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12 setembro 2013

Construtoras adotam medidas tecnológicas para ampliar seu poder de vendas


As novas tecnologias chegaram ao mercado imobiliário para agregar ao trabalho diário e facilitar a vida das pequenas, médias e grandes construtoras. Esses novos recursos revolucionaram a forma de se relacionar com o cliente e, consequentemente, impulsionar as vendas, mas claro, se utilizados de forma planejada e estratégica.

Com essas dicas, é possível melhorar as vendas da sua construtora, além de aprimorar o desempenho da equipe responsável pelo contato com os clientes. Essas ferramentas permitem o compartilhamento de documentos, agendar compromissos e acompanhar as vendas dos empreendimentos. Alie essas ferramentas à oportunidade de ter sempre em mãos um portfólio atualizado, um gerenciamento eficaz, uma equipe treinada e uma maquete rica em detalhes, 100% do projeto original.

É importante, antes mesmo de colocar em prática qualquer estratégia, identificar o trabalho mais complicado, que são as competências e carências da empresa. Apenas ativar o mercado sem se preparar para atender à demanda pode afastar ainda mais os clientes.

Reunimos algumas dicas importantes para o empreendedor e, claro, o vendedor considerar na hora de fomentar o aumento das vendas:


  • Conhecer o cliente: Antes de vender um empreendimento, tente conhecer melhor seu cliente para que você possa sugerir um imóvel de acordo com as aspirações dele. Isso facilita a assertividade da venda e deixa o comprador satisfeito;
  • Qualifique seus vendedores: A capacitação do profissional de vendas é o que traz mais retorno para a empresa. É importante apresentar técnicas de vendas para estreitar o relacionamento com o cliente e facilitar as negociações de vendas.
  • Tendências: Apresente ao futuro comprador as principais tendências do mercado e apresente para ele uma lista com alguns imóveis que estão dentro do padrão aquisitivo que ele se enquadra;
  • Maquetes: Utilize as maquetes como ferramenta decisiva nas vendas. “Com a tecnologia, as maquetes são produzidas fielmente ao empreendimento original, possibilitando ao comprador ver, não apenas o seu imóvel, como também toda a parte social do empreendimento, facilitando o entendimento do cliente e, consequentemente, aumentando a força das vendas imobiliárias”, afirma Fabio. De acordo com a construtora Setin, cerca de 60% das vendas de um dos empreendimentos em 3 dias de exposição se deu pela maquete;
  • Evernote: É um aplicativo capaz de gerenciar e organizar as anotações, além de arquivar textos e imagens dos imóveis. É uma ferramenta prática e dinâmica para apresentar o comprador notícias e informações importantes do mercado imobiliário;
  • Salesforce: Este aplicativo traz ferramentas que permitem o compilamento dos serviços de atendimento ao cliente como, o gerenciamento de parceiros e criação de gráficos e tabelas de relatórios e análises empresariais. 
  • HP12C: Este aplicativo permite que você tenha uma calculadora científica, ferramenta importante para a garantia de decisões adequadas na relação com o cliente, ou seja, o uso dessa plataforma permite negociações mais eficientes;
  • ERP QUALIT CONSTRUÇÃO: Software composto por módulos estrategicamente desenvolvidos para atender todas as variáveis de uma construtora ou incorporadora, não importando seu porte, desde o planejamento e orçamento da obra ao acompanhamento e controle dos projetos, da gestão de vendas ao controle financeiro da empresa, fornecendo ainda informações gerenciais de forma automática, rápida e prática.
“O conhecimento e o uso estratégico dessas ferramentas podem proporcionar uma vantagem competitiva no mercado, aumentando a produtividade dos vendedores e garantindo a força das vendas e, o mais importante, fidelizar e ganhar novos clientes”, cita diretor da Adhemir Fogassa Maquetes, Fábio Fogassa.

Fonte: Marketing e Comunicação QUALIT
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23 agosto 2013

Como a construção civil tem enfrentado a crise

A construção civil cresceu ininterruptamente entre 2007 e 2011, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A preservação do crescimento no auge da crise global deveu-se, segundo a Paic, à oferta ampla de financiamento para habitação, à liberação de recursos para infraestrutura pelo BNDES, ao crescimento do emprego e da renda familiar, ao maior consumo das famílias e à manutenção da desoneração do IPI de insumos da construção.

