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12 setembro 2013

Imóvel em São Paulo está R$ 4,5 milhões mais caro que o mesmo em Miami

Um imóvel em de 500 metros quadrados na Vila Nova Conceição, bairro nobre da cidade de São Paulo, pode sair mais que o dobro do preço de um imóvel com a mesma metragem comercializado em Aventure, Miami Beach, na Flórida.

Enquanto no primeiro bairro um imóvel não sai por menos de R$ 7,5 milhões, ou aproximadamente US$ 3 milhões, o mesmo pode ser encontrado por cerca de US$ 1,3 milhão, ou cerca de R$ 3 milhões, informou um estudo da imobiliária Elite International Realty.

Segundo a imobiliária, até mesmo imóveis com metragem menor, em bairros menos privilegiados da capital paulista, têm preços inflacionados. Um imóvel de 320 metros quadrados na Aclimação, zona Sul, pode chegar a custar R$ 3,5 milhões.

De acordo com o sócio proprietário da imobiliária Elite International Realty, Leo Ickowicz, tal diferença de preço ficou nítida após os efeitos da crise econômica de 2008 que atacou os Estados Unidos. “Como o norte-americano não está procurando imóvel para comprar desde a crise, a busca por imóveis para alugar aumentou, principalmente em Miami e Orlando, Flórida”.

Além do aumento dos aluguéis nas regiões, o consumidor norte-americano ainda não voltou a comprar imóveis, devido à rigidez dos bancos, que exigem uma entrada maior e um compromisso também, acrescentou Ickowicz.

Já no Brasil, os preços dos imóveis tomaram rumo inverso, sobretudo pela boa fase econômica desde 2008. "Com a economia ascendente, um mercado de consumo interno aquecido e a facilidade de financiamentos, os preços do mercado imobiliário brasileiro dispararam", analisa Ickowicz.

Fonte: Infomoney
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10 setembro 2013

Preço do imóvel pronto sobe o dobro da inflação

O preço de venda do metro quadrado dos imóveis prontos, a maioria usados, e anunciados na internet, subiu, em média, 1,2% em agosto, depois de ter aumentado 1,1% em julho, segundo o Índice FipeZAP. O indicador apura as cotações em 16 cidades. Em 12 meses até agosto, o aumento acumulado foi de 12,3%, praticamente o dobro da inflação do período, medida pelo IPCA-15 (6,15%).

Apesar de a valorização dos imóveis superar de longe a inflação, o coordenador do Índice FipeZAP, Eduardo Zylberstajn, ressalta que os sinais de desaceleração dos preço ficaram mais evidentes em agosto. Para sustentar essa avaliação, ele observa que o índice que considera apenas sete cidades registrou, no mês passado, a mesma variação de julho, isto é, subiu 1% e não houve aceleração em relação ao mês anterior.

Além disso, o economista ressalta que em seis das sete cidades pesquisadas, o preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados subiu menos em agosto. No caso de Belo Horizonte, o preço médio caiu 0,3% no mês passado, a quarta retração consecutiva.

Outro resultado de agosto que chamou a atenção do economista foi o comportamento dos preços em Niterói/RJ, que ficaram praticamente estáveis no mês passado, após um forte período de alta.

Aluguel 

No caso dos preços de locação, pesquisados em apenas duas capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, Zylberstajn ressalta que eles registraram a primeira queda em três anos no Rio de Janeiro. O preço do metro quadrado para locação recuou 0,01%. "Isso não ocorria desde junho de 2010 (-0,4%)", diz o economista. No mês passado, houve retração nos preços do aluguel dos imóveis de um e quatro dormitórios no Rio de Janeiro, mostra a pesquisa.

Na avaliação de Zylberstajn, o preço do metro quadrado de aluguel é uma referência importante para o mercado imobiliário porque mede a capacidade de pagamento da população. Quando esse preço recua, é sinal de que o poder de consumo está diminuindo. E, para ele, isso está ocorrendo.

"A desaceleração dos preços dos imóveis não é uma surpresa", afirma o economista. Ele lembra que esse movimento é compatível com a conjuntura atual, que ficou mais complicada, com o aumento da taxa básica de juros, inflação e renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de São Paulo
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Moda dos outlets chega ao mercado imobiliário

Segundo Rodrigo Resende, diretor de marketing da construtora MRV Engenharia, o termo se equipara a outras estratégias de venda - como megastores, showrooms e feirões - usadas para queimar unidades em estoque.

Na semana passada, a incorporadora e construtora Rossi promoveu um outlet on-line por meio de seu canal no YouTube. Os descontos ficaram em torno de 35%.

Segundo Marcelo Dadian, diretor de marketing nacional da Rossi, características nem sempre valorizadas por quem busca um imóvel são compensadas pelo preço mais baixo no outlet.

"Oferecemos unidades em andares mais baixos, com vista menos privilegiada ou menos vagas de garagem."

A MRV Engenharia também promoveu um outlet virtual no mês de agosto e, desde junho, usa o Facebook para negociar unidades. Segundo Rodrigo Resende, 35% das vendas da construtora são feitas pela internet.

Para Anthony Selman, diretor da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, os outlets virtuais não devem desbancar as "vendas físicas". "A internet é um canal adicional. A experiência de ir a um outlet é única."

A supervisora de habitação do Procon-SP, Renata Reis, diz ser essencial se inteirar do projeto ou visitar o imóvel antes de fechar o contrato.

"É preciso verificar as condições do local ou se o imóvel tem garantia para vícios estruturais, que é de cinco anos."

