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15 agosto 2013

Concre House – Revolução no mercado da construção civil

O Brasil tem um déficit habitacional de oito milhões de moradias, e pra completar os custos da construção civil são altíssimos. O metro quadrado passou a custar R$ 924,21 em março de 2013. O custo dos materiais subiu 0,22% e chegou ao valor de R$ 457,60 por metro quadrado. Já o custo da mão de obra aumentou 0,14% e passou a custar R$ 407,43.

Um fator importante que incide diretamente nos custos da construção civil é a ineficiência nos sistema de produção das obras ocasionando perdas e desperdício. A origem das perdas pode estar no próprio processo de produção quanto nos processos que o antecedem, como fabricação de materiais, preparação dos recursos humanos, projetos, suprimentos e planejamento. Uma medida importante para reduzir as perdas é integrar o uso de tecnologias novas à construção civil, como o ERP Qualit Construção.

O método de construção com formas de resina termoplásticas modulares vem sendo desenvolvido há 12 anos pelo arquiteto e urbanista Claudio Barcellos. Em 2005, foi montado o primeiro protótipo no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-riograndense, e de lá pra cá, já foram construídos mais de 20 mil metros quadrados de residências nesse modelo, nas regiões de Pelotas, Porto Alegre e região Metropolitana de Campinas. 

O sistema possibilita obras em diversos padrões de acabamento com ganho de qualidade e durabilidade e é constituído de formas termoplásticas preenchidas por graut (concreto com pedrisco de brita), resistindo a uma sobrecarga 10 vezes maior do que a necessária conforme a NBR 16055 aprovada pela Caixa Econômica Federal. A tubulação hidráulica e elétrica é embutida no processo construtivo e o acabamento interno é revestido com massa fina nas paredes e no teto, piso e paredes cerâmicas nas áreas frias. 

O resultado é uma construção com rapidez e durabilidade muito maior do que o método construtivo convencional. 

Quem desenvolveu

Natural de Pelotas, o arquiteto e urbanista Claudio Barcellos, dedica-se a novas metodologias e técnicas para melhorar a construção civil no Brasil já há mais de 20 anos. Preocupado em sustentabilidade com baixo custo e facilidade na operacionalização, Claudio ganhou em 2001 o prêmio da CEF – Caixa Econômica Federal e IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil na categoria “Soluções alternativas para construções de baixo custo no Brasil” e continua incansavelmente a procura de novas metodologias junto á incubadora do Instituto Federal de educação, Ciência e Tecnologia Sul-riograndense.

Fonte: Maxpress
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16 julho 2013

Concreto arquitetônico alia beleza, praticidade e sustentabilidade

A Aliança Francesa no mundo inaugurou em maio, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, o seu primeiro prédio sustentável no mundo. A nova instalação do tradicional curso de idiomas atende à certificação ambiental brasileira AQUA (Alta Qualidade Ambiental) por utilizar um processo sustentável de gestão da construção, que privilegia o consumo racional de energia. 

Como parte do projeto, foi usado 85m² de aplicação do HydromediaTM, concreto arquitetônico com alta capacidade de drenagem de águas da chuva e de superfície, em duas áreas bem visíveis: entrada principal e acessos laterais. Com 20% de espaços vazios, o produto da Lafarge permite que a água atravesse o concreto criando um sistema de drenagem rápido e eficiente. A permeabilidade do concreto por m² é de 150 a 500 litros por minuto. A solução foi desenvolvida para aplicações externas, visando a drenagem rápida das águas de chuvas e tempestades. É ideal para ciclovias e passarelas para pedestres, pátios, quadras, decks de piscinas, calçadas, ralos e bueiros de calçamentos e jardins. O produto pode ser aplicado em várias cores, em harmonia com os mais diferentes materiais e especificidades de projeto, e permite a aplicação de pintura, como sinalização de piso, por exemplo.

Conheça mais sobre o produto e seu conceito na entrevista abaixo com o gerente de marketing de Concretos e Agregados da Lafarge Brasil, Rodrigo Kinsch.

Obra24Horas: O que é o Hydromedia?

Rodrigo Kinsch: O Hydromedia é um concreto de alta tecnologia que permite que a água ou outros líquidos fluam por meio dele a uma altíssima vazão, representando assim uma solução para questões ambientais e de engenharia. Além da questão tecnológica, o produto oferece uma alternativa estética bastante interessante, sobretudo para pisos.

Obra24Horas: Qual o diferencial desse produto e em quais lugares ele pode ser usado?