Destacaram-se, no período, as tendências de aumento do valor dos salários e remunerações pagos ao pessoal empregado, maiores investimentos com aquisição de terrenos e edificações, melhoria na distribuição regional do investimento imobiliário, além da queda do peso relativo das obras de infraestrutura. São tendências que aparecem com menos pormenores em outras sondagens, feitas na área privada.

Entre 2007 e 2011, o valor das incorporações, das obras e dos serviços no País aumentou de R$ 130 bilhões para R$ 286,5 bilhões, mais que dobrando em termos nominais e com alta real de 63,1%. Em 2011, entidades estatais contrataram 38,3% das construções (uma queda em relação aos 41,2% de 2007), ficando 61,7% com o setor privado.

No período, o número de empresas ativas do setor passou de 52,9 mil para 92,7 mil e o pessoal contratado, de 1,57 milhão para 2,66 milhões. Os salários e retiradas evoluíram de R$ 19,3 bilhões para R$ 49,8 bilhões - e a participação deste item no conjunto de custos e despesas da indústria da construção se elevou de 19,1% para 20,8%. Isso comprova o quanto a mão de obra foi beneficiada pelo aumento da atividade.

Entre os investimentos realizados, o item terrenos e edificações ampliou a participação de 18,6% para 24,2%, o que dá uma ideia da valorização das áreas edificáveis.

O pior comportamento registrou-se nas obras de infraestrutura: o peso do segmento na receita bruta caiu de 45%, em 2007, para 41,4%, em 2011. Enquanto isso, cresceu o peso da construção de edifícios (de 38,2% para 39,5%) e de serviços especializados (de 16,8% para 19,1%).

A infraestrutura - em que predominam grandes empresas - enfrenta graves problemas, originários do loteamento político do setor público, do planejamento ruim e do desperdício de recursos. A perda relativa de participação indica o custo dos problemas para a população, que demanda infraestrutura decente.

Fonte: O Estado de São Paulo
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21 agosto 2013

Onde estão os lançamentos das grandes incorporadoras?

Os mapas a seguir apontam em quais Estados 11 incorporadoras de capital aberto tiveram lançamentos em 2010 e no primeiro trimestre deste ano 2013. Os dados foram encontrados nos relatórios trimestrais e anuais disponíveis para investidores.



Alphaville Urbanismo - Com foco em empreendimentos horizontais, bairros planejados e núcleos urbanos, a empresa lançou 3.607 unidades em 2010, em dez Estados. No primeiro trimestre deste ano, foram lançadas 432 unidades no Estado do Rio de Janeiro. "Nossa projeção considera lançamentos dentro das grandes capitais e também em cidades menores, fora dos grandes centros", afirma Camillo Paggiani, diretor financeiro da Alphaville Urbanismo.

Brookfield - A incorporadora atua nos segmentos comercial e residencial em todas as faixas de renda. Em 2010, a empresa lançou 11.508 unidades, em sete Estados. Neste primeiro trimestre foram 452 unidades lançadas (três empreendimentos), sendo um no Rio de Janeiro e dois em Águas Claras (DF). "Nossa atuação vai ser preponderantemente em São Paulo, Rio de Janeiro e Centro-Oeste - nas regiões de Goiânia e Brasília", diz Luiz Fernando Moura, diretor-executivo da Brookfield.

Cyrela - Em 2010, a incorporadora que atua com empreendimentos de alto padrão, lançou 27.589 unidades em nove Estados. No primeiro trimestre de 2013 foram lançadas 3.845 unidades (nove empreendimentos), sendo seis em São Paulo e três no Rio de Janeiro.

Direcional - Atuando nos imóveis comerciais e residenciais de todos os tipos, a Direcional lançou em 2010, 12.364 unidades, em seis Estados. Neste primeiro trimestre, foram 6.296 (cinco empreendimentos) nos Estados do Amapá, Pará e Minas Gerais.

Even - Em 2010, a Even - incorporadora e construtora que atua nos segmentos comerciais e residenciais, de acessíveis a alto padrão - lançou 6.515 unidades em quatro Estados. No primeiro trimestre de 2013, foram lançadas 807 unidades (quatro empreendimentos), sendo três em São Paulo e um no Rio Grande do Sul.