Fonte: Folha de São Paulo?
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30 agosto 2013

Oferta de imóvel comercial é favorável aos inquilinos

O crescimento no número de lançamentos de prédios de escritórios, salas comerciais, centros de distribuição e galpões logísticos em 2013 dá aos inquilinos um grande número de opções e um grande poder para negociar os preços de aluguel, que devem ou se manter estáveis, dependendo da localização, ou até apresentar queda no caso de áreas saturadas de empreendimentos. Antes a situação era escassez, agora a oferta cresceu e tende a voltar ao normal, informa Ricardo Betancourt, presidente da Colliers International Brasil. Os preços, segundo explica, não devem cair e a tendência é de acomodação. "As empresas demoram mais para tomar suas decisões porque contam com mais opções hoje", acrescentou. "Agora, quem manda é o inquilino que não associa esse processo à expectativa de desaceleração da economia brasileira e internacional, mas à própria dinâmica do mercado imobiliário.”

De acordo com relatório da Cushman & Wakfield, foram concluídos no primeiro trimestre no Brasil 219 mil m² de área útil de alto padrão, o que representou aumento de 28,8% em relação ao mesmo período de 2012. "A expectativa para 2013 é que o total entregue nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Vitória e Recife supere 1,3 milhão de m² de área útil, sendo 62% superior a 2012. Até final de 2013, com esse ritmo, poderá atingir um volume semelhante ao total entregue em 2011 e 2012 juntos", informa o boletim da companhia, divulgado no fim do primeiro trimestre de 2013.

A taxa de vacância desses empreendimentos em todo o País chegou a 14,5% no primeiro trimestre de 2013, alta de 4,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Em São Paulo a taxa foi de 14,1%, alta de 2,36 pontos em relação ao primeiro trimestre do ano passado e alta de 0,51 pontos em relação ao quarto trimestre de 2012. No Rio, em regiões como centro, orla, zona portuária, zona sul e cidade nova, a taxa de vacância passou de 10,8% no quarto trimestre de 2012 para 20,8% no mesmo período de 2013.

O mesmo relatório indicou estabilidade nos preços de locação entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano em São Paulo, embora tenha havido alta de 18,7% entre os primeiros trimestres de 2012 e 2013. "Trabalhamos com valores estáveis apesar do crescimento da oferta, porque são espaços classe A, em que ainda há demanda das empresas. A questão é que os valores negociados antes estavam acima do mercado. A gente chegou a ter região que saiu de março de 2012 valendo R$ 123,70 o m2 para R$ 146,86 em março de 2013", diz Denise de Camargo Ghiu, gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman & Wakefield.

Ela concorda com Betancourt sobre o aumento do poder do inquilino, que tem conseguido também nas recentes negociações tempo de carência com os proprietários nos edifícios de alto padrão. "Temos notado que alguns proprietários negociam com as empresas um tempo de carência, onde não é cobrado o aluguel cheio até que a empresa tenha tempo para se instalar no edifício, o que pode às vezes demorar dois meses. O mercado agora é favorável ao locatário."

Regiões como a da Faria Lima, em São Paulo, continuam atraindo atenção de empresas, principalmente as internacionais, embora Denise de Camargo tenha notado investimentos de prédios de alto padrão na Barra Funda, Lapa e Santo Amaro. De acordo com o Secovi-SP, de 2008 até o ano passado o número de lançamentos de novos escritórios comerciais passou de 2.434 para 6.369, com destaques para a Zona Sul (Campo Belo, Santo Amaro e Jabaquara) e Zona Oeste, especialmente na Faria Lima no Itaim Bibi ou em Pinheiros.

De acordo com pesquisa da Jones Lang LaSalle, a previsão é que sejam lançados 14,4 milhões de metros quadrados de galpões de alto padrão no Brasil até 2017, sendo que 60% será no Estado de São Paulo e 16% no Rio de Janeiro. "Muitos projetos que ficaram parados agora têm recursos", diz Roberto Patino, gerente de Negócios da Jones Lang LaSalle, ao citar financiamentos de fundos imobiliários e com a tendência de o empresário reduzir custos de capital.

Mark Turnbull, diretor da vice-presidência de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP, estima que haja um estoque de 95 milhões de m2 no Brasil de galpões, sendo que 64 milhões de m2 estejam no estado de São Paulo. "Há expectativa que entre um novo estoque 1,3 milhão de m2 neste ano de 2013 em São Paulo. E as regiões de maior preferência para investimento no estado são as cidades de Cajamar e Jundiaí, que estão próximas à capital, com acesso às rodovias Bandeirantes, Anhanguera e outras rodovias, onde está a maior concentração desses empreendimentos."

Segundo Denise de Camargo, Jundiaí tem a menor vacância do Estado (2,4%) com um estoque de mais de um milhão de metros quadrados de condomínios de logística. Em todo o Brasil, a taxa de vacância cresceu de 5,3% para 10,3% do primeiro trimestre de 2012 para o mesmo período de 2013, enquanto o preço pedido para locação cresceu 21%, de R$ 15,7 o metro quadrado para R$ 19. "A gente já começa a ver que o proprietário está mais maleável. Ele estava mais duro antes, porque se não alugava para A alugava para B. Agora o humor do mercado mudou facilitando a negociação para não perder o negócio", diz Betancourt, da Colliers. "Com o aumento da oferta, o inquilino vai analisar daqui para frente mais a qualidade do imóvel. O proprietário terá que mostrar o diferencial do seu empreendimento, seja ele de escritório ou de logística, se é um escritório mais eficiente, se é um centro de logística com mais vagas para carretas. O mercado vai olhar mais qualidade, porque antes não havia opção."

Para Betancourt, os novos empreendimentos terão de ser planejados com base nessa nova realidade. Ele lembra que os proprietários de imóveis em fase de construção vão enfrentar esse novo desafio. "Os projetos devem ser mais pensados. Acho complicado fazer um novo lançamento em Alphaville porque o mercado vai demorar para absorver. Mas a construção que está em andamento é melhor terminar." De acordo com relatório da Colliers, em 2012 houve queda de 25% na absorção líquida de empreendimentos em Alphaville. Neste ano, a companhia espera a entrega de 59.400 m² de escritórios, sendo que haverá ainda a entrega de outros 569.000 m² ainda sem data de entrega.

