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02 julho 2013

Cresce procura por fundos imobiliários

O investidor que não tem dinheiro suficiente para comprar um imóvel, mas quer aplicar no segmento, tem procurado uma opção que exige menos recursos: o fundo de investimento imobiliário.

Esses fundos são espécies de condomínios de investidores que se reúnem para aplicar em um empreendimento, seja residencial ou comercial, como shoppings, hotéis e universidades.

Para isso, adquirem cotas. Hoje, há no mercado cotas por R$ 100, de acordo com a BM&FBovespa.

Investidor deve ter cautela ao escolher fundo

A modalidade se tornou mais popular a partir de 2009, quando o preço dos imóveis disparou no Brasil.

Mas foi no ano passado que os rendimentos desses fundos chamaram a atenção. Em 2012, os negociados na Bolsa renderam 35%, segundo o IFIX, índice que representa os principais fundos do segmento, enquanto o Ibovespa, principal índice do mercado de ações, subiu 7,4%. 

Foram pouco mais de 316 mil negócios, movimentando R$ 3,59 bilhões, de acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Neste ano, até maio, as negociações já superaram as de todo o ano anterior, com R$ 4 bilhões.

Vale destacar que rentabilidade passada não é garantia de ganho futuro. O rendimento neste ano acumulou baixa de 1,5% até maio - bem menor, porém, que a do Ibovespa, de 14,3%.

De acordo com Paulo Cirulli, gerente de produtos da BM&FBovespa, o volume diário de negociação dos fundos chega a R$ 40 milhões.

"Esses fundos existem desde os anos 1990, mas foram amadurecendo e, nos últimos quatro anos, devido à melhoria do cenário macroeconômico do país, ganharam reconhecimento", diz Cirulli.

Abertos e fechados

Os fundos imobiliários são divididos em fechados e abertos. Nos fechados, não há oferta pública e os investidores são convidados, normalmente por meio de cartas, a integrar essa carteira.

Nos fundos abertos há uma oferta pública. Como no caso do Banco do Brasil, que, no ano passado, captou R$ 1,592 bilhão para construir 64 agências. Quase todos os investidores (93%) foram pessoas físicas que pagaram valores mínimos de R$ 2 mil reais para receber rendimentos provenientes do aluguel das agências.

Além dos rendimentos superiores aos das aplicações em renda fixa e do Ibovespa, um dos principais atrativos desses fundos é a isenção de Imposto de Renda mensal para o pequeno investidor que tenha menos de 10% do total de cotas da carteira.

O benefício fiscal vale em fundos considerados maiores, com mais de 50 cotistas e cujas cotas são negociadas na Bolsa de Valores.

Para Reinaldo Lacerda, presidente do Comitê de Produtos Financeiros Imobiliários da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), é justamente o estímulo tributário que torna esses fundos atraentes. "É uma maneira de obter maior rentabilidade", afirma.

Fonte: Folha de São Paulo
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24 junho 2013

Tijolo e cimento na veia

A Rossi Residencial é uma das empresas que mais apanharam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos tempos. Desde janeiro de 2012, as ações da construtora já perderam mais de 55% de seu valor. No ano passado, a companhia fechou com prejuízo de R$ 205 milhões, o primeiro de sua história. Notícias suficientemente ruins para deixar preocupados os integrantes do clã liderado pelo empresário João Rossi. Mas pelo menos um deles, Rafael, de 33 anos, um dos quatro filhos de João, tem outros assuntos para ocupar sua mente neste momento. Isso porque a construtora fundada por ele em 2011, a Huma Desenvolvimento Imobiliário, está lançando os seus dois primeiros empreendimentos, ambos na cidade de São Paulo. 

No total, eles devem gerar um Valor Geral de Vendas de R$ 130 milhões. O primeiro deles, que deve ficar pronto em 2015, na Vila Mariana, bairro da região Sul da cidade, vai exigir R$ 20 milhões em investimentos do empresário. Mas por que concorrer com a empresa da família exatamente quando ela vive um momento delicado? “São produtos diferentes em relação aos realizados pelas grandes construtoras, voltados a públicos distintos”, diz Rafael. Ao contrário do que fazem as gigantes do setor, como a Rossi, cujo foco são as famílias das classes B e C em busca de maiores espaços internos, a Huma terá como foco os solteiros e jovens casais de maior poder aquisitivo. 

São clientes dispostos a pagar mais de R$ 10 mil por metro quadrado, que privilegiam uma boa localização. “Buscamos bairros que contam com opções de lazer e que sejam próximos a estações de metrô e centros empresariais, permitindo que seus moradores possam ir a pé para o trabalho”, diz Rafael. Para atrair esse público, a Huma projetará principalmente apartamentos compactos, entre 45 m² e 65 m² de área construída. A sustentabilidade será um chamariz, com a ideia de que as unidades e mesmo os corredores sejam expostos a bastante luz e ventilação natural. “Sempre pensei em lançar edifícios que se integrassem melhor à cidade, como recuar o andar térreo em relação à rua, para criar um jardim aberto a todos”, afirma. 

