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13 agosto 2013

Os salários dos engenheiros em 8 setores

Capacete e bota de segurançaA expertise e bagagens técnicas necessárias para os engenheiros de grandes obras faz com que os salários praticados pelo setor de construção pesada sejam mais elevados na comparação com outros setores.

“É o segmento que melhor paga engenheiros e que tem demandado bastante mão de obra qualificada”, destaca Raphael Henrique, consultor do Hay Group. Ele destaca que o setor é um dos mais fechados em relação à absorção de engenheiros vindos de outros segmentos. 

“Embora possa ocorrer rotatividade, dificilmente há troca de engenheiros. Pelo tamanho das obras o profissional precisa ter uma bagagem maior, a equipe com que ele vai trabalhar também é bem maior no setor de construção pesada”, diz o consultor do Hay Group.

A falta de profissionais também não é novidade e tem grande influência. " Isso acaba inflacionando os salários e quem pagar mais leva o profissional para sua equipe", diz Henrique.

Vale destacar que o setor de construção pesada compreende obras de estádios, aeroportos e outras grandes construções, já o de infraestrutura compreende rodovias e metrô, por exemplo.

Confira quanto ganham os engenheiros (nível sênior) em 8 setores, segundo levantamento feito pelo Hay Group:

SetorSalário (R$)
Serviços8.082
Comércio/Varejo8.272
Agronegócios8.279
Indústria Geral8.352
Infraestrutura8.617
Construção Leve9.064
Indústria de Base9.107
Construção Pesada11.012
Fonte: Exame
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02 julho 2013

Três mil vagas serão oferecidas em feira da construção civil no Rio de Janeiro

No próximo sábado (6), o Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Seconci-Rio) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) vão promover o 3º Mega Feirão do Emprego, com mais de três mil vagas oferecidas por 20 empresas da construção civil.

A feira é destinada a quem está concluindo cursos de nível operacional na área, trabalhadores ligados a outros setores do ramo e desempregados.

Segundo o presidente do Seconci-Rio, João Fernandes Martins, o evento é uma chance de as empresas buscarem mão de obra e trabalhadores, empregos:
  • A área demanda muitos profissionais, e as pessoas querem muito conseguir uma oportunidade. Então, é um ponto de encontro entre construtoras e candidatos.
João Fernandes, que também é presidente da Cofix Construções e Empreendimentos, diz que a procura por profissionais é tão grande que a empresa premia, com cerca de R$ 200, os funcionários que indicam colegas que venham a ser contratados.
Segundo a diretora da Personale Consultoria, Márcia Constantini, devido à falta de profissionais qualificados, o mercado vem se adaptando e melhorando as ofertas de trabalho, inclusive salariais.
  • Percebendo a escassez de mão de obra, as empresas aumentaram o pacote de remuneração, que é formado por salário e benefícios - afirma a consultora.
Já confirmaram presença no evento as seguintes empresas: Odbrecht, Tenda, Formas Aliança, Fator Towers, Brookfield, AGK Engenharia, Osborne Costa Construtora, Tangran Engenharia, Engepiso, GHS e Zart Engenharia, entre outras grandes do setor.
Saiba Mais

O 3º Mega Feirão do Emprego terá entrada gratuita e acontecerá no dia 6 de julho, no Campo de Santana, no Centro do Rio, das 9h às 16h. Os candidatos devem levar os documentos pessoais e a carteira de trabalho.

Além das empresas, vão participar do evento instituições de ensino, fornecedores do setor, entidades ligadas à área e órgãos públicos. Além de empregados, os interessados poderão sair da feira matriculados em cursos e atualizados sobre as novas tecnologias da construção.

Fonte: Câmara Brasileira da Indústria da Construção
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20 junho 2013

6 regras que as pessoas de sucesso não quebram

Alguns aspectos são comuns às pessoas bem sucedidas, dizem os especialistas. Seja qual área de trabalho for, é possível encontrar certo padrão de atitude que impulsiona a escalada na carreira profissional.

“Encontro características comuns às pessoas que tem maior sucesso”, diz Eliane Figueiredo, diretora – presidente da consultoria Projeto RH. Ou seja, conforme escreveu a blogueira Penelope Trunk, há, sim, algumas regras que profissionais que chegaram ao topo não quebram. Confira quais são elas, na opinião de duas especialistas:

1) Ação permeada pelo entusiasmo

“São pessoas que têm entusiasmo pelo que fazem”, diz Sueli Volpiano, consultora em desenvolvimento profissional e coach. Ela relaciona o entusiasmo e prazer pela ação ao alinhamento da atividade à missão que a pessoa entende ter no mundo. 

“O entusiasmo vem quando a pessoa sente que o que ela faz está alinhado ao que ela é e ao propósito da sua vida”, diz Sueli. Sem entusiasmo não há superação, destaca Eliane. “A pessoa faz por fazer e não vai sair daquilo, fica na mesmice”, diz.

Mas, estar em um emprego ainda distante dos seus sonhos não precisa ser uma razão para perder o entusiasmo, segundo Sueli. Ela ressalta que muitas vezes o trabalho atual pode ser distante missão que a pessoa entende ter na vida, mas se for encarado como uma etapa de um plano maior, a motivação não diminui. “Isso acontece quando a pessoa entende importância daquela etapa”, diz.