Rodrigo Kinsch: São várias as vantagens se aplicado em pisos, como ausência de poças e armazenagem de água. Ele ainda permite que ar e água alcancem as raízes da vegetação e dá um aspecto arquitetônico rústico, colorido e texturizado. Além de ser antiderrapante, ter um custo acessível, conforto térmico (não esquenta) e mitigação de 90% dos poluentes da presentes em pavimentos.

Ele pode ser usado em calçamentos, praças e pátios; áreas de jardins; decks de piscinas; quadras de tênis; canaletas de drenagem em pátios e estacionamentos, e pequenos estacionamentos.

Obra24Horas: Como é o acabamento do produto? E como é a sua aplicação?

Rodrigo Kinsch: O acabamento é rústico, mas extremamente agradável para caminhar. Andar de salto alto não é um problema. Para cadeirantes é uma solução antiderrapante que facilita a acessibilidade. 
O produto é aplicado por uma equipe própria, o que é fundamental para garantir a qualidade do produto final. 

Obra24Horas: Ele foi usado recentemente no primeiro prédio sustentável da Aliança Francesa, construído no Rio de Janeiro/RJ, que foi inaugurado no bairro de Botafogo, na capital carioca. Porque a Aliança Francesa optou pelo Hydromedia e como ele se encaixa em um produto sustentável?

Rodrigo Kinsch: Além de funcional e esteticamente bonito, o Hydromedia se adequa bem aos projetos arquitetônicos por ser moldado in loco, nos formatos e cores definidas. Em tempos em que as metrópoles sofrem com alagamentos devido à grande porcentagem de impermeabilização do solonosso produto apresenta uma grande alternativa. Além de permeável, o Hydromedia tem 20% de espaços vazios, que permite armazenar água nos locais onde o solo tem absorção mais lenta.

Obra24Horas: A Lafarge é uma empresa que preza pela sustentabilidade e destaca isso em seus produtos. Porque esse assunto é tão relevante para vocês?

Rodrigo Kinsch: A Lafarge está comprometida há vários anos com uma abordagem para o desenvolvimento sustentável. Toda a cadeia produtiva nas suas três linhas de produtos – Cimento, Concreto e Agregados, acontece sob o conceito de sustentabilidade e 50% de nossas pesquisas atualmente são dedicadas a temas relacionados à construção sustentável, como as emissões de CO2, eficiência energética, preservação de recursos naturais, proteção e segurança, conforto e qualidade de vida e custo de construção.

Com seus produtos e serviços, a Lafarge vem contribuindo para a construção de cidades melhores e mais sustentáveis para se viver em todo o mundo, há 180 anos. Cidades sustentáveis não são apenas aquelas que têm parques e jardins, ou que protegem o meio ambiente. São também locais duráveis, que resistem tanto à passagem do tempo, quanto aos desastres naturais. No caso de construções em locais propensos a terremotos, ciclones ou expostos à corrosão pela água do mar, podemos aumentar ainda mais a força e resistência do concreto com nossos produtos especiais de alto desempenho. 

Obra24Horas: Como você analisa a preocupação com o meio ambiente por parte das empresas de construção civil nos últimos anos? É algo que está crescendo a cada dia?

Rodrigo Kinsch: Sem dúvida, a questão da responsabilidade socioambiental é uma questão que vem ganhando cada vez mais atenção da indústria de construção civil no País. No caso da Lafarge, nossos compromissos para o futuro e nossa contribuição para uma sociedade sustentável estão explícitos nas Ambições de Sustentabilidade 2020, divulgadas em 2012, que incluem nove metas a serem alcançadas. Segue abaixo:

1. Reduzir em 33% as emissões de CO² por tonelada de cimento produzido comparado aos níveis de 1990;

2. Usar 50% de combustíveis não fósseis nas fábricas de cimento até 2020 (incluindo biomassa);

3. Ter 20% do concreto contendo materiais reutilizados e reciclados;

4. Chegar a zero fatalidade e praticamente eliminar os acidentes com perda de tempo com nossos empregados e contratados;

5. Ter 35% dos cargos de chefia ocupados por mulheres;

6. Dedicar 1 milhão de horas de trabalho voluntário por ano para projetos locais selecionados;

7. Desenvolver um plano para geração de empregos locais em 75% dos países onde a empresa está presente;

8. Facilitar o acesso a moradias sustentáveis e a preços acessíveis para 2 milhões de pessoas;

9. Gerar faturamento de € 3 bilhões por ano em novas soluções, produtos e serviços sustentáveis.

Obra24Horas: Na visão da empresa, essa preocupação tende a crescer e se tornar parte do dia a dia dessas empresas?