Fonte: Valor Econômico
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22 agosto 2013

Diminui o ritmo de correção de preços

O INCC-M, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), é um dos componentes que formam o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), utilizado como base de cálculo para a renovação da maioria dos contratos de aluguel.

O que mais influenciou esse decréscimo foi o item mão de obra cuja taxa subiu 1,05%, ante 3,24% no mês de junho. A desaceleração é consequência do fim dos processos de reajuste salarial em São Paulo, onde o índice passou de 6,18% em junho, para 0,19% em julho. Já em Salvador, Brasília e Porto Alegre, ocorreram pequenas variações referentes aos dissídios coletivos. Nos seis primeiros meses, o item mão de obra subiu 9,16% e, em 12 meses, a variação acumulada foi 10,08%. 

Na média, o grupo materiais, equipamentos e serviços apresentou elevação de 0,37% ante 0,58%. No acumulado do ano, a variação está em 3,46% e, em12 meses, 5,28%. Em três capitais foram constatados aumentos no INCC-M no mês de julho, comparado com o mês de junho: Salvador, de 0,16% para 0,19%; Recife, de -0,04% para 0,31% e Porto Alegre, de 0,55% para 3,67%. Já em Brasília, caiu a intensidade de alta de 2,86% para 2,01% e o mesmo ocorreu em Belo Horizonte, de 0,02% para -0,01%; Rio de Janeiro, de 0,38% para 0,10% e São Paulo, de 3,56% para 0,16%.

Fonte: Fórum da Construção
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10 julho 2013

Preço da areia sobe 35% com impasse em extração no RS

A proibição de extrair areia do rio Jacuí inflacionou o preço do insumo no mercado gaúcho. As jazidas respondiam por 90% da oferta da matéria-prima adquirida por construtores. Pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-RS) aponta que em junho a areia lavada subiu quase 35%, elevando o reajuste acumulado no ano para 53,8%, e para 57,4% em 12 meses. O produto liderou as altas dos custos do setor no mês, impactando em 1,75% o custo unitário da construção (CUB) em algumas categorias do indicador. O concreto, composto por areia, foi o segundo item entre insumos com maior elevação, 3,74% no mês, e 8,16% desde janeiro. Materiais e mão de obra respondem por 90% do preço global de uma obra.

Um protesto de transportadores e distribuidores da matéria-prima levou dezenas de caminhões para as ruas de Porto Alegre entre o começo da manhã de ontem e a tarde. O trajeto seguiu pela avenida Castelo Branco, por ruas e avenidas centrais. O tráfego chegou a ser interrompido por volta das 12h na ponte do Guaíba. A manifestação, que se repete desde a proibição da extração, ocorrida em 15 de maio por decisão da Justiça Federal, foi liderada pelo Sindicato dos Depósitos, Distribuidores e Comércio de Areia do Rio Grande do Sul (Sindareia-RS) e Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Marítimos e Fluviais do Estado do Rio Grande do Sul (Sinflumar). 

A direção do Sinflumar alega que foram demitidos 300 trabalhadores do segmento e cobrou resolução ao impasse. 

Representantes dos sindicatos da construção civil e de obras pesadas e área pública alegam ainda desabastecimento ou atraso na entrega de 30% das encomendas. Segundo o presidente do Sinduscon-RS, Paulo Garcia, algumas empresas registram mais que o dobro do valor do produto, trazido agora de localidades mais distantes e do Sul de Santa Catarina. “É efeito da escassez e do custo de frete. Muitas pagam o dobro e recebem 60% dos pedidos. A alta na construção pode chegar a 2%”, descreve o dirigente do sindicato da construção civil. Garcia reclama da demora na definição sobre a retomada da extração e defende que um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TCE) seja firmado entre Estado e MPF. 

Garcia criticou a posição do Ministério Público, que condicionou qualquer acordo à realização de estudos sobre as jazidas e o zoneamento ecológico econômico, a ser feito pela Fepam. As duas medidas ainda não foram contratadas e podem levar anos. O diretor do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado (Sicepot-RS), Nilto Scapin, propõe monitoramento dos órgãos de fiscalização para assegurar extração regular. Scapin aponta que a carência de areia reduz o ritmo da execução de projetos da Copa do Mundo, na Capital, como BRTs, viadutos e trincheira. A coordenação das obras da Copa garante que o cronograma não foi afetado pelo problema. 

Diante da cobrança dos protestos, o Ministério Público Federal esclareceu, em nota, que a proibição decorre de decisão judicial. Uma comissão de manifestantes foi recebida pelo órgão. Na Justiça Federal, ainda se mantém indefinida a contratação de peritos para avaliar o impacto da extração. O MPF enviou parecer contrário a um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). As mineradoras, que terão de custear o estudo, não concordam com o valor do trabalho, de R$ 3,5 milhões. Recurso impetrado pela Somar, que está entre as maiores operadoras das jazidas do rio, anda não teve julgamento do TRF4.

Fonte: Jornal do Comércio
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08 julho 2013

Preços dos imóveis sobem cerca de 6% no primeiro semestre

O preço dos imóveis prontos, a maioria usados, subiu 1% em junho e acumulou alta de 5,8% no primeiro semestre. Em 12 meses até junho, a valorização foi de 11,9%, segundo o Índice FipeZap, que calcula o indicador com base nos anúncios feitos na internet em sete capitais brasileiras.

"Em 12 meses e neste ano até junho, a alta de preços superou a inflação", observa o Eduardo Zylberstajn, coordenador do indicador. No índice apurado para as sete capitais, os preços médios subiram 2,5% no primeiro semestre, descontada a inflação do período. Em 12 meses até junho, a alta real foi de 4,8%.

Quem comprou imóveis nesse período fez um bom negócio, levando-se em conta a variação dos preços médios, diz Zylberstajn. Mas a avaliação não pode ser generalizada, pondera o economista.