2) Não ter medo de errar

O medo paralisa o risco é não sair do lugar. “Um dos aspectos marcantes é que são profissionais que não têm medo de errar”, diz Eliane Figueiredo. Segundo ela, são pessoas que têm objetivos e se lançam em ações sabendo do risco de dar errado. “E se as coisas dão errado, lançam alternativas, e a gente sabe que muitas boas ideias surgem a partir de erros”, diz.

3) Comprometer-se com o resultado

O prazer está no processo, na ação para o resultado. Mas as pessoas bem sucedidas não perdem de vista a meta. O comprometimento com ela é visível, segundo os especialistas. “São pessoas que não prometem o que não podem cumprir”, diz Eliane.

Encarar obstáculos e não se deixar vencer por dificuldades é uma das características de quem mantem o compromisso com o resultado, lembra a especialista. “São pessoas que vão atrás, não se abatem e resolvem os problemas”, explica Eliane.

4) Ter em vista o objetivo de carreira

Uma das regras do sucesso profissional é saber aonde se quer chegar. O prazer está no caminho, mas ele leva a um destino e defini-lo, ainda que deixando espaço para eventuais ajustes na rota, é um ponto importante para saber qual trilha seguir. “É desfrutar do caminho, mantendo em vista aonde quero chegar”, explica Sueli.

5) Investir na comunicação e no poder de influência

“A habilidade de comunicação é um aspecto fundamental nas pessoas de sucesso”, diz Sueli. Um bom comunicador também sabe ouvir e tendo em vista o seu destino sabe que no meio do caminho existem pessoas, destaca a especialista.

“A gente não trabalha sozinho”, diz Eliane. Daí a importância em construir um bom relacionamento com os pares. “Quando se constrói alianças é possível influenciar as pessoas”, diz Eliane lembrando que pessoas de sucesso são inspiradoras. “Elas motivam outras pessoas a comprar suas ideias e a ir junto com elas”, diz a diretora presidente da Projeto RH.

Sueli também lembra que dentro desta habilidade na comunicação há também a capacidade de ser flexível para se adaptar ao contexto. “São profissionais que percebem os sinais do meio e das pessoas e promovem ajustes”, diz. 

6) Não se esquecer da vida pessoal

O sucesso é genuíno quando ele não tem como custo a anulação da sua vida pessoal. “ Em executivos de nível sênior ter deixado a vida pessoal de lado é motivo de grande arrependimento e até depressão”, diz Eliane.

Por isso, o equilíbrio é deve ser a regra de ouro e as duas especialistas recomendam a inclusão de um tempo de descanso na agenda. 
“Reservar um momento para si é bom para fazer uma avaliação da trajetória. Quando a pessoa está mergulhada no processo pode perder elementos importantes até relacionados aos seus objetivos finais”, diz Sueli.

Fonte: Exame
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18 junho 2013

Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?

Esse título inicialmente parece uma frase de autoajuda, mas é algo que tenho discutido muito, ultimamente, em sala de aula, com colegas e amigos próximos. Nestas andanças de trabalho de consultorias pela iSetor e de palestras e reuniões pela Abraps tenho me deparado muito com esta pergunta. Encontro dezenas de profissionais que estão cansados de fazer o mesmo, do jeito que faziam há pelo menos três décadas.

É sempre a mesma história: da casa para o trabalho e do trabalho para casa, buscando sempre mais dinheiro para alcançar o valor financeiro e, assim, ter status. Ou seja, é a constante busca pelo consumo de produtos e serviços que, na verdade, não são essencialmente necessários para o dia a dia. E vira uma espécie de círculo vicioso, com os dias passando e as pessoas buscando, cada vez mais, dinheiro e consumindo mais tempo de suas vidas para isso. 

Existem alguns movimentos de pessoas que já deixaram de lado o consumo excessivo e vivem uma vida mais simples e com mais experiências. Um artigo bastante interessante publicado pelo New York Times mostra que algumas pessoas estão em busca de um novo estilo de vida para o antigamente cobiçado “american way of life”. E, constantemente, vejo outros artigos que abordam justamente o mesmo tema, aqui no Brasil. 

Dessa forma, há uma propulsão para um movimento tímido, que ainda não arrebatou uma multidão. Diria que seus seguidores são uma minoria resistente que vive quase num mundo paralelo para a massa da população televisiva e consumista. 

Recentemente, em um trabalho pela minha empresa, juntamente com o meu sócio, fizemos a facilitação para o planejamento estratégico organizacional de um grupo de pessoas que trabalham para uma O.S. (entidade privada, sem fins lucrativos) de música numa capital no nordeste brasileiro. 

Durante o trabalho, perguntamos o que os funcionários e gestores gostavam de fazer no seu horário de lazer, e por incrível (para não dizer óbvio) as frases mais frequentes foram “ouvir e tocar música”, além de “estar com pessoas (amigos e família)” e “ensinar”. Este grupo era formado mais ou menos por 50 pessoas das mais diferentes áreas, músicos, administradores, educadores, montadores, produtores, técnicos, serviços gerais etc. 