Rodrigo Kinsch: Entendemos que sim. Cabe a nós e outras empresas de porte liderar esse movimento, como fazemos há alguns anos com a divulgação pública das nossas Ambições de Sustentabilidade.

Obra24Horas: A Lafarge está investindo em algum novo produto sustentável? Qual é e quando deverá ser lançado no mercado?

Rodrigo Kinsch: No momento estamos investindo na sedimentação do Hydromedia, ainda uma novidade na maioria dos mercados, e na linha de concretos arquitetônicos Artevia. Este ano já lançamos a linha de argamassas estabilizadas, que oferecem como vantagem a redução do desperdício nos canteiros de obras, sem dúvida uma contribuição para a sustentabilidade das construções.

* Entrevista para a jornalista Érica Nacarato, redatora do Portal Obra24horas.

Fonte: Obra24horas
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20 junho 2013

Revestimentos em argamassa, chapisco e emboço numa construção

O revestimento em argamassa é o conjunto de camadas que recobre as vedações e a estrutura de um edifício com as funções de proteção, complementar às funções de vedação e se constitui no acabamento final (funções estéticas, de valorização econômica).

Os revestimentos de argamassa de cimento sobre as alvenarias e estruturas com o objetivo de regularizar e uniformizar as superfícies, corrigindo as irregularidades e tem como finalidades principais: a proteção contra as intempéries, a regularização dos parâmetros, o aumento da resistência ao choque, a melhoria das qualidades acústicas, térmicas, de impermeabilização e de higiene (SALGADO, 2007).

Em relação aos revestimentos de argamassa, são constituídos de no mínimo três camadas superpostas, contínuas e uniformes:

  • Argamassa de aderência (chapisco) – tem por finalidade aumentar a rugosidade do substrato, aumentar as condições de aspereza em superfícies lisas, de modo que a argamassa prevista para revestir encontre boas condições de aderência;
  • Argamassa de regularização (emboço) – tem como finalidade uniformizar superfícies regularizando o prumo e o alinhamento. Deve evitar a penetração de água sem impedir a ação capilar, que transporta a umidade do interior para o exterior dos paramentos. A sua composição possui cimento, areia e em algumas regiões do país saibro.
  • Argamassa de acabamento (reboco) – tem por finalidade servir de acabamento ou de suporte para a pintura, devendo ser perfeitamente regular, com pouca porosidade. Sua espessura não deve ser superior a 5 mm.

Revestimento chapisco

A aplicação do chapisco consiste em lançar uma argamassa fluída no substrato para proporcionar sua maior fixação. Esta argamassa é produzida com cimento e areia no traço 1:3 ou 1:4, geralmente com areia grossa. O lançamento manual é a forma mais adequada para realizar esta aplicação. Como ocorre muita queda de material neste procedimento, recomenda-se proteger o piso para tentar reaproveitar o material (SALGADO, 2007).

O chapisco possui o traço com maior consumo de cimento por metro cúbico de material, nem mesmo o concreto estrutural proporcionalmente terá a mesma quantidade de cimento.

Revestimento emboço

A execução de um emboço deve ser apenas realizada depois de cumprido o tempo mínimo de cura do chapisco aplicado em uma parede, ou seja, ao menos 72 horas. Outro fator importante é a execução das instalações diversas e o preenchimento com argamassa comum dos rasgos ou qualquer deformação existente na parede. Uma prática comum é que seja aplicado após a execução do contrapiso ou camada de regularização.

O emboço também considerado camada de revestimento espesso, tem em média 2 cm de espessura cujo traço depende do que vier a ser executado como acabamento. Usualmente, uma argamassa de emboço é aplicada nos traços 1/2:1:5; 1:1:6; 1:2:9 (cimento, cal e areia).

Na sua aplicação recomenda-se a molhagem prévia do substrato a receber a argamassa, para não absorver a água de amassamento necessária para a cura da argamassa. Para a execução do emboço, deve-se inicialmente realizar o alinhamento da parede, com posicionamento de taliscas de madeira ou caco cerâmico geralmente inferior a 2 m de espaçamento.

Com a consolidação das taliscas (cerca de dois dias), preenche-se o espaço entre as taliscas verticalmente com a mesma argamassa do emboço e, estando a massa firme com o uso de uma régua de alumínio (desempenadeira), apruma-se as mestras que servirão de guia para a execução do revestimento.