Eztec - Com foco no mercado de incorporação de edifícios residenciais de médio e alto padrão, a empresa lançou 2.309 unidades em todo o Estado de São Paulo. Este ano, no primeiro trimestre, foram lançadas 213 unidades em São Paulo e há previsão de lançamentos em Osasco (SP) neste segundo trimestre.

Gafisa - A empresa, que atua no médio e alto padrão, lançou em 2010, 5.124 unidades em dez Estados. No primeiro trimestre de 2013, foram lançadas 165 unidades (um empreendimento) em São Paulo.

Helbor - A incorporadora lançou, em 2010, 4.204 (19 empreendimentos) em sete Estados. No primeiro trimestre, a empresa lançou 660 unidades (cinco empreendimentos) em São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco. "Lançaremos no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Interior de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais", conta Marcelo Bonanata, diretor de vendas da Helbor.

Tecnisa - Com foco em empreendimentos comerciais e residenciais, a Tecnisa lançou em 2010, 9.905 unidades (27 empreendimentos) nos Estados de São Paulo e Ceará. No primeiro trimestre de 2013, lançou 1.012 unidades (cinco empreendimentos) em São Paulo. "Lançamos em Curitiba e continuaremos lançando lá. Devemos lançar em Salvador. Temos previsão para lançar em Brasília. Manaus a gente vai lançar etapas subsequentes de produtos que já foram lançados", complementa Fábio Villas Bôas, diretorexecutivo técnico da Tecnisa.

Tenda - Construtora e incorporadora com foco em empreendimentos econômicos lançou em 2010, 13.502 em dez Estados. No primeiro trimestre lançou 1.020 unidades (dois empreendimentos) na cidade de Osasco (SP) e no Estado da Bahia.

Trisul - A Trisul lançou, em 2010, 21 imóveis em São Paulo e no Distrito Federal. Neste primeiro trimestre, a empresa não realizou nenhum lançamento. "A companhia optou por rever a atuação no nicho econômico, implantando uma nova estratégia, cujo foco foi concentrar a maior parte dos negócios nos segmentos médio e médioalto padrões", explica Ricardo Stella, diretor comercial e de marketing da Trisul.

Fonte: Construção Mercado
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20 agosto 2013

Mercado espera semestre melhor para incorporadoras

As incorporadoras de capital aberto devem apresentar, no segundo semestre, desempenho operacional e financeiro superior ao da primeira metade de ano - na avaliação de analistas. Há expectativa que as companhias que já geram caixa operacional elevem esses valores e as demais se aproximem dessa condição. Margens tendem a melhorar e o volume de lançamentos deve crescer ante o primeiro semestre. 

Não se espera, pelo menos por enquanto, que a desaceleração da economia altere os planos das incorporadoras - embora os potenciais consumidores continuem mais seletivos e demandando mais tempo para a tomada de decisão de compra do que nos anos de mais euforia do mercado imobiliário. 

Em conjunto, as incorporadoras abertas lançaram R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre, com alta de 11% ante o Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 5,5 bilhões do mesmo período de 2012. Sazonalmente, os lançamentos têm concentração maior nos últimos meses do ano, principalmente no quarto trimestre. 

Mas, mais do que apresentar expressivo volume de lançamentos, as empresas têm buscado elevar a rentabilidade e gerar caixa. "O crescimento de lançamentos deixou de ser uma preocupação das empresas. Cada uma está preocupada em achar seu tamanho ótimo e mostrar resultados", afirma o analista da Gradual Investimentos, Flávio Conde. 

No segundo trimestre, houve mais concentração de lançamentos em São Paulo e no Rio de Janeiro, em continuidade ao movimento iniciado em 2011 pelas incorporadoras de redução das praças de atuação. O processo de aprovação de projetos em São Paulo - maior mercado imobiliário do país - "melhorou muito", conforme o presidente da Cyrela Brazil Realty, Elie Horn. 

Ainda que os lançamentos tenham crescido, a gestão de estoques, principalmente de unidades prontas, ainda é uma das prioridades das incorporadoras. Para reduzir estoques, acelerar a entrada de recursos no caixa e evitar custos adicionais, as empresas ainda apostam em abatimentos pontuais de preços ou campanhas de descontos. 

A fase atual, de grande volume de entregas, resulta em elevação dos distratos (cancelamentos de vendas), que contribuem para aumentar o volume de unidades que as incorporadoras precisam comercializar. 