Para desenhar o primeiro prédio de sua empresa, ele convidou a Una Arquitetos, um escritório mais acostumado a realizar projetos urbanísticos e centros culturais do que edifícios residenciais. O caminho escolhido é visto como acertado por analistas. “Os apartamentos compactos e com muitos serviços ainda não são uma prioridade para as grandes construtoras”, diz o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady. “Mas duvido que elas fiquem de fora por muito tempo, já que se trata de uma tendência que pega carona nos projetos de revitalização dos centros urbanos.” A última pesquisa do perfil de vendas do setor, realizada em fevereiro pelo Secovi-SP, mostra que 77,1% das unidades comercializadas na cidade possuíam um ou dois dormitórios.

A origem da Huma remonta ao tempo em que o empreendedor trabalhava na construtora da família, na qual atuou por dez anos, respondendo pela área de marketing. Rafael chegou a ser cotado para assumir a presidência do negócio, mas o grupo optou por profissionalizar a gestão, em 2010, com executivos de fora da família, como o atual CEO, Leonardo Nogueira Diniz. A mudança de planos fez com que os trigêmeos, filhos de João Rossi, decidissem trilhar seu próprio caminho. Guilherme criou a GR Properties, que negocia galpões comerciais, e Eduardo montou a ERC Desenvolvimento Imobiliário, voltada para a construção e gestão de shopping abertos, conhecidos como strip malls.

Fonte: Isto é Dinheiro
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23 janeiro 2013

Mills bate Ibovespa devido a investimentos para a Copa

Das 452 empresas com ações negociadas na Bovespa, a Mills é uma das poucas a se beneficiar diretamente da construção de rodovias, estádios e metrô antes da Copa.

Os investidores do mercado de ações, em busca de maneiras de tirar proveito do boom da construção com os preparativos para Copa do Mundo e Olimpíada, estão se voltando para um fornecedor pouco conhecido de andaimes e formas para concreto.

A Mills Estruturas e Serviços de Engenharia SA, empresa com sede no Rio, que abriu capital em 2010 e que não faz parte do Ibovespa, acumula alta de 66 por cento nos últimos 12 meses, para R$ 33,10.

A disparada se compara à queda de 1 por cento do Ibovespa e um avanço de 21 por cento no índice BM&FBovespa Small Caps, que inclui a Mills.

Das 452 empresas com ações negociadas na BM&FBovespa, com um valor de mercado somado de US$ 1,2 trilhão, a Mills é uma das poucas a se beneficiar diretamente da construção de rodovias, estádios e estações de metrô antes da Copa de 2014, de acordo com a Schroder Investment.

Isso dá à ação um valor de escassez que vai ajudar a impulsionar mais ganhos na empresa de US$ 2 bilhões, disse Eduardo Carlier, diretor de renda variável na unidade brasileira da Schroder.

“As opções para investir no setor são tão limitadas que os poucos do mercado merecem algum prêmio”, disse Carlier, que possui ações da Mills, como parte dos R$ 3 bilhões que ajuda a gerenciar na Schroder, o maior gestor de recursos com capital aberto na Europa. “É uma das poucas empresas que representam bem o setor de infraestrutura na Bovespa.”


Fonte: Exame.com

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17 janeiro 2013

Como iniciaram 7 ações do setor imobiliário na bolsa em 2013

As ações do setor imobiliário começaram o ano em alta. Salvo algumas exceções, as companhias apresentaram um resultado operacional do último trimestre do ano passado visto como positivo pelos analistas. A Brookfield, por exemplo, deu continuidade ao seu histórico de resultados acima da média. A Gafisa, enquanto isso, continua a mostrar os sinais de uma reviravolta nas suas operações após frear os lançamentos da combalida unidade Tenda. A PDG ainda não pretende abrir a sua caixa preta fechada desde a troca de controle para a Vinci Partners e, ao contrário dos últimos trimestres, deixará os investidores sem saber detalhes dos números operacionais até a publicação do balanço final em 27 de março. Confira as projeções e desempenho de cada uma abaixo:


Brookfield

Os lançamentos da Brookfield (BISA3) somaram 1,757 bilhão de reais no quarto trimestre e fecharam 2012 em quase 3,1 bilhões de reais, pouco acima do ponto mínimo da previsão da construtora e incorporadora para o ano passado.

“O resultado foi positivo, pois a companhia conseguiu melhorar seu desempenho em relação aos períodos anteriores, principalmente o primeiro semestre, onde a empresa sofreu com atrasos de aprovações, baixo volume de lançamentos, além dos ajustes de orçamento. E também conta a favor da companhia o cumprimento do guidance divulgado”, afirma Karina Freitas, analista da Concórdia Corretora.

As ações da Brookfield têm alta de 7% até segunda-feira.


Even

Lançamento de empreendimento da Even ConstrutoraOs lançamentos da Even (EVEN3) em 2012 totalizaram 2,52 bilhões de reais, atingindo praticamente em cima a previsão de 2,5 bilhões de reais para o ano passado. O resultado do ano foi 21,6% acima do fechado de 2011, quando a empresa encerrou com lançamentos de 2,07 bilhão de reais.

