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27 setembro 2013

Índice do aluguel sobe 4,4% puxado pela construção civil

AluguelO Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) encerrou setembro com alta acumulada em 12 meses de 4,4%. Medida pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), essa taxa serve de base de cálculo para as renovações de contrato de aluguel entre outros. De agosto para setembro, o índice atingiu 1,5% bem acima da variação apurada em agosto (0,15%). Entre janeiro e setembro, houve elevação de 3,69%.

No período de setembro do ano passado ao igual mês deste ano, o componente que mais influenciou a alta média de preços do IGP-M foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) com elevação de 7,99%, puxada, principalmente, pela mão de obra que ficou em média 9,8% mais cara.

Já na virada de agosto para setembro, os três índices que compõem o IGP-M apresentaram avanços e o mais expressivo ocorreu no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação no setor atacadista. Esse índice teve variação de 2,11% ante 0,14% com destaque para as commodities entre as quais a soja em grão que saiu de uma retração de 3,77% para alta de 10,78%; o minério de ferro (de 2,35% para 3,53%) e o milho em grão que passou de uma queda de 6,93% para uma elevação de 1,31%.

O INCC teve alta de 0,43% ante 0,31% com influência maior dos materiais, equipamentos e serviços (de 0,63% para 0,91%). E o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) indicou aumento médio de 0,27% ante 0,09% com destaque o grupo transportes (de -0,24% para 0,09%). Entre os itens que ajudaram nesse avanço está a tarifa de ônibus urbano (de -0,80% para 0,32%).

Fonte: Exame.com
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23 setembro 2013

Cai ritmo de alta nos preços da construção civil

À exceção de São Paulo, onde o custo da construção civil passou de 0,33% em abril para 1,77% neste mês, em todas as demais capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) houve queda no no ritmo de alta dos preços.

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mensal (INCC-M) passou de 1,17% para 0,93%, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV). No segmento materiais, equipamentos e serviços, o índice passou de 0,65% para 0,48%.

Os serviços de pedreiros e de outros profissionais continuam representando os gastos mais mais altos do setor (1,41%), ainda que abaixo do nível de abril (1,73%). Em São Paulo, a taxa foi bem maior, 2,93%, e em Porto Alegre, 0,99%. A pesquisa mostra a média da varação dos preços apurados entre os dias 21 de abril e 20 de maio.

O índice perdeu força nas seguintes localidades: Salvador (de 3,42% para 0,08%); Brasília (de 0,51% para 0,12%); Belo Horizonte (de 0,31% para 0,15%); Recife (de 0,51% para 0,28%); Rio de Janeiro (de 4,65% para 0,33%) e Porto Alegre (de 1,36% para 0,69%).

Fonte: Revista Voto
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Nível de atividade da construção diminui em agosto, diz CNI

O nível de atividade da construção civil diminuiu em agosto, de acordo com a Sondagem da Indústria da Construção Civil divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador relativo à atividade no setor foi de 47 pontos em agosto. Na pesquisa, os resultados variam de zero a cem pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior.

Apesar de abaixo dos 50 pontos, a atividade caiu menos do que em julho, quando esse índice foi de 46,5 pontos. Em agosto de 2012, o indicador foi de 48,1 pontos.

Esse desempenho se reflete no número de empregados, cujo indicador passou de 45,6 pontos em julho para 46,3 pontos em agosto, o que também aponta uma retração menor em agosto do que em julho.

Assim, o setor continua com um nível de atividade menor do que o usual para o mês. Esse indicador foi de 43,5 pontos em agosto. O índice diminuiu a distância em relação à linha divisória dos 50 pontos, já que em julho, e stava em 42,8 pontos. Já em agosto de 2012, ele foi de 46,4 pontos.

Já a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) recuou um ponto percentual e fechou agosto em 69%, ante 70% no mês anterior.

A Sondagem Indústria da Construção foi realizada entre 2 e 12 de setembro com 513 empresas.

Fonte: Valor Econômico

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12 setembro 2013

Inflação do aluguel avança 1,02% na primeira prévia de setembro

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, avançou para 1,02% na primeira prévia de setembro, informou em 10 de setembro a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No mesmo período de agosto a variação havia sido de 0,13%. Com o resultado da parcial do mês, o indicador acumula alta de 3,2% no ano e de 3,9% em 12 meses.

Dentre os componentes do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60% no indicador, avançou 1,42% na primeira prévia do mês; no mesmo período do mês de agosto, o índice variou 0,15%.

O índice referente aos preços de bens finais recuou de alta de 0,20% para deflação de 0,16%. Segundo a FGV, contribuiu para este recuo o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de queda de 1,95% para queda de 5,21%.