"O volume de entregas de empreendimentos aumentou, mas como o cancelamento de vendas cresceu, a geração de caixa foi adiada um pouco", afirma o analista de construção civil da BES Securities, Eduardo Silveira. 

À medida que os projetos antigos, menos rentáveis, são entregues, as margens das incorporadoras tendem a crescer - ainda que possa haver volatilidade, por exemplo, quando estouros de orçamento são identificados. 

A Cyrela, maior incorporadora de capital aberto, continua a ser um dos destaques positivos do setor. Ela teve o maior patamar de lançamentos e vendas do segundo trimestre, segue com margens elevadas e informou esperar forte geração de caixa no ano - além de querer mais lucratividade. 

A Tecnisa apresentou a melhora mais expressiva de resultados, conforme analistas, com lucro líquido recorde no período. O desempenho da Tecnisa teve como maior impulso os primeiros lançamentos do Jardim das Perdizes. No caso da MRV Engenharia, analistas destacaram a geração de caixa da companhia. 

Depois de dois trimestres com prejuízo líquido, a Rossi Residencial voltou a ser lucrativa, de abril a junho, reduziu o consumo de caixa e retomou lançamentos. Por outro lado, em função de impasses na liberação do Habite-se, a companhia elevou sua meta de alavancagem para 2013. 

A Gafisa registrou prejuízo líquido no segundo trimestre. Em junho, fechou a venda de 70% da Alphaville Urbanismo para as gestoras de "private equity" Pátria e Blackstone. O ativo foi contabilizado como "operação descontinuada" no balanço do trimestre. Quando a operação for finalizada, os recursos darão fôlego para a Gafisa reduzir seu endividamento e comprar terrenos, mas a incorporadora deixará de controlar seu ativo mais rentável. 

No trimestre, a PDG Realty cancelou ou renegociou 24 projetos não alinhados com suas novas diretrizes e informou que a revisão de outros 19 será concluída até o fim do ano. A empresa teve prejuízo líquido de R$ 104,9 milhões e elevou o consumo de caixa. No mercado, há quem tenha considerado positivo o cancelamento de projetos, por ter sido concentrado em empreendimentos com problemas. 

Entre as incorporadoras de maior porte, a principal surpresa negativa nos resultados do segundo trimestre ficou por conta Brookfield Incorporações, conforme analistas. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 160,5 milhões, resultante da revisão de orçamentos e de baixas não recorrentes de projetos. "Brookfield e PDG têm alavancagem muito alta", diz Silveira, da BES. 

O cenário ainda é heterogêneo para as empresas do setor, mas a expectativa é que as incorporadoras passem a surpreender menos o mercado negativamente, por estarem mais seletivas na análise de projetos e da capacidade de crédito dos potenciais clientes. Há expectativa também que os grandes estouros de orçamento tenham ficado para trás.

Fonte: Valor Econômico
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16 agosto 2013

Imóvel de alto padrão volta a seduzir construtoras

Passada a fase de grandes investimentos ligados ao programa Minha Casa, Minha Vida, que fez muitas empresas apostarem forte em imóveis para a baixa renda, o segmento de alto padrão está voltando a seduzir construtoras e incorporadoras de peso, além de novas entrantes no mercado.

De um lado, as empresas demonstram otimismo com o aumento da renda média dos brasileiros. De outro, readéquam estratégias após lidarem com grandes estoques de imóveis para vender no segmento de baixa renda, frutos do cancelamento de contratos.

Os lançamentos dos imóveis de alto padrão - que chegam a superar 10 mil reais por metro quadrado em alguns municípios - se concentram nas duas maiores cidades do País, onde a disputa por espaços é cada vez mais acirrada em bairros como Ipanema e Leblon, no Rio, e Moema, Jardins e Pinheiros, em São Paulo.

"A demanda por empreendimento de alto padrão ainda tem muito a crescer, devido ao visível aumento da renda no Brasil e ao crescimento desta fatia da população", disse o vice-presidente financeiro da Cyrela, José Florêncio, sem mencionar números. Nos últimos cinco anos, o segmento representou, em média, 33% dos lançamentos da empresa.

A PDG Realty, que tradicionalmente tem nesses imóveis cerca de 15% de seus lançamentos, avalia inclusive expandir sua atuação, ingressando em Belo Horizonte e em Brasília com os imóveis de alta renda.

