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08 julho 2013

Índice da Construção Civil sobe 7,8% em junho

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Caixa, apresentou alta de 7,8% em junho, ficando 12,92 pontos porcentuais acima da taxa de maio (-5,12%).
O resultado do mês, informou o IBGE, reflete o retorno da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, que não havia vigorado em abril e maio.

A desoneração, vigente a partir de 1º de abril, teve seus efeitos interrompidos em 03 de junho. Entre outros aspectos, a Medida Provisória que desonerou o setor havia retirado os 20% da contribuição previdenciária, o que impactou integralmente no resultado de maio.

A variação acumulada está em 4,10%, considerando o primeiro semestre do ano, enquanto em igual período de 2012 havia ficado em 3,26%. O resultado dos últimos doze meses passou para 6,54%, ficando 7,01 pontos percentuais acima dos -0,47% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em junho de 2012, o índice foi de 0,70%.

O custo nacional da construção por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 826,34, em junho subiu para R$ 890,76, sendo R$ 460 89 relativos aos materiais e R$ 429,87 à mão de obra.

A Região Sul, com variação de 8,75%, apresentou a maior alta, ao se encerrarem os efeitos da MP 601/12 na folha de pagamento, em junho. Os demais resultados são os seguintes: 6,45%(Norte), 6 73%(Nordeste), 8,66%(Sudeste) e 7,48% (Centro-Oeste). A Região Sul ficou também com a maior variação nos últimos doze meses (8 84%).

Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Santa Catarina, com variação de 10,05%, registrou a maior alta do mês de junho. Acre, Ceará, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal também tiveram reajustes salariais decorrentes de acordo coletivo que pressionou os resultados.

Fonte: Estado de Minas
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05 julho 2013

Custo tem elevação de 7,5% em 12 meses

O CUB (Custo Unitário Básico) da construção civil do Estado de São Paulo subiu em junho ante o mês anterior, conforme já postado aqui no Blog QUALIT Construção.

No acumulado do semestre, a alta foi de 6,32%. O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos do setor para a utilização nos reajustes dos contratos de obras. 
Em 12 meses, o indicador apresenta crescimento de 7,5%. Como comparação, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumula elevação de 6,5% no mesmo período. 

Segundo o SindusCon, a alta pode ser atribuída em grande parte ao reajuste determinado pelas convenções coletivas de trabalho para os salários, com data-base em 1º de maio. 

Em junho, os custos com mão de obra subiram 1,96% em relação a maio, e os salários dos engenheiros aumentaram 4,62%. 

Os custos com materiais de construção registraram acréscimo de 0,33%. A média ponderada dos três itens resultou na variação de 1,39% do CUB, que ficou em R$ 1.089,49 por metro quadrado.

Fonte: Diário de Guarapuava
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03 julho 2013

Lançamentos estão mantidos, apesar de cenário incerto

As incorporadoras de capital aberto mantêm planos de lançamentos, em 2013, mesmo com o menor crescimento da economia e a perspectiva de aumento da inflação e da taxa de juros. A tendência é que, no segundo trimestre, os lançamentos de imóveis pelo conjunto das incorporadoras listadas tenha superado o do primeiro trimestre. Até o momento, há sinalizações que a soma do Valor Geral de Vendas (VGV) lançado de abril a junho possa ter ficado próxima à do segundo trimestre de 2012.

"A instabilidade da economia não tem afetado nem lançamentos nem vendas da Trisul", diz o diretor comercial e de marketing da incorporadora, Ricardo Stella. O mercado está mais seletivo, conforme o executivo, mas o cliente está comprando imóveis. No segundo trimestre, os lançamentos da Trisul ficaram em linha com os do mesmo período do ano passado. O VGV poderia ter sido superior, mas conforme Stella, um projeto que estava previsto não recebeu as aprovações a tempo.

As vendas da Trisul cresceram ante o segundo trimestre de 2012 e ao primeiro trimestre. O desempenho resultou dos lançamentos e das campanhas de vendas de estoques. A Trisul não lançou nada no primeiro trimestre.

A Rodobens Negócios Imobiliários lançou "um pouco menos" no segundo trimestre do que no mesmo período de 2012, mas acima do VGV do primeiro trimestre, conforme o diretor-presidente da empresa, Marcelo Borges. Assim como a Trisul, a Rodobens esperava lançar mais de abril a junho, mas não obteve todas as aprovações de projetos para isso. "Parte dos lançamentos do primeiro trimestre foi postergada para o segundo, e parte do segundo ficou para o terceiro trimestre", diz Borges.

As postergações não estão relacionadas a mercado, conforme o executivo da Rodobens. As vendas da empresa cresceram ante o segundo trimestre de 2012 e ante o primeiro trimestre. "A piora da situação econômica ainda não afetou a demanda nas regiões em que estamos - interior de São Paulo, Centro-Oeste e Nordeste", diz Borges. Segundo ele, nas condições atuais, o planejamento da Rodobens está mantido. Borges disse não esperar deterioração da economia, mas que, se isso ocorrer, pode haver retração de demanda e redução de lançamentos, pois "o setor vive de confiança".

Segundo o vice-presidente financeiro da Cyrela Brazil Realty, José Florêncio Rodrigues, até o momento, os planos da companhia permanecem inalterados. "Enxergamos um momento saudável do mercado", diz Rodrigues.

A EZTec mantém sua previsão de lançamentos para o segundo semestre e para 2014, assim como a compra de terrenos para os projetos. "Se, em três meses, o cenário se deteriorar, vamos repensar a operação. Mas, por enquanto, vamos manter o previsto no início do ano", afirma o diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emilio Fugazza.