Nesta organização, o principal foco é a busca da mudança na vida de jovens e crianças por meio da atividade e aprendizagem coletiva da música para o seu desenvolvimento pleno. O resultado paralelo, além da transformação social, é de músicos maravilhosos em algumas orquestras dentro deste estado federativo do nosso país. E tudo isso financiado pelo Estado!

Na facilitação, enquanto contavam do seu trabalho ou do que achariam que poderiam melhorar nos projetos e na organização, seus olhos brilhavam e uma energia positiva vibrava no ar. Meio místico, porém incontestável. Todos realmente estavam antenados e concentrados no exercício que fazíamos, pois buscávamos melhorar a organização e o seu dia a dia. Sempre focando o público e a missão da O.S.

Parece meio romântico, porém estas pessoas estavam fazendo o que realmente gostam e acreditam. Ao longo da sessão muitos frutos e transformações foram citadas, como o aluno que virou instrutor ou algum jovem músico que foi fazer carreira internacional, pois descobriram uma aptidão e uma paixão.

Viver para trabalhar é uma escolha que temos que fazer, sem ser influenciados por fatores externos, pressões sociais e status. Envolver-se em algum projeto social, ambiental, fazer um voluntariado ou algo assim pode ser uma forma de escapar da sua realidade, se você não pode se dar ao luxo e viver somente naquele trabalho que realmente você almeja.

Outra forma é planejar uma carreira focada nestes temas ou já direcioná-la para tal. E quem sabe não fazer alguns trabalhos voluntários ao longo da carreira e depois, quando aposentar, ficar full-time. Ou ainda elaborar um projeto social ou ambiental podendo se transformar num empreendedor social. Ou então fazer um negócio social.

O importante de todas estas conversas e discussões destas semanas é que precisamos continuar refletindo, ampliando as nossas percepções e pesquisando, para que no momento certo (que dependerá de cada um) tenhamos a atitude para ter uma vida mais leve, sem o peso de viver para trabalhar. 

Marcus Nakagawa – é sócio-diretor da iSetor, professor da ESPM e diretor-presidente da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade.

Fonte: Administradores
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12 junho 2013

Não queremos Gerente. Queremos Líder!

Chamar de apenas “gerente” o cara que instiga a equipe a conseguir resultados melhores é subestimá-lo! Esse cara é um líder!

Aquele que gerencia pessoas nas corporações deixou de ter o nome de gerente faz tempo! Hoje em dia, o importante é saber ser líder. Deixar de ser o cara que fica pedindo que obedeçam e se tornar aquele que engaja a equipe e mantém a sinergia.

Aquele que tem o espírito de liderança é quem vai envolver todos na mesma direção para alcançar maiores resultados em menos tempo. Vejo muito nas empresas que encaram a empresa onde trabalha como seu próprio negócio, consegue se entregar mais no que faz, e assim consegue ter a produtividade maior que o normal.

As empresas precisam de pessoas que tenham pensamento estratégico, que não sejam bitolados, que consigam ver o negócio como um todo, visão global, e não apenas técnica.

Nem todo gerente é um líder!

Aquele que é líder tem uma visão sistêmica da realidade, ele não vai ficar limitado a simplesmente cumprir sua parte no projeto, ele tem compromisso com todos da equipe. Queremos líder ao invés de gerentes que só pensam em mandar!

O espírito de liderança confere uma percepção das necessidades da equipe, consegue aproveitar as características fortes de cada membro do grupo, o cara que está liderando usa a razão pra tomar a melhor decisão pensando no grupo! E não na sua promoção dentro da empresa.

O cara que é um líder não precisa estar no topo da hierarquia pra fazer a diferença, ele está no meio da equipe, e vai transmitir energia aos outros membros.

Queremos líderes que nos desperte o melhor que podemos ser e que ajudem-nos a quebrar barreiras. Quem realmente desperte a sinergia da equipe.

Ser líder não é ser um gerente, não exerce controle, não manda no grupo. Eles influenciam para que os resultados surjam… não mandam, e sim, sugestionam.

Temos como exemplo um time de futebol: o líder do grupo é o capitão. O cara que vai elevar a moral do time e incentivar pra ganhar o jogo.

Queremos líderes na mais pura entrega e que vistam a camisa da equipe. Queremos resultado!

E aí? Vai deixar seu time na mão de um gerente? Conte pra gente como é na empresa que trabalha.

Fonte: Profissionais TI
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10 junho 2013

Falta de técnicos inflaciona os salários na construção civil

No mercado de construção, formar-se em um curso técnico pode ser mais vantajoso financeiramente do que em uma graduação, especialmente no começo da carreira.

Um levantamento da consultoria Page Personnel aponta que, entre 2011 e 2012, projetistas civis plenos e técnicos de edificações tiveram aumento de 70% na remuneração média, que passou a R$ 7.500 por mês.

Paulo Dias, gerente da consultoria, atribui a inflação dos salários da área ao crescente investimento no ramo imobiliário e à chegada de equipamentos modernos que exigem mais conhecimento.

"Hoje, os recém-formados têm uma colocação no mercado até mais fácil do que os similares na educação superior", afirma.