Já o índice correspondente aos bens intermediários variou 1,44%, ante 1,05%, no mês anterior, puxado principalmente pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,31% para 1,95%.

Fonte: Obra24horas
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10 setembro 2013

Cresce oferta de imóveis de médio-alto e alto padrão

Os lançamentos de imóveis para a média-alta e a alta renda - que possibilitam margens mais elevadas que as dos projetos econômicos - têm voltado a ganhar força nos novos projetos do setor. Na cidade de São Paulo - maior mercado imobiliário do país - uma das razões desse movimento é o preço elevado dos terrenos. Há quem diga que, em alguns bairros da capital, está mais difícil fechar a conta nos lançamentos para a classe média por causa dos preços das áreas.

"Algumas incorporadoras estão atuando com mais foco nos segmentos de médio-alto e alto padrão. Houve redução na oferta de imóveis de padrão econômico e super-econômico", diz o vice-presidente de operações da Brasil Brokers, Julio Piña. De janeiro a maio, 26% das vendas de lançamentos da Brasil Brokers foram de unidades com preço acima de R$ 650 mil, ante 19% no primeiro semestre de 2012. Além da mudança do mix, preços mais elevados contribuíram para esse incremento.

Conforme a diretora-geral de atendimento da Lopes, Mirella Parpinelle, os lançamentos de produtos destinados à média-alta e à alta renda ganharam participação na imobiliária no segundo trimestre. A executiva ressalta que, nos primeiros anos após a onda de abertura de capital, quando as incorporadoras precisavam apresentar "números grandiosos" ao mercado, houve menos oferta desses segmentos.

"Vemos uma demanda crescente por imóveis de alto padrão, assim como de médio-alto", afirma o vice-presidente financeiro da Cyrela Brazil Realty, José Florêncio Rodrigues. Os lançamentos de médio-alto e alto padrão corresponderam a 70% do Valor Geral de Vendas (VGV) da Cyrela nos últimos cinco anos. Com o aumento de renda, a demanda por esses imóveis tende a crescer, segundo Rodrigues. Ele cita que a Cyrela tem tradição "em desenvolver e construir imóveis de alto padrão".

Na cidade de São Paulo, o principal destaque dos lançamentos ocorridos neste ano foram as primeiras fases do Jardim das Perdizes, empreendimento com unidades de médio a alto padrão. O projeto pertence à Windsor Investimentos Imobiliários, da qual a Tecnisa tem quase 70%, a PDG Realty, 25%, e a BV Empreendimentos e Participações, o restante.

O preço médio por m2 das unidades do Jardim das Perdizes lançadas no primeiro trimestre ficou próximo de R$ 8,3 mil e, no segundo trimestre, em torno de R$ 9 mil, valores considerados de médio-alto padrão pela Tecnisa. A demanda das classes média-alta e alta por imóveis é menos afetada por um cenário de desaceleração da economia, conforme o diretor financeiro e de relações com investidores da Tecnisa, Vasco Barcellos.

A maior parte dos lançamentos da PDG é de unidades de R$ 250 mil a R$ 750 mil, com tíquete médio de R$ 375 mil, ainda que, no primeiro trimestre, esse valor tenha sido maior, em função do Jardim das Perdizes. "De forma oportunista, vamos participar das duas pontas: segmento econômico e alto padrão", diz o diretor de relações com investidores da PDG, Guido Lemos. A empresa pretende ter lançamentos, neste ano, em linha com o VGV de 2012.

Conforme o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompeia, na cidade de São Paulo, a oferta de imóveis de médio-alto e alto padrão, neste ano, está maior do que a de 2012. A participação dessas unidades no segmento de um dormitório tem crescido, segundo Pompeia. Foi justamente o lançamento de imóveis de um dormitório que mais aumentou de janeiro a maio, na capital, ante o mesmo período de 2012. A expansão foi de cinco vezes, de 501 unidades lançadas, para 2,514 mil.

No total, os lançamentos de imóveis na capital paulista cresceram 35,7% até maio, para 10,409 mil unidades, segundo a Embraesp. O segmento de quatro dormitórios apresentou forte alta, de 23,3%, na comparação dos dois intervalos, para 1,159 mil unidades. O número de unidades de três dormitórios lançadas teve alta de 21,5%, para 2,329 mil. O menor aumento foi registrado no segmento de dois dormitórios, que cresceu 2,2%, para 4,407 mil, de acordo com a Embraesp.