Segundo o executivo da EZTec, não há nenhum impacto das turbulências nas vendas da empresa, que aumentaram ante o segundo trimestre de 2012 e ante o primeiro trimestre. De abril a junho, a EZTec lançou R$ 431,8 milhões, com aumento de 116% na comparação com o segundo trimestre de 2012 e expansão de 114% ante o primeiro trimestre. No semestre, o crescimento do VGV lançado chega a 110,5%, para R$ 723,9 milhões.

Os lançamentos das incorporadoras de capital aberto, no segundo trimestre, por meio da Brasil Brokers, ficaram em linha com os do mesmo intervalo de 2012 e superaram os do primeiro trimestre, conforme o vice-presidente de operações da companhia, Julio Piña. Conforme o executivo, a participação das incorporadoras listadas em bolsa nas vendas de lançamentos da empresa caiu de 55% no primeiro semestre de 2012, para 39% de janeiro a junho deste ano.
Isso se deve, de acordo com Piña, ao fato de algumas das incorporadoras abertas terem vendido menos, aumentado a comercialização por suas empresas próprias de vendas e saído de parte dos mercados em que atuavam, abrindo espaço para concorrentes de capital fechado. Segundo o executivo da Brasil Brokers, o ritmo de vendas do mercado está "um pouco mais lento", mas há demanda.

Na concorrente Lopes, os lançamentos das incorporadoras de capital aberto no segundo trimestre foram maiores que os do mesmo período de 2012, conforme a diretora-geral de atendimento, Mirella Parpinelle. Ela cita que, na comparação com o primeiro trimestre, quando foi lançada parcela maior do empreendimento Jardim das Perdizes, os lançamentos de abril a junho ficaram "um pouco menores". O Jardim das Perdizes foi o principal destaque dos novos projetos apresentados na cidade de São Paulo no primeiro semestre.

Segundo a representante da Lopes, a situação macroeconômica do país não tem afetado a demanda por imóveis, nem levado incorporadoras a postergar planos de lançamento. Mas, conforme a executiva, parte das incorporadoras que buscava apenas a consultoria de vendas da Lopes tem procurado também a consultoria de projetos. "Algumas empresas estão escutando mais o mercado", diz Mirella.

Fonte: Valor Econômico
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02 julho 2013

Custo da construção civil em SP tem alta de 1,39%

Operários trabalham na construção do Estádio Novo Corinthians, em São Paulo, em agosto de 2012
O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo chegou a R$ 1.089,49 por metro quadrado em junho, alta de 1,39% ante maio, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP) e da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos do setor para o uso nos reajustes dos contratos de obras.

No acumulado do semestre, a alta foi de 6,32%.

Em 12 meses, o indicador apresenta acréscimo de 7,5%. Na avaliação do Sinduscon-SP, o aumento deve-se ao reajuste determinado pelas convenções coletivas de trabalho para os salários.

Em junho, os custos com mão de obra subiram 1,96% em relação a maio. Os salários dos engenheiros aumentaram 4,62%.

Os custos com materiais de construção registraram acréscimo de 0,33% na mesma base de comparação.

No período, 9 dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) do mês, que ficou em 0,75%.

Fonte: Exame
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26 junho 2013

Mão de Obra pressiona custo da Construção Civil

Mão de obra pressiona custo da construção civilO custo nacional da construção civil (INCC-M) subiu 1,96% em junho, contra variação de 1,24% no mês anterior, conforme postado anteriormente. No ano, o índice acumula variação de 5,61%. Em 12 meses, esse percentual é de 7,88%.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a maior variação foi registrada em mão de obra, que passou de 1,88% para 3,24%. Materiais, equipamentos e serviços tiveram crescimento de 0,58%. 

Dentre as capitais, Brasília, Porto Alegre e São Paulo tiveram aceleração, enquanto Salvador, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro tiveram desaceleração.

Ainda segundo a FGV, a confiança da construção melhorou pelo terceiro mês consecutivo. No trimestre encerrado em junho o índice teve queda de 3,6%, ante baixa de 4,3% apurada em maio. 

Nesta leitura, os setores que mais contribuíram para o resultado foram obras para telecomunicações (13,1%), preparação de terreno (-5,9%) e obras de instalações (-5,6%).

Já o índice de preços ao consumidor, medido pela Fipe, pressionou o bolso do consumidor paulista na terceira quadrissemana de junho, ao sair de 0,18% para 0,30%, desempenho ligeiramente inferior ao projetado por analistas, de 0,32%. 

No período, quatro das sete classes ficaram mais inflacionadas, sendo habitação, transportes, despesas pessoais e educação. 

Ásia

As dúvidas com a liquidez dos bancos chineses e a cautela em torno da redução das medidas de estímulo à economia americana, sinalizada pelo Federal Reserve (banco central dos EUA) no início deste mês pressionou as bolsas locais. 

Por lá, o destaque de baixa ficou com a bolsa de Taiwan, que encerrou os negócios com queda de 1,22%

Europa

O comunicado divulgado hoje pelo Banco Popular da China, de que teria injetado liquidez em algumas instituições financeiras para estabilizar o mercado financeiro e o resultado dos indicadores econômicos divulgados hoje nos Estados Unidos sustenta a valorização dos índices acionários no continente. 

Além disso, o mercado local digere também os comentários dos presidentes do Federal Reserve de Dallas, Richard Fisher, e de Minneapolis, Narayana Kocherlakota, que ontem à tarde enfatizaram que a política monetária do BC norte-americano permanece acomodatícia. 

Já o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmou que a economia da zona do euro ainda requer um afrouxamento da política monetária por parte do banco central da região.