Luciana Valentim, 28, atua como técnica em edificações há quatro anos e diz perceber a alta demanda por profissionais da área.

"Quando me pedem para indicar amigos para vagas no setor, não posso ajudar, porque todos os meus colegas já estão empregados", conta a funcionária do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo).

Valentim fez o curso no Instituto Federal de São Paulo em dois anos. Depois, ela iniciou a graduação em engenharia ambiental e deve se formar em um ano.

Ela optou por esse caminho para crescer na carreira. "Há um certo limite para o crescimento --você não consegue ser responsável por uma obra, assinar determinados projetos e relatórios."

Dias afirma que esses profissionais enfrentam mesmo entraves na carreira se não tiverem a formação superior.

"Esses funcionários são exigidos nas empresas pelo conhecimento de tecnologias e obras específicas, mas ainda não são preparados para serem líderes e gerir pessoas", opina.

FORMAÇÃO

Por causa disso, o curso é uma forma de entrar no mercado rapidamente, mas costuma ser acompanhado de uma graduação.

E esse é um dos motivos para a falta de profissionais desse tipo no Brasil, de acordo com Celso Furukawa, professor da Poli-USP que tem um projeto com apoio da universidade para promover o ensino técnico no Brasil.

"As empresas têm uma janela' para a contratação desses profissionais, entre o técnico e a graduação --por isso, muitas vezes, contratam mesmo que o aluno não tenha muita experiência."

É raro, segundo os profissionais da área, encontrar estudantes que não tenham se inserido no mercado.

Outras consultorias citam técnicos de campo, como manutenção eletromecânica e de projetos logísticos como também muito procurados.

Paulo Resende, coordenador do núcleo de infraestrutura e logística da Fundação Dom Cabral, atribui a grande procura pelos técnicos ao fato de eles ficarem no chamado chão de fábrica, para manter a qualidade da produção sendo importantes para a operação das empresas.

"Também são muito procurados os técnicos que possuem funções de comando, não como um executivo, mas coordenando equipes, como os profissionais que trabalham com tecnologia da informação e em laboratórios", afirma.

Fonte: Folha de São Paulo
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06 junho 2013

Você sabia que correr com os colegas, além de bem pra saúde, é bom para a carreira

É o que dizem os participantes de um “clube da corrida” organizado pelos funcionários do escritório de advocacia carioca Daniel Advogados. O grupo já existe há nove anos e seus integrantes costumam participar juntos de eventos de corrida de rua, com o apoio e o investimento do escritório. 

“No começo era só um grupo de amigos da empresa que começou a correr, mas empresa começou a investir na ideia e hoje as corridas chegam a contar com 150 pessoas”, explica Marson Almeida, que é o coordenador do grupo. Além de funcionários, são aceitos parentes e amigos também, diz Almeida. 

E, quem não é adepto das passadas mais rápidas não fica de fora já que os amantes da caminhada também participam. Confira x motivos para vencer a preguiça e apostar na prática de corrida ou caminhada ao lado dos seus colegas de trabalho:

1) Networking

Um dos princípios básicos para fazer networking do jeito certo, segundos os especialistas, é criar um relacionamento consistente com seus contatos profissionais. Um dos jeitos de conseguir estreitar os laços é justamente encontrar interesses em comum.

E o amor para o esporte pode ser um deles. “O clube de corrida ajuda muito na integração entre as pessoas o que é bom para o networking”, explica Claudio Pereira, que participa do grupo na Daniel Advogados.

2) Fortalecimento de laços entre os níveis hierárquicos e melhora na liderança

Chefes e subordinados podem ter níveis hierárquicos diferentes durante o expediente. Mas ao colocar os pés na pista de corrida, são todos iguais. “Isso melhora o relacionamento aqui dentro do escritório”, diz Pereira. A responsável pelo RH da Daniel Advogados, Maria Célia, concorda. “É importante para um funcionário ver o seu chefe vestindo a mesma camisa”, diz. 

“O chefe também passa a ter um contato maior com a sua equipe fora do ambiente do trabalho”, lembra Pereira. Para ele este contato acaba sendo benéfico para a convivência dentro do escritório. 

3) Menos faltas no trabalho

Os ganhos físicos são incontestáveis. E, com mais saúde, o número de faltas em dias de trabalho diminui. “Muita gente aqui sempre foi sedentária e a melhora acaba não sendo só física como também na questão da alimentação”, explica Almeida.

4) Menos estresse, mais disposição

Mesmo quem está em início de carreira já percebe que a vida corporativa pode ser bem estressante. “A prática de exercícios ajuda a diminuir o estresse, o que ajuda aqui dentro também porque as pessoas ficam mais dispostas e com mais vigor para o trabalho”, diz Pereira. Com mais energia para o trabalho, a produtividade no escritório cresceu também, segundo ele.

5)  Interação entre os diferentes departamentos 

“A gente nota resultados positivos aqui dentro quando as pessoas de setores diferentes da empresa interagem lá fora”, explica Maria Célia. Lembre-se de que para aumentar seu poder de influência no trabalho uma das dicas dos especialistas é não ficar restrito à panelinha do escritório e encarar todos como potenciais aliados. Sair para correr com o pessoal da empresa pode ser um estímulo para extravasar os limites do seu departamento e começar a interagir com pessoas de outros setores. 

