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18 junho 2013

Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?

Esse título inicialmente parece uma frase de autoajuda, mas é algo que tenho discutido muito, ultimamente, em sala de aula, com colegas e amigos próximos. Nestas andanças de trabalho de consultorias pela iSetor e de palestras e reuniões pela Abraps tenho me deparado muito com esta pergunta. Encontro dezenas de profissionais que estão cansados de fazer o mesmo, do jeito que faziam há pelo menos três décadas.

É sempre a mesma história: da casa para o trabalho e do trabalho para casa, buscando sempre mais dinheiro para alcançar o valor financeiro e, assim, ter status. Ou seja, é a constante busca pelo consumo de produtos e serviços que, na verdade, não são essencialmente necessários para o dia a dia. E vira uma espécie de círculo vicioso, com os dias passando e as pessoas buscando, cada vez mais, dinheiro e consumindo mais tempo de suas vidas para isso. 

Existem alguns movimentos de pessoas que já deixaram de lado o consumo excessivo e vivem uma vida mais simples e com mais experiências. Um artigo bastante interessante publicado pelo New York Times mostra que algumas pessoas estão em busca de um novo estilo de vida para o antigamente cobiçado “american way of life”. E, constantemente, vejo outros artigos que abordam justamente o mesmo tema, aqui no Brasil. 

Dessa forma, há uma propulsão para um movimento tímido, que ainda não arrebatou uma multidão. Diria que seus seguidores são uma minoria resistente que vive quase num mundo paralelo para a massa da população televisiva e consumista. 

Recentemente, em um trabalho pela minha empresa, juntamente com o meu sócio, fizemos a facilitação para o planejamento estratégico organizacional de um grupo de pessoas que trabalham para uma O.S. (entidade privada, sem fins lucrativos) de música numa capital no nordeste brasileiro. 

Durante o trabalho, perguntamos o que os funcionários e gestores gostavam de fazer no seu horário de lazer, e por incrível (para não dizer óbvio) as frases mais frequentes foram “ouvir e tocar música”, além de “estar com pessoas (amigos e família)” e “ensinar”. Este grupo era formado mais ou menos por 50 pessoas das mais diferentes áreas, músicos, administradores, educadores, montadores, produtores, técnicos, serviços gerais etc. 

Nesta organização, o principal foco é a busca da mudança na vida de jovens e crianças por meio da atividade e aprendizagem coletiva da música para o seu desenvolvimento pleno. O resultado paralelo, além da transformação social, é de músicos maravilhosos em algumas orquestras dentro deste estado federativo do nosso país. E tudo isso financiado pelo Estado!

Na facilitação, enquanto contavam do seu trabalho ou do que achariam que poderiam melhorar nos projetos e na organização, seus olhos brilhavam e uma energia positiva vibrava no ar. Meio místico, porém incontestável. Todos realmente estavam antenados e concentrados no exercício que fazíamos, pois buscávamos melhorar a organização e o seu dia a dia. Sempre focando o público e a missão da O.S.

Parece meio romântico, porém estas pessoas estavam fazendo o que realmente gostam e acreditam. Ao longo da sessão muitos frutos e transformações foram citadas, como o aluno que virou instrutor ou algum jovem músico que foi fazer carreira internacional, pois descobriram uma aptidão e uma paixão.

Viver para trabalhar é uma escolha que temos que fazer, sem ser influenciados por fatores externos, pressões sociais e status. Envolver-se em algum projeto social, ambiental, fazer um voluntariado ou algo assim pode ser uma forma de escapar da sua realidade, se você não pode se dar ao luxo e viver somente naquele trabalho que realmente você almeja.

Outra forma é planejar uma carreira focada nestes temas ou já direcioná-la para tal. E quem sabe não fazer alguns trabalhos voluntários ao longo da carreira e depois, quando aposentar, ficar full-time. Ou ainda elaborar um projeto social ou ambiental podendo se transformar num empreendedor social. Ou então fazer um negócio social.

O importante de todas estas conversas e discussões destas semanas é que precisamos continuar refletindo, ampliando as nossas percepções e pesquisando, para que no momento certo (que dependerá de cada um) tenhamos a atitude para ter uma vida mais leve, sem o peso de viver para trabalhar. 

Marcus Nakagawa – é sócio-diretor da iSetor, professor da ESPM e diretor-presidente da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade.