Draghi manifestou ainda a crença de que os estímulos e as melhorias nos mercados financeiros possam apoiar uma recuperação da economia ao final deste ano.

Na agenda econômica europeia, na Itália, as vendas no varejo caíram 0,1% em abril, resultado pior que o esperado pelo mercado. Em março, o índice desacelerou 0,3%. Contra abril de 2012 o varejo italiano registrou queda de 2,9%.

Estados Unidos

Os indicadores econômicos divulgados hoje e a postura do banco central chinês dá força aos índices acionários em Wall Street, sobretudo ao índice S&P 500, que deixa para trás nove semanas de desvalorização.

No país, em abril, os preços da habitação subiram 0,7% na base ajustada sazonalmente, mostrou a Agência Federal de Financiamento de Habitação (FHFA), o décimo quinto aumento mensal. Contra abril de 2012, os preços de casas no país subiram 7,4%.

Já os preços dos imóveis medidos pelo S&P/Case-Shiller tiveram elevação de 11,6% em 10 cidades e de 12,1% em 20 cidades em doze meses.

Ainda no mercado imobiliário, em maio, as vendas de casas novas no país cresceram 2,1%, para 476 mil unidades, superando as 462 mil projetadas por analistas. O resultado do mês é 29% maior que o apurado em maio de 2012.

No mês passado, na indústria, os pedidos de bens duráveis avançaram 3,6%, para US$ 231 bilhões.

Neste mês, em Richmond, o índice de atividade do Federal Reserve da região subiu para 8 pontos, contra variação negativa de 2 pontos na leitura anterior.

Já a confiança do consumidor, medida pelo Conference Board, avançou de 76,2 para 81,4 pontos, desempenho muito acima do esperado pelo mercado, que projetava baixa para 75,2 pontos.

Fonte: Ultimo Instante
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17 junho 2013

Setor de construção civil crescerá 2,9% em 2013, projeta consultoria

Alavancada pelo segmento de infraestrutura, a indústria da construção civil deve ter alta de 2,9% neste ano e de 3,9% em 2014, segundo projeções da consultoria LCA.

"A construção pesada deve ser impulsionada pelos estímulos para investimentos que os Estados do país receberam", afirma o economista Fernando Sampaio, sócio da empresa.

"Com o relaxamento do teto de endividamento que o governo federal concedeu, os Estados não vão desperdiçar a oportunidade [de realizar novas obras], inclusive porque temos eleições no próximo ano", acrescenta.

As linhas de financiamento do BNDES também devem estimular o segmento, de acordo com Sampaio.

Para a área imobiliária, no entanto, a expectativa é de expansão moderada.

"A euforia de 2010 não vai voltar. O crédito está desacelerando", diz.

Com o desaquecimento da construção no último ano (alta de 1,4% ante 3,6% em 2011 e 11,6% em 2010), os preços dos produtos ligados ao setor também estão crescendo em ritmo menor.

A consultoria prevê que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) fique em 6,5% em 2013. No ano passado, ele registrou 7,1%.

Ainda em 2013, o preço da mão de obra deve subir (6,6%) um pouco mais que o dos materiais (6,3%).

Em 2014, a tendência é que a situação se inverta e que os salários aumentem 4,8%, enquanto os materiais alcancem os 7%.

Para 2015, as projeções são desanimadoras: crescimento de 0,9% no PIB da construção: "Aí teremos um período de ressaca eleitoral."

Fonte: Folha de São Paulo
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Mão de obra eleva custos na construção civil

A mão de obra será a grande responsável pela alta nos custos das construções civil no país. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), houve uma valorização do trabalhador de 0,79% no primeiro decêndio de maio para 4,03% no mesmo período de junho. Esse aumento reflete consideravelmente no preço final dos empreendimentos realizados pelo setor em todo o Brasil.

Em Juiz de Fora, a mão de obra que em abril era de R$444,92 passou para R$457,63 em maio, segundo o Custo Unitário Básico (CUB-JF), que mede índices do setor na cidade. O CUB-JF, pesquisado pelo Sindicato das Indústrias de Construção Civil de Juiz de Fora(Sinduscon/JF), mostra que houve um aumento de 2,86% no valor. Para Leomar Pereira Delgado, presidente do sindicato, “a mão de obra ainda vai impactar muito o valor das construções nessa fase em que estamos passando, principalmente pela convenção coletiva que já prevê uma valorização dos trabalhadores”. A FGV divulgou que as atividades que registraram as principais altas no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) nos primeiros dez dias de junho são: carpinteiro (4,88%), bombeiro (4,88%), pedreiro (4,40%), servente (3,89%) e ajudante especializado (3,79%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) no mês de maio foi de 1,24%, superando bastante os 0,84% de abril. Tudo indica que junho virá ainda mais elevado, pressionado por reajustes salariais em São Paulo e Brasília. Na capital paulista, o acordo salarial foi fechado com 8,99% de aumento e na federal foi de 8,40%.

“Todos esses números serão refletidos na construção civil de Juiz de Fora provavelmente a partir de julho ou agosto”, comenta Leomar. Levando em conta que, segundo o CUB-JF de maio, mais da metade dos gastos de uma construção foram para pagar mão de obra (51,21% de participação), os custos devem subir ainda mais.

Fonte: Sinduscon-JF
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07 junho 2013

Índice Nacional da Construção Civil recua 5,12% em maio

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) recuou 5,12% em maio, ficando 5,81 pontos porcentuais abaixo da taxa de abril, que foi de 0,69%. "O resultado reflete a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, em vigor desde primeiro de abril deste ano", informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 870,97 em abril para R$ 826,34 em maio, dos quais R$ 460,08 são relativos a materiais e R$ 366,26, à mão de obra. A parcela dos materiais subiu 0,46%, 0,38 ponto porcentual acima de abril (0,08%), enquanto a da mão de obra caiu 11,32%, ante alta de 1,37% em abril.