6) Fortalecimento do trabalho em equipe

Saber trabalhar bem em equipe é um dos pontos fundamentais que os recrutadores investigam nos candidatos a oportunidades profissionais. Na opinião de Pereira, o grupo de corrida da Daniel Advogados tem fortalecido o espírito de equipe no escritório. “Também melhora a autoestima das pessoas já que elas se sentem parte de um grupo”, explica. 

7) Melhora no clima do ambiente de trabalho

“A gente nota que, principalmente, nas semanas que antecedem o dia da corrida, o astral fica diferente, as pessoas ficam mais animadas e isso também impacta na produtividade”, diz Pereira.

Fonte: Exame
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05 junho 2013

Como definir estratégias para motivar pessoas

A motivação é um conceito amplamente discutido em vários campos, tais como psicologia, administração e outras áreas ligadas ao comportamento humano.
Geralmente é descrita como um estado interior que induz uma pessoa a assumir determinado comportamento, mas também pode ser definida simplesmente como a direção e a intensidade de nossos esforços para alcançar um objetivo.

O que devemos ponderar, no entanto é não ficar preso a conceitos que pouco explicam a motivação, mas procurar compreender sua dinâmica para assim poder desenvolver formas de trabalhar com esta que é uma ferramenta poderosa para o sucesso em qualquer aspecto seja ele profissional ou pessoal.

Hoje o termo motivação é utilizado das mais variadas formas, algumas até reticentes ou indefinidas, tais como: características de personalidade - Ela é uma pessoa motivada! Ou como uma explicação para nosso comportamento – Aquela palestra me deixou extremamente motivado!

Definições vagas acerca da motivação acarretam desvantagens, pois não explicam efetivamente o que é o termo, dando margem ao entendimento que cada um tem sobre o assunto, podendo levar a mal-entendidos ou conflitos.

O alinhamento desta visão se faz necessário, pois nós como profissionais muitas vezes precisamos desenvolver estratégias especificas para motivar as pessoas, mas se não compreendermos como elas interagem, podem não ter efeito algum, perdendo-se tempo e dinheiro.

Ao desenvolvermos um plano estratégico de motivação, devemos levar em conta dois fatores importantes, são eles; a personalidade de quem se quer motivar e também a situação, ou seja, como determinado acontecimento pode influenciar positivamente para que a pessoa chegue ao objetivo esperado, ambos devem ser analisados e estruturados de forma que possam abranger todo um aspecto e interagir entre si.

Considerando personalidade e situação, você embasa sua estratégia em fatores internos e externos promovendo assim uma plataforma ampla de suporte aumentando então a possibilidade de sucesso.

Agora, da próxima vez que for desenvolver um planejamento, palestra ou treinamento, considere a personalidade das pessoas envolvidas, bem como a situação ou contexto em que elas se encontram. Agindo desta forma, as chances de motivar são grandes e as de se obter resultado através desta motivação, maiores ainda.

Fonte: Portal Administradores
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04 março 2013

SENAI duplicará matrículas para construção civil este ano em SC

Depois de investimentos nos últimos dois anos de R$ 5,5 milhões na implantação de quatro unidades fixas, quatro móveis e 77 laboratórios didáticos móveis, em 2013 o SENAI/SC deve duplicar suas matrículas em cursos para a construção civil. A previsão é fechar o ano com 9,5 mil matrículas, das quais 6,5 mil em cursos gratuitos realizados no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). "Esta é uma contribuição do Sistema FIESC para um setor que, com 12 mil empresas, gera mais de 105 mil empregos no Estado e vem ampliando a demanda por profissionais qualificados", diz o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte.

O crescimento nas matrículas está amparado em investimentos na infraestrutura de atendimento e na oferta de cursos gratuitos, por meio do Pronatec. Em 2011, então contando com três escolas especializadas- em Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville -, o SENAI/SC iniciou um programa de ampliação da rede de atendimento ao setor. Foram construídas outras três unidades fixas, nas cidades de Criciúma, Palhoça e Chapecó, e implantadas quatro unidades móveis, carretas com diversos laboratórios completos e que percorrem as demais cidades do Estado, conforme a demanda. Outra unidade fixa será instalada em Itajaí este ano.

Além disso, o SENAI dedicou para a construção civil 77 dos 140 laboratórios móveis que implantou no final de 2012. "São dispositivos minuciosamente planejados, transportados em veículos utilitários comerciais e que podem ser instalados em cidades onde não existem unidades da instituição, em locais como, por exemplo, centros comunitários ou outros ambientes", afirma o diretor regional adjunto do SENAI/SC, Marco Antônio Dociatti. Os laboratórios voltados à construção civil são especializados em aplicação de revestimentos cerâmicos, carpintaria, instalações elétricas, instalações hidráulicas, alvenaria e pintura. Esses laboratórios têm capacidade para atender 9,9 mil alunos por ano.