Fonte: Valor Econômico
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Preço do imóvel pronto sobe o dobro da inflação

O preço de venda do metro quadrado dos imóveis prontos, a maioria usados, e anunciados na internet, subiu, em média, 1,2% em agosto, depois de ter aumentado 1,1% em julho, segundo o Índice FipeZAP. O indicador apura as cotações em 16 cidades. Em 12 meses até agosto, o aumento acumulado foi de 12,3%, praticamente o dobro da inflação do período, medida pelo IPCA-15 (6,15%).

Apesar de a valorização dos imóveis superar de longe a inflação, o coordenador do Índice FipeZAP, Eduardo Zylberstajn, ressalta que os sinais de desaceleração dos preço ficaram mais evidentes em agosto. Para sustentar essa avaliação, ele observa que o índice que considera apenas sete cidades registrou, no mês passado, a mesma variação de julho, isto é, subiu 1% e não houve aceleração em relação ao mês anterior.

Além disso, o economista ressalta que em seis das sete cidades pesquisadas, o preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados subiu menos em agosto. No caso de Belo Horizonte, o preço médio caiu 0,3% no mês passado, a quarta retração consecutiva.

Outro resultado de agosto que chamou a atenção do economista foi o comportamento dos preços em Niterói/RJ, que ficaram praticamente estáveis no mês passado, após um forte período de alta.

Aluguel 

No caso dos preços de locação, pesquisados em apenas duas capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, Zylberstajn ressalta que eles registraram a primeira queda em três anos no Rio de Janeiro. O preço do metro quadrado para locação recuou 0,01%. "Isso não ocorria desde junho de 2010 (-0,4%)", diz o economista. No mês passado, houve retração nos preços do aluguel dos imóveis de um e quatro dormitórios no Rio de Janeiro, mostra a pesquisa.

Na avaliação de Zylberstajn, o preço do metro quadrado de aluguel é uma referência importante para o mercado imobiliário porque mede a capacidade de pagamento da população. Quando esse preço recua, é sinal de que o poder de consumo está diminuindo. E, para ele, isso está ocorrendo.

"A desaceleração dos preços dos imóveis não é uma surpresa", afirma o economista. Ele lembra que esse movimento é compatível com a conjuntura atual, que ficou mais complicada, com o aumento da taxa básica de juros, inflação e renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de São Paulo
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Ministério Público quer fim de taxa de corretagem em venda direta de imóveis

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra a Caixa Econômica Federal, o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 4ª Região, o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais e a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, para impedi-los de cobrar taxa de corretagem das pessoas que adquirem imóveis remanescentes dos chamados Feirões da Casa Própria.

O MPF pede que a Justiça Federal declare a nulidade da cláusula que exige a obrigatoriedade da intermediação de corretor nas operações de venda direta de imóveis, proibindo-se a Caixa de exigir a contratação. Segundo o MPF, a cobrança seria ilegal e abusiva, porque obriga o consumidor a pagar uma comissão de 5% sobre o valor do imóvel, ainda que não tenha havido qualquer intermediação de corretores no processo de compra e negociação.

De acordo com o procurador da República, Fernando de Almeida Martins, autor da ação, os imóveis que não são vendidos nos leilões patrocinados pela Caixa são posteriormente negociados com o primeiro interessado que apresentar proposta de valor igual ou superior ao mínimo estabelecido no edital do leilão.

Ao comprador não seria dada a opção de escolher a contratação do serviço. Caso queira adquirir o imóvel, ele é obrigado a pagar a taxa de corretagem. Para o MPF, é clara a configuração de venda casada, pois o banco não oferece qualquer liberdade de escolha ao interessado.

O Ministério afirma que, segundo o banco, a contratação obrigatória dos serviços de corretagem fundamenta-se em convênio, válido em Minas Gerais, firmado no ano de 2000. Nesse acordo estaria expressamente consignado que a remuneração do corretor será custeada diretamente pelo comprador.

Fonte: O Estado de São Paulo
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03 setembro 2013

CUB registra alta de 0,16% no custo da construção paulista em agosto

O custo unitário básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo avançou 0,16% em agosto, ante julho, para R$ 1.094,71 por metro quadrado, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o índice, que reflete a variação dos custos do setor e é usado nos reajustes dos contratos de obras, mostra alta de 6,82%. Em 12 meses, a expansão é de 7,35%.

Conforme o levantamento, em agosto, os custos com mão de obra subiram 0,07% em relação a julho. Já os custos das construtoras com material de construção avançaram 0,31%, na mesma base de comparação. Os salários dos engenheiros, por sua vez, indicaram estabilidade no período.

“No período, 15 dos 41 insumos da construção pesquisados variaram acima do IGP-M do mês, que ficou em 0,15%”, destaca o sindicato.