Após chapar o emboço, é realizado o corte com régua de alumínio ou sarrafo de madeira, orientadas pelas mestras.

Com a regularização, aplica-se uma desempenadeira para acertar a argamassa no substrato uniformizando a superfície, tendo em conta os seguintes elementos:

  • Avaliar o ponto de sarrafeamento da argamassa pelo teste de compressão da superfície com os dedos;
  • Analisar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto;
  • Verificar a planicidade utilizando uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado que deve ficar inteiramente encostada à superfície e com a bolha entre as linhas.
Fonte: Obra24horas
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15 fevereiro 2013

O que é Alvenaria Estrutural?

Você provavelmente já sabe o que é Alvenaria Estrutural, mas talvez ainda não tinha percebido isto. É o mais antigo sistema construtivo usado pela humanidade. Nos tempos bíblicos, o pessoal da Babilônia já construía com tijolos de barro seco ao sol, os antigos egípcios usavam alvenaria de pedra, e na Idade Média foram construídas pontes e catedrais que estão de pé até hoje – e provavelmente ainda estarão por lá durante muitos séculos. 

Mais recentemente, na era da industrialização na Construção Civil, a Alvenaria Estrutural está em uso já há mais de um século. Aqui mesmo, no Brasil, existem edifícios com mais de 30 anos cuja estrutura foi executada usando blocos de concreto. Em termos de edifícios públicos, temos os prédios antigos da Universidade Mackenzie, feitos com tijolos de barro e construídos há cerca de 100 anos. 

Mas o que diferencia uma alvenaria comum de uma estrutural? A função básica de uma alvenaria comum é a vedação (ou fechamento), enquanto que a Alvenaria Estrutural substitui dois principais sistemas de uma construção: a estrutura de concreto armado e os fechamentos de alvenaria. Portanto, na Alvenaria Estrutural as paredes da edificação são também a estrutura que suporta todas as cargas: além do peso próprio, também das lajes, coberturas e carga, além de fatores externos como o vento. 

Um exemplo bem comum de Alvenaria Estrutural são os “sobradinhos” de dois pavimentos construídos aos milhões por aqui, onde as lajes de piso e de forro apoiam-se diretamente sobre a alvenaria ou sobre uma pequena cinta de concreto armado, enquanto que as paredes se encarregam de transportar as cargas para o solo, através dos baldrames apoiados em sapatas corridas ou pequenas estacas (“brocas”). 

Este tipo simples de construção evoluiu bastante, atualmente é possível construir edifícios de vários pavimentos com o mesmo princípio de funcionamento estrutural. 

Vantagens 

As vantagens mais imediatas da Alvenaria Estrutural são a redução de custo e o menor prazo de execução. Estes fatores são muito bem-vindos num mercado imobiliário que está cada vez mais competitivo. Atualmente o preço de venda de um imóvel não é mais determinado por seus custos, mas sim pela capacidade financeira dos compradores, portanto a construção precisa ser o mais econômica possível. 

Já vai longe o tempo em que o preço final de venda de um imóvel era calculado colocando-se uma porcentagem sobre o custo da obra. Agora, é preciso encontrar uma solução técnico-econômica que nos permita, uma vez definido o preço de venda, ter lucro para cada empreendimento em particular. 

É neste contexto que aparecem as vantagens da alvenaria estrutural, por ser a maneira mais simples, rápida e barata de se construir. É claro que não pode ser usada para todo e qualquer tipo de edifício, mas tem se mostrada competitiva até para edifícios de vários andares, conforme vemos a seguir: 

Onde deve ser usada 

A evolução experimentada pelo sistema, em especial no cálculo estrutural, na técnica construtiva e nas transições, a alvenaria estrutural hoje pode ser utilizada numa ampla gama de obras como, por exemplo: 

Imóveis residenciais – A Alvenaria Estrutural pode ser usada tanto para fazer casas isoladas como para conjuntos habitacionais de sobrados e para prédios de 3 a 20 pavimentos, com ou sem subsolos. 

Imóveis comerciais – Prédios de escritórios pequenos e médios, consultórios, escolas, hospitais de até 20 andares, sem falar dos salões comerciais e industriais de pequeno e médio porte, e de prédios públicos como igrejas e auditórios. 

A limitação fica por conta de prédios com poucas paredes (muitas fachadas de vidro ou com divisórias internas móveis). Também deve ser evitada em edifícios onde as paredes não são planejadas, para permitir liberdade de modificações nas divisões internas.

Fonte: IBDA - Fórum da Construção
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