Para o presidente da Câmara da Indústria da Construção da FIESC, Nivaldo Pinheiro, o aumento da oferta de vagas resolve dois problemas enfrentados pelo setor - a baixa qualidade e a escassez de profissionais. "Hoje a qualificação profissional é um dos fatores mais importantes da construção civil. O aumento das vagas do SENAI é uma garantia que as construtoras vão receber profissionais preparados", afirma. Segundo o empresário, os reflexos serão percebidos na melhoria do processo produtivo, pois o profissional traz outros conceitos ao canteiro de obras, em aspectos como segurança, cuidado pessoal e manipulação de materiais.

Pinheiro considera que a qualificação beneficia empregados e empregadores. "O trabalhador terá uma remuneração maior e a empresa recebe um profissional mais completo. É um ganha-ganha".

Em seu portfólio, o SENAI/SC oferece ao setor da construção civil um curso técnico (em cinco cidades), três de aprendizagem (com oito turmas, em sete cidades) e duas dezenas de cursos de qualificação e aperfeiçoamento. Além disso, presta serviços especializados de consultoria e em metrologia. As consultorias são nas áreas ambiental, processo produtivo e gestão da qualidade. Os serviços de metrologia atendem os segmentos ambiental, de placas cerâmicas, cerâmica vermelha, concreto, tubos e conexões, tintas e portas de madeira e são prestados pelas unidades de Blumenau, Criciúma, Rio do Sul, São Bento do Sul e Tijucas.Depois de investimentos nos últimos dois anos de R$ 5,5 milhões na implantação de quatro unidades fixas, quatro móveis e 77 laboratórios didáticos móveis, em 2013 o SENAI/SC deve duplicar suas matrículas em cursos para a construção civil. A previsão é fechar o ano com 9,5 mil matrículas, das quais 6,5 mil em cursos gratuitos realizados no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). "Esta é uma contribuição do Sistema FIESC para um setor que, com 12 mil empresas, gera mais de 105 mil empregos no Estado e vem ampliando a demanda por profissionais qualificados", diz o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte.
O crescimento nas matrículas está amparado em investimentos na infraestrutura de atendimento e na oferta de cursos gratuitos, por meio do Pronatec. Em 2011, então contando com três escolas especializadas- em Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville -, o SENAI/SC iniciou um programa de ampliação da rede de atendimento ao setor. Foram construídas outras três unidades fixas, nas cidades de Criciúma, Palhoça e Chapecó, e implantadas quatro unidades móveis, carretas com diversos laboratórios completos e que percorrem as demais cidades do Estado, conforme a demanda. Outra unidade fixa será instalada em Itajaí este ano.

Além disso, o SENAI dedicou para a construção civil 77 dos 140 laboratórios móveis que implantou no final de 2012. "São dispositivos minuciosamente planejados, transportados em veículos utilitários comerciais e que podem ser instalados em cidades onde não existem unidades da instituição, em locais como, por exemplo, centros comunitários ou outros ambientes", afirma o diretor regional adjunto do SENAI/SC, Marco Antônio Dociatti. Os laboratórios voltados à construção civil são especializados em aplicação de revestimentos cerâmicos, carpintaria, instalações elétricas, instalações hidráulicas, alvenaria e pintura. Esses laboratórios têm capacidade para atender 9,9 mil alunos por ano.

Para o presidente da Câmara da Indústria da Construção da FIESC, Nivaldo Pinheiro, o aumento da oferta de vagas resolve dois problemas enfrentados pelo setor - a baixa qualidade e a escassez de profissionais. "Hoje a qualificação profissional é um dos fatores mais importantes da construção civil. O aumento das vagas do SENAI é uma garantia que as construtoras vão receber profissionais preparados", afirma. Segundo o empresário, os reflexos serão percebidos na melhoria do processo produtivo, pois o profissional traz outros conceitos ao canteiro de obras, em aspectos como segurança, cuidado pessoal e manipulação de materiais.

Pinheiro considera que a qualificação beneficia empregados e empregadores. "O trabalhador terá uma remuneração maior e a empresa recebe um profissional mais completo. É um ganha-ganha".

Em seu portfólio, o SENAI/SC oferece ao setor da construção civil um curso técnico (em cinco cidades), três de aprendizagem (com oito turmas, em sete cidades) e duas dezenas de cursos de qualificação e aperfeiçoamento. Além disso, presta serviços especializados de consultoria e em metrologia. As consultorias são nas áreas ambiental, processo produtivo e gestão da qualidade. Os serviços de metrologia atendem os segmentos ambiental, de placas cerâmicas, cerâmica vermelha, concreto, tubos e conexões, tintas e portas de madeira e são prestados pelas unidades de Blumenau, Criciúma, Rio do Sul, São Bento do Sul e Tijucas.

Fonte: Fiesc
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26 fevereiro 2013

Os engenheiros mais procurados do país, segundo headhunters

Capacete e bota de segurançaA freada econômica do ano passado também freou o ritmo de contratações de engenheiros. É o que afirmam headhunters consultados por EXAME.com. Mas, segundo ele, isso não significa que não há espaço para os profissionais de engenharia. 