Fonte: Valor Econômico

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02 setembro 2013

Venda de materiais sustentou PIB da construção, diz FGV

As vendas de materiais de construção no varejo impulsionaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil em 2013, de acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção da Fundação Getulio Vargas (FGV). "O consumo das famílias está mostrando um dinamismo maior", disse.

A pesquisadora explicou que, apesar do quadro mais adverso da economia brasileira, a renda e o emprego ainda se mantiveram em bons níveis nos últimos meses, mantendo consistente a demanda por materiais de construção para reformas e ampliações domésticas. "O crédito para financiar a compra de materiais também tem um peso muito importante para incentivar a demanda", completou.

As vendas de materiais de construção no varejo cresceram 6,8% no primeiro semestre de 2013 ante o mesmo período de 2012, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o PIB da construção aumentou 1,4%. Já no segundo trimestre, houve alta de 3,8% em comparação com o primeiro trimestre deste ano e de 4,0% ante o mesmo intervalo de 2012, divulgou a instituição nesta sexta-feira, 30.

Ana Maria observou, por outro lado, que os níveis de atividade econômica no mercado imobiliário e nas obras de infraestrutura estão baixos. O número de trabalhadores empregados em obras residenciais e comerciais caiu 0,1% no primeiro semestre deste ano, pois as incorporadoras ainda estão terminando obras antigas, enquanto as obras novas estão sendo iniciadas em um ritmo mais lento. Já no setor de infraestrutura, o total de empregados aumentou 1,5%, o que mostra uma leve recuperação no ritmo de execução das obras públicas, segundo a pesquisadora.

Fonte: Exame.com
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29 agosto 2013

Inflação do aluguel desacelera em agosto

A inflação do aluguel desacelerou neste mês de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (29). O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu 0,15% em agosto, ante elevação de 0,26% em julho, favorecido pela desaceleração da alta dos preços no atacado e da construção.

O resultado foi igual à mediana de 26 projeções em pesquisa Reuters, cujas estimativas variaram de 0,06% a 0,25%. Em 12 meses o IGP-M acumula alta de 3,85%. Em relação à segunda prévia de agosto, entretanto, houve ligeira aceleração, após alta de 0,11% no período.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,14% em agosto, ante avanço de 0,3% em julho.

Já o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no índice geral, avançou 0,09%, após variação negativa de 0,07% no mês anterior.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez, registrou elevação de 0,31%, desacelerando ante alta de 0,73% na apuração de julho.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel. Ele calcula as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Diante de um cenário de inflação ainda elevada mas também de dificuldades de crescimento, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu na quarta-feira (28) elevar a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, para 9% ao ano.

Fonte: R7
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28 agosto 2013

Custo da Construção desacelera para 0,31% em agosto

A inflação da construção civil desacelerou em agosto, com mão de obra mais barata que no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou alta de 0,31% neste mês, abaixo do resultado de julho, de 0,73%. No ano, o índice acumula variação de 6,71% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,74%. 

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice referente à mão de obra registrou variação de apenas 0,03%, ante 1,05% em julho. A desaceleração foi consequência do fim dos reajustes salariais ocorrido em várias capitais. Em Salvador, Porto Alegre e São Paulo as taxas apuradas apresentaram pequenas variações, referente ainda aos dissídios.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,37%. 

O subíndice correspondente a materiais e equipamentos registrou variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,43%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram taxas de variação maiors, destacando-se o subgrupo materiais para estrutura, passando de 0,36% para 0,83%.

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,15%, em julho, para 0,59%, em agosto. Neste grupo, a FGV destacou a aceleração do subgrupo vale transporte, cuja variação passou de queda de 2,34% para queda de 0,86%.

Capitais

Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Brasília, Recife e Porto Alegre registraram desaceleração.

Fonte: Valor Ecônomico
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Construção tem fôlego até o início de 2014

Mesmo tendo desacelerado visivelmente o ritmo de crescimento, a construção brasileira ainda tem algum fôlego para manter sua atividade neste segundo semestre de 2013 e no primeiro trimestre de 2014. O desafio nos próximos meses será fechar contratos para que novas obras se iniciem quando as atuais forem concluídas.

A análise foi feita em 20 de agosto pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, na Reunião de Conjuntura do sindicato, que discutiu o desempenho e as perspectivas da construção.

O vice-presidente observou que os lançamentos e as vendas no setor imobiliário cresceram de janeiro a maio nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro. Já outras nove capitais de Estados registraram no mesmo período queda nos lançamentos, e sete delas, quedas nas vendas. “O mercado imobiliário ainda é dinâmico em algumas regiões do país, e a alta dos juros torna os financiamentos habitacionais mais competitivos frente a outras fontes de financiamento, embora os agentes fiquem um pouco mais rigorosos na sua concessão”, observou.