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza e Recife, por exemplo, o desempenho dos preços superou a variação da inflação acumulada em 12 meses. Já em Belo Horizonte e no Distrito Federal, os preços dos imóveis perderam para a inflação. No Distrito Federal, o preço médio caiu 0,7% em 12 meses até junho e em Belo Horizonte a alta foi de 6,3%, ante a inflação de 6,8% no período.

Em valores absolutos, o preço mais alto do metro quadrado está no Rio, cotado a R$ 9.285.

"A fase de boom dos preços dos imóveis já passou", afirma o coordenador do índice. Ele não acredita que se repita o período de elevação vigorosa e generalizada das cotações do metro quadrado do imóvel, com alta mensal superior a 2%, como ocorreu entre 2010 e 2011. Desde maio do ano passado, os preços médios do metro quadrado têm oscilado em 0,8% e 1% ao mês nas sete capitais avaliadas.

Na opinião de Zylberstajn, o mercado está se normalizando e deve, daqui para frente, ter um comportamento mais saudável. De acordo com o economista, a mudança no comportamento dos preços dos imóveis reflete as incertezas que pairam sobre os rumos da economia. "Há um sentimento de muita incerteza e isso acaba contaminando os preços dos imóveis." Além disso, as incorporadoras optaram por recompor margens mesmo à custa de uma velocidade de vendas menor.

Fonte: O Estado de São Paulo
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13 junho 2013

Brasileiros se aventuram em mercado de imóveis português

Em meados dos anos 2000, europeus interessados em investir, passar férias ou passar a aposentadoria no outro lado do Atlântico chegaram a ser responsáveis por um terço das compras de imóveis novos em alguns Estados do nordeste brasileiro, como Ceará e Rio Grande do Norte.

Agora, com o real valorizado e os preços dos imóveis na Europa pressionados pela crise no continente, alguns brasileiros estão começando a fazer o caminho contrário.

Um exemplo é a terapeuta floral Nair Diniz, de 70 anos. Natural de Belo Horizonte, Nair comprou em 2011 um apartamento no condomínio de luxo Palácio Estoril, em uma praia próxima a Lisboa, e hoje divide seu tempo entre o Brasil e Portugal, onde recebe os netos em suas férias. "Passo seis meses lá (Portugal) e seis meses aqui (Belo Horizonte). Temos muitos amigos e já me sinto em casa em Portugal, até porque a cultura é muito parecida com a brasileira", contou Nadir à BBC Brasil.

"A questão da segurança também é um atrativo. E se é verdade que a Europa sempre foi um lugar caro, recentemente o custo de vida no Brasil subiu muito, então a diferença entre o que gasto lá e aqui já não é tão grande", diz.

O funcionário público aposentado Carlos Cabral concorda. "Gasto mais ou menos o mesmo no Brasil que em Portugal e aqui (Lisboa) consigo manter um estilo de vida parecido com o que levava no Brasil, indo a teatros, restaurantes e etc", conta.

Carlos foi à Europa pela primeira vez em dezembro e decidiu a passar parte da aposentadoria na terra de Camões. Agora, ele está procurando um apartamento para comprar em Portugal com o dinheiro que deve receber de um processo trabalhista.

"Tomei essa decisão no ano passado, depois que consegui a cidadania portuguesa por ter família no país. Fiz as contas e vi que conseguiria viver aqui com minha pensão brasileira então pensei: Por que não? Agora, quero usar Portugal de ponto de partida para conhecer o resto da Europa." Por trás das histórias de Carlos e Nair há um fenômeno que está colocando os brasileiros no radar de agentes imobiliários em diversos pontos do globo.

Foi-se o tempo em que o sonho de quem começava a ascender na pirâmide social brasileira era uma casa à beira mar no Guarujá ou Búzios. A busca por segurança e preços mais baixos que os do superaquecido mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos fez muitos se convencerem de que poderiam comprar uma segunda residência além das fronteiras brasileiras.

Destinos

Sem dúvida, Miami tornou-se o destino preferido desses brasileiros, principalmente em função de seus preços atrativos - e que chegaram a cair 50% com a crise.

Por volta de 2011, por exemplo, era relativamente fácil comprar um imóvel de 100 m² em Miami por menos de US$ 200 mil (R$ 380 mil) ou até menos de US$ 100 mil (R$ 190 mil), no caso de casas ocupadas por famílias que não puderam pagar suas hipotecas. Já em Ipanema - onde o valor do m² chega a R$ 17 mil - esses mesmos US$ 200 mil (R$ 380 mil) só seriam suficientes para pagar pela metragem de um quarto (22 m²). Na época, segundo a Miami Association of Realtors, brasileiros foram responsáveis por 12% de todas as compras de imóveis em Miami. E ainda hoje esse é o principal alvo dos turistas residenciais do país.

Agora, porém, com os preços da Flórida se recuperando a uma média de 10% ao ano nos cálculos de Gabriela Duva, diretora da área internacional da imobiliária Coelho da Fonseca, também começa a crescer o número de interessados em outros destinos - entre eles a Europa.

"Esse movimento ainda é bastante inicial pois, a sensação que se tem é que a economia na Europa tem um ritmo mais lento do que a americana. Mas de fato temos percebido um início de interesse de alguns investidores brasileiros em olhar para o mercado europeu. Principalmente os que compraram imóveis na Flórida na baixa (dos preços dos imóveis) e já revenderam com grandes lucros", diz Gabriela Haddad, da Hamoral Group que atua na venda de imóveis de luxo no Brasil e no exterior. Na Coelho da Fonseca, Duva diz ter registrado um aumento de cerca 30% na procura por imóveis no velho continente nos últimos dois anos.

"A Europa é mais cara então acaba atraindo compradores com mais recursos. A questão é que até pouco tempo apenas os super ricos pensavam em ter uma segunda residência na Itália, França, Portugal ou Espanha, e agora temos um espectro maior de interessados, que inclui, por exemplo investidores em busca de oportunidades criadas pela crise no continente", conta.

