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20 junho 2013

6 regras que as pessoas de sucesso não quebram

Alguns aspectos são comuns às pessoas bem sucedidas, dizem os especialistas. Seja qual área de trabalho for, é possível encontrar certo padrão de atitude que impulsiona a escalada na carreira profissional.

“Encontro características comuns às pessoas que tem maior sucesso”, diz Eliane Figueiredo, diretora – presidente da consultoria Projeto RH. Ou seja, conforme escreveu a blogueira Penelope Trunk, há, sim, algumas regras que profissionais que chegaram ao topo não quebram. Confira quais são elas, na opinião de duas especialistas:

1) Ação permeada pelo entusiasmo

“São pessoas que têm entusiasmo pelo que fazem”, diz Sueli Volpiano, consultora em desenvolvimento profissional e coach. Ela relaciona o entusiasmo e prazer pela ação ao alinhamento da atividade à missão que a pessoa entende ter no mundo. 

“O entusiasmo vem quando a pessoa sente que o que ela faz está alinhado ao que ela é e ao propósito da sua vida”, diz Sueli. Sem entusiasmo não há superação, destaca Eliane. “A pessoa faz por fazer e não vai sair daquilo, fica na mesmice”, diz.

Mas, estar em um emprego ainda distante dos seus sonhos não precisa ser uma razão para perder o entusiasmo, segundo Sueli. Ela ressalta que muitas vezes o trabalho atual pode ser distante missão que a pessoa entende ter na vida, mas se for encarado como uma etapa de um plano maior, a motivação não diminui. “Isso acontece quando a pessoa entende importância daquela etapa”, diz.

2) Não ter medo de errar

O medo paralisa o risco é não sair do lugar. “Um dos aspectos marcantes é que são profissionais que não têm medo de errar”, diz Eliane Figueiredo. Segundo ela, são pessoas que têm objetivos e se lançam em ações sabendo do risco de dar errado. “E se as coisas dão errado, lançam alternativas, e a gente sabe que muitas boas ideias surgem a partir de erros”, diz.

3) Comprometer-se com o resultado

O prazer está no processo, na ação para o resultado. Mas as pessoas bem sucedidas não perdem de vista a meta. O comprometimento com ela é visível, segundo os especialistas. “São pessoas que não prometem o que não podem cumprir”, diz Eliane.

Encarar obstáculos e não se deixar vencer por dificuldades é uma das características de quem mantem o compromisso com o resultado, lembra a especialista. “São pessoas que vão atrás, não se abatem e resolvem os problemas”, explica Eliane.

4) Ter em vista o objetivo de carreira

Uma das regras do sucesso profissional é saber aonde se quer chegar. O prazer está no caminho, mas ele leva a um destino e defini-lo, ainda que deixando espaço para eventuais ajustes na rota, é um ponto importante para saber qual trilha seguir. “É desfrutar do caminho, mantendo em vista aonde quero chegar”, explica Sueli.

5) Investir na comunicação e no poder de influência

“A habilidade de comunicação é um aspecto fundamental nas pessoas de sucesso”, diz Sueli. Um bom comunicador também sabe ouvir e tendo em vista o seu destino sabe que no meio do caminho existem pessoas, destaca a especialista.

“A gente não trabalha sozinho”, diz Eliane. Daí a importância em construir um bom relacionamento com os pares. “Quando se constrói alianças é possível influenciar as pessoas”, diz Eliane lembrando que pessoas de sucesso são inspiradoras. “Elas motivam outras pessoas a comprar suas ideias e a ir junto com elas”, diz a diretora presidente da Projeto RH.

Sueli também lembra que dentro desta habilidade na comunicação há também a capacidade de ser flexível para se adaptar ao contexto. “São profissionais que percebem os sinais do meio e das pessoas e promovem ajustes”, diz. 

6) Não se esquecer da vida pessoal

O sucesso é genuíno quando ele não tem como custo a anulação da sua vida pessoal. “ Em executivos de nível sênior ter deixado a vida pessoal de lado é motivo de grande arrependimento e até depressão”, diz Eliane.

Por isso, o equilíbrio é deve ser a regra de ouro e as duas especialistas recomendam a inclusão de um tempo de descanso na agenda. 
“Reservar um momento para si é bom para fazer uma avaliação da trajetória. Quando a pessoa está mergulhada no processo pode perder elementos importantes até relacionados aos seus objetivos finais”, diz Sueli.