Já no setor público, a queda na arrecadação não influi no que está em andamento, mas deverá impactar nas futuras contratações de obras; e aquelas que dependem de novas concessões são incertas, em razão da crise de confiança instalada entre o governo e os empresários desse segmento, comentou Zaidan.

PIB menor

Em sua análise, a coordenadora de Projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, estimou que, para um crescimento de 2,2% do PIB neste ano, a construção deva crescer cerca de 2%. A estimativa de crescimento vem sendo gradativamente reduzida desde janeiro, quando ela estava em 4%.

Ana Maria mostrou a desaceleração do desempenho de diversos indicadores da construção no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2012:

Emprego cresceu 1,35%, contra 8,4%;
Pessoal ocupado caiu 2,33%, contra elevação de 4,8%;
Consumo de cimento estável: 0,22%, contra aumento de 8,5%;
Consumo de vergalhão: queda de 2,42%, contra elevação de 14,2%;
Produção de materiais de construção: aumento de 1,81%, contra 2,2%.

Para a economista, o cenário econômico do País é menos pessimista que o apontado pela deterioração das expectativas dos empresários do setor. Em junho, a renda continuava registrando aumento de 2,5%, o mesmo percentual de junho de 2012. O emprego ainda segue crescendo, embora em ritmo menor, e a taxa de desocupação na economia mantém-se em 6% desde 2011.

Ela também estimou que, em função da recuperação do desempenho dos bens de capital (alavancada pela produção de caminhões), a Formação Bruta de Capital Fixo se elevará, melhorando a taxa de investimentos. Mesmo assim, “o momento é de muitas incertezas, diversas iniciativas do governo não deram os resultados esperados, investimentos em infraestrutura e especialmente em mobilidade urbana são necessários; é preciso uma parada para a formulação de um novo direcionamento na política econômica”.

Fonte: Sinduscon-SP
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27 agosto 2013

Índice de Confiança na Construção Civil em agosto, segundo FGV

O setor da construção civil está ainda menos confiante em agosto do que estava em julho, de acordo com a “Sondagem da Construção”, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança medido pela entidade caiu 4,7% no trimestre encerrado em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo foi maior que o de julho, de 4,0%, na mesma comparação. 

Tomado apenas o mês de agosto, ante agosto de 2012, houve queda de 5,3%. Em julho, o recuo havia sido de 3,9%.

Essa piora no indicador de confiança sinaliza desaceleração do ritmo de atividade do setor neste terceiro trimestre, diz a FGV.

Assim como em julho, a piora do índice se deve tanto à avaliação sobre a situação atual quanto às expectativas, usando a base de comparação trimestral. O Índice de Expectativas (IE) passou de queda de 0,8% em julho para recuo de 1,4% em agosto e o Índice da Situação Atual (ISA) saiu de queda de 7,8%, para baixa de 8,5%, na mesma comparação. 

Na comparação mensal, houve piora tanto na situação atual (de recuo de 7,4%, em julho, para recuo de 8,6%, em agosto) quanto nas perspectivas futuras (queda de 0,9% para queda de 2,5%, respectivamente).

Dos 11 segmentos pesquisados, sete tiveram piora de confiança, com destaque para obras de acabamento, de queda de 2,0% no trimestre em julho passou para recuo de 4,3% no trimestre de agosto; o segmento de instalações elétricas passou de 0,4% para menos 1,7%, nos mesmos períodos; e o de obras de arte especiais e obras de outros tipos (de menos 4,1% para menos 5,5%).

De acordo com a FGV, das 685 empresas consultadas, 19,8% disseram que o nível de atividade aumentou no trimestre findo em agosto, percentual menor que o de 24,9% no mesmo período do ano anterior; já 19,2% das empresas informaram que a atividade diminuiu (contra 17,3%, em agosto de 2012).

Já a proporção de empresas prevendo aumento na demanda no trimestre findo em agosto é de 33,0%, contra 32,1% no mesmo período em 2012, enquanto a parcela das que estão prevendo diminuição foi de 7,9%, contra 6,2%, em agosto de 2012.

Fonte: Valor Ecônomico
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Setor de materiais de construção eleva expectativa de investimento

As empresas de materiais de construção aumentaram o uso da capacidade instalada em agosto e elevaram a expectativa em relação aos investimentos previstos para os próximos meses, segundo pesquisa da Abramat.