Perfil dos interessados

Segundo consultores como Duva, Guilherme Grossman, da imobiliária Consultant, e Nuno Durão, da portuguesa Irglux, há pelo menos três perfis de brasileiros que estão se interessando em comprar imóveis na Europa.

Primeiro, investidores que acreditam que os preços no mercado de alguns países europeus estão em um patamar interessante e podem se valorizar quando a Europa começar a se recuperar da crise - à semelhança do que já vem acontecendo em Miami.

Segundo Duva, esse seria o caso de muitos dos interessados no mercado espanhol, que foram atraídos pelos descontos de até 60% provocados pela crise. Ainda há muita incerteza, porém, sobre se e quando a economia do país vai reagir - tornando os investimentos rentáveis. "Por isso os brasileiros ainda estão apenas observando o que fazem outros investidores", diz a consultora.

De fato. Segundo alguns cálculos, a Espanha teria hoje até 6 milhões de apartamentos vazios - muitos deles imóveis confiscados pelos bancos depois que seus proprietários não puderam honrar suas hipotecas.

De acordo com o Consejo General del Notariado (CGN), um total de 38.312 estrangeiros "não residentes" compraram imóveis na Espanha no ano passado aproveitando esses descontos - 30% a mais que el 2011.

Mas apesar de o número de brasileiros nesse grupo ter quadruplicado desde a crise de 2008, ainda é pouco expressivo. Em 2012, 25 brasileiros compraram imóveis na Espanha totalizando 6,2 milhões de euros (R$ 12,2 milhões), como mostra um levantamento feito pelo CGN à BBC Brasil.

Turismo residencial

O segundo perfil de brasileiros interessados em comprar imóveis na Europa inclui descendentes de europeus, que sempre quiseram manter um laço com o país ou região de sua família e agora, ao compararem os preços de imóveis europeus e brasileiros, acabam achando a possibilidade de adquirir uma segunda residência nesses lugares bem razoável.

Esse é o caso do engenheiro e empresário Hermes Loyola Costa, por exemplo, que ao viajar para a Espanha e Portugal para fazer turismo e visitar familiares decidiu começar a procurar um imóvel nesses países para passar uma temporada e ter uma base para, possivelmente, também investir em negócios na região.

"Vi que com 150 mil euros (R$ 389 mil) eu compro um bom apartamento de dois quartos no Porto", diz Hermes. "A minha ideia é passar um tempo aqui para avaliar as possibilidades de investir nesse mercado. Sei que estão em crise, mas crise não dura a vida toda - e operar em momentos de crise é algo que nós, empresários brasileiros, tivemos de aprender a fazer bem."

No terceiro grupo, estão famílias endinheiradas em busca de uma casa de veraneio ou aposentados interessados em dividir seu tempo entre Brasil e Europa.

É esse o caso de Nair e Carlos, que se dizem atraídos pelo "estilo de vida" de Portugal, a facilidade de acesso a outros países do continente e os custos de vida razoáveis se comparados com os brasileiros. "Se até pouco tempo era comum ver portugueses aposentados comprando casas para passar o inverno português no nordeste brasileiro, cada vez mais são os aposentados brasileiros que estão atravessando o Atlântico", diz Grossman.

Fonte: BBC
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11 junho 2013

Preço do metro quadrado no Brasil sobe 1% em maio

O Índice FipeZap Ampliado, que acompanha os preços dos imóveis à venda na internet em 16 cidades brasileiras, registrou alta de 1% em maio de 2013, variação ligeiramente menor do que a registrada em abril, quando os preços subiram 1,1%. 

A variação de janeiro a maio de 2013 ficou em 4,9%. Considerando a variação do IPCA no mesmo período, de 2,9% - segundo estimativas do mercado apresentadas pelo Boletim Focus -, o aumento real (acima da inflação) dos preços dos imóveis neste ano no país é de 2%.

Considerando o período dos últimos 12 meses, o Índice FipeZap Composto (que inclui apenas as sete cidades cuja série histórica é maior) registrou aumento de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento era de 19,9%.

Dentre as 16 cidades monitoradas pelo índice, Belo Horizonte e Florianópolis registraram as maiores desvalorizações nos preços em maio, de -0,1% e -0,2%, respectivamente. Curitiba apresentou a maior alta no mês, de 3,3%. Em São Paulo, a alta foi de 1% e no Rio de Janeiro, de 1,2%. 

Veja abaixo o preço médio do metro quadrado apurado em maio das 16 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap:


Média Nacional R$ 6.748
Rio de Janeiro* R$ 9.160
Brasília* R$ 8.346
São Paulo* R$ 7.192
Niterói R$ 6.701
Recife* R$ 5.313
Belo Horizonte* R$ 5.181
Fortaleza* R$ 5.029
São Caetano do Sul R$ 4.874
Florianópolis R$ 4.677
Porto Alegre R$ 4.467
Santo André R$ 4.243
Salvador* R$ 4.124
Vitória R$ 4.067
Curitiba R$ 4.063
São Bernardo do Campo R$ 4.058
Vila Velha R$ 3.542

O FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010. Já entre as novas cidades, incluídas no Índice FipeZap Ampliado, as cidades do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm as séries históricas mais recentes, iniciadas em julho de 2012. índice foi lançado em janeiro deste ano.

O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290.000 unidades todos os meses. Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice neutraliza os efeitos da repetição de anúncios, bem como as grandes disparidades de preços. De acordo com Eduardo Zylberstajn, coordenador do projeto na Fipe, de fato há diferença entre os preços anunciados e os preços transacionados (que costumam ser menores), mas, segundo ele, no longo prazo, ambos os valores seguem a mesma tendência.