"Existe plano para isso, sim (...) para o ano que vem", afirmou o vice-presidente de incorporações da PDG, Antonio Guedes, explicando que a empresa ainda terá que adquirir terrenos para os projetos.

"Ele (segmento de alta renda) é importante para agregar valor à marca, dá margens boas", disse o executivo, sem revelar os números.

A margem bruta do setor de alta renda é de 30 a 35 por cento enquanto que os empreendimentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida é de 20 a 25%, de acordo com um analista que preferiu não ser identificado.

O otimismo de construtoras e incorporadoras com o setor contrasta com o ambiente econômico - o PIB brasileiro ruma em 2013 para o terceiro ano seguido de crescimento abaixo de 3%. Para as companhias, o ânimo se apoia no movimento de crescimento da renda das famílias e em números recentes do setor.

Segundo o Secovi-SP, o mercado de imóveis residenciais novos na capital paulista teve a maior alta de vendas e lançamentos para o mês de abril desde 2004, de 73,8 por cento em relação a abril de 2012. Não há dados específicos gerais sobre o desempenho por segmento.

A incorporadora norte-americana Related Brasil, que chegou ao país em fevereiro de 2012, quando o boom imobiliário já dava sinais de estafa, lançará este ano dois empreendimentos residenciais em São Paulo com Valor Geral de Vendas (VGV) de 1,4 bilhão de reais, cobrando entre 9 mil e 18 mil reais pelo metro quadrado.

"São Paulo é uma metrópole como qualquer outra do mundo, com número crescente de milionários, helicópteros e bancos de investimento", disse o presidente da incorporadora, Daniel Citron.

A Related fechou uma parceria com a RealtOn, especializada em venda de estoques de terrenos, que formará uma equipe exclusiva para vender os empreendimentos da incorporadora, contratando 40 corretores até julho. Esses profissionais custam cerca de três vezes mais do que a média do mercado, segundo o presidente da RealtOn, Rogério Santos.

Há pouco mais de uma semana, a Gafisa vendeu 70% da Alphaville, sua empresa de loteamentos urbanos de alto padrão, por cerca de 3 vezes e meia o seu valor patrimonial, numa demonstração do interesse crescente dos investidores por esse segmento. Ao mesmo tempo, de acordo com analistas do Bank of America Merrill Lynch, o consenso de mercado precificava a Gafisa em 0,8 vez o seu valor patrimonial.

Entre 2007 e 2012, os lançamentos de Alphaville aumentaram mais de quatro vezes, para 1,3 bilhão de reais, informou a Gafisa, que controlou a companhia neste período. Os compradores do controle da Alphaville foram as companhias de investimento Blackstone Real State e Pátria Investimentos.

Terrenos mais caros e escassos

Os terrenos para o segmento de alta renda costumam ser de quatro a dez vezes mais caros do que os voltados para a média renda, enquanto os custos das obras tendem a ser no mínimo o dobro, de acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas.

Com a baixa disponibilidade de terrenos em áreas nobres, as empresas pagam mais caro pelas áreas, mas repassam os valores aos consumidores e ainda cobram a mais pelos lugares centrais.

"A gente precisa olhar 100 oportunidades (de terreno) para conseguir fazer um ou dois negócios", diz Citron, da Related. "Mas as pessoas querem morar nessas regiões que estão perto de tudo e elas pagam por isso", acrescentou.

Fonte: R7
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14 agosto 2013

Orçamento e Planejamento de Obra

Na elaboração do planejamento e orçamento de suas obras, os itens principais de serviços técnicos e administrativos operacionais da obra são relevantes em relação ao custo total da construção. 

As informações técnicas que subsidiam suas estimativas são fornecidas pelo setor técnico de produção da construtora e, em alguns casos, também pelos técnicos da incorporadora no que diz respeito a prazo, qualidade e custo.

Considerando sua importância técnica e financeira, é fundamental que as definições de processos, seleção de pessoal e dimensionamentos estejam associados à qualidade da obra, ao prazo de execução, aos seus custos e riscos.

Para ter um controle mais completo e seguro das atividades de orçamento o ERP QUALIT Construção através do módulo Orçamento e Planejamento de Obra, além de interativo e ágil, permite a criação do macro-planejamento dos serviços, gerencia listagem das atividades e tarefas, gráficos de controles e emissão de relatórios de acompanhamento físico e de aplicação de recursos para qualquer tipo de construção de forma rápida e flexível de acordo com a necessidade da sua empresa.