A utilização atual da capacidade instalada é de 83%, acréscimo de 1 ponto percentual sobre o nível observado no trimestre anterior.

Em agosto, 74% das indústrias de construção disseram que pretendem investir nos próximos 12 meses, ante 70% em julho. No mesmo período do ano passado, a intenção era de 67%. 
Segundo o presidente da entidade, Walter Cover, as vendas para o varejo, que representam cerca de metade da receita do setor, devem crescer 5% em 2013. 

A pesquisa revelou que 62% das empresas acredita que as vendas continuarão boas no mercado interno em setembro. Em agosto, 56% das companhias avaliou o desempenho como bom. Em julho, o índice de satisfação foi de 44%. 

À Reuters, Cover afirmou que a indústria de materiais de construção não vê o avanço da inflação como uma ameaça para a disposição do consumo dos brasileiros, ainda que os combustíveis sejam reajustados no ano. 

"A inflação deve terminar o ano dentro da meta", afirmou, reforçando que o impacto do avanço do dólar contra o real ajuda as exportações, de um lado, e afeta o encarecimento de insumos essenciais para alguns segmentos, de outro, não implicando uma mudança de rumo para o setor.

Fonte: Exame.com
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Em bairros de classe média em São Paulo, casa própria chega a ter desconto de 14,5%

A pechincha gera uma grande economia para quem tem o sonho da casa própria. Segundo o último levantamento do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 2ª Região (Creci-SP), os descontos no fechamento dos negócios em bairros da classe média da capital paulista como Aclimação, Pompéia, Sumaré e Vila Madalena foram em média de 14,5%. 

O percentual só foi menor do que os praticados nos bairros periféricos da cidade, por exemplo, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia, onde a média dos abatimentos foi de 17,5%. 

Os dados se referem apenas aos imóveis usados vendidos na capital paulista em maio, período do último levantamento feito e divulgado neste mês pelo Cresci-SP. 

Uma casa de três dormitórios que fosse anunciada por R$ 850 mil, por exemplo, nas localidades de classe média citadas acima, poderia ser vendida por R$ 726.750, se o comprador conseguisse o desconto médio de 14,5%. A economia chegaria a R$ 123.250. O dinheiro sobrando poderia ser usado na compra de um veículo Hyundai HB 20, que está entre os cinco carros mais vendidos no Brasil desde o ano passado e custa R$ 32 mil, e ainda daria para usar os R$ 91.250 restantes para mobiliar a casa nova. 

Em bairros mais distantes do centro da capital, como Capão Redondo e Vila Nova Cachoeirinha, um imóvel também com três dormitórios poderia ser vendido por R$ 225 mil. Dependendo da negociação entre comprador e vendedor, a casa seria vendida por R$ 185.625, se fosse aplicado o desconto médio de 17,5%. 

É importante ressaltar que o abatimento divulgado pelo Cresci é uma média. O que significa dizer que alguns compradores conseguiram no período um desconto maior e outros abaixo do patamar de 14,5% ou 17,5%, nas regiões. No período, o preço médio do metro quadrado dos imóveis vendidos pelas imobiliárias consultadas caiu 1,41%. 

O valor dos abatimentos está relacionado a diversas variáveis, como condições do imóvel, características da região onde está localizado e, principalmente, à necessidade do vendedor. 

O presidente do Cresci-SP, José Augusto Viana, também explica que os abatimentos muitas vezes acontecem porque os proprietários sempre querem vender por um preço acima do que valem os imóveis e, muitas vezes, acabam tendo que fazer descontos para concluir. 

Ainda de acordo com ele, 50% dos negócios são fechados por meio de financiamento bancário e o endividamento do consumidor atrapalha o setor. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em julho, mostrou que o percentual de família com dívidas chegou a 65,2%, maior do que em junho, quando registrou 63%. 

“O endividamento é um negócio sério porque quando chega o momento de obter crédito para financiamento imobiliário, isso tudo é levado em consideração. Você retira do mercado pessoas que evidentemente teriam condição de comprar e endividado não vai poder, já que essa renda está comprometida.”

Viana também explica que o endividamento e os descontos não significam a desvalorização do setor dos imóveis, pois o que os dados do Cresci mostram é que as vendas têm aumentado mensalmente. De janeiro a maio, o crescimento já foi de 27,92%.

Fonte: R7
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23 agosto 2013

CNI aponta uma menor queda na indústria de construção

A queda no indicador de atividade da indústria da construção foi menos intensa em julho. É o que mostra a Sondagem Indústria da Construção, divulgada hoje (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo os dados da pesquisa, o nível de atividade continua abaixo dos 50 pontos, o que indica redução, mas apresentou crescimento de 44,3 em junho para 46,5 em julho.