Ao contrário: entre as 30 profissões mais promissoras para 2013, segundo levantamento de EXAME.com, dez são ligadas à área de engenharia. E muito disso é por conta descompasso entre oferta de profissionais disponíveis e a demanda das companhias.

O gargalo, segundo os especialistas, não é tanto a formação, mas a experiência do profissional. “Diferente de uma área financeira que tem muita gente nova, a engenharia precisa de pessoas experientes”, afirma Rodrigo Falcão, gerente da Hays no Rio de Janeiro. 

Por isso, boa parte das oportunidades profissionais que chegam nas consultorias de recrutamento consultadas exigem conhecimentos que apenas a vivência de mercado pode oferecer. “As posições que estamos falando dependem do quão específico o profissional é”, afirma Giuliano Carcagnoli, da Futurestep. 

Confira os cargos de engenharia que, de fato, continuam em alta em algumas regiões do país, de acordo com a percepção dos headhunters consultados por EXAME.com. 


Diretor de obras de infraestrutura

Onde? Obras de infraestrutura

Quem é? O diretor de obras de infraestrutura tem a missão de acompanhar todo o cronograma e tirar o empreendimento do papel. “Todo o planejamento da obra é responsabilidade dele, desde a compra de materiais, passando por custo até a visão de tudo o que está sendo feito”, afirma Fernanda Campos, diretora-executiva da Mariaca. 

Formação: Engenharia civil e experiência no setor. 


Diretor de licitações

Onde? Obras de infraestrutura e de energia

Quem é? É o profissional responsável por estruturar a proposta da empresa para a licitação de uma obra. “Ele tem que entender de custos, planejamento, precisa ter uma visão muito boa do cronograma”, afirma a especialista da Mariaca. 

“Tem que ter muita habilidade e penetração nos meios de negociações comerciais com o governo e ao mesmo tempo ser muito técnico”, afirma Daniela Ribeiro, da Robert Half. E, segundo Falcão, principalmente, muita experiência. “Se ele não viveu uma obra de grande porte, como irá precificar?”, diz. 


Gerente de projetos

Onde? Obras de infraestrutura; setor de óleo e gás

Quem é? Este é o profissional que tirará o projeto do papel, de acordo com Raphael Falcão, da Hays no Rio de Janeiro. “É a pessoa que conhece de tudo um pouco”, diz Daniela Ribeiro, da Robert Half.

Formação: “É um engenheiro de qualquer tipo de especialidade com background técnico na área em que está gerenciando o projeto e com certificações”, afirma Diego Mariz, da Michael Page. Na exploração do petróleo, segundo Falcão, geralmente, esta etapa é desenvolvida por equipes multidisciplinares. 


Diretores e gerentes de operações

Onde? Usinas hidrelétricas e eólicas

Quem é? “Ele olha toda a cadeia de produção até chegar no produto final”, afirma a diretora-executiva da Mariaca. “A responsabilidade é garantir que o site está operando, rodando dentro da disponibilidade correta”, diz Diego Mariz, gerente da Michael Page. 

Formação: Engenheiro elétrico com background técnico dentro do setor de energia


Engenheiros para manutenção

Onde? Setor de óleo e gás (principalmente, plataformas de petróleo); indústria pesada

Quem é? “A manutenção constante dos equipamentos em operação é feita pelos engenheiros”, diz Falcão, da Hays. “Eles são os responsáveis pela disponibilidade dos equipamentos”, afirma Diego Mariz, gerente da Michael Page.

Formação: bom nível técnico, formação varia de acordo com o setor. 


Diretor de tecnologia

Onde? No departamento de tecnologia das empresas

Quem é? O departamento de tecnologia das empresas foi repaginado nos úaltimos anos e migrou de um papel de apoio para uma posição estratégica dentro das corporações.

“Ele ajuda a empresa a vender mais, melhora a qualidade do produto e faz com que a empresa chegue a mercados que não alcançava antes”, afirma Falcão, da Hays. Afinal, “é a tecnologia que otimiza a operação, desocupa postos de trabalho, reduz custos e aumenta a eficiência”, afirma Rodrigo Forte, da Exec. 

Por conta disso, agora, não basta ser um exímio técnico, o engenheiro que atua neste setor tem que ter uma excelente visão do negócio e boa capacidade de negociação. “Ele tem que entender dos negócios para poder trazer soluções no uso da tecnologia”, afirma Fernanda, da Mariaca. 
Formação: “Esta função, hoje, pede uma formação mais científica e complexa porque é um mercado em intensa inovação”, afirma a especialista da Mariaca. 


Engenheiro ambiental

Onde? Setores químico e petroquímico. Os outros setores também demandam este profissional

Quem é? A expectativa é que, nos próximos anos, mais empresas separem a área ambiental do setor de segurança de trabalho, de acordo com Daniela Ribeiro, da Robert Half. “O profissional precisa primeiro entender o negócio da companhia, os produtos e impacto no meio ambiente para, então, reformular os processos”, afirma a especialista da Mariaca. 

Atualmente, no entanto, a maioria das empresas mantém estas duas áreas unidas. Neste caso, o papel do profissional vai desde “manter a operação sem acidentes até garantir que a área produtiva não afete o ambiente evitando desperdícios, fazendo tratamento de resíduos”, afirma Diego Mariz, da Michael Page. 