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Fonte: Marketing e Comunicação

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03 julho 2013

Lançamentos estão mantidos, apesar de cenário incerto

As incorporadoras de capital aberto mantêm planos de lançamentos, em 2013, mesmo com o menor crescimento da economia e a perspectiva de aumento da inflação e da taxa de juros. A tendência é que, no segundo trimestre, os lançamentos de imóveis pelo conjunto das incorporadoras listadas tenha superado o do primeiro trimestre. Até o momento, há sinalizações que a soma do Valor Geral de Vendas (VGV) lançado de abril a junho possa ter ficado próxima à do segundo trimestre de 2012.

"A instabilidade da economia não tem afetado nem lançamentos nem vendas da Trisul", diz o diretor comercial e de marketing da incorporadora, Ricardo Stella. O mercado está mais seletivo, conforme o executivo, mas o cliente está comprando imóveis. No segundo trimestre, os lançamentos da Trisul ficaram em linha com os do mesmo período do ano passado. O VGV poderia ter sido superior, mas conforme Stella, um projeto que estava previsto não recebeu as aprovações a tempo.

As vendas da Trisul cresceram ante o segundo trimestre de 2012 e ao primeiro trimestre. O desempenho resultou dos lançamentos e das campanhas de vendas de estoques. A Trisul não lançou nada no primeiro trimestre.

A Rodobens Negócios Imobiliários lançou "um pouco menos" no segundo trimestre do que no mesmo período de 2012, mas acima do VGV do primeiro trimestre, conforme o diretor-presidente da empresa, Marcelo Borges. Assim como a Trisul, a Rodobens esperava lançar mais de abril a junho, mas não obteve todas as aprovações de projetos para isso. "Parte dos lançamentos do primeiro trimestre foi postergada para o segundo, e parte do segundo ficou para o terceiro trimestre", diz Borges.

As postergações não estão relacionadas a mercado, conforme o executivo da Rodobens. As vendas da empresa cresceram ante o segundo trimestre de 2012 e ante o primeiro trimestre. "A piora da situação econômica ainda não afetou a demanda nas regiões em que estamos - interior de São Paulo, Centro-Oeste e Nordeste", diz Borges. Segundo ele, nas condições atuais, o planejamento da Rodobens está mantido. Borges disse não esperar deterioração da economia, mas que, se isso ocorrer, pode haver retração de demanda e redução de lançamentos, pois "o setor vive de confiança".

Segundo o vice-presidente financeiro da Cyrela Brazil Realty, José Florêncio Rodrigues, até o momento, os planos da companhia permanecem inalterados. "Enxergamos um momento saudável do mercado", diz Rodrigues.

A EZTec mantém sua previsão de lançamentos para o segundo semestre e para 2014, assim como a compra de terrenos para os projetos. "Se, em três meses, o cenário se deteriorar, vamos repensar a operação. Mas, por enquanto, vamos manter o previsto no início do ano", afirma o diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emilio Fugazza.

Segundo o executivo da EZTec, não há nenhum impacto das turbulências nas vendas da empresa, que aumentaram ante o segundo trimestre de 2012 e ante o primeiro trimestre. De abril a junho, a EZTec lançou R$ 431,8 milhões, com aumento de 116% na comparação com o segundo trimestre de 2012 e expansão de 114% ante o primeiro trimestre. No semestre, o crescimento do VGV lançado chega a 110,5%, para R$ 723,9 milhões.

Os lançamentos das incorporadoras de capital aberto, no segundo trimestre, por meio da Brasil Brokers, ficaram em linha com os do mesmo intervalo de 2012 e superaram os do primeiro trimestre, conforme o vice-presidente de operações da companhia, Julio Piña. Conforme o executivo, a participação das incorporadoras listadas em bolsa nas vendas de lançamentos da empresa caiu de 55% no primeiro semestre de 2012, para 39% de janeiro a junho deste ano.
Isso se deve, de acordo com Piña, ao fato de algumas das incorporadoras abertas terem vendido menos, aumentado a comercialização por suas empresas próprias de vendas e saído de parte dos mercados em que atuavam, abrindo espaço para concorrentes de capital fechado. Segundo o executivo da Brasil Brokers, o ritmo de vendas do mercado está "um pouco mais lento", mas há demanda.