O percentual de utilização da capacidade de operação (UCO) está em 70%, um ponto percentual acima do apurado em julho de 2012.

De acordo com a CNI, “o otimismo dos empresários não mostra sinais de melhora e mantém a tendência de queda”. Os indicadores de expectativa para os próximos seis meses ficaram em 53,7 pontos, mas é o menor nível desde o início da série, em 2010.

A pesquisa foi feita entre 1º e 13 de agosto com 549 empresas. Dessas, 162 são pequenas, 252 são médias e 135 são de grande porte. O indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam aumento ou expectativa positiva.

Fonte: Exame.com
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Como a construção civil tem enfrentado a crise

A construção civil cresceu ininterruptamente entre 2007 e 2011, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A preservação do crescimento no auge da crise global deveu-se, segundo a Paic, à oferta ampla de financiamento para habitação, à liberação de recursos para infraestrutura pelo BNDES, ao crescimento do emprego e da renda familiar, ao maior consumo das famílias e à manutenção da desoneração do IPI de insumos da construção.

Destacaram-se, no período, as tendências de aumento do valor dos salários e remunerações pagos ao pessoal empregado, maiores investimentos com aquisição de terrenos e edificações, melhoria na distribuição regional do investimento imobiliário, além da queda do peso relativo das obras de infraestrutura. São tendências que aparecem com menos pormenores em outras sondagens, feitas na área privada.

Entre 2007 e 2011, o valor das incorporações, das obras e dos serviços no País aumentou de R$ 130 bilhões para R$ 286,5 bilhões, mais que dobrando em termos nominais e com alta real de 63,1%. Em 2011, entidades estatais contrataram 38,3% das construções (uma queda em relação aos 41,2% de 2007), ficando 61,7% com o setor privado.

No período, o número de empresas ativas do setor passou de 52,9 mil para 92,7 mil e o pessoal contratado, de 1,57 milhão para 2,66 milhões. Os salários e retiradas evoluíram de R$ 19,3 bilhões para R$ 49,8 bilhões - e a participação deste item no conjunto de custos e despesas da indústria da construção se elevou de 19,1% para 20,8%. Isso comprova o quanto a mão de obra foi beneficiada pelo aumento da atividade.

Entre os investimentos realizados, o item terrenos e edificações ampliou a participação de 18,6% para 24,2%, o que dá uma ideia da valorização das áreas edificáveis.

O pior comportamento registrou-se nas obras de infraestrutura: o peso do segmento na receita bruta caiu de 45%, em 2007, para 41,4%, em 2011. Enquanto isso, cresceu o peso da construção de edifícios (de 38,2% para 39,5%) e de serviços especializados (de 16,8% para 19,1%).

A infraestrutura - em que predominam grandes empresas - enfrenta graves problemas, originários do loteamento político do setor público, do planejamento ruim e do desperdício de recursos. A perda relativa de participação indica o custo dos problemas para a população, que demanda infraestrutura decente.

Fonte: O Estado de São Paulo
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22 agosto 2013

Endividamento compromete mercado imobiliário

O economista Reuel Freire aposta que o endividamento das famílias pode ser determinante da retração do mercado. Este ano, de acordo com a pesquisa da Confederação Nacional de Comércio (CNC), 62,5% das famílias brasileiras estão endividadas. Em Goiás, este número cai para 51,5%. Entretanto, somado à inflação e à inadimplência, segundo o economista, a tendência é a capacidade de consumo e de pagamento do comprador serem comprometidas.

Outro inimigo do credor é o longo prazo. De acordo com Freire, quanto maior o prazo, proporcional a dificuldade de concretização do financiamento. "Alguns parcelamentos duram até 30 anos. Muitos casamentos não duram isso", brinca. Ele explica que é muito difícil para o investidor ter garantia de renda fixa por um período tão longo e muitas vezes a aplicação é totalmente perdida. "Se não cumprir o acordado, o comprador perde 100% da aplicação. O banco toma tudo", alerta.

Tiago Beniquio Ala, corretor de imóveis acha difícil isso acontecer. "Não acredito que as vendas de imóveis estacionem porque os financiamentos realmente têm facilitado muito a aquisição. E quando a pessoa consegue o benefício, abre mão de outros gastos para investir. A pessoa faz de tudo para não perder", comenta. Ele também explica que, na prática, as vendas continuam ocorrendo num mesmo ritmo: 20 a 30% superior a partir do lançamento do programa de habitação do governo. 

O corretor não acredita no possível recuo causado pela inadimplência porque acha que seus números serão irrisórios. "Continuo vendendo bem, sem muita dificuldade", informa sobre o mercado goianiense.