“Em nossa visão, além da alta concentração de lançamentos no 4T12 (46% dos lançamentos do ano), acreditamos que os lançamentos foram concentrados em Dezembro, o que naturalmente faz com que as vendas sejam realizadas durante o 1T13”, Paola Mello e Dan McGoey, analistas da Citi Corretora. “Even é uma das nossas ações preferidas no setor de Construção, combinando rápido giro do ativo, baixa necessidade de capital de giro e histórico de resultados consistente”, explicam.

As ações da Even têm queda de 0,1% até segunda-feira.


Tecnisa

Operários da TecnisaOs resultados operacionais da Tecnisa (TCSA3) decepcionaram o mercado na segunda-feira. A companhia lançou 511 milhões de reais, queda de 49,7% sobre um ano antes. No fechado do ano passado, os lançamentos diminuíram para 1 bilhão de reais. A Tecnisa iniciou 2012 com projeção de lançar 2,8 bilhões de reais, mas reduziu a meta para 1 bilhão de reais.

“O destaque negativo ficou por conta da queda nas vendas de 38% contra o trimestre anterior, somando R$ 230 milhões e como consequência a velocidade de vendas caiu de 18,3% no 3T para 10,3%”, comenta Fabiola Gama, analista da Santander Corretora, em relatório. A recomendação é de compra, com um preço-alvo de 11,90 reais.

Apesar dos números ruins, a empresa se levantou na bolsa nesta terça-feira após a emissão dos alvarás de aprovação e execução dos dois primeiros empreendimentos no bairro Jardim das Perdizes. O projeto será construído num terreno de 244 mil m², que foi comprado da Telefônica em 2006 por 134 milhões de reais. A ideia é criar na região um bairro planejado e integrado ao seu entorno com apartamentos, escritórios, hotel e áreas de lazer abertas ao público.

As ações da Tecnisa têm queda de 4% até segunda-feira.


Gafisa

A Gafisa (GFSA3) vive um momento que é visto por parte do mercado como de reviravolta e que pode impulsionar as ações da empresa. Outros analistas, contudo, percebem o esforço da administração em ajeitar a casa (principalmente na divisão Tenda), porém ainda não recomendam as ações.

Obra do edifício Stelato da construtora Gafisa, em Santo Amaro.De qualquer forma, os números do último trimestre de 2012 foram bem recebidos. Os lançamentos atingiram 1,49 bilhão de reais no quarto trimestre e fecharam o ano em 2,95 bilhões de reais, perto do ponto máximo da nova estimativa para o ano. Este ano, a empresa optou por não realizar lançamentos da Tenda.

“Apesar de vermos a prévia dos resultados do 4T12 positiva, esperamos que o entusiasmo com a performance no período seja afetado pelas expectativas do management de menos geração de caixa em 2013 e perspectivas operacionais ainda desafiadoras”, ressalta Dan McGoey, analista da Citi Corretora. A recomendação às ações é neutra, com preço-alvo de 4,60 reais. As ações da Gafisa têm alta de 4% até segunda-feira. Nesta terça-feira, os papéis chegaram a subir 8%.


PDG Realty

PDG RealtyA PDG (PDGR3), que está em um momento de reestruturação desde a troca de controle para o fundo Vinci Partners, ainda não divulgou completamente as suas estratégias e por isso, desta vez, não vai publicar a sua prévia operacional do último trimestre de 2012.

O mercado espera que alguma coisa seja publicada junto aos números do quarto trimestre do ano passado, que estão marcados para 27 de março. Até lá, a consultoria McKinsey&Company está trabalhando para identificar os pontos de eficiência que podem ser atacados.

As ações da PDG têm alta de 1,5% até segunda-feira.


Rossi Residencial

Rossi ResidencialA Rossi (RSID3) ainda não tem data para a publicação da prévia operacional do quarto trimestre de 2012. O balanço final será divulgado no dia 26 de março. Em 2013, a única notícia sobre a empresa que chegou aos investidores foi a de conclusão do aumento de capital no valor de 563,3 milhões de reais. O valor representa 93,89 por cento dos 600 milhões de reais buscados, após o prazo ter acabado em 21 de dezembro, de acordo com comunicado.

As ações da Rossi Residencial têm baixa de1,8% até segunda-feira.


MRV

Condomínio da MRVA construtora e incorporadora mineira MRV(MRVE3) teve um início de ano conturbado ao ser incluída novamente em uma "lista suja" do trabalho escravo preparada pelo Ministério do Trabalho. Por conta da inclusão na lista, a Caixa Econômica, uma das principais credenciadoras da MRV, optou por interromper novos financiamentos para a empresa.

Segundo o Departamento de Relações com Investidores da empresa, o resultado operacional do quarto trimestre de 2012 será publicado no final desta semana. Ainda não há data a para a publicação do balanço final do ano passado.

As ações da MRV têm baixa de 5,3% até segunda-feira.


Fonte: Exame.com



















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