diretor de crédito imobiliário do banco.

A Credipronto, joint venture entre Itaú e a imobiliária Lopes, fez um piloto com o "home equity" há cerca de dois anos, mas a iniciativa não vingou. "Vamos relançá-lo até o fim de 2013. Fizemos uma revisão de prazos e taxas do produto. A ideia é vendê-lo para quem tiver necessidade de fluxo de caixa", afirma Bruno Gama, diretor geral da empresa.

"Dentro de até três anos, a modalidade já estará em uma trajetória consolidada de desenvolvimento, embora o estoque ainda seja pequeno", afirma Hamilton Rodrigues da Silva, gerente geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil. "Há uma onda de tomadores de crédito imobiliário que vai quitar os imóveis e passar a ser elegível ao refinanciamento". O BB lançou a modalidade no ano passado, quando começou a reforçar o crédito imobiliário como um todo. Na instituição, os prazos vão de três a 180 meses, com taxas variando entre 1,2% e 1,75%.

Fonte: Valor Econômico
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22 agosto 2013

Endividamento compromete mercado imobiliário

O economista Reuel Freire aposta que o endividamento das famílias pode ser determinante da retração do mercado. Este ano, de acordo com a pesquisa da Confederação Nacional de Comércio (CNC), 62,5% das famílias brasileiras estão endividadas. Em Goiás, este número cai para 51,5%. Entretanto, somado à inflação e à inadimplência, segundo o economista, a tendência é a capacidade de consumo e de pagamento do comprador serem comprometidas.

Outro inimigo do credor é o longo prazo. De acordo com Freire, quanto maior o prazo, proporcional a dificuldade de concretização do financiamento. "Alguns parcelamentos duram até 30 anos. Muitos casamentos não duram isso", brinca. Ele explica que é muito difícil para o investidor ter garantia de renda fixa por um período tão longo e muitas vezes a aplicação é totalmente perdida. "Se não cumprir o acordado, o comprador perde 100% da aplicação. O banco toma tudo", alerta.

Tiago Beniquio Ala, corretor de imóveis acha difícil isso acontecer. "Não acredito que as vendas de imóveis estacionem porque os financiamentos realmente têm facilitado muito a aquisição. E quando a pessoa consegue o benefício, abre mão de outros gastos para investir. A pessoa faz de tudo para não perder", comenta. Ele também explica que, na prática, as vendas continuam ocorrendo num mesmo ritmo: 20 a 30% superior a partir do lançamento do programa de habitação do governo. 

O corretor não acredita no possível recuo causado pela inadimplência porque acha que seus números serão irrisórios. "Continuo vendendo bem, sem muita dificuldade", informa sobre o mercado goianiense.

Para o presidente do Sinduscon-Go, Carlos Alberto de Paula, a inadimplência no setor imobiliário não pode ser levada em conta. "O investimento imobiliário é muito seguro. A taxa de inadimplência é quase nula, não chega a 5%. O problema do endividamento está muito mais relacionado a bens de consumo e este é o grande mal do brasileiro. Ele prefere gastar com a televisão, com o carro, mas a segurança da família está no imóvel", critica. O Carlos ainda acredita que a cultura do consumo no Brasil deveria se voltar mais para a habitação, que constitui um investimento, do que para gastos supérfluos. 

Carlos Alberto acrescenta que para o investidor que visar o aluguel, o mercado também é favorável. "Além de oferecer rentabilidade com valores competitivos com os rendimentos bancários, a opção do aluguel ainda oferece esta garantia e segurança para o proprietário", analisa.

Fonte: Obra24horas
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Diminui o ritmo de correção de preços

O INCC-M, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), é um dos componentes que formam o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), utilizado como base de cálculo para a renovação da maioria dos contratos de aluguel.

O que mais influenciou esse decréscimo foi o item mão de obra cuja taxa subiu 1,05%, ante 3,24% no mês de junho. A desaceleração é consequência do fim dos processos de reajuste salarial em São Paulo, onde o índice passou de 6,18% em junho, para 0,19% em julho. Já em Salvador, Brasília e Porto Alegre, ocorreram pequenas variações referentes aos dissídios coletivos. Nos seis primeiros meses, o item mão de obra subiu 9,16% e, em 12 meses, a variação acumulada foi 10,08%. 

Na média, o grupo materiais, equipamentos e serviços apresentou elevação de 0,37% ante 0,58%. No acumulado do ano, a variação está em 3,46% e, em12 meses, 5,28%. Em três capitais foram constatados aumentos no INCC-M no mês de julho, comparado com o mês de junho: Salvador, de 0,16% para 0,19%; Recife, de -0,04% para 0,31% e Porto Alegre, de 0,55% para 3,67%. Já em Brasília, caiu a intensidade de alta de 2,86% para 2,01% e o mesmo ocorreu em Belo Horizonte, de 0,02% para -0,01%; Rio de Janeiro, de 0,38% para 0,10% e São Paulo, de 3,56% para 0,16%.

Fonte: Fórum da Construção
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21 agosto 2013

Definição de Regras do Minha Casa Minha Vida para cidades pequenas

Foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) as diretrizes gerais e regras do Programa Minha Casa, Minha Vida, iniciativa do Governo Federal, para aquisição de imóveis por famílias com renda mensal até R$ 1,6 mil em municípios com população inferior a 50 mil habitantes. O valor máximo de cada habitação será R$ 35 mil.

De acordo com a portaria assinada, os municípios com população inferior a 20 mil habitantes poderão contratar até 30 unidades habitacionais e os com população entre 20 mil e 50 mil poderão contratar até 60 unidades. A seleção dos beneficiários fica a cargo de estados, municípios ou dos órgãos de administração que aderirem ao programa. Além das habitações, o programa tem como objetivo a criação de novos postos de trabalho.

Ainda segundo a portaria, será de responsabilidade do Ministério das Cidades estabelecer as regras e condições para implantação dos empreendimentos, definir a tipologia e o padrão das moradias e da infraestrutura urbana, além de estabelecer os critérios de elegibilidade e seleção dos beneficiários e avaliar o desempenho do programa.

As casas destinadas a receber crianças deverão ter, em seu entorno, escolas de educação infantil e fundamental. Ao todo, segundo o governo, pelo menos 3% das unidades habitacionais serão reservadas para idosos. Além disso, as residências que tiverem pessoas com deficiência deverão ser adaptadas. 

Para receber o auxilio do programa, o empreendimento precisa cumprir uma série de requisitos e deverá estar inserido na malha urbana ou em zonas de expansão urbana que tenham via pública de acesso, infraestrutura urbana básica com pavimentação, drenagem pluvial, calçadas, guias e sarjetas, rede de energia elétrica e iluminação pública, rede para abastecimento de água potável e soluções para esgotamento sanitário e coleta de lixo.

Para participar do programa, as empresas do setor de construção civil deverão apresentar os projetos de produção de empreendimentos até 31 de dezembro às instituições financeiras oficiais federais.

Fonte: Construção Mercado
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