Formação: Engenheiro ambiental ou engenheiro químico com pós em ambiental, segundo o especialista da Robert Half

Fonte: Exame.com












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19 fevereiro 2013

A importância do "teste do Advogado do Diabo" para o empreendedor

Um dos exercícios mais valiosos que um empreendedor pode realizar para o bem do seu negócio é a abertura às críticas construtivas sobre as idéias relacionadas ao seu empreendimento.

Por mais capaz e competente que seja o empreendedor, ele não consegue vislumbrar todas as diversas perspectivas e nuances que cercam seu negócio, sobretudo se ele é um especialista por formação ou por experiência em uma determinada área. Na maioria das vezes, um excelente técnico encontra dificuldades em compreender as regras de mercado e a receptividade do seu público-alvo às características intrínsecas de seu produto. Da mesma forma, um analista financeiro não se sente à vontade ao lidar com aspectos relacionados aos bastidores das negociações comerciais e políticas com parceiros, clientes e fornecedores.

A verdade é que não existem empreendedores completos, detentores de 100% de todas as características que tanto ouvimos e elevam os empreendedores à categoria de ‘super-homens’. Até os mais proeminentes empreendedores conhecidos, se cercaram de pessoas competentes em habilidades complementares às suas.

Conhecer o negócio por inteiro é, portanto, um dos requisitos fundamentais de todo empreendimento de sucesso. Como já mencionado em outros artigos, o Plano de Negócios é um dos instrumentos que ajuda o empreendedor a: ou conhecer melhor o seu negócio, ou se dar conta da sua ignorância sobre todos os fundamentos a ele relacionados.

‘Como saber o que posso estar esquecendo de importante sobre o meu negócio?’. Esta é uma das maiores angústias do empreendedor veterinário que abriu uma pet shop, do tecnólogo que abriu uma assistência técnica em micro informática, do jornalista que abriu sua assessoria de imprensa e outros profissionais que estão batendo cabeça em suas aventuras pelo mundo empreendedor.

O teste do Advogado do Diabo é uma forma de lidar com esta questão. Trata-se de uma técnica que abre espaço para o processo de validação de uma idéia, seja ela uma proposta de solução de um determinado problema, um novo negócio ou a avaliação de uma oportunidade. O empreendedor cerca-se de pessoas que façam parte de sua equipe, especialistas em diversas áreas ou pessoas de confiança, para um encontro com este fim específico. Cada participante representa o papel do advogado do diabo, um algoz, mesmo que acredite firmemente nas idéias. É um exercício que estimula o pensamento reverso, a capacidade de enxergar as mesmas coisas sob outros ângulos, um brainstorming ao contrário, sem o intuito de criar novas idéias, mas validar aquela que já existe, questionando-a, criticando-a, colocando-a em situações de conflito, levantando objeções e duvidando de sua viabilidade.

Quando o grupo adota esta postura, está na verdade testando a idéia, colocando à prova seus conceitos e fundamentos, legitimando a proposta e identificando pontos importantes que precisam de uma resposta aceitável. O objetivo do grupo não é a malhação da idéia pura e simplesmente falando, mas tentar levantar questões que não necessariamente o empreendedor tenha se atentado, ou dado a devida importância.

Numa sessão do advogado do diabo o empreendedor não precisa ter resposta para todas as perguntas que a sua equipe fizer, mas precisa estar atento para buscar uma solução para um item que ele julgue importante e que não havia sido cogitado antes. O advogado do diabo parte do pressuposto que nada está bom, nada está funcionando bem, nada pode ser assumido como garantia de sucesso. Para ele sempre haverá alguma falha em algum ponto do modelo. Muitos dos itens que farão parte do Plano de Negócios sairão de uma dinâmica como esta.

O mais difícil na condução desta técnica é saber diferenciar as críticas construtivas das negativas sem o viés gerado pelo sentimento de propriedade e paternalismo sobre a idéia. Por isso, as sessões em grupo são mais eficazes, pois as perguntas evoluem a partir da troca que ocorre dentro do grupo. Por exemplo, um pergunta, o outro complementa, um terceiro dá um exemplo e o quarto sugere as conseqüências. Os quatro, assim, corroboram e colaboram para a compreensão ampla da preocupação levantada.

Outro problema que costuma surgir neste exercício é a tendência do empreendedor assumir uma postura excessivamente defensiva, buscando sempre uma justificativa e uma resposta plausível para todos os comentários que surgem. É preciso lembrá-lo que não se trata de uma defesa pública de sua idéia, ele não precisa ‘inventar’ respostas para convencer os outros que sua idéia é boa, em lugar disso, é uma boa prévia que simula as perguntas que uma banca de investidores, por exemplo, poderia fazer, mas com o conforto de poder dizer simplesmente: ‘Não sei, não havia pensado nisso, mas vamos verificar!’ pois ele se encontra entre amigos, parceiros e sócios que, inclusive, deverão se mobilizar depois para ajudar a cobrir estes buracos descobertos no modelo de negócio.

A regra é: Descubra seus próprios defeitos, antes que os outros o façam!

Fonte: Administradores
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