Fonte: O Estado de São Paulo
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04 junho 2013

Custo da construção paulista cresce 4,44% em maio

O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil no estado de São Paulo, índice usado nos reajustes dos contratos de obras, registrou alta de 4,44% em maio ante o mês anterior. O custo do metro quadrado ficou em R$ 1.074,53. Os dados foram divulgados hoje (3) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Houve alta de 7,3% nos custos com mão de obra em relação a abril e os salários dos engenheiros aumentaram 7,21%. Já os custos das construtoras com materiais de construção tiveram alta de 0,37%, na mesma base de comparação.

No período, 17 dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) do mês. Entre os que tiveram os maiores reajustes estão o Aço CA-50 (1,83%), o saco de 50 quilos do cimento CPE-32 (1,73%) e o vidro liso transparente 3mm (1,1%).

Fonte: Agência Brasil - Empresa Brasil de Comunicação
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28 maio 2013

Custo da construção civil sobe 1,24% em maio

O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou alta de 1,24% em maio, ante variação positiva de 0,84% em abril, informou a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

No ano, o índice acumula variação de 3,59% e, nos últimos 12 meses, alta de 7,19%.

O avanço do indicador foi puxado pelo custo da mão de obra, que subiu 1,88% em maio, após registrar alta de 1,15% em abril. A aceleração foi consequência do reajuste dos salários dos trabalhadores da construção em São Paulo, onde a data base é em maio.
Na capital paulista, o custo da mão de obra passou de estabilidade para 3,45% no período.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,56%, ante 0,50% em abril. O indicador correspondente apenas a materiais e equipamentos subiu 0,65%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,46%.

Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram variações mais altas: materiais para estrutura (de 0,51% para 0,98%) e materiais para instalação (de 0,13% para 0,15%).

A parcela relativa a serviços passou de 0,67%, em abril, para 0,19%, em maio. Neste grupo, a FGV destacou a queda do subgrupo serviços técnicos, cuja variação passou 1,37% para 0,30%.

CAPITAIS

O custo da construção ficou mais alto em maio em três das sete capitais pesquisadas pela FGV: São Paulo (de 0,30% em abril para 2,09% em maio), Recife (de 0,11% para 0,17%) e Brasília (de 0,13% para 0,22%). Belo Horizonte repetiu variação de abril, de 0,13%, e houve desaceleração em Porto Alegre (de 0,33% para 0,29%), Rio de Janeiro (de 2,88% para 2,44%) e Salvador (de 3,89% para 0,27%).

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Fonte: Folha de São Paulo
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23 maio 2013

SP ajudará empreendimentos do Minha Casa Minha Vida

A Prefeitura de Paulo planeja conceder um subsídio de R$ 20 mil por unidade para os empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida na capital paulista.

O objetivo é viabilizar o desenvolvimento de projetos na cidade, que são limitados pelos altos custos de construção e dos terrenos.

"Esperamos alavancar muito o programa habitacional da cidade", disse José Floriano de Azevedo, secretário municipal de Habitação.

O programa Minha Casa Minha Vida já conta com subsídio adicional de R$ 20 mil aportados pelo governo estadual, conforme acordo feito em 2012 com o governo federal.

Segundo Azevedo, a prefeitura tem a disposição de completar o subsídio, em até R$ 20 mil extras para viabilizar as construções.

"Estamos estudando como fazer esse aporte e planejamos começar no ano que vem", disse, lembrando que a prefeitura tem a meta de viabilizar a construção de 55 mil unidades até 2016.

Azevedo disse também que, até outubro, o orçamento da prefeitura destinará R$ 300 milhões para desapropriações de terrenos destinados à construção de moradias, o que resultara em 28 mil unidades residenciais, estimou.

Fonte: Exame
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17 abril 2013

Os custos que "comem" o lucro de quem compra e vende imóveis

Com a alta de preços dos últimos anos, os imóveis residenciais diminuíram bastante sua capacidade de gerar bons retornos com aluguéis, ou mesmo com a valorização. Ainda assim, a alta nos preços dos usados em 2012 foi maior que a inflação em quase todas as regiões acompanhadas pelo Índice FipeZap, e o brasileiro continua encarando-os como investimentos sólidos e com proteção do poder de compra.

Como já mostramos em outros posts, alugar imóveis residenciais pode não ser um bom negócio em 2013, e que a compra de um imóvel usado, ainda que para morar, implica uma série de custos com a burocracia. Nesta reportagem você vai conhecer os custos envolvidos no processo de compra e venda, que podem ultrapassar um quarto do valor do investimento e corroer o lucro do proprietário.

Por se tratar de um procedimento trabalhoso e caro, a venda de um imóvel deve ser bastante ponderada. Para quem especula, isto é, compra e revende para ganhar com a valorização, os custos do processo podem ser proibitivos caso não seja possível repassá-los. Além dos custos obrigatórios na hora da compra – ITBI, registro e escritura – há outras despesas obrigatórias na hora da venda e taxas adicionais que podem ser cobradas se o imóvel tiver sido comprado na planta.

Tudo isso “come” uma boa parcela do eventual lucro, o que deve ser previsto na hora de anunciar o preço de venda. Contudo, se o imóvel ficar muito caro, será difícil encontrar um comprador. Veja a seguir as mais de dez taxas que podem encarecer o processo de compra e venda de um imóvel. Aqui há também simulações de custos em duas situações: para o imóvel comprado na planta e vendido na entrega das chaves e para a compra de um imóvel usado com revenda futura.