Fonte: Administradores
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22 maio 2013

Norma de Desempenho em discussão no Secovi-SP

O “Projeto, especificações e controle de execução para atender a Norma de Desempenho de Edificações”, acontece hoje 22/05 na sede do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) das 8h30 às 13h.

As palestras serão ministradas por profissionais que coordenaram ou se envolveram diretamente na elaboração da norma, dentre eles Fabio Villas Boas, coordenador da Comissão de Estudos de revisão da norma, e Carlos Borges, vice-Presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP e coordenador da comissão de estudos da norma (versão 2008). Confira a programação completa ao final.

A ABNT NBR 15.575 - Desempenho de Edificações Habitacionais, ou Norma de Desempenho, como ficou mais conhecida, foi publicada no dia 19/2/13 e passa a valer no dia 19/7/13. O documento estabelece padrões mínimos de desempenho para diversos requisitos como segurança estrutural, vida útil, acústica entre outros na produção de edificações residenciais.

Segundo Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Sindicato, área responsável pela realização do seminário, para o atendimento dos requisitos da norma, o mercado precisará passar por diversos ajustes. Empresas incorporadoras e construtoras precisam estabelecer diretrizes de projeto com seus projetistas e com eles mudar a forma de especificar materiais, componentes e sistemas construtivos estabelecendo as características de desempenho dos produtos e não mais apenas suas marcas e modelos.

Já os fabricantes precisam apresentar essas características com base em demonstração de desempenho de seus produtos. A gestão da obra precisa estabelecer controle de execução para os itens que afetam o desempenho com mais rigor. “Por fim, o cliente, usuário do imóvel, deverá ser orientado para o uso e manutenção que conservarão o desempenho ao longo da vida útil. Além disso, ele terá um instrumento para aferir a qualidade do bem adquirido de forma objetiva”, explica Borges.

O evento é voltado para diretores e gerentes, profissionais das áreas de produto, projeto, suprimentos, gestão da qualidade, obras, assistência técnica pós-entrega das empresas incorporadoras e construtoras e projetistas de empreendimentos residenciais.

Veja a programação:

Programação

8:30 – Abertura

8:50 – O que precisa mudar nos processos desde a concepção do empreendimento para trabalhar com a metodologia de desempenho e atender a norma.

Carlos Alberto de Moraes Borges – Vice-Presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP, coordenador da comissão de estudos da norma de desempenho – versão 2008, membro do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP .

Fabio Villas Boas – Coordenador da Comissão de Estudos de revisão da norma de desempenho, membro do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP .

9:30– Especificação por desempenho e os dados de caracterização de desempenho disponibilizados pelos fabricantes.

Vera Fernandes Hachich – Eng. Civil, Mestre e Doutora em Engenharia, Tesis – Tecnologia e Qualidade de Sistemas em Engenharia

Maria Angelica Covelo Silva – Eng. Civil, Mestre e Doutora em Engenharia, NGI Consultoria e Desenvolvimento.

10:00 – O que é preciso fazer para atender a norma quanto ao desempenho de estruturas.

Francisco Paulo Graziano – Eng. Civil, Mestre em Engenharia, Prof. da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Pasqua e Graziano Associados.

Jorge Batlouni Neto – Coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP e integrante do Grupo de Trabalho de Sistemas Estruturais da comissão de estudos da norma de desempenho.

10:30 – Debates

Coordenação: Marcos de Mello Velletri – Diretor de Insumos e Tecnologia do Secovi-SP e Paulo Sanchez – Vice Presidente de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP.

10:50 – Intervalo

11:10 – O que é preciso fazer para atender a norma quanto ao desempenho de fachadas e paredes internas.

Luciana Alves de Oliveira – Eng. Civil, Mestre e Doutora em Engenharia, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo.

11:40 – O que é preciso fazer para atender a norma quanto ao desempenho de pisos.

Ercio Thomaz - Eng. Civil, Mestre e Doutor em Engenharia – IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo.

12:10 – O que é preciso fazer para atender a norma quanto ao desempenho de coberturas.

Ricardo S. Pina – Coordenador do Grupo de Trabalho de Sistemas de Coberturas da revisão da NBR 15575.

12:40 – Debates

Coordenação: Carlos Alberto de Moraes Borges e Mauricio Linn Bianchi – Vice-Presidente do SindusCon-SP.

13:00 - Encerramento

Fonte: Secovi
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