Fonte: Exame
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09 maio 2013

Um ajuste saudável do mercado imobiliário

Entre o último trimestre de 2012 e o primeiro trimestre de 2013, os preços do metro quadrado de imóveis novos com um e dois dormitórios postos à venda na cidade de São Paulo recuaram 7,8%, em média, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Há razões para esse ajuste de preços, que não é generalizado e tem seu lado positivo.

Desde meados da década passada os preços dos imóveis residenciais da capital subiram continuadamente, só começando a arrefecer no ano passado. Ainda assim, as ofertas, medidas pelo índice de preços de venda Fipe-ZAP, mostram evolução positiva, ainda que em porcentuais declinantes, dos valores pedidos.

Reportagem de Márcia de Chiara, no Estado de domingo, mostrou que nos últimos meses construtoras de porte adotaram uma política de liquidação de estoques de imóveis. É uma situação incomum, que se deve ao custo de manutenção de empreendimentos financiados e à incerteza quanto à valorização das propriedades no médio prazo.

Além do mais, é usual a demora nas vendas de imóveis mal localizados ou que recebem menos sol. Há, ainda, devoluções de imóveis por compradores que não comprovaram ter a renda necessária para financiar a aquisição.

O mercado imobiliário depende, ainda, do estado da economia. Com o crescimento baixo do Produto Interno Bruto (PIB), as construtoras têm de fazer lançamentos com planejamento redobrado, enquanto os compradores potenciais temem a perda do emprego ou da renda real, ainda que a situação conjuntural pareça favorável. Afinal, os financiamentos imobiliários são contratados por longo prazo, até 30 anos.

Mas estudo recente preparado pelo departamento econômico do Grupo Itaú mostrou que as expectativas dos empresários imobiliários continuam favoráveis e que alguns segmentos - como o de shopping centers - vivem um momento auspicioso, beneficiando-se com o consumo aquecido.

A estabilização dos preços dos imóveis deve ser vista como positiva, tanto para incorporadores quanto para compradores. A estabilização de preços, ademais, não é generalizada, pois nos bairros onde há poucas áreas edificáveis a demanda tende a superar a oferta. O déficit habitacional, além disso, continuará alto por muitos anos.

O maior inimigo de construtores e mutuários é a inflação, que pressiona custos e gera incerteza num setor que tem de olhar o longo prazo.

Fonte: O Estado de São Paulo
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29 abril 2013

Imóveis lançados no País em 2012 eram pequenos e mais caros

Casal interessado em comprar apartamentoDentre as unidades lançadas em 2012 no Brasil, 80% foram apartamentos e o preço médio desses imóveis foi de 375 mil reais. O preço médio do metro quadrado dos apartamentos foi de 5.110 reais, 10% superior a 2011, quando o preço médio era de 4.630 reais por metro quadrado.

As informações são do Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro, lançado pela Lopes, empresa de consultoria e intermediação imobiliária. A pesquisa contemplou 86% do Valor Geral de Vendas (VGV) total dos lançamentos do País em 2012, somando 69 bilhões de reais, em lançamentos residenciais verticais, conjuntos comerciais, flats e hotéis. Foram pesquisados 92 municípios e 19 cidades brasileiras, ou 111 regiões que representam 46% do PIB.

Entre os apartamentos lançados no ano passado, 39% possuem de 50 a 60 metros quadrados, 29% até 49 metros quadrados e 16% das unidades possuem de 70 a 89 metros quadrados. Os apartamentos com mais de 110 metros quadrados representam menos de 10% das unidades lançadas.

“Os incorporadores entenderam a demanda do consumidor por plantas menores do que 49 metros quadrados, como estúdios e apartamentos para o público solteiro, casais em lugares com mais serviços, mais bem localizados e com mais infraestrutura”, comenta Caio Augusto, coordenador de inteligência de mercado da Lopes.

A maior parte das unidades verticais lançadas (56%) têm dois dormitórios. Os apartamentos com três dormitórios representam 29% das unidades, os de um dormitório correspondem a 8% dos lançamentos, os de quatro dormitórios 6% e os de cinco ou mais não chegam a representar nem 1% dos lançamentos.

Os apartamentos de um dormitório foram mais caros do que os de dois, três e quatro dormitórios. Os preços médios dos metros quadrados verificados, segundo o número de dormitórios foram: 6.650 reais para apartamentos de um dormitório; 4.530 reais entre os de dois dormitórios; 5.120 reais entre os de três dormitórios; 6.630 reais entre os de quatro dormitórios; e 7.740 reais entre os de cinco ou mais dormitórios.

Os lugares mais caros

As cinco regiões com metros quadrados mais caros dos lançamentos em 2012 foram: Brasília (11.030 reais/ m²), Santos (6.920 reais/ m²), São Paulo (6.870 reais/m²), Florianópolis (6.620 reais/m²) e Niterói (6.200 reais/ m²).

Conjuntos comerciais, flats e hotéis

Entre os conjuntos comerciais, o preço médio verificado no Brasil foi de 8.460 reais por metro quadrado. Os lançamentos de hotéis e flats registraram valor médio de 11.530 reais por metro quadrado.

Fonte: Exame.com
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26 abril 2013

Novo eixo imobiliário inclui centro de SP

Com as construtoras voltando-se para distritos sem tradição no mercado imobiliário, Brás e Santa Cecília tornam-se alternativas para quem busca viver no centro ou próximo dele.

Juntando os lançamentos residenciais nos dois distritos nos últimos 12 meses até março, houve 1.736 unidades novas à venda (na planta ou em construção), ante 425 no período anterior, segundo a Geoimovel.

A maioria dos imóveis à venda nesses distritos mede de 35 m² a 60 m² e é de médio padrão. O preço, em geral, vai de R$ 7.500 a R$ 10 mil o metro quadrado.

A aposentada Shirlei Faquim, 67, vê com otimismo a construção de novos edifícios em Santa Cecília, onde mora em uma casa. Ela conta que comprou um imóvel no empreendimento You New Town, da construtora You.