Taxas para compra de imóveis novos: pagas por quem compra o imóvel ainda na planta ou já pronto diretamente da incorporadora

Embora não sejam obrigatórias, às vezes essas taxas podem ser incluídas por meio de cláusulas contratuais, o que requer atenção especial do comprador do imóvel. Primeiro porque esses custos nem sempre são incluídos no valor que vem na escritura. Neste caso, o valor do imóvel declarado à Receita será menor do que o que foi efetivamente pago, o que aumentará o imposto de renda sobre o ganho de capital na hora de vender o bem. Isso ocorre porque, com exceção da corretagem, essas taxas não podem ser deduzidas da base de cálculo do IR sobre o ganho de capital quando cobradas à parte.

Em segundo lugar porque, de acordo com Carlos Eduardo Fujita, sócio do escritório Turci Advogados, todas essas taxas são questionáveis na Justiça. O comprador, porém, deve ponderar se os custos e a demora de um eventual processo valem a pena ou se é melhor pagá-las de uma vez e tentar repassar a despesa na hora de vender o imóvel.

1) Taxa de cessão de contrato, também conhecida como “taxa de repasse”, “taxa de transferência”, “taxa de renúncia do exercício de preferência”, entre outros nomes:

Custo: variável, até 3,5% do valor do imóvel.

Quem cobra: a incorporadora.

Quando é cobrada: quando o primeiro comprador do imóvel o revende antes de quitar o saldo devido à incorporadora, isto é, repassa o contrato e o saldo devedor a um terceiro.

Por que é cobrada: em tese, a incorporadora tem direito de preferência de recompra do imóvel que vendeu. Para abrir mão dele, ela cobra essa taxa, já prevista no contrato de compra e venda, mas paga efetivamente apenas na hora em que o imóvel é revendido. Até a entrega das chaves, o comprador ainda não é efetivamente dono do imóvel, pois tem um saldo devedor junto à incorporadora. Se a revenda é realizada ainda nesse estágio em que o financiamento ainda não foi transferido para um banco, na prática o saldo devedor é transferido para um segundo comprador.

2) Taxa Serviço de Assessoria Técnico-Imobiliária (“SATI”):

Custo: de 0,5% a 1,0% do valor do imóvel.

Quem cobra: a incorporadora.

Quando é cobrada: na hora do fechamento do contrato de compra e venda.

Por que é cobrada: a incorporadora cobra essa taxa a título de remuneração pela prestação de serviços de assistência técnica e jurídica ao comprador durante a negociação do contrato. Acontece que essa cobrança às vezes ocorre sem que qualquer serviço tenha sido prestado ao comprador. Esses serviços em geral são prestados à incorporadora pela corretora. Segundo Carlos Eduardo Fujita, essa taxa é altamente questionável, uma vez que se trata do repasse de um custo que faz parte do negócio da incorporadora, além de poder ser considerada venda casada. “Não há como comprar um imóvel sem que esses serviços tenham sido prestados à incorporadora”, diz Fujita.

3) Corretagem:

Custo: varia de estado para estado, de acordo com a orientação de cada Conselho Regional de 
Corretores de Imóveis (CRECI). O CRECI-SP determina que o preço varie de 6% a 8% do valor do imóvel.

Quem cobra: A corretora.

Quando é cobrada: na hora do fechamento do contrato de compra e venda.

Por que é cobrada: para remunerar os corretores que venderam o imóvel. Essa taxa é cobrada pela corretora por um serviço prestado para a incorporadora, que repassa o custo ao comprador. De acordo com Carlos Fujita, essa taxa pode ser questionada quando o preço anunciado não a inclui. Ele lembra que quando a pessoa física vende um imóvel usado, já costuma incluir o custo da corretagem no preço final anunciado, o que seria o procedimento mais adequado.

4) Taxa de interveniência:

Custo: até 2% do valor do imóvel.

Quem cobra: a incorporadora.

Quando é cobrada: na hora da entrega das chaves.

Por que é cobrada: essa taxa só é cobrada caso o comprador deseje financiar o restante do saldo devedor, após a entrega das chaves, em um banco diferente daquele indicado pela incorporadora. Isso ocorre porque as incorporadoras têm uma espécie de parceria informal com determinado banco, geralmente porque este financia parte da obra.

5) Taxa de obra:

Custo: em torno de 2% do valor do imóvel, no total.

Quem cobra: a incorporadora.

Quando é cobrada: diluída nas parcelas pagas à incorporadora. Não cobrada quando o saldo devedor é quitado de uma só vez.

Por que é cobrada: a taxa funciona como uma correção adicional das parcelas do saldo devedor.

Despesas relacionadas à compra de qualquer imóvel, novo ou usado (leia mais sobre elas):

1) Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI):

Custo: até 3% do valor do imóvel, variando de município para município. Na cidade de São Paulo, a alíquota é de 2%. Pode haver descontos para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Quem cobra: a Prefeitura.

Quando é cobrada: as Prefeituras estipulam prazos a partir da data do contrato de compra e venda, e o imposto pode ser pago à vista, podendo, em algumas cidades, ser parcelado. Em São Paulo o prazo é de dez dias.

2) Escritura pública

Custo: varia de estado para estado e pode ou não ser proporcional ao valor do imóvel. As tabelas de custos cartoriais de cada estado estão disponíveis no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB). De posse da tabela, basta procurar o valor da escritura pública de valor declarado e relacionar o valor do imóvel com o da escritura.

Quem cobra: O cartório, mas apenas de quem não financiou o imóvel. O contrato de financiamento com o banco já tem força de escritura pública.

Quando é cobrada: os prazos também variam de estado para estado.