Para o presidente do Sinduscon-Go, Carlos Alberto de Paula, a inadimplência no setor imobiliário não pode ser levada em conta. "O investimento imobiliário é muito seguro. A taxa de inadimplência é quase nula, não chega a 5%. O problema do endividamento está muito mais relacionado a bens de consumo e este é o grande mal do brasileiro. Ele prefere gastar com a televisão, com o carro, mas a segurança da família está no imóvel", critica. O Carlos ainda acredita que a cultura do consumo no Brasil deveria se voltar mais para a habitação, que constitui um investimento, do que para gastos supérfluos. 

Carlos Alberto acrescenta que para o investidor que visar o aluguel, o mercado também é favorável. "Além de oferecer rentabilidade com valores competitivos com os rendimentos bancários, a opção do aluguel ainda oferece esta garantia e segurança para o proprietário", analisa.

Fonte: Obra24horas
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Diminui o ritmo de correção de preços

O INCC-M, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), é um dos componentes que formam o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), utilizado como base de cálculo para a renovação da maioria dos contratos de aluguel.

O que mais influenciou esse decréscimo foi o item mão de obra cuja taxa subiu 1,05%, ante 3,24% no mês de junho. A desaceleração é consequência do fim dos processos de reajuste salarial em São Paulo, onde o índice passou de 6,18% em junho, para 0,19% em julho. Já em Salvador, Brasília e Porto Alegre, ocorreram pequenas variações referentes aos dissídios coletivos. Nos seis primeiros meses, o item mão de obra subiu 9,16% e, em 12 meses, a variação acumulada foi 10,08%. 

Na média, o grupo materiais, equipamentos e serviços apresentou elevação de 0,37% ante 0,58%. No acumulado do ano, a variação está em 3,46% e, em12 meses, 5,28%. Em três capitais foram constatados aumentos no INCC-M no mês de julho, comparado com o mês de junho: Salvador, de 0,16% para 0,19%; Recife, de -0,04% para 0,31% e Porto Alegre, de 0,55% para 3,67%. Já em Brasília, caiu a intensidade de alta de 2,86% para 2,01% e o mesmo ocorreu em Belo Horizonte, de 0,02% para -0,01%; Rio de Janeiro, de 0,38% para 0,10% e São Paulo, de 3,56% para 0,16%.

Fonte: Fórum da Construção
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Setor de máquinas quer ampliar desoneração

O panorama da produção de máquinas e equipamentos industriais no Brasil não é bom. Com um faturamento estável nos últimos anos, margens de lucro cada vez mais apertadas e aumento do custo da força de trabalho, o setor precisa de mudanças para que não entre em processo de desindustrialização.

Esta é a avaliação da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que está se reunindo com as bancadas e administrações estaduais por uma política mais ampla de desoneração da folha de pagamento – que já atinge parte dos fabricantes do setor – e um corte de parte do ICMS incidente na compra de equipamentos. 

De acordo com o vice-presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, há anos a política de fomento ao consumo e o real valorizado perante o dólar estão minando a competitividade da indústria nacional de máquinas. 

“A desoneração funciona como um paliativo necessário, mas temos de trabalhar por um menor custo logístico e financeiro”, afirma. Para o executivo da Abimaq, o ideal da indústria seria trabalhar com um dólar acima dos R$ 2,30. 

Pastoriza também prega uma política pública de incentivo ao consumo de máquinas com alto índice de conteúdo nacional. Atualmente, esta exigência existe para a aquisição de máquinas pelo Finame, linha de crédito do BNDES para compra de equipamentos industriais e agrícolas. “Uma política interessante seria exigir que as máquinas adquiridas para as obras públicas ou de concessões também tivessem conteúdo mínimo nacional. Isso acontece nos Estados Unidos com sucesso”, afirma. 

Ele defende que a sugestão não é protecionista. “Queremos isonomia com os produtos importados que não existe nas atuais condições”, completa. 

Produtividade 

O ritmo lento no setor preocupa. A indústria de máquinas e equipamentos serve como parâmetro para o ânimo da atividade industrial para os meses futuros. A impressão é endossada pelo ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore, que disse à revista Veja que a indústria nacional perdeu competitividade em função do aumento do custo unitário do trabalhador. “Se o salário sobe 10% e o total produzido por trabalhador também subisse 10%, não existiria aumento de custo”, disse Pastore. No entanto, desde 2010 o custo da mão de obra aumentou 15%, sem que a produtividade acompanhasse o mesmo ritmo.

Fonte: Fórum da Construção
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