Faquim estuda mudar-se para o apartamento ou ir para o interior, um de seus planos. "Mas aí quem fica é minha filha, de 26 anos. O bairro tem um ótimo comércio."

O representante comercial Pedro Machado, 57, aproveita a onda de lançamentos para investir. Ele conta que prioriza adquirir apartamentos em locais próximos a faculdades. "Os principais interessados em alugar são universitários ou quem vai trabalhar na região."

No Brás, a incorporadora Esser lançou em março a segunda fase do empreendimento Capital Brás. Nick Dagan, diretor da empresa, diz que, em razão da alta valorização dos terrenos em São Paulo, a procura passou a ser por distritos com metrô e maior oferta de terrenos.

Antonio Setin, da Setin Incorporadora, que lançou o Estação Brás no ano passado, diz que a expectativa é de melhoria, como aconteceu com a Barra Funda, que também teve forte presença industrial. Ele afirma que, conforme os prédios fiquem prontos, aumentará a segurança e surgirão pontos comerciais.

Mirella Parpinelle, da imobiliária Lopes, ressalta que a procura de terrenos pelas incorporadoras tem aumentado nos dois bairros.

De acordo com levantamento de 2011 da prefeitura, o Brás é o quarto distrito com o maior número de moradores de rua. Santa Cecília é o quarto. Nesta semana, a prefeitura e a Polícia Militar iniciaram ações para retirá-los das calçadas do Brás.

"O que existe é a expectativa de que o centro vá melhorar, mas não temos certeza disso. O comprador tem de tomar cuidado", diz João Crestana, presidente da Comissão Nacional da Indústria Imobiliária da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Ele aponta a união de investimentos privados e públicos como condição para avanços.

Fonte: Folha de São Paulo
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17 abril 2013

Os custos que "comem" o lucro de quem compra e vende imóveis

Com a alta de preços dos últimos anos, os imóveis residenciais diminuíram bastante sua capacidade de gerar bons retornos com aluguéis, ou mesmo com a valorização. Ainda assim, a alta nos preços dos usados em 2012 foi maior que a inflação em quase todas as regiões acompanhadas pelo Índice FipeZap, e o brasileiro continua encarando-os como investimentos sólidos e com proteção do poder de compra.

Como já mostramos em outros posts, alugar imóveis residenciais pode não ser um bom negócio em 2013, e que a compra de um imóvel usado, ainda que para morar, implica uma série de custos com a burocracia. Nesta reportagem você vai conhecer os custos envolvidos no processo de compra e venda, que podem ultrapassar um quarto do valor do investimento e corroer o lucro do proprietário.

Por se tratar de um procedimento trabalhoso e caro, a venda de um imóvel deve ser bastante ponderada. Para quem especula, isto é, compra e revende para ganhar com a valorização, os custos do processo podem ser proibitivos caso não seja possível repassá-los. Além dos custos obrigatórios na hora da compra – ITBI, registro e escritura – há outras despesas obrigatórias na hora da venda e taxas adicionais que podem ser cobradas se o imóvel tiver sido comprado na planta.

Tudo isso “come” uma boa parcela do eventual lucro, o que deve ser previsto na hora de anunciar o preço de venda. Contudo, se o imóvel ficar muito caro, será difícil encontrar um comprador. Veja a seguir as mais de dez taxas que podem encarecer o processo de compra e venda de um imóvel. Aqui há também simulações de custos em duas situações: para o imóvel comprado na planta e vendido na entrega das chaves e para a compra de um imóvel usado com revenda futura.

Taxas para compra de imóveis novos: pagas por quem compra o imóvel ainda na planta ou já pronto diretamente da incorporadora

Embora não sejam obrigatórias, às vezes essas taxas podem ser incluídas por meio de cláusulas contratuais, o que requer atenção especial do comprador do imóvel. Primeiro porque esses custos nem sempre são incluídos no valor que vem na escritura. Neste caso, o valor do imóvel declarado à Receita será menor do que o que foi efetivamente pago, o que aumentará o imposto de renda sobre o ganho de capital na hora de vender o bem. Isso ocorre porque, com exceção da corretagem, essas taxas não podem ser deduzidas da base de cálculo do IR sobre o ganho de capital quando cobradas à parte.

Em segundo lugar porque, de acordo com Carlos Eduardo Fujita, sócio do escritório Turci Advogados, todas essas taxas são questionáveis na Justiça. O comprador, porém, deve ponderar se os custos e a demora de um eventual processo valem a pena ou se é melhor pagá-las de uma vez e tentar repassar a despesa na hora de vender o imóvel.

1) Taxa de cessão de contrato, também conhecida como “taxa de repasse”, “taxa de transferência”, “taxa de renúncia do exercício de preferência”, entre outros nomes:

Custo: variável, até 3,5% do valor do imóvel.

Quem cobra: a incorporadora.

Quando é cobrada: quando o primeiro comprador do imóvel o revende antes de quitar o saldo devido à incorporadora, isto é, repassa o contrato e o saldo devedor a um terceiro.

Por que é cobrada: em tese, a incorporadora tem direito de preferência de recompra do imóvel que vendeu. Para abrir mão dele, ela cobra essa taxa, já prevista no contrato de compra e venda, mas paga efetivamente apenas na hora em que o imóvel é revendido. Até a entrega das chaves, o comprador ainda não é efetivamente dono do imóvel, pois tem um saldo devedor junto à incorporadora. Se a revenda é realizada ainda nesse estágio em que o financiamento ainda não foi transferido para um banco, na prática o saldo devedor é transferido para um segundo comprador.

2) Taxa Serviço de Assessoria Técnico-Imobiliária (“SATI”):

Custo: de 0,5% a 1,0% do valor do imóvel.

Quem cobra: a incorporadora.

Quando é cobrada: na hora do fechamento do contrato de compra e venda.