Na concorrente Lopes, os lançamentos das incorporadoras de capital aberto no segundo trimestre foram maiores que os do mesmo período de 2012, conforme a diretora-geral de atendimento, Mirella Parpinelle. Ela cita que, na comparação com o primeiro trimestre, quando foi lançada parcela maior do empreendimento Jardim das Perdizes, os lançamentos de abril a junho ficaram "um pouco menores". O Jardim das Perdizes foi o principal destaque dos novos projetos apresentados na cidade de São Paulo no primeiro semestre.

Segundo a representante da Lopes, a situação macroeconômica do país não tem afetado a demanda por imóveis, nem levado incorporadoras a postergar planos de lançamento. Mas, conforme a executiva, parte das incorporadoras que buscava apenas a consultoria de vendas da Lopes tem procurado também a consultoria de projetos. "Algumas empresas estão escutando mais o mercado", diz Mirella.

Fonte: Valor Econômico
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01 julho 2013

Sudeste lidera obras e empregos na construção civil

A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, por regiões brasileiras, o Sudeste manteve, em 2011, a liderança em termos de pessoal ocupado e valor das incorporações, obras ou serviços do setor.

“É a principal região do país, a mais populosa, com maior renda. As maiores empresas se concentram no Sudeste”, disse à Agência Brasil o economista Fernando Abritta, da Coordenação de Indústria do IBGE.

Segundo ele, apesar de ser a principal região do país, o Sudeste vem perdendo participação devido ao crescimento das demais regiões. “Não quer dizer que as obras do Sudeste estão crescendo menos. Só que outras regiões, principalmente o Nordeste e o Centro-Oeste, vêm tendo um crescimento maior”.

No Sudeste, o valor das obras teve a participação no total diminuída de 65,8%, em 2007, para 62,9%, em 2011. O pessoal ocupado também reduziu a participação no período de 58,3% para 54,9%.

O Nordeste teve um movimento de ganho de participação de 17% no pessoal ocupado, em 2007, para 20%, em 2011, e de 11,7% no valor das obras e serviços da construção, para 13,7%. O IBGE atribuiu boa parte dessa expansão a obras de grande porte em curso na Região Nordeste, entre as quais a transposição do Rio São Francisco, as obras para a Copa do Mundo e a Refinaria Abreu Lima.

A indústria da construção continua dominada pelas empresas de grande porte, em especial do setor de infraestrutura, diz a pesquisa. No item receita bruta, que em 2011 somou R$ 288,8 bilhões, 1.516 empresas com mais de 250 pessoas ocupadas ampliaram a participação na receita bruta de 47,9%, em 2007, para 50%, em 2011. Elas contribuíram com cerca de R$ 145 bilhões em valores correntes para o ano de 2011. “As empresas com 250 pessoas ocupadas ou mais têm 50% da receita bruta”, disse o economista.

De acordo com a pesquisa, as 12 maiores empresas do setor de infraestrutura da indústria da construção concentram mais de um quarto das obras. Em 2007, a participação alcançou 26,0% e, em 2011, 28,9%.

As doze maiores companhias do segmento ocupavam, em média, 17.306 pessoas por empresa, em 2011, e pagavam salários de R$ 2.981, enquanto as demais ocupavam, em média, 42 pessoas por empresa, com salário médio de R$ 1.249. As obras efetuadas pelas doze grandes empresas de infraestrutura tiveram valor médio de R$ 2,9 bilhões, em 2011, contra R$ 5,2 milhões das demais empresas.

Fonte: Estado de Minas
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11 junho 2013

Consultorias imobiliárias miram custos e focam em imóveis usados

Enquanto as construtoras e incorporadoras ensaiam uma retomada dos lançamentos de imóveis, as corretoras imobiliárias se focam na redução de custos e regiões mais atrativas para manter o ritmo de seus negócios, além do crescimento do mercado de imóveis usados.

"Nós somos o espelho das grandes incorporadoras", disse à Reuters o presidente da BR Brokers, Sérgio Freire, mencionando que uma melhora do ambiente de negócios para as construtoras e incorporadoras deverá se refletir nos resultados da companhia que dirige. O executivo vê uma recuperação do Valor Geral de Vendas (VGV) da empresa a partir do segundo trimestre.