3) Registro do imóvel

Custo: varia de estado para estado e toma como base o valor de venda do imóvel. As tabelas de custos cartoriais em cada estado estão disponíveis no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB).

Quem cobra: O cartório.

Quando é cobrada: após o pagamento do ITBI e da escritura.

4) Custo do financiamento: quem financia o imóvel deve se preocupar em poupar o valor referente à entrada, uma vez que, na imensa maioria dos casos, não é possível financiar 100% do valor do imóvel. Também é preciso verificar o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, não apenas as taxas de juros. O CET inclui outras taxas, como seguros e serviços, que por vezes podem ser negociadas e até cortadas.

Despesas relacionadas à venda de qualquer imóvel, novo ou usado:

1) Imposto de renda sobre o ganho de capital (lucro imobiliário):

Custo: 15% sobre o ganho de capital, podendo-se abater o custo do ITBI, dos juros do financiamento e das corretagens. Em geral, as corretagens vêm incluídas no preço do imóvel, e neste caso não permitem dedução. O abatimento pode ser feito caso elas tenham sido pagas à parte, na compra, na venda ou em ambos os casos.

Quem cobra: a Receita Federal.

Quando é cobrada: em qualquer venda de imóvel, desde que não se enquadre dentro das regras de isenção. Neste caso, há duas situações de isenção: quando o vendedor estiver vendendo seu único imóvel e o valor da venda for inferior a 440.000 reais; ou quando o dinheiro resultante da venda for usado integralmente na compra de outros imóveis residenciais no Brasil em um prazo de até 180 dias a contar da data da venda. Se apenas parte do valor for usada na aquisição de outro imóvel, será preciso pagar imposto sobre o ganho de capital proporcional restante. Só tem direito às isenções quem não tenha vendido imóvel residencial nos últimos cinco anos.

2) Corretagem:

Custo: o percentual é negociável, mas cada CRECI orienta o percentual a ser cobrado pelos corretores do seu estado. Em São Paulo, a praxe é de 6% a 8% do valor da venda.

Quem cobra: O corretor.

Quando é cobrada: na hora do fechamento do contrato de compra e venda.

3) Despesas na obtenção de documentos:

Custo: cerca de 400 reais. Pode custar mais que isso caso o vendedor seja parte em ações judiciais.

Quem cobra: cartório e despachante.

Quando é cobrada: antes de fechar o contrato, o vendedor precisa obter as certidões negativas de protesto, certidões de distribuidor dos tribunais locais, entre outros documentos. Algumas certidões são disponibilizadas gratuitamente pela internet.

Fonte: Exame
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16 abril 2013

O preço “invisível” do imóvel

Quanto custa um imóvel? A resposta simples seria fácil: seu preço é formado pelas despesas com terreno, projeto, documentação, divulgação e comercialização, materiais, mão de obra, taxas, impostos e margem de lucro do empreendedor.

Acontece que esse raciocínio lógico, aplicável a outros tipos de produtos, não funciona bem assim quando se trata do mercado imobiliário da cidade de São Paulo. Construir na maior metrópole do País está cada vez mais difícil e, consequentemente, mais caro.

Aqui, a aprovação de um projeto imobiliário é um verdadeiro percalço. São várias instâncias, um labirinto de balcões e carimbos que só agora começa a ser eliminado com a possibilidade de autorizações on-line, as quais, além da agilidade, garantem transparência ao processo – o que é muito positivo. 

Mesmo com as facilidades da era virtual, a documentação é imensa, e a demora maior ainda. Como tempo é dinheiro, a espera para obter a aprovação encarece o empreendimento. Este é um custo, invisível ao comprador, que impacta o preço final do imóvel.

E existem outros fatores de oneração. Um deles é o Plano Diretor Estratégico de São Paulo de 2002. Imaginando diminuir o preço dos terrenos, a lei reduziu os coeficientes de aproveitamento básico do solo e estabeleceu limites que variam de 1,0 até 2,0, dependendo da região da cidade (note-se: em Nova York, esse coeficiente chega a 20 vezes a área do terreno). Só que o tiro saiu pela culatra: os terrenos escassearam e encareceram!

Em alguns poucos lugares da cidade, é possível edificar além desses limites – porém, no máximo até 4 vezes. Mas, para construir nesse patamar, o mercado tem de adquirir potencial adicional de construção do poder público – a chamada outorga onerosa. 

As empresas também passaram a realizar operações urbanas. E ambos os mecanismos, regulamentados pelo Estatuto das Cidades, são contrapartidas financeiras que o setor faz para que a prefeitura (que se tornou uma espécie de ‘sócia’ do mercado imobiliário) invista em benfeitorias urbanas.

Os empreendedores deixaram de apenas promover a produção de moradia, comércio, cultura ou lazer, viabilizando a ocupação da cidade. Na verdade, as contrapartidas ganharam tal proporção que estamos bancando pontes, viadutos e outras obras que deveriam estar no orçamento municipal. Demora pouco e estaremos fazendo metrô!

Este ano, teremos a revisão do Plano Diretor. O instrumento das contrapartidas deverá ser mantido. Todavia, é hora de considerar que o passivo desse modelo também recai sobre o preço dos imóveis. No fim das contas, quem paga a conta também é o consumidor. É mais um custo “invisível”.

A capital paulista tem permanente demanda por novas unidades. São residências que têm de ser produzidas a valores compatíveis com a renda das famílias que se formam ou que buscam melhores condições de habitação. Para tanto, é preciso rever as leis, aumentar o aproveitamento dos terrenos, estabelecer níveis adequados para as contrapartidas e, assim, baratear o preço dos imóveis.