Por que é cobrada: a incorporadora cobra essa taxa a título de remuneração pela prestação de serviços de assistência técnica e jurídica ao comprador durante a negociação do contrato. Acontece que essa cobrança às vezes ocorre sem que qualquer serviço tenha sido prestado ao comprador. Esses serviços em geral são prestados à incorporadora pela corretora. Segundo Carlos Eduardo Fujita, essa taxa é altamente questionável, uma vez que se trata do repasse de um custo que faz parte do negócio da incorporadora, além de poder ser considerada venda casada. “Não há como comprar um imóvel sem que esses serviços tenham sido prestados à incorporadora”, diz Fujita.

3) Corretagem:

Custo: varia de estado para estado, de acordo com a orientação de cada Conselho Regional de 
Corretores de Imóveis (CRECI). O CRECI-SP determina que o preço varie de 6% a 8% do valor do imóvel.

Quem cobra: A corretora.

Quando é cobrada: na hora do fechamento do contrato de compra e venda.

Por que é cobrada: para remunerar os corretores que venderam o imóvel. Essa taxa é cobrada pela corretora por um serviço prestado para a incorporadora, que repassa o custo ao comprador. De acordo com Carlos Fujita, essa taxa pode ser questionada quando o preço anunciado não a inclui. Ele lembra que quando a pessoa física vende um imóvel usado, já costuma incluir o custo da corretagem no preço final anunciado, o que seria o procedimento mais adequado.

4) Taxa de interveniência:

Custo: até 2% do valor do imóvel.

Quem cobra: a incorporadora.

Quando é cobrada: na hora da entrega das chaves.

Por que é cobrada: essa taxa só é cobrada caso o comprador deseje financiar o restante do saldo devedor, após a entrega das chaves, em um banco diferente daquele indicado pela incorporadora. Isso ocorre porque as incorporadoras têm uma espécie de parceria informal com determinado banco, geralmente porque este financia parte da obra.

5) Taxa de obra:

Custo: em torno de 2% do valor do imóvel, no total.

Quem cobra: a incorporadora.

Quando é cobrada: diluída nas parcelas pagas à incorporadora. Não cobrada quando o saldo devedor é quitado de uma só vez.

Por que é cobrada: a taxa funciona como uma correção adicional das parcelas do saldo devedor.

Despesas relacionadas à compra de qualquer imóvel, novo ou usado (leia mais sobre elas):

1) Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI):

Custo: até 3% do valor do imóvel, variando de município para município. Na cidade de São Paulo, a alíquota é de 2%. Pode haver descontos para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Quem cobra: a Prefeitura.

Quando é cobrada: as Prefeituras estipulam prazos a partir da data do contrato de compra e venda, e o imposto pode ser pago à vista, podendo, em algumas cidades, ser parcelado. Em São Paulo o prazo é de dez dias.

2) Escritura pública

Custo: varia de estado para estado e pode ou não ser proporcional ao valor do imóvel. As tabelas de custos cartoriais de cada estado estão disponíveis no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB). De posse da tabela, basta procurar o valor da escritura pública de valor declarado e relacionar o valor do imóvel com o da escritura.

Quem cobra: O cartório, mas apenas de quem não financiou o imóvel. O contrato de financiamento com o banco já tem força de escritura pública.

Quando é cobrada: os prazos também variam de estado para estado.

3) Registro do imóvel

Custo: varia de estado para estado e toma como base o valor de venda do imóvel. As tabelas de custos cartoriais em cada estado estão disponíveis no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB).

Quem cobra: O cartório.

Quando é cobrada: após o pagamento do ITBI e da escritura.

4) Custo do financiamento: quem financia o imóvel deve se preocupar em poupar o valor referente à entrada, uma vez que, na imensa maioria dos casos, não é possível financiar 100% do valor do imóvel. Também é preciso verificar o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, não apenas as taxas de juros. O CET inclui outras taxas, como seguros e serviços, que por vezes podem ser negociadas e até cortadas.

Despesas relacionadas à venda de qualquer imóvel, novo ou usado:

1) Imposto de renda sobre o ganho de capital (lucro imobiliário):

Custo: 15% sobre o ganho de capital, podendo-se abater o custo do ITBI, dos juros do financiamento e das corretagens. Em geral, as corretagens vêm incluídas no preço do imóvel, e neste caso não permitem dedução. O abatimento pode ser feito caso elas tenham sido pagas à parte, na compra, na venda ou em ambos os casos.

Quem cobra: a Receita Federal.

Quando é cobrada: em qualquer venda de imóvel, desde que não se enquadre dentro das regras de isenção. Neste caso, há duas situações de isenção: quando o vendedor estiver vendendo seu único imóvel e o valor da venda for inferior a 440.000 reais; ou quando o dinheiro resultante da venda for usado integralmente na compra de outros imóveis residenciais no Brasil em um prazo de até 180 dias a contar da data da venda. Se apenas parte do valor for usada na aquisição de outro imóvel, será preciso pagar imposto sobre o ganho de capital proporcional restante. Só tem direito às isenções quem não tenha vendido imóvel residencial nos últimos cinco anos.

2) Corretagem:

Custo: o percentual é negociável, mas cada CRECI orienta o percentual a ser cobrado pelos corretores do seu estado. Em São Paulo, a praxe é de 6% a 8% do valor da venda.

Quem cobra: O corretor.

Quando é cobrada: na hora do fechamento do contrato de compra e venda.

3) Despesas na obtenção de documentos:

Custo: cerca de 400 reais. Pode custar mais que isso caso o vendedor seja parte em ações judiciais.

Quem cobra: cartório e despachante.

Quando é cobrada: antes de fechar o contrato, o vendedor precisa obter as certidões negativas de protesto, certidões de distribuidor dos tribunais locais, entre outros documentos. Algumas certidões são disponibilizadas gratuitamente pela internet.

Fonte: Exame
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