Assim como a concorrente com quem disputa a liderança do setor, a Lopes também vê uma recuperação dos lançamentos nos próximos meses.

"A gente está otimista com a dinâmica de mercado sobre lançamentos, que estão levemente melhores sobre o ano passado", disse o diretor financeiro e de relações com investidores da Lopes, Marcello Leone.

A consultoria imobiliária deixou de atuar, no ano passado, em Goiás e no Rio Grande do Norte para se concentrar nas suas operações nas regiões Sul e Sudeste.

Em pesquisa recente, a empresa apontou que os lançamentos de imóveis no Brasil podem aumentar cerca de 7 por cento neste ano, após queda de cerca de também 7% no ano passado.

Com a entrega de projetos de 2008 e passada a fase de ajuste iniciada em meados de 2011 pela maior parte das construtoras e incorporadoras do País, as empresas de construção civil podem ter deixado para trás o pior momento da readequação de suas operações para retomar o ritmo de lançamentos, que tiveram forte desaceleração em 2012.

Mas ainda assim o momento é de cautela para todo o setor. "A opção mais provável é que os lançamentos permaneçam um pouco mais lentos e os preços dos imóveis novos não voltem aos patamares anteriores. Neste caso, as consultorias imobiliárias têm que reduzir custos e ganhar muita eficiência", disse o analista da XP Investimentos, Richard Cole.

Fonte: Obra24horas
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07 junho 2013

Caem desoneração da construção e RET menor para incorporação

Não valem mais as disposições da MP 601, que havia diminuído de 6% para 4% o RET (Regime Especial Tributário) para a incorporação imobiliária feita no sistema de patrimônio de afetação, e determinado a substituição da contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de pagamentos das construtoras de edificações e de suas subcontratadas por uma contribuição de 2% sobre a receita bruta.

A MP 601 não foi apreciada pelo Senado e caiu por decurso de prazo – o último dia de sua validade foi 3 de junho.

Em entrevista à Agência Brasil dada no dia 5 após reunião com o ministro Guido Mantega, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que as disposições que perderam validade serão transferidas para a MP 610 “e que tem condições de ser aprovada dentro de quatro a cinco semanas”.

Segundo a ministra, as empresas não precisarão mudar a forma de recolhimento da contribuição previdenciária. “Na questão da folha de pagamento, o recolhimento é sempre feito com 60 dias de diferença [em relação ao mês de referência], então acabaria não dando a interrupção efetiva”, disse. Na verdade, o recolhimento é feito no mês seguinte ao do pagamento dos salários.

Insegurança - Para o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, mais uma vez faltou articulação ao governo no Congresso, “e agora vão inserir o conteúdo de uma MP vencida em outra MP, o que não necessariamente proporciona segurança aos empresários. De qualquer forma, o governo precisa agir rapidamente para restabelecer alguns avanços da MP 601.”

Alerta - A assessora jurídica do SindusCon-SP Rosilene Carvalho Santos alerta que uma das três mudanças introduzidas para a construção por outra MP, a 612, também ficou sem efeito a partir de 4 de junho: a disposição de que a nova contribuição previdenciária de 2% vale para as obras com CEI aberta a partir de 1 de abril.

Já outras duas disposições da MP 612 continuam vigentes: 1) se a empresa exercer uma atividade incluída na desoneração e outra não, todo o seu recolhimento previdenciário deve se pautar de acordo com o disposto para o CNAE de sua atividade que proporciona a maior receita; 2) a partir de 1 de janeiro de 2014, as construtoras de infraestrutura e as empresas de serviços técnicos de engenharia e arquitetura estarão incluídas na mudança da contribuição previdenciária.

Rosilene também afirma que o setor precisa estar atento a eventuais alterações de datas, caso o governo volte a inserir as mudanças em outra MP. É que uma legislação só pode majorar ou alterar tributos com anterioridade de um exercício anual e, no caso de contribuição previdenciária, além dessa anterioridade, com antecedência de três meses.

De outro lado, segundo a assessora, há decisão do STF dispondo que o princípio da anterioridade não precisa ser respeitado na hipótese de diminuição de tributos. Desta forma, a alíquota do RET poderia voltar a ter redução ainda neste ano.

A Assessoria Jurídica do SindusCon-SP recomenda às construtoras que fiquem atentas às próximas decisões do governo na matéria.

Fonte: Sinduscon-SP

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