Recente pesquisa do Ibope revelou que 56% das pessoas que vivem em São Paulo gostariam de mudar de cidade em busca de mais segurança pública, menos trânsito. Em edição anterior, a mesma pesquisa registrou idêntico porcentual.

Ora, entre uma e outra, o quadro permaneceu igual. Por ilação, pode-se concluir que ninguém foi embora. As pessoas permanecem e tantas outras vêm, pois São Paulo, por mais difícil que seja, é onde as oportunidades existem. Uma cidade global que merece ser mais amada e respeitada por aqueles que dela se valem. Uma metrópole que precisa de leis que permitam adequado aproveitamento do solo, com adensamento inteligente e sustentável para que seus cidadãos possam viver bem. Simples assim.

*Ex-presidente do Secovi-SP, conselheiro da Brookfield Incorporações S/A e titular da WGL Administração e Participações Ltda.Artigo veiculado em: 05/04/2013

Fonte: Obra24horas
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20 fevereiro 2013

Custo da construção sobe 1,56% em janeiro na capital miniera

O Custo Unitário Básico de Construção - CUB/m² - projeto-padrão R8N - registrou alta de 1,56% em janeiro em relação ao mês anterior. Esta variação é justificada pelo incremento de 2,65% no custo com a mão de obra e pelo aumento de 0,44% no custo com materiais de construção. Apesar da alta, o coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), economista Daniel Furletti, não acredita que esta é uma tendência para os próximos meses. 

Segundo ele, particularmente em relação à mão de obra, o aumento ocorreu em função da Convenção Coletiva de Trabalho, que foi assinada em 15 de janeiro, quando se concluíram as negociações trabalhistas. Já o incremento no custo com material surpreendeu, alcançando variação de 0,44%, a maior desde setembro de 2012, quando atingiu 0,58%. “Acreditamos que o custo com materiais de construção em 2013 deverá se manter dentro do contexto monetário do país, assim como aconteceu no ano passado, quando ele aumentou 4,05%. Acreditamos que essa é a tendência. Não esperamos sobressaltos”, afirma Furletti.

Os outros dois componentes do referido indicador de custos da construção (despesas administrativas e aluguel de equipamentos) não apresentaram variações no primeiro mês do ano. Com este resultado, o custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e 03 quartos) que em dezembro de 2012 era R$1.024,10, passou para R$1.040,09 em janeiro. 

O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução dos preços de materiais de construção, mão de obra, despesas administrativas e aluguel de equipamentos. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sinduscon-MG, de acordo com a Lei 4.591/64 e com a Norma Técnica NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Materiais 

Da cesta de insumos que compõem o cálculo do CUB/m², observou-se que em janeiro 12 itens registraram elevações em seus preços, 11 ficaram iguais e três registram quedas. As maiores altas foram observadas nos seguintes materiais: disjuntor tripolar 70 A (+5,32%), fio de cobre antichama (+5,00%), janela de correr (+3,66%) e registro de pressão cromado ½” (+3,06%). “São aumentos expressivos, especialmente considerando a inflação do mês de janeiro medida pelo IPCA/IBGE, que foi 0,86%”, destaca o coordenador do Sinduscon-MG.

Acumulado nos últimos 12 meses (fevereiro/12-janeiro/13) - Nos últimos doze meses encerrados em janeiro, o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 6,49%. Este resultado, que foi superior à inflação de preços medida pelo IPCA/IBGE (alta de 6,15% no mesmo período) refletiu os seguintes aumentos: 3,90% dos materiais e 9,22% da mão de obra. 

Furletti enfatiza que neste período a maior pressão para o alta do custo da construção foi observada pelo item mão de obra. “Deve-se lembrar que, neste período, o referido indicador refletiu o aumento estabelecido pela Convenção Coletiva de Trabalho”. 

De acordo com o coordenador do Sinduscon-MG, o efeito dos maiores aumentos da mão de obra em relação aos materiais tem sido uma mudança importante na composição de custos setoriais. “Enquanto em janeiro de 2010 a mão de obra representava 47,72% do custo da construção, em janeiro deste ano passou para 52,05%. Ou seja, agora ela representa a maior parcela do índice”, ressalta.

Apesar da maior estabilidade no custo dos materiais de construção, alguns itens se destacaram pela variação em seus preços nos últimos 12 meses (fevereiro/12-janeiro/13): emulsão asfáltica (+24,34%), disjuntor tripolar 70 A (+19,75%), janela de correr (+18,87%) e vidro liso transparente 4 mm (+11,36%). “São aumentos expressivos e fora do contexto monetário e macroeconômico do País, principalmente se considerarmos que o IPCA/IBGE, neste período foi de 6,15%”, analisa Furletti.

Fonte: Estado de Minas
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14 fevereiro 2013

Índice de construção civil sobe 0,18% em janeiro

Trabalhadores sobem escada no local da construção do Estádio Nacional, que sediará a Copa do Mundo, em BrasíliaO Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi), divulgado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), variou 0,18% em janeiro, após uma alta de 0,43% em dezembro.

O índice acumulado em 12 meses foi de 5,25%, menor que a taxa registrada nos 12 meses anteriores, de 5,68%.

Segundo o IBGE, o custo nacional da construção alcançou R$ 857,21 por metro quadrado em janeiro, acima dos R$ 855,64 por metro quadrado estimados em dezembro.

A parcela dos materiais variou 0,29%, enquanto o custo da mão de obra ficou em 0,07% em janeiro, ante 0,51% em dezembro.