Fonte: Exame
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18 junho 2013

Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?

Esse título inicialmente parece uma frase de autoajuda, mas é algo que tenho discutido muito, ultimamente, em sala de aula, com colegas e amigos próximos. Nestas andanças de trabalho de consultorias pela iSetor e de palestras e reuniões pela Abraps tenho me deparado muito com esta pergunta. Encontro dezenas de profissionais que estão cansados de fazer o mesmo, do jeito que faziam há pelo menos três décadas.

É sempre a mesma história: da casa para o trabalho e do trabalho para casa, buscando sempre mais dinheiro para alcançar o valor financeiro e, assim, ter status. Ou seja, é a constante busca pelo consumo de produtos e serviços que, na verdade, não são essencialmente necessários para o dia a dia. E vira uma espécie de círculo vicioso, com os dias passando e as pessoas buscando, cada vez mais, dinheiro e consumindo mais tempo de suas vidas para isso. 

Existem alguns movimentos de pessoas que já deixaram de lado o consumo excessivo e vivem uma vida mais simples e com mais experiências. Um artigo bastante interessante publicado pelo New York Times mostra que algumas pessoas estão em busca de um novo estilo de vida para o antigamente cobiçado “american way of life”. E, constantemente, vejo outros artigos que abordam justamente o mesmo tema, aqui no Brasil. 

Dessa forma, há uma propulsão para um movimento tímido, que ainda não arrebatou uma multidão. Diria que seus seguidores são uma minoria resistente que vive quase num mundo paralelo para a massa da população televisiva e consumista. 

Recentemente, em um trabalho pela minha empresa, juntamente com o meu sócio, fizemos a facilitação para o planejamento estratégico organizacional de um grupo de pessoas que trabalham para uma O.S. (entidade privada, sem fins lucrativos) de música numa capital no nordeste brasileiro. 

Durante o trabalho, perguntamos o que os funcionários e gestores gostavam de fazer no seu horário de lazer, e por incrível (para não dizer óbvio) as frases mais frequentes foram “ouvir e tocar música”, além de “estar com pessoas (amigos e família)” e “ensinar”. Este grupo era formado mais ou menos por 50 pessoas das mais diferentes áreas, músicos, administradores, educadores, montadores, produtores, técnicos, serviços gerais etc. 

Nesta organização, o principal foco é a busca da mudança na vida de jovens e crianças por meio da atividade e aprendizagem coletiva da música para o seu desenvolvimento pleno. O resultado paralelo, além da transformação social, é de músicos maravilhosos em algumas orquestras dentro deste estado federativo do nosso país. E tudo isso financiado pelo Estado!

Na facilitação, enquanto contavam do seu trabalho ou do que achariam que poderiam melhorar nos projetos e na organização, seus olhos brilhavam e uma energia positiva vibrava no ar. Meio místico, porém incontestável. Todos realmente estavam antenados e concentrados no exercício que fazíamos, pois buscávamos melhorar a organização e o seu dia a dia. Sempre focando o público e a missão da O.S.

Parece meio romântico, porém estas pessoas estavam fazendo o que realmente gostam e acreditam. Ao longo da sessão muitos frutos e transformações foram citadas, como o aluno que virou instrutor ou algum jovem músico que foi fazer carreira internacional, pois descobriram uma aptidão e uma paixão.

Viver para trabalhar é uma escolha que temos que fazer, sem ser influenciados por fatores externos, pressões sociais e status. Envolver-se em algum projeto social, ambiental, fazer um voluntariado ou algo assim pode ser uma forma de escapar da sua realidade, se você não pode se dar ao luxo e viver somente naquele trabalho que realmente você almeja.

Outra forma é planejar uma carreira focada nestes temas ou já direcioná-la para tal. E quem sabe não fazer alguns trabalhos voluntários ao longo da carreira e depois, quando aposentar, ficar full-time. Ou ainda elaborar um projeto social ou ambiental podendo se transformar num empreendedor social. Ou então fazer um negócio social.

O importante de todas estas conversas e discussões destas semanas é que precisamos continuar refletindo, ampliando as nossas percepções e pesquisando, para que no momento certo (que dependerá de cada um) tenhamos a atitude para ter uma vida mais leve, sem o peso de viver para trabalhar. 

Marcus Nakagawa – é sócio-diretor da iSetor, professor da ESPM e diretor-presidente da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade.

Fonte: Administradores
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