Fonte: Exame.com
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23 janeiro 2013

Crédito imobiliário soma R$82,8 bi em 2012, abaixo da meta

Imóveis na região do Jardins, São PauloOs recursos concedidos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para financiamento imobiliário alcançaram 82,8 bilhões de reais em 2012, alta de 3,6 por cento em relação ao ano anterior, informou nesta quarta-feira a associação que representa o setor no país, Abecip.

Do total em 2012, 54,7 bilhões de reais foram para financiar aquisições de imóveis, enquanto 28,1 bilhões de reais se destinaram à construção.

O volume de empréstimos ficou abaixo da estimativa da entidade, que previa 85 bilhões de reais concedidos no último ano.

O valor considera apenas recursos da caderneta de poupança e exclui o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A Abecip iniciou 2012 com projeção de que o financiamento para compra e construção de imóveis somaria 103,9 bilhões de reais no ano. Em julho passado, a estimativa foi reduzida para 95,9 bilhões de reais. Em dezembro, o presidente da Abecip, Octavio de Lazari Júnior, afirmou à Reuters que os recursos deveriam atingir cerca de 85 bilhões de reais no fechado do ano.

Em todo o ano passado, foram financiados 453 mil imóveis pelo sistema, número 8 por cento menor na comparação com 2011.

Em 2013, os recursos da poupança concedidos para crédito imobiliário no país devem crescer 15 por cento, alcançando o recorde de 95,2 bilhões de reais, segundo a Abecip.

Em dezembro, o presidente da Abecip, Octavio de Lazari Júnior, antecipou à Reuters que a previsão da Abecip seria de alta de 15 a 20 por cento nos financiamentos imobiliários em 2013.

Fonte: Exame.com
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16 janeiro 2013

Construção civil começa 2013 no limite de custos

A forte pressão que a liderança sindical dos trabalhadores da construção civil exerceu em 2012 durante a negociação salarial, que precisou ir a dissídio coletivo, colocou o mercado potiguar diante da difícil missão de aliviar seus custos e urgentemente a partir de 2013.

Puxado principalmente pelas eólicas e a Arena das Dunas, que causaram um efeito dominó sobre toda a cadeia do trabalho, hoje se fala num peso da mão de obra sobre os custos de uma obra em inimagiváveis 65%.

Esta semana, o IBGE reforçou essa suspeita ao divulgar o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) de 2012, elaborado em parceria com a Caixa Econômica, e que apresentou em dezembro último no RN uma variação de 3,82%, fechando o ano em 4,32%, bem abaixo dos 6,21% registrados em 2011.

O Rio Grande do Norte e Pernambuco registraram as maiores pressões nos salários dos trabalhadores da construção contabilizando, pela ordem, aumentos de 3,8% e 3,2%, respectivamente.

Um gráfico postado ontem na internet pelo economista Aldemir Freire indica que enquanto um mestre de obras teve seu salário-hora aumentado em 48,23% ao longo dos 10 últimos anos (2002/2012), o ganho de um pedreiro nesse período registrou uma variação de 166,45% e de um servente, o menos qualificado, de 227,37%.

As exigências feitas pelos trabalhadores da Arena das Dunas, que é construção pesada, contaminaram a construção leve e pressionaram os custos das empresas até o limite de suas forças.

Hoje, a vice-presidente do Sinduscon RN, Larissa Dantas Gentile, comentou que a tendência das empresas a partir de 2013 será buscar maneiras de enxugar sua mão-de-obra por meios de métodos construtivos mais eficientes e menos onerosos.

“Se o valor do dissídio dos trabalhadores tivesse sido concedido como eles queriam, ao invés dos 8,25% de aumento real incorporados aos salários, hoje estaríamos pagando o equivalente a quatro vezes esse valor”, afirmou.

Segundo Larissa Gentile, essa situação reascendeu a necessidade das empresas buscarem alternativas de reduzir custos a partir da busca de tecnologias que permitam aumentar a produtividade da mão-de-obra e reduzir em 1/3 as contratações, enxugando justamente entre os operários menos qualificados.

“O que posso dizer é que as empresas estão no limite de seus custos e há uma tendência nacional por um enobrecimento e valorização do trabalhador da construção civil, mas que precisará ser acompanhada de um aumento considerável da produtividade”, afirmou.
Ela confirmou da existência de uma variação de custos de construtora para a construtora que pode chegar a 300%. “Isso depende naturalmente de peculiaridades próprias da gestão de cada empresa e do tipo de obras que elas tocam”, ponderou.

Em relação ao valor de mercado dos imóveis, Larissa não tem dúvida: a fase agora é de uma acomodação de preços. Mas considerou temerário se falar em quedas reais no valor de 10%, como fontes ligadas ao próprio Sinduscon chegaram a ventilar no final do ano passado.

Essa informação veio associada à outra, segundo a qual haveria por volta de 15% de imóveis fechados à espera de comprador.
Para Larissa Gentile, no entanto, o que há são alguns preços irreais puxados para cima e o consumidor precisa apenas usar o bom senso, pesquisar mais antes de fechar o negócio.

Segundo o diretor de Comunicação do Sinduscon-RN, Carlos Luiz Cavalcanti de Lima, toda esse quadro traçado por Larissa Gentile desmistifica o mito de que Natal teria um dos metros quadrados mais altos do País.

“Hoje me aponte alguém que consiga comprar um imóvel à beira mar por R$ 5 mil o metro quadrado no Nordeste, sem mencionar o Brasil. Em Natal você compra”, lembrou.

Para ele, porém, esse é um quadro transitório que pode mudar por completo dentro de mais um ou dois anos. “Por isso mesmo, o momento é bom para o consumidor ir às compras, pois existe uma oferta grande que vai desaparecer em breve com toda a certeza”, assegurou.

Fonte: Portal Jornal Hoje
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